Dexafio: Está um gajo na minha sala de estar

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Samwise
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Dexafio: Está um gajo na minha sala de estar

Postby Samwise » 23 Dec 2008 16:30

Imagine que, assim sem mais nem menos, lhe aparece um tipo mal encarado na sala de estar. Também pode ser uma tipa.

Não fuja a correr. Escreva antes um conto...


Sam
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Re: Dexafio: Está um gajo na minha sala de estar

Postby Samwise » 23 Dec 2008 16:34

'zuogmi' wrote:venho da cozinha para a sala e está um gajo na minha sala de estar, um fato de gabardine, mas o que é que este gajo está a fazer na minha sala de estar?
eu já vi este focinho nalgum lado, a expressão da sua cara irrita-me, é enervante
pose de sucesso e de como está a viver como é a maneira mais certa de viver, como qem diz 'mas é claro que eu sou e vivo assim, é a melhor maneira
tu não vives assim porque és um falhado'
ele sente-se bem com ele próprio, é visto como um homem de sucesso

vou esventrar-te já, abrir-te a carcaça e oferece-la fresca fresqinha às esfaimadas ratazanas da rua (minhas amigas) que a devorarão num ápice - pim!

desço o degrau e vou ver o qéqeste otário qer

diz-me que vem buscar uma carta, eu reajo prontamente como se fosse a coisa mais natural e vou ver a caixa do correio, entrego-lhe uma carta
tem endereço estrangeiro, ele diz que a carta está aberta, eu digo-lhe que a abri sem qerer iqtá tudo lá dentro intacto
ele começa a foder-me a cabeça, isto não pode ser, este meu cliente não vai gostar nada disto, isto é inadmissível
eu digo-lhe qabri a carta sem olhar para ela pensando qera pamim, não foi propositado, ele continua bláblá mas coméq voçê faz uma coisa destas?
a falar comigo num tom superior e paternal

conadatuamãe àscostas eu tenho qtaturar? levasmazéumapazada nacabeça, estalo-te o crânio e ponho-te esses teus miolos ressequidos a arejar

a seguir pede-me 250 escudos emprestados, 250 escudos emprestados?! este conas está na minha sala de estar não faço puta ideia porquê
está a foder-me a cabeça por causa de uma carta qe nem é para mim, e ainda tem a lata de me pedir 250 escudos emprestados!?
e diz mais, para qem abriu uma carta que não era para si 250 escudos é pouco, diz com a sua convicção de filho de puta, enquanto olha distraidamente os meus livros
este gajo é convicto, é convicto em foder-me, isso enebria-me e provoca em mim uma certa admiração, quase me dá tuza
o meu ódio cresce de mão dada com a raiva
ahhh....! levas mazé uma facada...! vou buscar os 250 escudos a outra divisão da mansão
encontro uma moeda de 50 escudos grande dourada de colecção numa prateleira, apanho trocos e levo-os
regresso à sala de estar a contar os trocos, o gajo pôs-me nerviosso, atrapalho-me a contar o dinheiro, perco-me a contar meia dúzia de moedas
sinto o olhar de desprezo dele em cima de mim

começo a sentir-me tonto, a cabeça a andar às voltas, cambaleio, ele olha-me imóvel com prazer
um esgar de gozo bem na pontinha da sua boca escarninha
caio no chão e fico sentado, não sei o que se passa, ele olha-me de cima, eu com os trocos na mão tento perceber o que se passa
de repente ocorre-me, o gajo drogou-me, não faço ideia como-me, deixo de ver, vejo tudo branco, o gajo vai assaltar-me a casa e, com sorte, mata-me - acordo


Ler comentários aqui: http://www.bbde.org/index.php?showtopic=7124
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Re: Dexafio: Está um gajo na minha sala de estar

Postby Samwise » 23 Dec 2008 16:37

'Azert' wrote:Quase dez horas da manhã. Entro em casa, pouso a carteira no móvel de entrada e largo os sacos no chão. Vou até à sala para descansar um pouco e vejo uma gaja no sofá.
Noto que a coberta do sofá é nova e que as almofadas que tinha planeado fazer estão lá. Ela não parece surpreendida por ver-me. "Entra", diz-me. No estado de torpor em que me encontro, quer da surpresa, quer do cansaço da viagem de combóio, obedeço. "Senta-te". Faço-o.
"Ando há algum tempo para ter uma conversa contigo.", inicia ela. "Com certeza que já reparáste que não tens conduzido a tua vida da melhor maneira...". Quase aceno afirmativamente com a cabeça. "Pois bem, não tive outra alternativa senão tomar o teu lugar. Sinto muito.". Tomar o meu lugar? "Juntei as tuas coisas e pu-las na entrada do quarto. Podes ir buscá-las." As minhas coisas? Mas todas as coisas que estão nesta casa são minhas! "Agradecia que saísses ainda hoje. Podes comer qualquer coisa antes de ir, se quiseres. Ainda tens uns iogurtes no frigorífico e um resto de pão de forma."
Incrédula, fui ao quarto ver se não estaria lá, deitada na cama, a sonhar. Bem vistas as coisas, não seria mais disparatado do que a situação em que me encontrava. Vi uns sacos com algumas roupas à entrada, tal como ela tinha dito, com aquela boca tão igual à minha.
Fui ao quarto de banho lavar a cara com água gelada. Olhei-me no espelho. Não havia dúvida, era mesmo eu que me reflectia lá.
Regressei à sala, entreguei as chaves de casa à outra eu e disse-lhe que não queria levar nada comigo, que não era preciso. Despedi-me da gata e saí sem fazer barulho. Tenho a certeza de que doravante vou ser muito mais feliz, assim, sem mim.


Ler comentários aqui: http://www.bbde.org/index.php?showtopic=71...amp;#entry51648]
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Re: Dexafio: Está um gajo na minha sala de estar

Postby Pedro Farinha » 23 Dec 2008 16:46

O comboio atafulhado de pessoas e embrulhos. Sacos e mais sacos, fitas e cores vivas enrodilham-se nas minhas pernas impedindo-me de caminhar. Estou farto. As luzes pisca-pisca em néon impelem-me a mostrar cara alegre. Artificial.

Finalmente chego a casa, atiro o casaco para cima da cama e dirijo-me à sala para afogar o azedume num copo de Porto. Sentado no sofá, pernas em cima da mesa e o ar mais descontraído e de proprietário está lá um gajo.

Olha para mim e nem estremece. Como se fosse ele o dono da casa e eu o intruso. Quem é ele, o que faz aqui ? Sorri para mim e estende-me um cálice que aceito sem pudor e despejo dum trago. É então que reparo que na mão esquerda segura o comando e aponta para a televisão mostrando cenas de outros natais, eu em criança, os filhos pequenos, a minha avó que já faleceu e que tinha o condão de pôr o natal a cheirar a compota de amora.

Encho de novo o copo e descontraio-me. O gajo sorri e manuseando o comando como se fosse um florete, volteia e dá a estocada final – o nosso primeiro Natal. Os dois mais luminosos que todas as lâmpadas da árvore, sentados no chão assoalhado da nossa primeira casa, ainda vazia de moveis mas cheia de tudo o que interessa.

Finalmente pergunto-lhe – quem és tu, gajo ?

Sou o fantasma do Natal do passado e agora mexe-me esse traseiro vai recuperar a tua vida e em vez de te lastimares e escreveres merdas no computador, levanta o queixo e o olhar e faz-te à vida. Assim fiz. Saí de casa em busca de quem tinha perdido completamente esquecido que tinha deixado um gajo estirado na minha sala de estar.

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Re: Dexafio: Está um gajo na minha sala de estar

Postby grayfox » 23 Dec 2008 17:28

Chego a casa cansado da azáfama da compra dos presentes para a tia, a avó, a canalha...
Ao entrar na porta amaldiçoo todos aqueles que escolhem o último dia para fazer as compras sem perceber que também a mim estou a condenar ao sofrimento eterno no sétimo círculo do Inferno. O pousar dos presentes ali mesmo no chão da entrada, o fechar da porta e o momentâneo habituar dos olhos à escuridão do apartamento são acompanhados por um suspiro de cansaço.

Ao levantar a cabeça, ainda ali na escuridão vejo-o. Inicialmente parece um móvel, mas não, mexeu-se, é defenitivamente alguém, um intruso, só pode. Conforme os meus olhos travam a sua habitual batalha com a escuridão, ajudados cada vez mais pelos poucos raios de sol que extravazam das persianas apercebo-me que está tão surpreso quanto eu. Um homem definitivamente, e não estava à espera de ver ninguèm a esta hora. Os traços da sua face começam lentamente a identificar-se e o meu coração começa a bater cada vez mais rápido qual tambor a rufar antes do momento decisivo, antecipando o choque enorme que se iria seguir. O coração sabia antes de mim, era ele!

O homem que me ensinou a ser homem, que me acordava com os pontapés na barriga e o arrastar pelos cabelos até á cozinha para lhe preparar o pequeno-almoço. Aí estás tu pai! Passados todos estes anos vejo como me tornei parecido contigo. Durante anos era tudo o que eu queria, ser como tu, um homem a sério, temido, mau, todo o dia a rastejar por casa, bater nos filhos. Sempre que falam em ser homem lembrava-me de ti, como sempre foste o único homem que conheci, que eu admirava, que ficava contente de sentir o esse bafo de alcool entrar por aquela porta, levava as tareias mas só me doía o corpo, nunca a alma, porque para mim ser pai era assim, bater nos filhos. Como poderia saber eu que há pais que não batem nos seus? Que têm emprego? Que não deixam os filhos passar fome? Aprendi o que era o Natal com a idade com que os outros aprendem que não existe o Pai Natal. Mas não faz mal pai, ainda foste a tempo de me dar a maior prenda de todas, morreste. O dia em que morreste foi o dia em que nasci, por isso te agradeço, e hoje no aniversário da tua morte vens-me visitar e eu contente como quando corria para ti com os olhos negros. Obrigado por tudo, também ensinei os meus filhos a serem homens quando podia vê-los.
Finalmente acendi a luz para o ver prostrado a olhar para mim, naquela divisão igual áquela em que me encontro.
A melhor assinatura chinesa da actualidade.

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Re: Dexafio: Está um gajo na minha sala de estar

Postby Pedro Farinha » 23 Dec 2008 17:33

Gostei Gray. Um pouco fúnebre para a quadra, mas bem estruturada a história e a forma como nos vamos apercebendo da situação.

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Re: Dexafio: Está um gajo na minha sala de estar

Postby azert » 23 Dec 2008 18:30

Sr. grayfox, faz favor de escrever mais coisas que, pela amostra, vale a pena!
Gostei muito, especialmente de:
<!--sizeo:1-->[size=50]<!--/sizeo-->
<!--sizeo:1-->[size=50]<!--/sizeo-->Aprendi o que era o Natal com a idade com que os outros aprendem que não existe o Pai Natal. Mas não faz mal pai, ainda foste a tempo de me dar a maior prenda de todas, morreste. <!--sizec-->[/color]<!--/sizec-->


Quanto às compras natalícias de última hora... Puff! Um inferno. :blink:

Pedro, diz ao gajo que estava sentado ao computador que para a próxima não é para ter tanta pressa. Quando ele se demora, vale a pena. :mrgreen4nw: <!--sizec-->[/color]<!--/sizec-->
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Re: Dexafio: Está um gajo na minha sala de estar

Postby grayfox » 23 Dec 2008 19:05

obrigado, também gostei, o que é raro em coisas escritas por mim!
foi em parte baseado numa música de natal que "inventei" a caminho da Universidade (é o que dá viajar só e sem rádio)!
A melhor assinatura chinesa da actualidade.

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Re: Dexafio: Está um gajo na minha sala de estar

Postby Thanatos » 23 Dec 2008 19:20

Rasguei os canudos das licenciaturas, queimei as cartas todas, cortei os cartões de crédito e arranquei o fio do telefone da parede. Soltou-se com um satisfatório plop. Um pedaço de caliça ficou a assinalar as cicatrizes.

Nem sempre assim fora, havia uma urgência que me impedia de sentir, ver , ouvir, passeava de dentro de mim para o lado de fora do mundo. Estava afogado em exudações cobertas de óleo que escorria à velocidade dos filmes mudos pelas costas das minhas mãos.

Elevei os olhos para a Pietà de plástico por cima da lareira. Acusei-a dos males entranhados na carne como ferros em brasa que retorciam e retorciam e dilaceravam e arranquei-a num repente de ódio esmagando-a para o telemóvel onde a sms da rejeição ainda pulsava em tons sardónicos. Acabou-se! Terminou!

A pouco e pouco esvaiu-se o rio da fúria, ficou a dor, ficou a melancolia, a sincera oportunidade de recomeçar. Ergui-me dentre as cinzas das cartas que nunca enviei, do confetti de diplomas nunca resgatados na vida profissional, das lâminas de plástico que enchiam de vazio material esta vida pavorosa.

No espelho reflectia-se ainda brevemente a imagem daquele outro que não eu. Mas onde começa o eu e termina o outro?


-------------------------

Treinando o método «em-cima-do-joelho» :tongue:
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Re: Dexafio: Está um gajo na minha sala de estar

Postby Samwise » 23 Dec 2008 19:25

...quando estou a sair reparo na cortina…

A cortina tem algo a fazer volume por trás. Estende-se de forma pouco natural do tecto até ao chão. De uma forma que não estou habituado a reconhecer. Contornos de uma presença. É pouca a claridade que entra na sala - vem de trás de mim, da luz de presença do hall -, mas consigo distinguir uma leve respiração, um suave ondular no tecido, e por baixo, um par de botas gastas!

Permaneço imóvel, sem saber o que fazer. É a primeira vez que me vejo confrontado com uma situação destas. Um intruso dentro de casa.

Lembro-me de ter trancado a porta, quatro voltas na chave, como é rotineiro fazer antes de me ir deitar. Nenhuma das janelas do apartamento permite o acesso do exterior - trata-se de um sétimo andar. Não há mais maneiras de entrar.

Apercebo-me de que permanecer imóvel é perigoso. O estar parado pode levantar a suspeita de que dei pela intrusão. Decido afastar-me através do hall, copo de whisky na mão, duas pedras a chocalhar. A chave está no trinco, tal como a deixei. Passo pelo interruptor e desligo a luz. Tento manter um andar normal. Piso o chão com mais força, com mais barulho, para assinalar o meu afastamento. Os chinelos batem palmas com os quadrados de mármore.

Entro no escritório e pouso o copo na secretária. Fico à escuta. Apenas o zumbido do frigorífico, à distância. Encosto a porta. Na escuridão, com a reduzida claridade da lua a infiltrar-se por uma frincha do estore, marco a combinação de oito dígitos que abre o cofre. Enfio o revolver no bolso do roupão, sem o largar, o dedo no gatilho.

Chego-me à porta e ponho-me à escuta outra vez. Desta feita ouço qualquer coisa. Alguém se move com extremo cuidado para não ser detectado. Caminha pela sala. Depois, silêncio total. Passo um quarto de hora de pé, imóvel, à espera que algo mais aconteça. Meia hora e nada. Arrisco espreitar lá para fora. A minha visão já se adaptou ao escuro e consigo ver a cortina da sala à distância, através do corredor. Não está ninguém atrás.

Descalço os chinelos como se fossem uma segunda pele e caminho sub-repticiamente até à sala. O instinto diz-me para me agachar antes de espreitar. Lentamente, ao aproximar-me, vou alargando o meu campo de visão. Percorro com a vista todos os cantos da sala, ao mesmo tempo que aponto o revolver para onde estou a olhar. Não está ninguém dentro da sala.

A visão foi real, o som também. Tenho consciência de que não imaginei nada. Quem quer que tenha estado na sala, ainda lá permanece.

O buraco da lareira, mesmo que pequeno, é o único local onde o intruso se pode ter escondido. Da porta, não tenho ângulo de visão para ver lá para dentro. Levanto-me e acendo a luz. O braço direito está esticado à minha frente, a apontar o revólver. Em vez de uma pessoa, no buraco da lareira vejo uma prenda de Natal.

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Re: Dexafio: Está um gajo na minha sala de estar

Postby Pedro Farinha » 23 Dec 2008 19:33

Ena, ena, um thriller com espírito de natal. Os 33 fizeram-te bem Sam.

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Re: Dexafio: Está um gajo na minha sala de estar

Postby azert » 23 Dec 2008 20:06

Desafio, thriller e conto de natal: 3 em 1! :mrgreen4nw: :mrgreen4nw:

Muito bom, Sam.

Thanatos, experimenta escrever em cima do cotovelo... :whistling: (just kidding)
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Re: Dexafio: Está um gajo na minha sala de estar

Postby Thanatos » 23 Dec 2008 20:27

azert wrote:Desafio, thriller e conto de natal: 3 em 1! :mrgreen4nw: :mrgreen4nw:

Muito bom, Sam.

Thanatos, experimenta escrever em cima do cotovelo... :whistling: (just kidding)


Também gostei, Sam. Só lhe falta a femme fatale! :biggrin:

És uma simpatia, azert! :rolleyes:
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Re: Dexafio: Está um gajo na minha sala de estar

Postby azert » 23 Dec 2008 21:12

O teu texto está superior, Thanatos, tão superior, que não o alcanço. :mrgreen4nw:



Ah, e isto é um elogio.
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Re: Dexafio: Está um gajo na minha sala de estar

Postby Thanatos » 23 Dec 2008 21:15

azert wrote:O teu texto está superior, Thanatos, tão superior, que não o alcanço. :mrgreen4nw:



Ah, e isto é um elogio.
:ranting: mas isto é o teu espírito de época? Olha que eu zango-me!










:mrgreen4nw:
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