Desafio - The Process of Thinking

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pco69
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Re: Desafio - The Process of Thinking

Postby pco69 » 15 Jul 2010 08:54

Samwise wrote:(...)

Não concordes tão depressa com o Pco e muito em particular neste caso - digamos que ele está a ser muita literal naquilo que diz... :mrgreen: (nada que não estivesse à espera, mas pronto...)


Bota literal nisso :mrgreen:

Sem entrar na questão do 'processo do pensamento', porque na realidade não me interessa, vou no entanto falar da parte dogmática do 'monoprocessamento' por parte da parte masculina do género humano.

Aqui à uns tempos estive a acompanhar um documentário qualquer onde se analisava já não sei o quê, mas onde colocaram algumas cobaias humanas em teste .

Colocavam uma mulher numa sala e davam-lhe uma série de tarefas a fazer num determinado periodo de tempo. Isto foi feito com umas quantas. E fizeram exactamente o mesmo com alguns homens.

As mulheres desempenhavam várias das tarefas simultaneamente, como por exemplo tirar fotocópias enquanto a agua da sopa estava a aquecer e inclusivamente atendiam o telefone ao mesmo tempo. Os homems faziam tudo sequencialmente e interrompiam o que estavam a fazer para atender o telefone.

A conclusão era exactamente essa; a de que os homens são mais monoprocessamento, enquanto as mulheres são mais multiprocessamento. Ou seja, não é própriamente um dogma.

Como mero exemplo, já agora, podem dar uma vista de ohos por aqui:
http://www.youblisher.com/p/12191-Por-q ... azem-amor/

...questão fundamental aqui é simples homens e mulheres são diferentes nem melhores nem piores apenas diferentes cientistas antropólogos e sociobiólogos sabem disso há anos mas têm também a dolorosa certeza de que afirmar publicamente suas conclusões em um mundo politicamente correto como o nosso poderia transformá-los em verdadeiros párias de uma sociedade determinada a acreditar que homens e mulheres têm as mesmas habilidades aptidões e potenciais...


Como nota, para quem não me conhece (alô Mónica :mrgreen: ), eu estou do lado dos que fazem sexo :pipoca:

E já agora, também será interessante estas anedotas estudadas de um ponto de vista sociológico:

3. Pesquisadoras descobriram por que Moisés ficou andando 40 anos no deserto com o povo de Israel:
R.: Um homem nunca pergunta o caminho.

6. Qual é a definição masculina de uma noitada romântica?
R.: Sexo.

10. Como um homem chama o amor verdadeiro?
R.:Ereção.


Ver mais em: http://sorisomail.com/anedotas/62036.html
Fenómenos desencadeantes de enfarte do miocárdio

Esforços físicos, stress psíquico, digestão de alimentos, coito, tempo frio, vento de frente e esforços a princípio da manhã.

Ou seja, é extremamente perigoso fazer sexo ao ar livre com vento de frente, após ter tomado o pequeno almoço numa manhã de inverno...

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Re: Desafio - The Process of Thinking

Postby Samwise » 19 Jul 2010 02:18

Respondendo directamente ao desafio proposto ( :P ), isto não é um texto ficcional.

Identifico vários comportamentos diferentes que definem o fluir do pensamento no meu cérebro; são processos provenientes de compartimentos distintos, com fronteiras bem delineadas, embora constantemente interactivos e solícitos entre si.

Compartimento 1 - interiorizar aquilo que me chega de fora...

A forma de pensamento mais desprovida de esforço é, para mim, a absorção e interpretação mecanizada daquilo que recebo através dos sentidos, seja de um ou de vários ao mesmo tempo. É sentir aquilo que me chega de fora, que é originado a partir do exterior e que exige de minha parte pouco esforço de processamento mental - talvez porque cada um dos sentidos tenha processos/rotinas mentais dedicados e sobretudo porque estes estão, por sua vez, ligados a dispositivos físicos próprios. Começando com um exemplo simples, fechar os olhos e cheirar uma flor é algo que não me exige esforço algum; o cérebro está concentrado em fazer uma coisa que não é pensar, embora possa estar a trabalhar, em segundo plano, mecanicamente, na questão das associações lógicas, tentando recordar que outros cheiros podem ser iguais ou parecidos àquele. Mas imaginemos que o cheiro já é conhecido à partida, imaginemos que sei que estou a cheirar uma rosa: neste caso não haverá carga mental nenhuma e será em actos semelhantes a este que me sinto mais perto de julgar que é possível a determinada altura não estar a pensar literalmente em nada. Comer um gelado já é uma actividade ligeiramente mais complexa para a mente, porque se serve de vários sentidos em simultâneo, por vezes também de forma mecanizada (e, portanto, irrelevantes para a carga mental): tacto (porque é algo muito frio que sinto na boca, representa uma mudança extrema na temperatura habitual), paladar e olfacto. Ver um filme é uma tarefa que começa por ser matéria deste compartimento e que salta um pouco para o próximo (já vou falar dele): serve-se primariamente da nossa visão e audição (e por vezes do tacto, se a cadeira for desconfortável...), mas exige o trabalho do cérebro para decifrar correctamente as mensagens transmitidas. Dando um passo mais à frente, o acto de conduzir serve-se de três sentidos (visão, audição e tacto) e ainda solicita de nós uma resposta física (coisa que "ver cinema" não faz). É uma actividade elaborada e importante/grave/perigosa o suficiente para exigir uma boa coordenação motora, mas que pode ser levada a cabo de forma totalmente "desligada", em "piloto automático", quando conduzimos por instinto por já termos mecanizadas todas a suas particularidades (o cérebro já não necessita de decifrar o que significam os sinais de trânsito, por exemplo, e segue os limites das faixas sem sair fora, ao passo que também não precisa de dizer ao pé esquerdo que deve carregar na embraiagem sempre que é necessário trocar de mudança...). Não quero com isto dizer que é assim que devemos conduzir, estou apenas a constatar que é possível conduzir sem se estar minimamente concentrado na condução, deixando, consciente ou inconscientemente, que os sentidos substituam o cérebro no comando das operações.

Compartimento 2 - O pensamento provocado, controlado, racional e consciente.

Divido este compartimento em várias áreas distintas:

A - O raciocínio construtivo/decifrador - ocorre quando sou confrontado com um qualquer situação que de alguma forma desafie os meus conhecimentos, crenças ou valores e que exija de minha parte uma resposta elaborada e resolutiva . É todo o pensamento que é gerado precisamente por não haver uma actividade mecanizada programada no meu cérebro. Por exemplo, um problema matemático novo ou o evoluir de um jogo de xadrez. Numa outra área, uma discussão em que tenha de analisar as forças e fraquezas da exposição contrária, de lhe encontrar as falhas na lógica, e de contrapor uma explicação alternativa que para mim faça mais sentido. Este será provavelmente o tipo de actividade mental mais exigente, embora possa não ser o mais esgotante - a força das emoções rouba por vezes esse protagonismo. Quanto mais interesse/gosto eu tiver pelos temas que de mim exijam raciocínio, mais intensamente vou colocar o cérebro à sua disposição.

B - As Ordens - aqui não há muito a explicar: o cérebro reage a determinada solicitação e ordena ao corpo que faça qualquer coisa em resposta. Usando a área anterior e continuando um dos exemplos dados: durante um jogo de xadrez, o cérebro toma várias decisões e ordena ao corpo que faça mover certas peças. Temos as área A e B a actuarem intercaladas ao longo do tempo.

C - O Baú de Memórias - Também de fácil explicação, ocorre quando passo em revista acontecimentos do passado. É recordar aquilo que os meus sentidos gravaram no meu cérebro. Toda a gente tem um destes, com mais ou menos tralha lá dentro... :mrgreen:

D - A Fabricação de Cenários - ocorre quando me ponho a imaginar realidades que não existem, quer alterando deliberadamente recordações passadas, definindo rotas de acontecimento alternativas ao que realmente sucedeu, quer acerca de hipotéticos e possíveis futuros, imaginando cenários reais a partir de simples pontos de partida, quer ainda fantasiando acontecimentos que não aconteceram e não prevejo que possam alguma vez vir a acontecer (imaginar ter asas e poder voar, por exemplo). É sonhar acordado e de forma consciente.

Compartimento 3 - O pensamento espontâneo, não controlado e desligado da "realidade presente".

É facilmente detectável em mim quando estou de "olhos perdidos no horizonte", num estado que parece vegetativo, normalmente durante pequenos períodos de tempo e em que o "regresso à realidade" pode resultar de um qualquer estímulo externo. Este tipo de estado mental, apesar de perfeitamente autónomo e anárquico, serve-se maioritariamente das áreas C e D do compartimento 2 como mecanismo de ignição e combustível de funcionamento. É até frequente haver uma troca natural de lugar entre o pensamento controlado e o pensamento espontâneo no que toca a estas alíneas, sendo que uma cadeia de pensamento controlado pode subitamente ser atropelada por outra que é espontânea e que, numa dinâmica de associação de ideias, ganha vida própria sem que eu consiga intervir. As formas mais puras e delirantes de pensamento espontâneo são os sonhos durante o sono.

A engrenagem...

Entre estes diferentes estados de pensamento viaja um agente incansável a que chamo "foco da atenção". É incansável porque, tal como o acto mecânico do bater do coração, esta função orgânica, se assim lhe posso chamar, está sempre activa e não a consigo "desligar". O "foco da atenção" determina qual destes compartimentos está a ganhar aos outros em termos de protagonismo em determinado momento, embora, tal como referi no início do texto, este agente seja bastante irrequieto e interactivo e se sirva das descargas ocorrentes nos vários compartimentos em simultâneo para construir aquilo que é a "cadeia de pensamento". Ao contrário de certas mulheres, e segundo um mito que anda por aí a circular, de facto eu não sou multitasking em termos de disponibilidade cerebral e não tenho vários "focos de atenção" ligados ao mesmo tempo, funciono antes por "sequenciação" (a excepção possível são os casos de mecanização de tarefas, me lá está: quando é mecanizado, não exige processamento mental). Infelizmente...

Vários factores podem determinar o "processo do pensar", determinar o compartimento ou os compartimentos para onde o "foco da atenção" vai estar apontado. Diria que aquilo que se está a viver na realidade presente, num determinado momento, é o factor mais forte para originar "pensamentos", para determinar para que compartimento vai o foco, embora não seja o único. Por exemplo, quando estou a ter uma conversa com outra pessoa, o pensamento está focado na interpretação e na manutenção da lógica decorrente da dinâmica da conversa, oscilando entre os compartimentos 1 e 2 (2A maioritariamente, mas podendo por breves momentos recorrer a 2B, 2C e 2D) - é a conversa que determina a "cadeia do pensamento". Outro exemplo da importância da "realidade presente": se estou a trabalhar, concentrado em determinada tarefa, será esse trabalho que toma a maior fatia da atenção do meu cérebro, provavelmente através da utilização dos compartimentos 2A e 2B. Em contrapartida, diria que o pensamento espontâneo - compartimento 3 - está muito pouco dependente da realidade actual, e que é pouco ou nada influenciado por ela. Identifico os interesses e os gostos próprios, assim como as preocupações, na prática tudo aquilo que decorrente de sentimentos e emoções, como os grandes determinantes do pensamento espontâneo. Se gosto muito de determinada coisa, e independentemente de para ela poder apontar o pensamento consciente aquando da sua lembrança, é natural que o meu inconsciente a tenha e mantenha quase à tona de água, presente mesmo quando estou focado noutros assuntos. O exemplo mais óbvio disto será o sentimento do amor, seja ele de género sanguíneo, platónico, ou carnal. Os objectos amados serão aqueles que mais próximos da superfície se encontrarão e aqueles que mais rapidamente roubarão lugar ao pensamento consciente, sobrepondo-se a este - ou mesmo sobrepondo-se inicialmente e deixando depois que pequenas interferência conscientes orientem ligeiramente a direcção desses devaneios. A intensidade desses sentimentos/emoções determina, por sua vez, a quantidade de tempo que o pensamento espontâneo vai reivindicar para si o foco da atenção.

C'est tout... ;)
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Re: Desafio - The Process of Thinking

Postby Tzimbi » 19 Jul 2010 15:24

Ainda não li tudo, mas permite-me que te diga: pensas demais!

:friends:
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Re: Desafio - The Process of Thinking

Postby croquete » 19 Jul 2010 15:43

O pensamento ou a forma como pensamos é um assunto interessante e de difícil definição. Creio que qualquer que seja a apresentação, ela estaria sempre incompleta. Está no domínio dos conceitos, ultrapassará sempre o último ponto final. Será por acaso que existem psicólogos com teorias diferentes sobre este assunto?
Para mim, um desafio mental consciente deverá ser abordado por quatro perspectivas distintas:
1º A intuição: a resposta que procuro assume por vezes uma nebulosidade isenta de contornos precisos, é uma ideia geral, chega a ser, por vezes, uma questão de fé, acreditar que a resposta existe é o primeiro passo para a atingir, é o mundo visto através de uma lente desfocada… É um salto mais ou menos preguiçoso e ao mesmo tempo mais ou menos brilhante entre a linha de partida e a linha de meta, é porventura inato e dependerá de imagens mentais vidas da memória.
2º A dedução: inferir daquilo que é geral, tudo o que é particular.
3º A indução: inferir daquilo que é particular, uma prespectiva global.
4º A redução: é o meu preferido, não passa de um jogo de crianças, observo o problema com a maior ingenuidade possível e acrescento-lhe apenas a pergunta “porquê?”, e depois da resposta outro “porquê?”, e outro ainda e outro etc., o limite estará na distância entre as respostas que vão surgindo e aquilo que os primeiros três pontos sugerem.
Esta é a minha teoria…

Na prática…bem…na prática as coisas são mais difíceis. Os meus pensamentos são desordenados e em nada se compararam com o arquivo de uma biblioteca. A lógica pode ficar corroída pelo ruído do preconceito, a memória poderá ser um aliado ou um inimigo, existem perspectivas, de entre os pontos anteriores, que se tentam sobrepor umas às outras. O esforço para ordenar as ideias pode ser influenciado pela velocidade a que a resposta é necessária etc.

É evidente que a disciplina mental é factor essencial para que eu apresente uma resposta com maior qualidade. Mas o talento inato, aquele que retirarei essencialmente da intuição é extremamente pequeno comparado com este trabalho de sapa necessário para ordenar os pensamentos. Há quem diga, e eu concordo, que a capacidade de trabalhar naquilo que nos desagrada faz parte do talento.

Falando de ruído, existem ainda os sentimentos.

Tomando como exemplo o jogo de xadrez. (Uma abordagem do Sam)
Não há esforço maior que tenha de fazer do que aquele que me faz separar o meu jogo das variantes mais bonitas. São 99 em cada 100, todos aqueles jogos que são mais bonitos naquilo que na prática não foi jogado por ser demasiado incerto. Como a ponta de um Iceberg, muito maior naquilo que não se vê.

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Re: Desafio - The Process of Thinking

Postby Samwise » 19 Jul 2010 16:24

Muito interessante, croquete! :)

croquete wrote:Há quem diga, e eu concordo, que a capacidade de trabalhar naquilo que nos desagrada faz parte do talento.
Esta frase deu-me que pensar...

A ideia que tenho é que esta situação depende mais das motivações imediatas do que de outra coisa qualquer - mas claro que uma pré-disposição genética ajuda muito.

Falando de ruído, existem ainda os sentimentos.


Ruído no sentido de deturpador externo do pensamento racional? Ou será antes um determinante intrínseco, e essencial, nele?
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Re: Desafio - The Process of Thinking

Postby croquete » 19 Jul 2010 18:00

Samwise wrote:Ruído no sentido de deturpador externo do pensamento racional? Ou será antes um determinante intrínseco, e essencial, nele?


Falando de pensamento racional e em "respostas" a desafios, no meu caso, penso que é um deturpador, mas também é intriseco, é assim que está formatado, o que não acho é que na maioria dos casos seja essencial.

Não que ache que as máquinas pensem melhor que os homens. Simplesmente apresentam em variados casos respostas lógicas com maior rapidez. Isentas de "ruído".

Existe no entanto aqui um truque:
Então e as perguntas?
Os computadores não sabem fazer perguntas. Porque estas sim já derivam em muitos casos dos sentimentos.

Estaremos sós, viveremos sozinhos no Universo?
( A solidão)

De onde viémos? Para onde vamos?
( A necessidade de nos sentirmos completos)


Aquilo que nos torna humanos são os nossos sentimentos e ao mesmo tempo as nossas perguntas.

etc.

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Re: Desafio - The Process of Thinking

Postby Samwise » 19 Jul 2010 23:17

croquete wrote:
Samwise wrote:Ruído no sentido de deturpador externo do pensamento racional? Ou será antes um determinante intrínseco, e essencial, nele?


Falando de pensamento racional e em "respostas" a desafios, no meu caso, penso que é um deturpador, mas também é intriseco, é assim que está formatado, o que não acho é que na maioria dos casos seja essencial.

Não que ache que as máquinas pensem melhor que os homens. Simplesmente apresentam em variados casos respostas lógicas com maior rapidez. Isentas de "ruído"


Acho que ainda não chegámos a essa fase... :mrgreen: Por enquanto as máquinas não pensam de todo, apenas executam tarefas lógicas, sejam elas pré-programadas ou aleatórias (sendo que o aleatório também resulta de uma pré-ordem).

Aquilo que nos torna humanos são os nossos sentimentos e ao mesmo tempo as nossas perguntas.


A grande questão em relação às máquinas é a seguinte: quando e se alguma vez chegarem a pensar autonomamente, será que também ganham sentimentos e emoções? (se esse momento chegar, não tenho a mesmo dúvida em relação às perguntas: para mim é bastante evidente que ganharão a capacidade de interrogar e de procurarem as respostas para se satisfazerem).

---

Quanto ao pensamento racional vs sentimentos, cada vez acredito mais na importância dos segundos para a correcta aplicação do primeiro, por mais ilógico que isto possa parecer...
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Re: Desafio - The Process of Thinking

Postby croquete » 20 Jul 2010 18:37

Samwise wrote:Quanto ao pensamento racional vs sentimentos, cada vez acredito mais na importância dos segundos para a correcta aplicação do primeiro, por mais ilógico que isto possa parecer...


Tens razão, parece-me ilógico "à bráva". ^_^

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Re: Desafio - The Process of Thinking

Postby darkluneangel » 06 Aug 2010 15:07

Considero este desafio bastante pertinente. Nunca antes tinha pensado na forma como se processa a informação que vou angariando e como posteriormente a utilizo para tomar decisões. Na maior parte das vezes preciso de “arrumar as ideias”, parar e meditar sobre o que realmente se passa à minha volta e dentro de mim, isto é, quando o tempo disponível mo possibilita.
As ideias chegam-me à mente de diversas formas: através de estímulos exteriores, memórias e associações de conceitos/sentimentos, muitas vezes quando parecem não ter qualquer conexão entre si.
Na tomada de decisões, acho que faço quase tudo ‘a quente’, principalmente quando têm que ser decisões imediatas. Ou então fujo e relego a escolha para outra pessoa (é mau, mas acontece muitas vezes). Assim, a maior parte das minhas escolhas recai mais para o lado irracional do que para o racional. Ajo muitas vezes por instinto e ao sabor das emoções, quando tenho que tomar uma decisão onde estas estão envolvidas é-me muito difícil pensar racionalmente (e depois arrependo-me, mas volto sempre ao mesmo).
Quando tenho tempo para pensar e existe pouco envolvimento emocional analiso os pontos a favor e contra de cada uma das opções e recorro também a experiências passadas ou a informações recolhidas anteriormente para me decidir.
Os meus sonhos e objectivos de vida (ou apenas daquele momento) ajudam-me também a tomar certas decisões , impulsionando-me à acção. Aí entra a criatividade para solucionar os problemas que daí poderão advir.
If you want to say something and have people listen then you have to wear a mask. If you want to be honest then you have to live a lie. Banksy

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Re: Desafio - The Process of Thinking

Postby Samwise » 16 Aug 2010 10:22

A propósito deste desafio, li uma passagem no diário de Saramago, respeitante à memória, que encaixa aqui muito bem... vou ver se transcrevo.
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