Poema com fôlego curto

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blueiela
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Poema com fôlego curto

Postby blueiela » 08 May 2008 09:55

Porque todas as chamas se extinguem...
todas as velas se apagam...
Mas nenhuma palavra há-de morrer
por lhe lamberem o rastilho...


Daniela Pereira
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Drops
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Re: Poema com fôlego curto

Postby Drops » 09 May 2008 20:53

:smile: estás de volta!!!

welcome ***
"I'm not crazy I'm just a little unwell..."

Lord Wimsey
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Re: Poema com fôlego curto

Postby Lord Wimsey » 10 May 2008 00:04

Não quero estar a criar conflitos inúteis, nem repetir o que já disse, nem é com más intenções que pergunto: mas qual é o sentido de "lamber o rastilo[das palavras]"

"Mas nenhuma palavra há-de morrer
por lhe lamberem o rastilho..."

Pedro Farinha
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Re: Poema com fôlego curto

Postby Pedro Farinha » 10 May 2008 20:47

Lord Wimsey wrote:qual é o sentido de "lamber o rastilo[das palavras]"

"Mas nenhuma palavra há-de morrer
por lhe lamberem o rastilho..."


Na minha leitura, cada um faz a sua não é? o significado é que tudo é efémero (todas as velas se apagam) mas as palavras permanecem (não se apagam mesmo que lhes lambam o rastilho)

blueiela
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Re: Poema com fôlego curto

Postby blueiela » 11 May 2008 10:10

OLá Drops :rolleyes:

Sim,vou passando por aqui porque afinal à anos que esta também é a minha casa,certo? :smile:
Com menos tempo e um pouco mais curta nas palavras mas sempre com amizade...
Obrigado pelas boas vindas


Pedro Farinha

Olá:)

É sempre um prazer encontrar-te por aqui...e sim fizeste uma excelente leitura do sentido deste pequeno devaneio.
Tudo é efémero...menos as palavras...porque as palavras são eternas e quando as acendemos no papel já ninguém as consegue parar..são pólvora

Lord Wimsey

Obrigado pela leitura...
Acho que o Pedro Farinha já deu a resposta à tua questão...mas explico mais uma vez que uso muitas vezes o sentido metafórico quando quero exprimir uma ideia.
Depois cada um é livre de interpretar as palavras como quiser...

beijos para todos

blue
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Ordie
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Re: Poema com fôlego curto

Postby Ordie » 17 May 2008 17:07

Lord Wimsey wrote:Não quero estar a criar conflitos inúteis, nem repetir o que já disse, nem é com más intenções que pergunto: mas qual é o sentido de "lamber o rastilo[das palavras]"

"Mas nenhuma palavra há-de morrer
por lhe lamberem o rastilho..."


não me querendo decalcar pelo que já responderam;
possivelmente contrariando o antes dito;

será necessário mesmo esse "fazer sentido"? a novidade fornecida pela poesia está aí mesmo. não é uma opinião nova, pois quando identificas uma coisa à qual já estavas previamente disposto a aceitar, então não há aprendizagem nova nem expansão de consciência. apenas quando observas algo que /até aí/ nunca tinhas visto, que /até aí/ não fazia sentido, que pode haver expansão e, se quiseres, cartarse.

e portanto também como é óbvio discordo de "explicar metáforas" como o Pedro e a blueila fizeram, pois ataca essa criação/poesia pessoal inerente à leitura...

valete!
He who thinks greatly must<br />err greatly.

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Re: Poema com fôlego curto

Postby Lord Wimsey » 17 May 2008 20:29

tretas. As metáforas, por vezes, creio mesmo que muitas vezes, têm um significado. E se esse significado (falo daquele que o autor quis dar à expressão) não estiver perceptível (não é o caso) dar uma explicação ao leitor não viola nenhuma regra, nem a criação/poesia pessoal inerente à leitura nem yadayada. E o caraças.

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Re: Poema com fôlego curto

Postby Ordie » 18 May 2008 04:19

lol

o que não falta é poesia feita intencionalmente sem sentido e de onde portanto faltará esse /significado a que o autor quis dar expressão/, ergo para esse nem sequer pode ser concebida para ser indesejada qualquer explicação.
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Re: Poema com fôlego curto

Postby blueiela » 20 May 2008 10:08

Como autora deste poema deixo aqui a minha visão neste pequeno debate :rolleyes:

Quando emprego uma metáfora para recriar uma ideia,é claro que existe um significado base para mim, no entanto o gozo que existe na utilização das metáforas é criar um portal na mente das pessoas que as leve a idealizar à sua maneira...que as leve a fazer a sua própria interpretação da ideia que pretendo transmitir.
O autor não deve ter que ser "obrigado" a destapar o véu...a pôr a nu as palavras...e é claro que corre o risco de não ser entendido por todos ou de ser mal interpretado,mas é essa a maior piada na escrita,é descobrirmos novos sentidos para as palavras que escrevemos.Onde tu vês por exemplo um momento de desespero...alguém descobre ali um momento de esperança...
E neste poema só quis ampliar a força que as palavras têm..porque é das poucas coisas imortais que o mundo tem.
Voilá..véu destapado :whistling:


Boas leituras para todos e muita inspiração


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Re: Poema com fôlego curto

Postby Ordie » 20 May 2008 21:47

é descobrirmos novos sentidos para as palavras que escrevemos.


:thumbup:
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Re: Poema com fôlego curto

Postby azert » 17 Sep 2008 23:03

Já venho fora de tempo, mas mesmo assim, o meu contributo: pessoalmente (e nunca é demais sublinhá-lo :wink: ), o que me atrai na poesia é precisamente a capacidade das palavras poderem adoptar constantemente novos sentidos, conforme as associações que se formam no cérebro de quem lê, associações essas que dependem não só do conjunto onde as palavras estão inseridas (e aqui entra a mão do autor), mas também das memórias do leitor, do momento em que está a ler e de outras "contaminações" que possam ocorrer, como por exemplo, uma música de fundo.
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Re: Poema com fôlego curto

Postby elsefire » 21 Oct 2008 14:21

...tanto tempo desperdiçado...
quando eu morrer
não quero fogo nem cinzas,
nem espantalhos de mel encascados na língua
nem levo comigo
casas emolduradas nas mãos de um deus menor
ou dinheiros, ou fortunas
nem principios, nem fins
só os meios contam.
Mais nada.
O tempo que perdi
a contar matrículas de carros
ou a discutir a existência de Deus ou do diabo
ou de bruxas e de gnomos
não conta para nada.
mesmo nada.

Façam algo de útil que a vida é curta demais.
e deixem-se de merdas
que as palavras leva-as o vento.
e poemas destes, ou mesmo outros, nem para assoar o vento os queria.

sem copyright
podem reproduzir, copiar electronicamente e até vender em feiras
tou-me a borrifar
Vitor Ribeiro


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