O Legado

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Skilz0ne
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O Legado

Postby Skilz0ne » 05 Oct 2008 19:17

<div align="center"><!--sizeo:6-->[size=175]<!--/sizeo-->O LEGADO<!--sizec-->[/color]<!--/sizec--> <!--sizeo:1-->[size=50]<!--/sizeo-->por skilz0ne<!--sizec-->[/color]<!--/sizec-->

[left]Bem antes de mais quero dizer que é muito importante para mim ler a vossa opinião sobre esta minha \"história\". Isto porque estou a pensar seriamente em publica-la...talvez não tenha qualidade suficiente para isso, mas isso logo se verá no fim. Contudo a vossa opinião por pior que seja será essencial para eu melhorar e consecutivamente a história também melhorar.
[/left]</div>
A
história trata de um rapaz, de seu nome Helius, que do dia para a noite se vê envolvido num mundo que apenas julgou pertencer aos contos de fada. Vai viver com a magia bem de perto e vai se aperceber que é alguém muito poderoso, mais do que ele próprio alguma vez sonhou.
Uma história que mistura a Terra o Céu o Inferno, em que tudo se resume ao bem e ao mal, será que tu vais resistir?


Prazo de conclusão: Dezembro 2008.

(PS: As estrelas no meio dos textos é para vos orientar a leitura, caso estejam \"fartos\" ou tenham que por algum motivo desligar-se, achei que era algo interessante para substituir os marcadores dos livros reais)

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Capítulo I (95% concluído - Faltando apenas a revisão ortográfica e de algum conteúdo)

Estava no meio de uma rua, pessoas passavam por ele sem sequer lhe dirigirem um olhar, olhou para todos os lados e apenas viu o que costumava ver sempre que fazia aquele caminho, a rua estava ladeada de prédios de ambos os lados, nesses prédios moravam milhares de pessoas que escolhiam aquela hora para regressar a casa.
Mas Helius tinha o pressentimento que estava a ser seguido, continuou o seu caminho, umas vezes em passo lento outra vezes acelerado, olhando várias vezes á sua volta para ver se via alguém.
No meio da sua distracção embateu contra um velhote que transportava uma mala pesada, quando embateu no chão fez um grande estrondo, mas nem por isso as pessoas desviaram a atenção do seu caminho. Ajudou o velhote a apanhar a mala e pediu-lhe imensas desculpas mas este limitou-se a bater com a sua bengala nas canelas de Helius e sair dali a praguejar contra a juventude que não via por onde andava.
Helius sentiu uma grande raiva contra aquele velhote, agora que a dor nas canelas se alastrava para o resto do corpo, sentiu dificuldades em andar, continuou mais devagar do que poderia desejar, continuava com a sensação de estar a ser seguido.
E foi então que ao voltar-se para trás julgou ver o seu perseguidor, era um homem com uma cabeleira ruiva e com um olhar de meter medo ao mais corajoso, olhava para ele atentamente e quando Helius o olhou desviou automaticamente o olhar, levando a mão ao bolso, como se fosse tirar de lá uma arma.
Quando Helius viu este movimento desatou a correr, enfiou-se por um beco escuro e cheio de lixo, metade dos prédios estavam em ruínas, ignorou a dor nas canelas e continuou a correr, já estava quase a chegar ao fim, já via as pessoas a passar na rua quando á sua frente se materializou um homem, o mesmo homem de cabelo ruivo, Helius não lhe conseguia ver a cara, um raio de sol irrompeu pelo beco e Helius viu o homem a levar a mão ao bolso pela segunda vez.
Helius nem teve tempo para reagir, apenas se limitou a passar uma vista de olhos pela sua vida, isto numa questão de segundos, ouviu um estampido como o de uma bala e sentiu-se a ser projectado para trás, fechou os olhos como se estivesse a morrer…

E acordou, estava tudo escuro, Helius tinha acabado de ter um pesadelo, lembrava-se de tudo, um homem a persegui-lo, uma arma de fogo e ele a cair para trás morto. Demorou alguns minutos a recompor-se, tremia com aquele pesadelo. Era estranho Helius já tivera muitos pesadelos mas nunca um tão real como este, andou com os pensamentos á roda durante uns longos minutos que pareceram horas e por fim lá adormeceu.

Foi acordado de manhã por um estrondo, sobressaltado acordou, parecia que o seu pesadelo continuava mas não, tinha sido apenas a irmã mais nova a deixar cair qualquer coisa mesmo ali á beira do quarto. Ouviu gritos da irmã a chamar a mãe e por fim ela lá se calou. Helius esfregou os olhos com pouca convicção, aquele sem dúvida que seria um daqueles dias. Daqueles que mais valia não acordar, e Helius tentou continuar a dormir mas sabia que mais tarde ou mais cedo iria acordar e lá se resignou a levantar-se.
Foi em passos lentos ate á casa de banho, olhou-se ao espelho uma imagem de um rapaz com cerca de 18 anos, parecia um tanto ou quanto desmazelado, devia medir uns bons 1,90m mas era magro que nem um palito. O seu cabelo era estranho, muito estranho aliás. Helius sempre fora gozado por ter aquele cabelo, quem é que no mundo nascia com um cabelo castanho esverdeado? Não conhecia ninguém pelo menos. Os seus olhos eram da mesma cor, embora de vez em quando, principalmente no Verão, ficassem com uma cor amarelada.
Mas naquele dia outro rosto que não o dele espreitava por trás do espelho, estava com um mau aspecto, olheiras, olhos raiados de vermelho, o cabelo nem parecia o mesmo.
Tentou lavar-se e disfarçar aquele aspecto mas por muito banho que tomasse sabia que estava era a precisar de uma boa noite de sonho e sem pesadelos para resolver aquilo.
Quando viu que todas as suas tentativas para melhorar o aspecto tinham sido inúteis lá se decidiu a descer as escadas e tomar o pequeno-almoço.
Entrou pela cozinha e sentou-se no banco do costume, ia dar os bons dias quando a irmã começou a rir-se com o aspecto que ele tinha, Helius tentou esconder a cara antes que a mãe a visse mas não foi a tempo, a mãe quase que deixou de cair o copo de leite que tinha nas mãos.
- Hel, que cara é essa? – Perguntou a mãe num tom preocupado.
- É a minha cara do costume, apenas tive um pesadelo – respondeu Helius muito rapidamente.
- Estás bem? – A mãe continuava com aquele tom preocupado.
- Sim estou óptimo, apenas com fome – disse Helius num tom que julgou ser o adequado.
- OK, vou fingir que acredito – A mãe voltou-lhe as costas.
Helius ficou a observar as costas da mãe, ela tinha sido uma mulher muito bonita, mas nos últimos tempos tinha envelhecido bruscamente. O motivo só poderia ser a morte do pai e do irmão, vieram-lhe as lágrimas aos olhos quando pensou isso.
A 11 de Setembro do ano passado o pai e o irmão de Helius tinham desaparecido da face da terra, bem como o carro onde seguiam. Os corpos e o carro nunca foram encontrados, mas lá no fundo todos sabiam que eles tinham morrido. O relatório da polícia era vago mas contava com uma testemunha que afirmava ter visto um carro como aquele despistar-se e cair de um precipício.
O irmão e o pai tinham ido fazer montanhismo um desporto que toda a família gostava, Helius estava doente e não pode ir nesse dia bem como a irmã e a mãe que preferiram ficar em casa a ver um filme qualquer. Muitas vezes Helius pensava que mais valia estar naquele carro do eu estar a passar por aquela situação.
Helius fez um movimento com a mão como que a dispersar os maus pensamentos, já tinha lágrimas nos olhos, para que a mãe não o visse a chorar correu para o seu quarto pegou no caderno e no resto do material e saiu sozinho de casa.
Já ia a meio da rua quando estancou, olhou para trás e desatou a correr, nunca tinha saído de casa sem se despedir da mãe, era quase uma ofensa para ela por isso decidiu voltar atrás e despedir-se.
Claro que a mãe o olhou com um olhar reprovador, mas Helius lá pensou que ela no fundo nem se importou muito, no fim de contas já andava a dar-lhe um beijo de despedida desde que entrou na escola primária.
Bem com tantos atrasos não foi de admirar quando olhou para o relógio e viu que não tinha tempo para chegar á aula. Ficou a pensar o que haveria de fazer. Lá se decidiu por ir dar um passeio e depois voltar á escola para a próxima aula, ainda pôs a hipótese de interromper a aula a meio mas desistiu. Com o professor Charlie ninguém brincava, devia ser das criaturas mais autoritárias a face da terra e a classe de Helius tinha-lhe mais medo do que respeito.

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Lá ia ele muito bem a meio do seu passeio, quando teve a sensação de já ter passado por aquela rua, claro que já tinha. Era a rua por onde ele passava todos os dias para ir para casa.
Mas algo começou-lhe a inquietar a mente, aquela era a rua do seu pesadelo, viu os prédios, e tal e qual como no sonho estava no meio de um mar de gente. Olhou á volta com uma sensação de estar a ser seguido tal e qual como no pesadelo
Caminhou mais rápido e com os pensamentos a fervilhar, não podia ser, tinha sido apenas um pesadelo, pura imaginação, nada mais. Ninguém estava a segui-lo era só a sua imaginação a trabalhar, além do mais já devia ter sonhado inúmeras vezes com aquela rua, era um local que ele passava diariamente.
Estava tão embrenhado nos seus pensamentos que foi chocar contra um velhote, o mesmo do seu pesadelo, reconheceu-o pela mala pesada.
Foi então que ao contrário do que sucedera no pesadelo, Helius resolveu começar a correr e a gritar socorro. Contudo algo muito estranho devia estar a passar-se. Deixou de ouvir ruído, aliás não conseguia ouvir nada, era como se ele estivesse ficado surdo-mudo de repente.
Redobrou a passada, correu o mais que podia e enfiou-se pelo beco escuro do seu pesadelo quase sem dar por isso.
Lá estava ele, estava quase a alcançar a luz do dia, faltava apenas passar por dois prédios, reparou que um tinha a porta entreaberta e julgou ter visto um olho a espreitar por ela. Mas não ligou, deu um último esforço e quando julgou que já o tinha transporto, abriu os olhos.
Se já não o tivesse visto no pesadelo, cairia redondo no chão. Lá estava o homem de cabelo ruivo e mais uma vez ele levou a mão ao bolso, ouviu-o murmurar umas palavras, mas Helius não conseguiu distinguir nenhuma palavra da sua língua, fechou os olhos preparando-se para ouvir um som que nunca tinha ouvido, o som de um tiro.
Mas nada aconteceu. Apenas passaram alguns segundos mas Helius julgou serem horas, quando voltou a abrir os olhos estava dentro de um dos prédios.
Ao seu lado um homem com estatura mediana e com cabelo cor de prata olhava para ele. E Helius olhou para ele e quase caiu para o lado. Os olhos do sujeito eram diferentes, nunca tinha visto uns olhos assim. Parecia que através deles se conseguia ver um céu estrelado embora estivessem em pleno dia.
Devia estar a usar umas lentes modernas, pensou Helius para si próprio.
O homem desviou o olhar de Helius e concentrou-se no que se passava lá fora, e Helius fez o mesmo, rodeando a porta do prédio podia-se ver dois homens de cabelo ruivo, não lhes conseguia distinguir a cara devido á escuridão, contudo seguravam um "pau grande" que estava a arder.
Passado alguns segundos percebeu que se tratavam de bastões e que eram afinal vermelhos, ou pelo menos algo que circulava neles era vermelho.
O homem ao seu lado também olhava atentamente para os sujeitos lá fora quase a esperar que eles fizessem alguma coisa. Helius não estava a perceber nada daquilo, só podia ser uma continuação do seu pesadelo, na verdade ainda não deveria ter acordado, beliscou-se e sentiu uma dor aguda, estava acordado e bem acordado.

Olhou outra vez lá para fora e viu os homens, continuava com os bastões vermelhos mas agora apontavam-nos para a porta do prédio. E tudo se passou tão rápido que Helius não teve tempo de perceber. Viu uma bola de luz vermelha partir dos dois bastões simultaneamente. Dirigiam-se á porta a toda a velocidade.
Helius baixou-se por instinto e tapou a cara com as mãos. Passado mais alguns segundos arriscou-se a levantar a cabeça. Olhou para a porta, ela parecia continuar intacta.
Olhou lá para fora e viu as bolas vermelhas a pairar a alguns centímetros do local que deviam ter atingido. Algo as fazia ficar a pairar no ar estáticas. Olhou mais atentamente e pensou conseguir distinguir uma espécie de parede, quase que se confundia com o cenário lá de fora, mas realmente algo estava ali.
Olhou fixamente para o homem ao seu lado e viu que este murmurava palavras. Então o homem cruzou o olhar com ele e disse:
- Helius, quando eu contar até três saímos os dois daqui a correr, não pares nem olhes para trás. Temos que aproveitar enquanto só estão aqui dois deles.
Helius acenou debilmente com a cabeça, ainda não estava certo daquilo não se tratar de um pesadelo.
Mas a voz do homem ao seu lado quebrou-lhe os pensamentos. A voz chegava-lhe de longe mas conseguiu ouvi-la quando disse simplesmente, três.
Olhou e viu as bolas de luz dispararem em direcção aos homens ruivos. Nesse momento a porta explodiu com um estrondo.
Helius saiu a correr, e o homem seguiu. Helius não resistiu à tentação de olhar para trás e pode ver que os dois homens de ruivo estavam estendidos no chão. Um dos bastões estava rachado e a energia que ele continha saia de lá a grande velocidade.
Estava prestes a gritar vitória quando mais dois homens surgiram à sua frente. O homem mistério que o seguia apontou o indicador para um deles e murmurou rapidamente umas palavras imperceptíveis para Helius.
Do indicador do homem um jacto de luz prateada voou em direcção a um dos homens e este explodiu, desfazendo-se em cinzas.
Mas o outro foi mais rápido e com um movimento da mão conseguiu vergar o homem misterioso de joelhos. Parecia estar cheio de dores. Helius não sabia o que fazer.
E então o homem ruivo olhou para ele e começou a rir. Riu durante cerca de trinta segundos mas que mais pareceu uma eternidade. Então apontou a mão para Helius e disse simplesmente:
- Tu vens comigo.
- Não – Helius não sabia bem o porquê de recusar não conhecia aqueles homens de lado nenhum mas pareciam-lhe ter algo de muito mau.
Recuou alguns passos a retaguarda, tento talvez escapar. Olhou para trás e só viu escuridão. O homem aproximou-se. Helius não conseguia mover nem um músculo, e o homem continuava a aproximar-se.
Então como que por instinto, Helius apontou o indicador para o céu e disse palavras que nunca tinha dito na vida.
E um relâmpago caiu do céu, e atingiu o homem de ruivo que ficou a arder durante uns segundos até desaparecer por completo.
Helius ainda estava a olhar estupefacto para o seu indicador, quando o homem misterioso lhe pegou por um braço e empurrou-o para a luz do dia. Juntos transpuseram o beco escuro para algo mais claro e luminoso. Mas não era definitivamente uma rua.
Helius sentiu-se a cair, como se tivesse a viajar num portal para outro mundo, ou muito se enganava ou era mesmo isso que estava a acontecer.

Skilz0ne
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Re: O Legado

Postby Skilz0ne » 06 Oct 2008 22:06

Estava à espera de ter recebido pelo menos 1 comentário, mas se calhar ainda ninguém reparou no tópico...Bem já estou a escrever o II capítulo, penso que até ao final da semana poderá estar pronto, isto porque já está totalmente imaginado a nível mental...falta só bater as teclas e pronto.

Gostava de ler 1 ou 2 comentários, por isso fico a aguardar.

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Capítulo II (10% concluído)


Abriu os olhos, não reconheceu o local onde estava. Encontrava-se deitado numa clareira a olhar para um céu de um tom azulado fora do vulgar. Estava rodeado de árvores, nenhuma delas tinha um aspecto esquisito, excepto uma que tinha um tronco enorme, totalmente aberto e lá parecia caber uma casa. De facto parecia até ter janelas e dentro dela podia-se ver alguma luz.
Estupefacto, levantou-se e encaminhou-se até lá, já ia a meio do caminho quando o homem misterioso saiu lá de dentro, com os braços no ar. Tal foi o susto que Helius apanhou que voltou a cair redondo no chão e só a custo se conseguiu erguer.
- Helius não precisas de me recear – disse o homem numa voz calorosa.
Estava com melhor aspecto do que naquele beco escuro, parecia estar cheio de energia, como se nada se tivesse passado. Como se não tivesse caído de joelhos a lutar contra um homem ruivo…Este pensamento fez com que Helius se recordasse de tudo. Teria aquilo tudo sido um sonho? Não, não podia ser. Era tão real, até tinha sentido dor e tudo o mais.
- Foi tudo real, não te preocupes não estás a sonhar – afirmou o homem.
- Quem é você? E como sabe ler os pensamentos? – Perguntou Helius num tom mais alto do que o desejaria.
Antes do homem responder, uma enorme ave de cor dourada saiu por uma das “janelas” da árvore. Era linda, as suas penas pareciam reluzir como se fosse ouro, os seus olhos também dourados avaliaram Helius de alto abaixo, pelo menos foi isso que ele pensou imediatamente. Mas depois de reflectir achou que estava a dar em louco. Como poderia uma ave avalia-lo? Era apenas um animal, invulgar é certo, mas ainda assim um animal.
A ave parou de voar e foi pousar no ombro do homem misterioso, Helius viu-a inclinar a cabeça quase como a segredar algo ao ouvido do homem, mas só podia ser uma coincidência ou mesmo uma partida da sua imaginação.
- O meu nome é Tales, sou um dos defensores da Cidade da Vida. E não, não li os teus pensamentos, mas é claro que irias pensar algo desse género, depois do que passaste. – E dito isto avançou em direcção a Helius, estendeu a mão e fez-lhe uma carícia na cara.
Helius não sabia o porquê, mas confiava naquele homem, enquanto isso tentou ordenar mentalmente as perguntas que lhe queria fazer, mas antes que tivesse tempo de falar foi interrompido.
- Helius, depois terás tempo de fazer as tuas perguntas, agora não é altura nem o local. Ainda estamos a uma distância considerável da Cidade da Vida, e temos que tentar chegar lá hoje.
Helius olhou para ele, e teimosamente pensou em colocar as suas perguntas, mas depois teve uma ideia melhor.
- Só vou consigo, se me prometer que me contará tudo quando chegarmos lá – afirmou num tom autoritário que não lhe pertencia.
- Virias comigo de qualquer maneira, nem que fosse à força, mas sim eu prometo – disse Tales.
- Faça o juramento então – replicou Helius num tom de desafio.
- És muito espertalhão Helius, até de mais, mas que assim seja. Eu, Tales, Defensor da Cidade da Vida, prometo a Helius, jovem terrestre, que lhe contarei a verdade sobre tudo o que ele questionar, quando a nossa viagem até à Cidade da Vida tiver chegado ao fim – dito isto virou as costas e entrou outra vez na árvore.
Helius ficou a olhar para ele, pensando que se calhar devia ter feito algumas perguntas, com que então jovem terrestre, afinal ele estaria na Terra, ou noutro mundo qualquer?
Encolheu os ombros e seguiu Tales, e a ave dourada, até ao interior da árvore.

urukai
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Re: O Legado

Postby urukai » 06 Oct 2008 23:13

Ainda não li mas dou-te já uma dica.

Se queres publicar não postes em forums...

Pedro Farinha
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Re: O Legado

Postby Pedro Farinha » 07 Oct 2008 00:12

Ainda só li o primeiro capítulo. Não está mal escrito mas devias procurar palavras sinónimas para não repetires sempre os mesmos termos e construção de frases.

Quanto ao conteúdo, tem muita acção mas não prende muito o leitor. Acho que isso se deve ao facto de não transmitires muita emoção. Se calhar, para além dos acontecimentos, devias mostrar um pouco dos sentimentos dos personagens. Mas isso sou eu a falar e sou suspeito, nos meus textos apenas há sentimentos e nunca ninguém faz nada :blush:

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Re: O Legado

Postby Skilz0ne » 08 Oct 2008 19:42

Pedro Farinha wrote:Ainda só li o primeiro capítulo. Não está mal escrito mas devias procurar palavras sinónimas para não repetires sempre os mesmos termos e construção de frases.

Quanto ao conteúdo, tem muita acção mas não prende muito o leitor. Acho que isso se deve ao facto de não transmitires muita emoção. Se calhar, para além dos acontecimentos, devias mostrar um pouco dos sentimentos dos personagens. Mas isso sou eu a falar e sou suspeito, nos meus textos apenas há sentimentos e nunca ninguém faz nada :blush:


Obrigado pelo comentário.
Sim realmente repeti-me bastante naquela parte em que falei do "homem misterioso". No final do 2º capítulo faço uma revisão dos 2.

Pedro Farinha
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Re: O Legado

Postby Pedro Farinha » 08 Oct 2008 20:10

Eu sou melhor a dar conselhos do que a segui-los e se os conselhos servissem para alguma coisa não se davam vendiam-se (ups... isso não é o que fazem os consultores ?!) mas acho que devias depois de escreveres, deixares o texto em pousio e passado dois dias lê-lo. De certeza que encontravas logo onde melhorar.

No entanto a história está a seguir o seu ritmo e através da acção vamos ficando a conhecer um pouco melhor o Helius. Continua.

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Re: O Legado

Postby Samwise » 09 Oct 2008 11:37

Skilz0ne,

Vou tentar ser imparcial e sincero nesta opinião. Não me leves a mal os comentário - pode parecer que estou a ser ríspido de propósito e posso ser mal interpretado.

Estive a ler o texto pela segunda vez para poder comentá-lo com mais atenção. O facto é que a ideia de que não está lá grande coisa, e que já vinha da primeira leitura, saiu reforçada. Pretendes publicar este trabalho onde, ao certo? E por que razão? Se queres ser escritor e ter coisas publicadas não creio que devas começar desta forma - com a ideia de que haverá aceitação imediata para qualquer coisa que escrevas, mesmo que ti te pareça que cumpre os requisitos.

A intriga, para além de preenchida com lugares comuns, coisas a que já estamos relativamente habituados a ler/ver noutros lados, pouco ou nada me cativou para querer saber o que vêm depois (por exemplo, não ajuda a que, apenas algumas frases volvidas, o protagonista esteja a acordar de um pesadelo, para logo a a seguir começar a repetir a experiência na realidade).

Mesmo considerando que falta passar uma revisão, a escrita está um bom bocado descuidada, e não estou só a falar a nível ortográfico e gramatical. O Pedro Farinha já apontou as repetições de palavras, mas só para te dar uma ideia, ficam...

... exemplos, a bold:

"Estava no meio de uma rua, pessoas passavam por ele sem sequer lhe dirigirem um (1)olhar, olhou para todos os lados e apenas (1)viu o que costumava ver sempre que fazia aquele caminho, a rua estava ladeada de prédios de ambos os lados, nesses prédios moravam milhares de pessoas que escolhiam aquela hora para regressar a casa.
(2)Mas Helius tinha o pressentimento que estava a ser seguido, continuou o seu caminho, umas vezes em passo lento outra vezes acelerado, olhando (3)várias vezes á sua volta para ver se via alguém.
No meio da sua distracção embateu contra um velhote que transportava uma mala pesada, quando embateu no chão fez um grande estrondo, mas nem por isso as pessoas desviaram a atenção do seu caminho. Ajudou o velhote a apanhar a mala e pediu-lhe imensas desculpas mas este limitou-se a bater com a sua bengala nas canelas de Helius e sair dali a praguejar contra a juventude que não via por onde andava.
Helius sentiu uma grande raiva contra aquele velhote, (4)agora que a dor nas canelas se alastrava para o resto do corpo, sentiu dificuldades em andar,(5) continuou mais devagar do que poderia desejar, continuava com a sensação de estar a ser seguido.
E foi então que ao voltar-se para trás julgou ver o seu perseguidor, era um homem com uma cabeleira ruiva e com (6)um olhar de meter medo ao mais corajoso, olhava para ele atentamente e quando Helius o olhou desviou automaticamente o olhar, levando a mão ao bolso, como se fosse tirar de lá uma arma.
(7)Quando Helius viu este movimento desatou a correr, enfiou-se por um beco escuro e cheio de lixo, metade dos prédios estavam em ruínas, ignorou a dor nas canelas e continuou a correr, já estava quase a chegar ao fim, já via as pessoas a passar na rua quando á sua frente se materializou um homem, o mesmo homem de cabelo ruivo, Helius não lhe conseguia ver a cara, um raio de sol irrompeu pelo beco e Helius viu o homem a levar a mão ao bolso pela segunda vez.

Comentário breves:
(1) Repetição das mesmas palavras/ideias com pouco ou nenhum espaçamento entre elas - a ponto de se tornarem notadas e incómodas para quem lê.
(2) O que faz um "Mas" ali?
(3) Aliteração em "V" algo excessiva e despropositada (foi não intencional, parece-me)
(4) A dor das canelas alastra-se para o resto do corpo? Isso é irreal. Estás a criar um artifício de linguagem em relação a algo que não existe.
(5)... continuou... continuava... seguido de outra repetição excessiva em torno da uma letra, desta feita o "S".
(6) olhar, olhava, olhou, olhar - quatro vezes na mesma frase.
(7) Construção frásica algo deficiente, os vários trechos não encaixam bem uns nos outros.


Mais uma vez, não leves a mal - o meu propósito é bom. Usa-te daquilo que foi dito para não caíres nos mesmos erros.

Sam
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Re: O Legado

Postby Skilz0ne » 09 Oct 2008 19:45

Samwise wrote:Skilz0ne,

Vou tentar ser imparcial e sincero nesta opinião. Não me leves a mal os comentário - pode parecer que estou a ser ríspido de propósito e posso ser mal interpretado.


Não levo a mal nenhuma opinião, eu pedi críticas e tenho que aceitá-las, boas ou más desde que me ajudem a melhorar não as nego. Agora criticar para destruir é diferente, mas não foi o teu caso por isso.

Samwise wrote:Estive a ler o texto pela segunda vez para poder comentá-lo com mais atenção. O facto é que a ideia de que não está lá grande coisa, e que já vinha da primeira leitura, saiu reforçada. Pretendes publicar este trabalho onde, ao certo? E por que razão? Se queres ser escritor e ter coisas publicadas não creio que devas começar desta forma - com a ideia de que haverá aceitação imediata para qualquer coisa que escrevas, mesmo que ti te pareça que cumpre os requisitos.


Não percebi o que quiseste dizer de a ideia não estar grande coisa, afinal só leste o 1º capítulo e um pouco do 2º, acho que não se pode avaliar uma história pelas primeiras páginas...
Não, não quero ser escritor. Escrever para mim é um hobbie, aliás desde muito novo que o tenho, mas só agora comecei a trabalhar em algo mais a sério. Talvez nem venha a publicar esta história mas o objectivo principal é conclui-la e se o fizer será melhor para mim do que para qualquer pessoa que o leia. Mas ainda sou muito novo (16 anos...), na minha modesta opinião acho que tenho algum talento, conquistado sobretudo pela leitura de centenas de livros, que é uma das coisas que mais adoro fazer.
E não esperei que a história tivesse aceitação imediata, talvez noutros sítios tenha tido por isso as minhas expectativas fossem um pouco mais altas, mas nunca me iludi ao pensar que os "mestres dos livros" gostassem da minha pequena história.

Samwise wrote:A intriga, para além de preenchida com lugares comuns, coisas a que já estamos relativamente habituados a ler/ver noutros lados, pouco ou nada me cativou para querer saber o que vêm depois (por exemplo, não ajuda a que, apenas algumas frases volvidas, o protagonista esteja a acordar de um pesadelo, para logo a a seguir começar a repetir a experiência na realidade).


Quando li isso fiquei a achar que me estivesses a acusar de copiar alguma obra...não sei mas é o que parece. Mas continuando, em relação ao pesadelo e o facto de ele acordar e voltar a viver as experiências concordo que pode não prender muito a atenção. A melhor maneira era o livro começar com ele a acordar e a lembrar-se do pesadelo, mas apenas vagamente...Vou ter em conta isso.

Samwise wrote:Mesmo considerando que falta passar uma revisão, a escrita está um bom bocado descuidada, e não estou só a falar a nível ortográfico e gramatical. O Pedro Farinha já apontou as repetições de palavras, mas só para te dar uma ideia, ficam...

... exemplos, a bold:

"Estava no meio de uma rua, pessoas passavam por ele sem sequer lhe dirigirem um (1)olhar, olhou para todos os lados e apenas (1)viu o que costumava ver sempre que fazia aquele caminho, a rua estava ladeada de prédios de ambos os lados, nesses prédios moravam milhares de pessoas que escolhiam aquela hora para regressar a casa.
(2)Mas Helius tinha o pressentimento que estava a ser seguido, continuou o seu caminho, umas vezes em passo lento outra vezes acelerado, olhando (3)várias vezes á sua volta para ver se via alguém.
No meio da sua distracção embateu contra um velhote que transportava uma mala pesada, quando embateu no chão fez um grande estrondo, mas nem por isso as pessoas desviaram a atenção do seu caminho. Ajudou o velhote a apanhar a mala e pediu-lhe imensas desculpas mas este limitou-se a bater com a sua bengala nas canelas de Helius e sair dali a praguejar contra a juventude que não via por onde andava.
Helius sentiu uma grande raiva contra aquele velhote, (4)agora que a dor nas canelas se alastrava para o resto do corpo, sentiu dificuldades em andar,(5) continuou mais devagar do que poderia desejar, continuava com a sensação de estar a ser seguido.
E foi então que ao voltar-se para trás julgou ver o seu perseguidor, era um homem com uma cabeleira ruiva e com (6)um olhar de meter medo ao mais corajoso, olhava para ele atentamente e quando Helius o olhou desviou automaticamente o olhar, levando a mão ao bolso, como se fosse tirar de lá uma arma.
(7)Quando Helius viu este movimento desatou a correr, enfiou-se por um beco escuro e cheio de lixo, metade dos prédios estavam em ruínas, ignorou a dor nas canelas e continuou a correr, já estava quase a chegar ao fim, já via as pessoas a passar na rua quando á sua frente se materializou um homem, o mesmo homem de cabelo ruivo, Helius não lhe conseguia ver a cara, um raio de sol irrompeu pelo beco e Helius viu o homem a levar a mão ao bolso pela segunda vez.

Comentário breves:
(1) Repetição das mesmas palavras/ideias com pouco ou nenhum espaçamento entre elas - a ponto de se tornarem notadas e incómodas para quem lê.
(2) O que faz um "Mas" ali?
(3) Aliteração em "V" algo excessiva e despropositada (foi não intencional, parece-me)
(4) A dor das canelas alastra-se para o resto do corpo? Isso é irreal. Estás a criar um artifício de linguagem em relação a algo que não existe.
(5)... continuou... continuava... seguido de outra repetição excessiva em torno da uma letra, desta feita o "S".
(6) olhar, olhava, olhou, olhar - quatro vezes na mesma frase.
(7) Construção frásica algo deficiente, os vários trechos não encaixam bem uns nos outros.


Mais uma vez, não leves a mal - o meu propósito é bom. Usa-te daquilo que foi dito para não caíres nos mesmos erros.

Sam


Nesta parte nada tenho a dizer, obrigado por teres encontrado essas falhas no texto, quando no final do 2º capítulo parar um pouco e talvez re-escrever algumas partes vou te-las em grande conta.

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Re: O Legado

Postby azert » 09 Oct 2008 19:49

Skilz0ne wrote:E não esperei que a história tivesse aceitação imediata, talvez noutros sítios tenha tido por isso as minhas expectativas fossem um pouco mais altas, mas nunca me iludi ao pensar que os "mestres dos livros" gostassem da minha pequena história.


Onde estão eles, onde estão? :unsure: :blink:
:mrgreen4nw:
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Pedro Farinha
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Re: O Legado

Postby Pedro Farinha » 09 Oct 2008 20:19

Para mim há duas coisas importantes:

- gostarmos do que fazemos

e

- de cada vez que o fazemos tentar fazê-lo melhor

Por isso se gostas de escrever, deves fazê-lo e desta forma ires treinando a tua escrita. Dizes que lês muito, isso já é uma grande ajuda. Quanto às criticas, aqui o pessoal oscila entre ser meiguinho e ser mordaz, mas o importante é a tua opinião, de cada vez que leres uma critica tens de ver de que forma é que a mesma te serve para melhorar.

A minha sugestão era tentares começar por uma história mais pequena antes de te aventurares em textos de longo fôlego.

Mas acima de tudo dá-lhe com força

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Re: O Legado

Postby Skilz0ne » 09 Oct 2008 22:42

Pedro Farinha wrote:Para mim há duas coisas importantes:

- gostarmos do que fazemos

e

- de cada vez que o fazemos tentar fazê-lo melhor

Por isso se gostas de escrever, deves fazê-lo e desta forma ires treinando a tua escrita. Dizes que lês muito, isso já é uma grande ajuda. Quanto às criticas, aqui o pessoal oscila entre ser meiguinho e ser mordaz, mas o importante é a tua opinião, de cada vez que leres uma critica tens de ver de que forma é que a mesma te serve para melhorar.

A minha sugestão era tentares começar por uma história mais pequena antes de te aventurares em textos de longo fôlego.

Mas acima de tudo dá-lhe com força


Pedro Farinha eu já escrevi precisamente esta mesma história mas num formato mais pequeno, agora resolvi pegar nela e tentar fazer dela alguma coisa...diferente pelo menos.
Sim ler é cada vez mais importante, estamos numa era em que é melhor guardarmos os nossos livrinhos de papel que eles em breve vão desaparecer, e com isso desaparece muito a magia da leitura, e das noites passadas a ler na cama...enfim.

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Re: O Legado

Postby Samwise » 09 Oct 2008 23:30

Skilz0ne wrote:
Samwise wrote:Estive a ler o texto pela segunda vez para poder comentá-lo com mais atenção. O facto é que a ideia de que não está lá grande coisa, e que já vinha da primeira leitura, saiu reforçada. Pretendes publicar este trabalho onde, ao certo? E por que razão? Se queres ser escritor e ter coisas publicadas não creio que devas começar desta forma - com a ideia de que haverá aceitação imediata para qualquer coisa que escrevas, mesmo que ti te pareça que cumpre os requisitos.


Não percebi o que quiseste dizer de a ideia não estar grande coisa, afinal só leste o 1º capítulo e um pouco do 2º, acho que não se pode avaliar uma história pelas primeiras páginas...


Não me estava a referir à (tua) ideia do texto - que de facto ainda não sei qual é, ou quais são -, estava-me a referir à ideia com que eu fiquei deste pequeno trecho que colocaste. São coisas diferentes. E não estava a avaliar a história pelas primeiras páginas, estava a avaliar essas primeiras páginas.

Não, não quero ser escritor. Escrever para mim é um hobbie, aliás desde muito novo que o tenho, mas só agora comecei a trabalhar em algo mais a sério. Talvez nem venha a publicar esta história mas o objectivo principal é conclui-la e se o fizer será melhor para mim do que para qualquer pessoa que o leia. Mas ainda sou muito novo (16 anos...), na minha modesta opinião acho que tenho algum talento, conquistado sobretudo pela leitura de centenas de livros, que é uma das coisas que mais adoro fazer.
E não esperei que a história tivesse aceitação imediata, talvez noutros sítios tenha tido por isso as minhas expectativas fossem um pouco mais altas, mas nunca me iludi ao pensar que os "mestres dos livros" gostassem da minha pequena história.
Tudo bem. É bom que tenhas essa noção. Apenas me pareceu que já estavas de malas e bagagens feitas a contar com uma provável publicação - o que é normal para quem esteja empolgado com aquilo que escreve. Pegando naquilo que dizes aqui, parece-me ajuizado que o teu objectivo principal seja o de concluir a história - diria até que é aí mesmo que reside a tua dificuldade principal. Depois, então, logo se vê.

Samwise wrote:A intriga, para além de preenchida com lugares comuns, coisas a que já estamos relativamente habituados a ler/ver noutros lados, pouco ou nada me cativou para querer saber o que vêm depois (por exemplo, não ajuda a que, apenas algumas frases volvidas, o protagonista esteja a acordar de um pesadelo, para logo a a seguir começar a repetir a experiência na realidade).


Quando li isso fiquei a achar que me estivesses a acusar de copiar alguma obra...não sei mas é o que parece. Mas continuando, em relação ao pesadelo e o facto de ele acordar e voltar a viver as experiências concordo que pode não prender muito a atenção. A melhor maneira era o livro começar com ele a acordar e a lembrar-se do pesadelo, mas apenas vagamente...Vou ter em conta isso.


Nenhuma acusação de plágio em concreto. Ao chegar à parte onde menciona o acordar de um pesadelo, o que me ocorreu foi: "Oh, não. Mais um conto a usar-se de um sonho como artimanha narrativa/impulsionadora da história..." Previsivelmente, logo a seguir veio a parte em que a realidade acompanha os acontecimentos decorridos no sonho. Pode ser defeito meu. É coisa que não gosto muito de ler, seja em que obra for. E é algo que é usado de forma recorrente.

Skilz0ne, lembra-te sobretudo que não te estou a atacar ou a acusar de nada - nem tenho qualquer intenção de o fazer. Com 16 anos ainda tens um caminho enorme pela frente. Se gostas de escrever, vais aproveitar tudo o que é crítica, boa ou má, para afinares a pontaria.

Aproveito para te colocar algumas perguntas: o que é que costumas ler? De que estilos ou autores gostas? Que centenas de livros é que já te passaram pelas mãos?

Sam
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Re: O Legado

Postby Skilz0ne » 10 Oct 2008 20:14

Samwise wrote:Skilz0ne, lembra-te sobretudo que não te estou a atacar ou a acusar de nada - nem tenho qualquer intenção de o fazer. Com 16 anos ainda tens um caminho enorme pela frente. Se gostas de escrever, vais aproveitar tudo o que é crítica, boa ou má, para afinares a pontaria.

Tenho perfeita consciência disso, tal como disse meter o último ponto final nesta história irá ser o meu objectivo máximo. Quando falei em a história vir a ser publicada trata-se de outro dos meus objectivos, claro que terá que ter qualidade para isso e é por isso que a apresento na net para todos lerem e me poderem criticar, aconselhar. Só assim irei conseguir evoluir mais, muito mais até.
Em relação à idade, não acho que seja um impedimento para uma história de sucesso, em Portugal acho que são poucos a escrever com esta idade (infelizmente), e os poucos que o fazem normalmente não deixam de ser cópias, imitações de outros. Pelo menos foi com esta ideia que eu fico sempre que leio alguém mais novo a escrever. Por isso mesmo espero que a minha história seja o mais original possível, dentro dos limites da minha imaginação.


Samwise wrote:Aproveito para te colocar algumas perguntas: o que é que costumas ler? De que estilos ou autores gostas? Que centenas de livros é que já te passaram pelas mãos?

Sam


Costumo ler de tudo um pouco, desde revistas semanais, a jornais diários, a livros, tudo o que a maioria dos jovens portugueses guarda no baú. Gosto do estilo de fantasia/ficção cientifica, em relação a autores não tenho preferências, para mim é difícil em parte avaliar se um livro é bom é mau. A não ser os casos mais evidentes, mas esses penso que a ninguém escapa. Mas os que mais me dá prazer de ler, talvez...Isabel Allende, Garcia Marquez, Dan Brown (se calhar não tanto pela sua constante repetição de livro para livro mas pela escrita que nos prende do ínicio ao fim), e alguns outros.
Se calhar centenas é uma unidade grande de mais e não corresponde á realidade, mas posso com quase certeza afirmar que já li mais de 100 livros (o que é capaz de não ser muito comparado com o que pessoas aqui do BBDE já devem ter lido). Agora não tenho presente o nome de todos mas posso ir ver a estante e talvez ainda pegue num e comece a reler.

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Re: O Legado

Postby Skilz0ne » 19 Oct 2008 17:00

Depois de muito matutar resolvi escrever uma nova versão do I capítulo, acho que gosto mais desta versão, apesar de não alterar muita coisa permite fazer algo que na outra eu não iria conseguir, ainda está no início mas já se pode ver claramente as diferenças:

I capítulo - Nova Versão - 10% concluído

O LEGADO

Era noite, uma noite fria e sem luz, uma daquelas noites em que ninguém se atreveria a sair à rua. Não se via uma luz ligada em nenhum dos prédios, estava tudo a dormir. Ou quase tudo...
Dois pares de olhos brilhavam na escuridão, era impossível distinguir os contornos dos seus rostos, apenas se poderia dizer que tinham um aspecto estranho, pareciam condizer com a própria noite, a escuridão irradiava do seu corpo.
Aproximaram-se em lentas passadas de um poste de iluminação que emanava uma tímida luz, um dos sujeitos esticou a mão e a luz tremeu violentamente, até se apagar de vez. Novamente reinou a escuridão á sua volta, mas os sujeitos pareciam não se incomodar com isso, continuavam a murmurar, mas agora num tom de voz mais alto, era possível distinguir algumas palavras.
- Falta pouco…muito pouco…o miúdo está quase a acordar. Está a chegar a nossa hora irmão, a hora em que iremos ficar para sempre na mais negra e terrível história do nosso mundo – disse um dos sujeitos numa voz arrastada.
- Sim irmão, vamos ser para sempre lembrados, e será tão simples…simples de mais, nunca pensei que este dia chegasse tão depressa, mas nós merecemos-lo, por tudo o que passamos, pela perda dos nossos pais. É a eles que vou dedicar esta vitória! – disse o outro sujeito, a sua voz vibrava com a excitação.
Os dois sujeitos ficaram a contemplar a escuridão durante mais uns instantes, pareciam estar a sonhar acordados, fosse lá com o que fosse.
Ao fim de uns instantes um deles olhou para o céu, perscrutou durante uns segundos e tocou bruscamente no ombro do companheiro.
- Irmão, chegou o momento – apontou com um dedo para cima e sorriu, um sorriso terrível, de fazer gelar o coração dos mais corajosos.
O outro ostentava uma expressão igual, fez um gesto com a mão e os dois recuaram em direcção ás sombras.

A rua ficou mergulhada nas sombras, completamente silenciosa, nem o vento parecia fazer barulho. Foi então que…na casa mais próxima um despertador tocou e uma luz despertou.


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