Está alguém na minha sala de estar - V. II

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Re: Está alguém na minha sala de estar - V. II

Postby Reticencias » 12 Jan 2009 21:54

Cada passo que dava em direcção à porta do meu humilde apartamento era dado excessivamente devagar, intencionalmente. Enquanto procurava as chaves no bolso tentava não arranjar mais desculpas para adiar a penosa tarefa que tinha pela frente. Porta aberta, recuperei novamente o meu andar vigoroso enquanto me dirigia rumo à sala, sem me deter no hall de entrada nem passar por qualquer outra divisão do meu lar, não fosse lá arranjar algum pretexto para mais um atraso.

Ela esperava-me onde eu a deixara, junto aos bidões de gasolina, com toda a sua beleza mais aquele seu sorriso que denunciava a nossa cumplicidade fruto das longas noites que passáramos juntos. Aonde já ia esse tempo... O seu cabelo castanho, ondulado, não mudara desde a primeira vez que a vi, muito menos diminuíra a beldade inerente aos seus traços faciais. Era a alegria dos meus olhos.
Não havia tempo para conversas, fui direito ao meu objectivo. Amarrei-a à cadeira. As minhas mãos tremiam, a minha alma chorava. Ela não resistiu, deixou-se levar. Fui buscar os bidões e inundei todo o recinto. Ardia-me o peito, mas não tanto como o dela iria arder. 

Lançou-me um último sorriso, em jeito de despedida, compreendendo o que estava para acontecer. Assim como eu, ela sabia que a sua morte servia um propósito maior. Não o questionou. Nunca me tinha desiludido e não era no final da sua existência que o iria fazer. Um fósforo aceso e as chamas começaram a envolvê-la. Não houve gritos. Sofrimento houve-o só da minha parte. Aos meus olhos acorreram lágrimas e não eram derivadas do fumo. Tentei desviar o olhar para não destruir a imagem que tinha dela, mas tal não fui capaz de fazer. Assim fiquei até só sobrarem as suas cinzas. 

Foi assim que a morte, conduzida pelas minhas mãos, a encontrou, sozinha, naquela malfadada garagem.
Quanto a mim, regressei ao meu corpo, à minha sala, escrevi o último ponto final do capítulo, pousei a caneta, arrumei o manuscrito e limpei as lágrimas, sem perceber como fora capaz de me afeiçoar tanto a uma personagem cuja morte era necessária para que o meu romance seguisse o devido rumo.

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Re: Está alguém na minha sala de estar - V. II

Postby Pedro Farinha » 12 Jan 2009 22:16

Ena , ena Reticências !!!

Mal chegaste e já estás a deixar uma boa marca. Gostei bastante, do volteface final (eu bem que estranhava tal submissão) e da forma como a escrita de algo doloroso consegue quase ser poética.

keep the good work

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Re: Está alguém na minha sala de estar - V. II

Postby Aignes » 13 Jan 2009 00:09

Oh, tão bonito.

regressei ao meu corpo, à minha sala, escrevi o último ponto final do capítulo, pousei a caneta, arrumei o manuscrito e limpei as lágrimas


:smile:
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Re: Está alguém na minha sala de estar - V. II

Postby Samwise » 13 Jan 2009 02:14

Muito bom. Gostei do encaixe entre a ficção e a realidade.

Sam
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Re: Está alguém na minha sala de estar - V. II

Postby azert » 13 Jan 2009 02:18

Isto é o que se chama entrar a matar! :mrgreen4nw:
Excelente volte-face final.
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Re: Está alguém na minha sala de estar - V. II

Postby Sharky » 28 Apr 2009 11:39

"...e nisto que ele agarra-a, puxando os cabelos, com os seus dedos entranhados de sangue, cortou-lhe o pulso de tanta força bruta e mordeu-lhe a garganta, o nariz e os olhos, que gosto apetecível por carne, viu-me e fugiu desaparecendo pela noite. "

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Arsénio Mata
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Re: Está alguém na minha sala de estar - V. II

Postby Arsénio Mata » 07 Oct 2009 01:55

<!--sizeo:6-->[size=175]<!--/sizeo-->Contagem<!--sizec-->[/color]<!--/sizec-->





10 segundos.
A porta de minha casa à minha frente.
9 segundos.
O meu passado todo atrás de mim, todo atrás de mim.
8 segundos.
Posso jurar que ouço a respiração arrastada da...
7 segundos.
Acho que tenho medo de dizer a palavra.
6 segundos.
A fachada de casa, rodeada de lírios.
5 segundos.
Nunca me cheirou tão bem, nunca me cheiraram tão bem.
4 segundos.
As chaves de casa na minha mão, a minha mão a tremer.
3 segundos.
Mais um passo confiante, aparentemente confiante.
2 segundos.
A chave na porta, a porta aberta.
1 segundo.
A morte à minha espera.


(foram segundos a menos, seguidos de outros tantos ou mais...)


Só sei que corri. Corri como nunca. Corri como se a salvação do mundo dependesse de mim. E dependia, pelo menos a do meu mundo. Corri até os calcanhares me baterem na nuca. Corri durante tanto tempo, e pareceu-me tão pouco. Corri de olhos fechados, faminto pela vida. Não corri, galguei.


(se de alguma forma, conseguires, tal como os macacos, não ouvir, não falar e não ver, estarás realmente vivo?)



Com este pensamento, a minha boca ficou seca. A vida passou-me toda pelos olhos


(que cliché tão verdadeiro!)



à velocidade da luz, à velocidade que eu corria, desvairado, na rua. As pessoas olhavam para mim, como quem diz : "Olha aquele maluco." e até apontavam.


(é impressionante como quando tens a morte a morder-te o cu, a opinião dos outros passa a ser tão insignificante)


Sempre disse que não tinha medo da morte, tenho medo é que morram os de quem eu gosto


(que frase tão bonita!)


e agora é ver-me a correr, rua abaixo, sem saber muito bem por onde estou a ir. Sem saber muito bem para onde estou a fugir.


(a vida é uma contagem crescente até à tua própria morte)


1 segundo.
Não ouças esse som, fecha a tua mente.
2 segundos.
Mas a música insere-se dentro de mim, penetra-me.
3 segundos.
Não abras a boca, não precisas dela agora.
4 segundos.
Será que é possível fugir a morte, ser imortal?
5 segundos.
Abre os olhos e serás livre.
6 segundos
Só há uma certeza na vida, a morte.
7 segundos.
Abre os olhos, e perderás o medo.
8 segundos.
Será que quando nasci, a minhã mãe ao agarrar-me se apercebeu que eu iria morrer?
9 segundos.
Mais tarde ou
10 segundos.
agora.

Abri os olhos finalmente. Estava à porta de casa.
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Re: Está alguém na minha sala de estar - V. II

Postby Samwise » 07 Oct 2009 12:02

Gostei do texto, Arsénio. Gostei da "métrica visual" que lhe dás e da sensação temporal vertiginosa - de correria, de urgência, de perda - que decorre dessa escolha. Pelo que vi noutros textos teus, é um estilo com que te dás bem.

Estava mesmo à espera que no meio daquela correria desenfreada pela rua o personagem fosse atropelado por um carro... :mrgreen4nw:
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Re: Está alguém na minha sala de estar - V. II

Postby Arsénio Mata » 07 Oct 2009 21:48

Samwise wrote:Gostei do texto, Arsénio. Gostei da "métrica visual" que lhe dás e da sensação temporal vertiginosa - de correria, de urgência, de perda - que decorre dessa escolha. Pelo que vi noutros textos teus, é um estilo com que te dás bem.

Estava mesmo à espera que no meio daquela correria desenfreada pela rua o personagem fosse atropelado por um carro... :mrgreen4nw:


E esteve para ser. Mas achei que seria demasiado obvio... :rolleyes:
Depois, lembrei-me que chegar à porta de casa ia dar ao mesmo, ou seja, não podes escapar à morte...
Muito obrigado pelo comentário. :smile:
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Re: Está alguém na minha sala de estar - V. II

Postby Samwise » 07 Oct 2009 23:31

Arsénio Mata wrote:
Samwise wrote:Gostei do texto, Arsénio. Gostei da "métrica visual" que lhe dás e da sensação temporal vertiginosa - de correria, de urgência, de perda - que decorre dessa escolha. Pelo que vi noutros textos teus, é um estilo com que te dás bem.

Estava mesmo à espera que no meio daquela correria desenfreada pela rua o personagem fosse atropelado por um carro... :mrgreen4nw:


E esteve para ser. Mas achei que seria demasiado obvio... :rolleyes:
Depois, lembrei-me que chegar à porta de casa ia dar ao mesmo, ou seja, não podes escapar à morte...


Fizeste uma boa escolha. O final do texto fica bem mais interessante como está.
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Re: Está alguém na minha sala de estar - V. II

Postby W1NG » 11 Nov 2009 22:09

A chave saltou-me automaticamente para a mão e a porta abria-se sem lhe tocar. Um estranho estava sentado na minha poltrona, rainha de todas as leituras. Levantava-se acompanhando o meu largo passo apressado. Queria gritar "Quem é você?" mas nenhum som saía dos meus lábios. As minhas cordas vocais tinham sido consumidas, apenas ar quente passava pela minha garganta rasgada. Desligou o candeeiro, única luz presente, e esboçou um largo e malicioso sorriso. Caminhou para a pequena caixa mágica mas não parou. Atravessou-a e foi de encontro à parede azul cruzando o seu olhar com o meu. "O quê?", até me cheguei para trás de modo a observar o outro lado da parede. Nada. Estaria a sonhar, com certeza.

Aconcheguei-me na minha adorada poltrona e liguei a televisão. Preparava-me para descansar um pouco. Descalçava-me quando ouço um estranho ruído vindo do corredor. "Uma porta a abrir? Como é possível?". Uma criança corria zangada gritando: "MÃÃÃÃE!". Levantei-me. Não podia ser. A minha filha?

- És a culpada! - a minha menina corria para mim empunhando uma longa faca, fiquei alertada.

Pensei que estava a sonhar até que me acerta no braço e sinto o sangue escorrer por ali fora. Agarrei a criança e gritei-lhe: "Quem és tu? Quem és tu?". Lágrimas corriam pela minha face e a maior dor possível pelo coração. "Sou a tua filha, estúpida!" dizia ela numa voz esganiçada. Não parava de me tentar bater. A culpa não tinha sido minha, ela não estava ali, era impossível. A dor percorria todo o meu corpo e o sentimento de culpa voltou a flutuar. Os nossos momentos passavam frente à minha vista, tentava agarrá-los... e caí. O meu corpo estava húmido do choro e pesado da culpa. Luisinha tinha desaparecido.

- Vou já! - a minha alma falou, elevando-se no ar. Na sala de estar, um corpo igual ao meu era coberto de vermelho e uma arma brilhante deixada no chão. Estava livre.

Afonso Machado (11-11-09)

escrevi em 20 minutos não me julguem//gostei do Reticências e do Pedro Farinha
(já a editei, espero estar melhor)
(... :unsure: )
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Re: Está alguém na minha sala de estar - V. II

Postby pco69 » 11 Nov 2009 23:42

W1NG wrote:A chave saltou-me automaticamente para a mão e a porta abria-se sem lhe tocar. Um estranho sentado na minha poltrona, rainha de todas as leituras, levantava-se consoante o meu largo passo apresado. Gritava "Quem é você?" mas nenhum som saía dos meus lábios, as minhas cordas vocais foram consumidas. Desligou o candeeiro, a única luz presente, e esboçou um largo sorriso. Caminhava para a pequena caixa mágica mas não parou, atravessou-a e foi de encontro à parede azul. Sempre a sorrir maliciosamente e a cruzar o olhar com os olhos tristes. "O quê?", até me cheguei para trás de modo a observar o outro lado da parede. Nada. Estaria a sonhar com certeza.

O sopa já fervia e ligava a televisão. Aconcheguei-me na minha adorada poltrona e já me descalçava quando ouço um estranho ruido vindo do corredor." Uma porta a abrir? Como é possível?". Uma criança corria alertada gritando, MÃÃÃÃE! Levantei-me. Não podia ser. A minha filha...?

- És a culpada! - a rapariguinha de olhos azuis corria para ela empunhando um forte bastão.

Pensei que estava a sonhar até que me acerta no braço e sinto a dor fluir pelas veias. Agarrei a criança e gritava-lhe: "Quem és tu?". Lágrimas corriam pela minha face e a maior dor possível pelo coração. "Sou a tua filha estúpida!" disse numa voz esganiçada. Não parava de me tentar bater. A culpa não tinha sido minha, ela não estava ali, era impossível. A dor percorria por todo o meu corpo e o sentimento de culpa voltou a flutuar. As fotos e momentos que passara com a Luisinha passavam frente à minha vista, tentava agarrá-los. Caí. Levantei-me rápidamente e o meu corpo estava húmido do choro e pesado da culpa. Luisinha tinha desaparecido, não podia ser.

- Vou já! - a minha alma falou, elevando-se no ar. Na sala de estar um corpo igual ao meu era coberto de vermelho e uma arma deixada ao chão. Estava livre.

Afonso Machado (11-11-09)

escrevi em 20 minutos não me julguem//gostei do Reticências e do Pedro Farinha


Tens de ser julgado. :rolleyes:
Não para ser julgado, mas para poderes evoluir. :whistling:

Os tempos dos verbos do primeiro parágrafo, estão todos trocados entre si, o que não permite uma compreensão rápida do que pretendes dizer. Ou então seria mesmo isso que pretendias. Não sei.

Mas vê lá desta forma:

A chave saltou-me automaticamente para a mão e a porta abriu-se sem lhe tocar. Um estranho estava sentado na minha poltrona, a rainha de todas as minhas leituras. Levantou-se acompanhando o meu largo passo apressado.

Queria gritar "Quem é você?" mas nenhum som saía dos meus lábios. As minhas cordas vocais tinham sido consumidas.

Desligou o candeeiro, que era a única luz presente, e esboçou um largo sorriso. Caminhou para a pequena caixa mágica mas não parou. Atravessou-a e foi de encontro à parede azul. Sempre a sorrir maliciosamente e a cruzar o olhar com os olhos tristes. "O quê?", até me cheguei para trás de modo a observar o outro lado da parede. Nada.

Com certeza, estaria a sonhar.


És livre de reclamar que o texto como o fizeste originalmente é exactamente o que querias escrever, mas eu tive uma certa dificuldade em perceber. :hypocrite:


Já agora, "O sopa já fervia e ligava a televisão"
É mesmo aquilo que pretendes dizer? Era o(a) sopa quem ligava a televisão? :whistling:
Fenómenos desencadeantes de enfarte do miocárdio

Esforços físicos, stress psíquico, digestão de alimentos, coito, tempo frio, vento de frente e esforços a princípio da manhã.

Ou seja, é extremamente perigoso fazer sexo ao ar livre com vento de frente, após ter tomado o pequeno almoço numa manhã de inverno...

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Re: Está alguém na minha sala de estar - V. II

Postby W1NG » 12 Nov 2009 00:41

Pois, eu nem o reli. Tinha de sair e queria acabá-lo rapidamente. Vou editá-lo para a melhor compreensão e obrigado pelas dicas, são resultado da minha distração/saída.
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Re: Está alguém na minha sala de estar - V. II

Postby Samwise » 12 Nov 2009 12:49

Não são só os do primeiro parágrafo. E mesmo depois da edição, continua a haver frase com verbos com os tempos trocados.

W1NG, o texto continua todo um bocado confuso. Há frases que não fazem sentido por diversas razões, ou por não corresponderem à realidade "física" das coisas, ou por serem irrelevantes para a narração, ou por não terem depois continuidade lógica na historia.

O Pco já tinha avisado para esta: "O sopa já fervia e ligava a televisão" - a alteração que fizeste limitou-se a mudar o "O" para um "A", mas a frase continua a não fazer sentido - era a sopra que ligava a televisão? (claro que não era, mas como está escrito não tem lógica)

Outra frase que achei curiosa: "As minhas cordas vocais tinham sido consumidas". Será "consumidas" a melhor palavra para explicar que algo impedia as cordas vocais de emitirem sons?
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Re: Está alguém na minha sala de estar - V. II

Postby Sharky » 17 Jan 2011 17:29

- Está alguém na minha sala de estar?

- Não?


Ufa, parece que foi desta que fiquei curado, que alívio...vou já ligar ao Peter Jackson.

- GOLUM..GOLUM

bolas...


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