estrelas da tua ausência

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bunkih
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estrelas da tua ausência

Postby bunkih » 10 Dec 2008 17:13

<!--fonto:Calibri--><span style="font-family:Calibri"><!--/fonto--><!--sizeo:3-->[size=100]<!--/sizeo-->As estrelas brilhavam na escuridade opaca do azul de meia-noite que predominava no céu, reflectindo mil e um raios de prata sobre nós.<!--sizec-->[/color]<!--/sizec--><!--fontc-->[/color]<!--/fontc-->

<!--fonto:Calibri--><span style="font-family:Calibri"><!--/fonto--><!--sizeo:3-->[size=100]<!--/sizeo-->Com o dedo desenhavas figuras abstractas no meu braço gelado, enquanto sussurravas palavras doces ao meu ouvido… no meio do teu olhar de chocolate líquido perdia-me nas estranhas entranhas da tua sonhadora mente, procurando um refúgio à terrível e inevitável realidade adormecendo nos teus braços quentes e protectores.<!--sizec-->[/color]<!--/sizec--><!--fontc-->[/color]<!--/fontc-->

<!--fonto:Calibri--><span style="font-family:Calibri"><!--/fonto--><!--sizeo:3-->[size=100]<!--/sizeo-->E assim ultrapassávamos as frias noites de inverno e as curtas noites de verão… Como dois verdadeiros amantes abraçados no silêncio da noite, protegidos pelo anonimato da escuridão, unidos por beijos intermináveis e promessas de sangue. Uma união inquebrável e única. Um segredo só nosso, um amor que florescia com o orvalho gélido das manhãs e o incandescente nascer do Sol.<!--sizec-->[/color]<!--/sizec--><!--fontc-->[/color]<!--/fontc-->

<!--fonto:Calibri--><span style="font-family:Calibri"><!--/fonto--><!--sizeo:3-->[size=100]<!--/sizeo-->Mas, um dia, o Sol nasceu e a orvalha matinal desceu sobre as ervas fazendo-as cintilar como cristais plantados no jardim e, ao olhar para o lado, não encontrei o teu corpo deitado cm uma expressão de pacificidade no rosto, em teu lugar estava um bilhete, amarrotado com umas simples letras a esferográfica azul.<!--sizec-->[/color]<!--/sizec--><!--fontc-->[/color]<!--/fontc-->

<!--fonto:Calibri--><span style="font-family:Calibri"><!--/fonto--><!--sizeo:3-->[size=100]<!--/sizeo-->"Desculpa nada te ter dito, mas tive de partir. Fartei-me de esperar. Não entendo o porquê das tuas lágrimas, mas não aguento viver com a tua tristeza. <!--sizec-->[/color]<!--/sizec--><!--fontc-->[/color]<!--/fontc-->

<!--fonto:Calibri--><span style="font-family:Calibri"><!--/fonto--><!--sizeo:3-->[size=100]<!--/sizeo-->Não sei se voltarei.<!--sizec-->[/color]<!--/sizec--><!--fontc-->[/color]<!--/fontc-->

<!--fonto:Calibri--><span style="font-family:Calibri"><!--/fonto--><!--sizeo:3-->[size=100]<!--/sizeo-->Amo-te."<!--sizec-->[/color]<!--/sizec--><!--fontc-->[/color]<!--/fontc-->

<!--fonto:Calibri--><span style="font-family:Calibri"><!--/fonto--><!--sizeo:3-->[size=100]<!--/sizeo-->E, com a vaga promessa que ficara gravada no papel, e convicta de que voltarias, adormeci, todas as noites com as solitárias estrelas como companhia e a tristeza a afundar-me mais e mais nos seus tortuosos mares negros, sem a ajuda do teu porto seguro para me manter à tona da água.<!--sizec-->[/color]<!--/sizec--><!--fontc-->[/color]<!--/fontc-->

<!--fonto:Calibri--><span style="font-family:Calibri"><!--/fonto--><!--sizeo:3-->[size=100]<!--/sizeo-->Mas, a realização desse meu sonha tornava-se cada vez mais longínquo e inalcançável a cada Sol que se punha no horizonte. As pessoas iam e vinham e nem uma sombra tua…<!--sizec-->[/color]<!--/sizec--><!--fontc-->[/color]<!--/fontc-->

<!--fonto:Calibri--><span style="font-family:Calibri"><!--/fonto--><!--sizeo:3-->[size=100]<!--/sizeo-->Até que, farta de esperar agarrada à fraca esperança de um papel velho e amarrotado, num dia de maior desespero e cansada de lutar contra as teias da minha mente, deixei-me cair no precipício da noite eterna para nunca mais acordar.<!--sizec-->[/color]<!--/sizec--><!--fontc-->[/color]<!--/fontc-->
<div align="left"><!--coloro:#9932cc--><span style="color:#9932cc"><!--/coloro--><br /><!--coloro:#000000--><span style="color:#000000"><!--/coloro--> Beijo,<!--colorc--></span><!--/colorc--> <br /><b>Bunkih</b><br /><br /><!--colorc--></span><!--/colorc--> </div>

Pedro Farinha
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Re: estrelas da tua ausência

Postby Pedro Farinha » 10 Dec 2008 23:13

O texto está bem escrito ainda que tenha um dramatismo exagerado para o meu gosto, quiça fruto da tua idade. Eu tentaria por a escrita mais solta, mais fluída se é que me entendes. Os quatro primeiros parágrafos estão bem melhores que o resto. Gostei especialmente do teu olhar de chocolate líquido - uma vez conheci uma rapariga que tinha exactamente esse olhar (ainda não tinha era encontrado uma boa expressão para o descrever).

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Re: estrelas da tua ausência

Postby Thanatos » 10 Dec 2008 23:44

olhar de chocolate líquido


Lembrou-me Cadbury. Adoro cadbury! E Ferrero Rocher, e After Eight e Toblerone e... ai cala-te!

Hummm não sei porquê mas tive uma sensação de déjà vu ao ler este texto? Já o terás publicado noutro sítio? :unsure:

Tal como o Pedro acho que tem um certo excesso melodramático no final, que aliás se torna quase previsível. Se fosse eu teria terminado o conto com ela a virar lésbica. :tongue: Mas isso sou eu.
Não importa como, não importa quando, não importa onde, a culpa será sempre do T!

-- um membro qualquer do BBdE!

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Re: estrelas da tua ausência

Postby azert » 11 Dec 2008 00:03

Confesso que também acho que o texto puxa um bocado ao sentimento. :rolleyes:
Coisa tramada, a tristeza. Pega-se mais que chiclete derretida no verão. :unsure:
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Re: estrelas da tua ausência

Postby bunkih » 11 Dec 2008 22:00

Hummm não sei porquê mas tive uma sensação de déjà vu ao ler este texto? Já o terás publicado noutro sítio? :unsure:


Não... Nunca o tinha publicado em lado nenhum, aliás, foi escrito directamente aqui na quarta-feira...
:rolleyes:
<div align="left"><!--coloro:#9932cc--><span style="color:#9932cc"><!--/coloro--><br /><!--coloro:#000000--><span style="color:#000000"><!--/coloro--> Beijo,<!--colorc--></span><!--/colorc--> <br /><b>Bunkih</b><br /><br /><!--colorc--></span><!--/colorc--> </div>


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