P... que os pariu

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pco69
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Re: P... que os pariu

Postby pco69 » 28 Nov 2013 15:41

Samwise wrote:Estou plenamente de acordo com o Bugman.

(...)
Eu só queria saber como estaríamos hoje em termos estratos populacionais se os tais aumentos progressivos que estiveram tanto tempo congelados tivessem realmente sido aplicados.


Possivelmente com um excelente/normal mercado de alugueres que permitiria uma mobilidade que agora é impossível.
Porque ficámos todos agarrados às propriedades que comprámos.
Porque saía ao mesmo preço alugar ou comprar.
Porque ninguém mais colocou casas em mercado de aluguer. :whistle:

Entretanto falei com a minha mãe e os valores do aluguer era de 35€ à dois anos e agora é de 70€.
É verdade. Em dois anos aumentou 100€%. :bbde:

nota) não sabia que o IMI era dedutível e creio que os meus pais também não o sabem. :blush:
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Ignatius Wao
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Re: P... que os pariu

Postby Ignatius Wao » 28 Nov 2013 23:51

Samwise wrote:Em termos económicos generalizados, isto significa tirar dinheiro a quem tem menos e dar a quem tem mais. Por lei. Não consigo ver as coisas de outra maneira, por mais que me expliquem as "dores dos proprietários".


Penso que estás a partir de um principio um tanto ao quanto populista, ou seja, que os proprietários têm "sempre" uma maior capacidade financeira que os inquilinos. No caso concreto do mercado habitacional, eu conheço pessoalmente cinco proprietários (três são meus familiares) com casas (mais precisamente apartamentos) alugadas. Quatro deles garanto, que têm claramente mais dificuldades económicas que os seus inquilinos. Estamos a falar de pessoas, que vivem com reformas miseráveis, ais quais se juntam rendas (pagas pelos inquilinos) igualmente miseráveis.
Os inquilinos, (que no caso dos meus familiares são, um casal de professores, um motorista de um dos ministérios e a esposa enfermeira, uma empregada bancária e o seu namorado designer) até a actual actualização das rendas, foram sempre perentórios, em rejeitar qualquer aumento mais significativo do valor da renda, mesmo tendo em conta que o valor mais alto (destas três rendas) é de 123€. Todas as casas estão situadas em Lisboa, duas em São Sebastião da Pedreira, e uma em Campo Grande.
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Re: P... que os pariu

Postby Ignatius Wao » 29 Nov 2013 02:21

Já agora deixo aqui um texto da Fernanda Câncio, datado de 27 de Junho de 2008, que tem alguns pontos em comum, com o meu comentário anterior.


O SEQUESTRO DOS SENHORIOS
por

Fernanda Câncio

jornalista

DN

27 junho 2008


Pode ser que a chave do mistério esteja na palavra. Afinal, "senhorio" tem uma ressonância nobre, uma sugestão medieval de riqueza e posição. Confirma-o o dicionário, equivalendo-lhe ainda "domínio, posse, autoridade", além de "propriedade" e "proprietário de casa alugada". O senhorio é pois um senhor, alguém com posses. Alguém que não merece nem precisa de defesa - um privilegiado. Um explorador, em suma.

Assim, à falta de melhor e sobretudo de racionalidade e justiça, se explicam, por uma espécie de psicanálise lexical, as leis e os regulamentos que no País regem os arrendamentos. E se o dicionário também define a palavra como "direito sobre alguma coisa", é só para certificar que o senhorio tem, por exemplo, o direito de solicitar às autarquias e às finanças que avaliem os estragos que foram infligidos à sua propriedade por dezenas de anos de rendas miseráveis que o impediram de fazer quaisquer obras - impedindo-o agora de actualizar convenientemente o valor das rendas. Mais o "direito" de ser obrigado a aceitar que o inquilino que beneficiou durante décadas da sua assistência social forçada discuta com ele o valor correcto da renda actualizada ou lhe exija obras vultuosas.

E tudo isto vem a propósito de quê? Não, não saiu nenhuma lei nova esta semana, nem nas semanas anteriores, nem houve parangonas com qualquer notícia sobre a miséria dos senhorios obrigados pelo Estado a fazer de santa casa dos inquilinos com mais de 65 anos (e aos senhorios com mais de 65 anos, quem fará de santa casa deles?). Nada disso. Apenas soube de um caso prático da extraordinária "nova" lei do arrendamento. Um prédio construído nos anos 60 do século passado; inquilinos que o ocupam desde essa altura; rendas de 40 e 50 euros por apartamentos de 6 assoalhadas que na avaliação da câmara (e que custou mil euros - ao senhorio, claro) mereceram a bitola de "bom"; uma actualização calculada em cerca de 300 euros, que no caso, devido ao facto de os arrendatários terem todos mais de 65 anos, terá de ser progressiva, distribuindo--se por dez anos; protestos de todos os inquilinos. Um deles escreveu aos proprietários uma carta em que, entre outras coisas, exige a colocação de um elevador (mora num 2.º andar e, afiança, ele e a mulher têm dificuldade em subir as escadas).

Quando uma pessoa que paga 50 euros por uma casa onde pagou durante quase 50 anos uma renda ínfima se acha no direito de exigir/sugerir a realização de uma obra que custa pelo menos o equivalente a dez anos de rendas futuras e corresponde a praticamente todo o "bolo" das rendas que pagou desde o início, surge óbvia a conclusão de que, para essa pessoa, o senhorio é um serviçal. Condenado a servi-lo em penitência eterna por ter alguma vez sonhado que um investimento podia ter proveito, que ser proprietário podia ser rentável. O mais grave, porém, é que este delírio não pertence a um excêntrico isolado, mas a uma cultura generalizada e autorizada pela lei. Uma cultura que arruinou os centros das cidades e empobreceu milhares de famílias. Pudessem elas tombar os prédios nas estradas e paralisar o País, outro galo cantaria. Assim, resta-lhes servir a pena - e ter sentido de humor.
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Re: P... que os pariu

Postby Thanatos » 29 Nov 2013 08:55

Desde sempre foi o problema das nossas gentes a facilidade com que "emprenham de ouvido". Daí não ser de estranhar pensar-se nos funcionários públicos como uma corja de incompetentes cobertos de privilégios que nada fazem (este ano a privilegiada da minha esposa ficou a meros 170 kms de casa), ou que quem é reformado está automaticamente na penúria e outros estéreotipos do género.

Assim, dividindo para reinar os sucessivos Governos vão desgovernando lançando fp contra privado, velhos contra novos, empregados contra desempregados, inquilinos contra senhorios.

Pco69, além do IMI são dedutíveis as taxas de esgotos camarárias, obras, condomínios, quando se aplica, pinturas, limpezas, tudo ao rendimento bruto dos prédios ou partes deles arrendados.

Para o ano que vem (ou seja IRS de 2013 que apresentas em 2014) há também a possibilidade de taxação por taxa autónoma de 28%.
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Re: P... que os pariu

Postby pco69 » 29 Nov 2013 09:38

Thanatos wrote:(...)
Pco69, além do IMI são dedutíveis as taxas de esgotos camarárias, obras, condomínios, quando se aplica, pinturas, limpezas, tudo ao rendimento bruto dos prédios ou partes deles arrendados.

Para o ano que vem (ou seja IRS de 2013 que apresentas em 2014) há também a possibilidade de taxação por taxa autónoma de 28%.


Obrigado pá.
Vou informar quem precisa :tu:
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Re: P... que os pariu

Postby Bugman » 30 Nov 2013 10:57

Vamos por partes. Não estou contra a adptação da lei das rendas que, concordo com algumas das vozes, necessitava de ser adaptada. O que estou contra é, como disse, a uma lei que impõe de um dia para o outo uma mudança súbita nas obrigações de alguém. É simples de imaginar a justiça da coisa, pensem numa conta qualquer que tenham e imaginem-na a chegar amanhã com mais um algarismo que não o zero à esquerda da vírgula.

Uma lei que é cega a isto, é uma lei mais injusta do que a injustiça que visa corrigir. Dando o caso holandês, está "legalmente" (e uso aspas porque não tenho a certeza se são apenas boas práticas ou se tem mesmo fundamento legal) consagrado que as depesas com alojamento de alguém não podem superar um tereço dos rendimentos (33%), podendo em alguns casos, de maiores rendimentos chegar aos dois quintos (40%). Como temos por aqui uma cabeças que conhecem, a lei do arrendamento salvaguarda algumas destas disposições para evitar que o aumentos de renda se tornem inviáveis para os inquilinos? Porque passar de uma situação em que os inquilinos são donos e senhores para uma em que os senhorios têm a faca e o queijo na mão não corrige nenhuma injustiça, só muda o foco da mesma...
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Ao mesmo tempo que ali estava tudo igual, não estava você lá, não está teu passado, não está nada. Quer dizer: só você sabe que esteve ali. A parede, os prédios, não guardam a gente. Nós só nos guardamos a nós mesmos. Só valemos nós connosco. Fora daí é literatura, é poesia, é arte. Ferreira Gullar
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Re: P... que os pariu

Postby croquete » 30 Nov 2013 11:36

Thanatos wrote:Assim, dividindo para reinar os sucessivos Governos vão desgovernando lançando fp contra privado, velhos contra novos, empregados contra desempregados, inquilinos contra senhorios.


Nos quais toda a gente vai elegendo... :)

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Re: P... que os pariu

Postby Thanatos » 30 Nov 2013 17:13

Sim, bugman a lei preve faseamentos. Nem sequer é uma lei de anteontem.
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Re: P... que os pariu

Postby MAGG » 04 Dec 2013 17:09

Concordo com muito do que foi dito mas o que se realça é que no fundo a lei do arrendamento foi sempre uma lei de excessos mal feita que prejudica gravemente sempre um dos lados em vez de tentar conciliar o "interesse público" de ambas as partes.

António Lobo Antunes numa rara critica à situação política/ económica presente ...

http://videos.sapo.pt/rww1n8tQEanE1j5gEik3

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Re: P... que os pariu

Postby MAGG » 01 Jan 2014 21:41

Como é que é possível ? :ph34r: :ph34r: :ph34r:

Câmara de Lisboa quer diminuir número de bibliotecas municipais

Os dois espaços do Museu da República - Grandella e Cidade Universitária - e a Bedeteca fazem parte do grupo de oito bibliotecas municipais que
podem passar a ser geridas pelas respetivas juntas de freguesia, em vez de permanecerem na dependência da Câmara Municipal de Lisboa (CML).

Esta transferência faz parte de uma proposta que o executivo camarário "deverá debater na reunião da [próxima] quarta-feira", disse à agência Lusa Vítor Reis, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML).

Vítor Reis diz que existe o risco de as bilbiotecas deixarem de ter uma "política comum".

Em causa, estão as bibliotecas de São Lázaro, David Mourão Ferreira, Natália Correia, Maria Keil, Olivais (incluindo a Bedeteca), o auditório Orlando Ribeiro
e os dois espaços da biblioteca do Museu da República.

A Câmara de Lisboa quer que estas oito bibliotecas municipais passem a ser geridas por sete juntas de freguesia de Lisboa: Arroios, São Domingos de Benfica,
Avenidas Novas, Parque das Nações, Carnide, Lumiar e Olivais.

Bilbiotecas podem deixar de ser uma rede

"Achamos que esta medida vai desintegrar o funcionamento em rede das bibliotecas municipais, porque deixam de ter uma política comum. Cada freguesia poderá
ter um programa próprio de gestão da biblioteca, cobrar preços diferentes, horários, adaptar serviços", disse Vítor Reis à agência Lusa.

"Ninguém foi consultado, nem as próprias chefias da divisão de bibliotecas.Tudo isto põe em causa o trabalho de uma rede de bibliotecas que era considerada
uma das melhores do país", disse ao Expresso uma fonte da rede de bibliotecas, que alertou para a relevância do espólio da biblioteca de São Lázaro.

A proposta foi apresentada ontem ao final do dia numa reunião entre o presidente, o vice-presidente e a vereadora da Modernização da Câmara de Lisboa
e o STML, o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) e o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP)

Juntas poderão tutelar equipamentos desportivos

Os participantes na reunião foram também informados de que o executivo camarário pretende reeorganizar a lista dos equipamentos desportivos que ficam
sob tutela direta da Câmara de Lisboa.

"Continuam a ser geridos pela Câmara de Lisboa o [equipamento desportivo do] Casal Vistoso, do Casal do Lumiar, a pista de atletismo Moniz Pereira e os complexos desportivos do Campo Grande, Areeiro e Olivais", disse o coordenador do STML à Lusa. A gestão dos restantes será transferida para as juntas.

"Não há uma política conjunta, nem desportiva, nem cultural. A cidade vai ter várias velocidades. Um munícipe pode vir a ter diferentes serviços consoante a
freguesia onde vive", lamentou Vítor Reis à Lusa.

Contactados pela Lusa, os presidentes de junta que podem vir a ser encarregues da gestão destes equipamentos disseram que ainda não foram informados
oficialmente desta decisão.


fonte: Jornal Expresso

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Re: P... que os pariu

Postby pco69 » 28 Feb 2014 16:54

http://www.publico.pt/economia/noticia/ ... es-1626447

O ano de 2014 será, provavelmente, o ano em que os encargos anuais com as parcerias público-privadas atingem o seu máximo, no período 2002-2041, se no futuro não se fizerem as irresponsabilidades do passado. De acordo com o Orçamento de Estado de 2014, as despesas com as PPP, líquidas de receitas, ascenderão a 1645 milhões de euros, um acréscimo de 776 milhões em relação aos encargos de 2013. Para quem ainda não percebeu que as decisões políticas de realizar esses contratos, em particular no sector rodoviário, foram um crime de lesa-pátria, por serem investimentos sem justificação económica ou social, aconselho a leitura da European Road Statistics. Verá que Portugal é - à excepção do Benelux, já de si um espaço de elevado tráfego europeu - dos países com mais quilómetros de auto-estrada por quilómetro quadrado de território e menos veículos de passageiros por quilómetro de auto-estrada.

Os dados das PPP significam, então, que o défice orçamental deste ano aumentaria em 776 milhões de euros, tudo o resto constante, e que só para anular este aumento potencial do défice será necessário aumentar a receita ou diminuir a despesa.

Obviamente que para reduzir o défice será ainda necessário menos despesa ou mais receita. Os dados que trago hoje aqui foram retirados do boletim de execução orçamental mostram precisamente o efeito no saldo orçamental de variações de 2013 para 2014 (orçamento inicial) da receita e da despesa do Estado (administração central e segurança social).

Como é que se pode financiar a despesa acrescida em PPP? Podemos pensar que são os cortes em despesas de pessoal (968,5 milhões), ou a redução nas prestações sociais (844 milhões),ou em alternativa o acréscimo esperado nas receitas fiscais (966,4 milhões). Como o dinheiro não tem cor tanto podem ser os funcionários públicos a pagar o aumento deste ano nas despesas com PPP, como os pensionistas, como os contribuintes em geral que, não esqueçamos, inclui os dois primeiros grupos. É bom comparar estes números para que qualquer vindouro político saiba que nós sabemos, que uma PPP, ou um submarino, sai do nosso esforço.

As rubricas da figura são as que terão um maior impacto na variação do saldo orçamental do Estado e o seu efeito agregado será de 0,9% do PIB pfreços de mercado (pm). Para reduzir o défice temos assim o acréscimo dos impostos, os cortes nas despesas com pessoal e nas prestações sociais e as reduções na aquisição de bens e serviços da ordem dos 1000 milhões, sendo que cerca de um quarto são na saúde.

Em contrapartida, para agravar o défice temos as PPP, a redução de receitas de capital de fundos comunitários, e algo que poderá agravar o défice que é a rubrica de “outras despesas correntes” que aumenta em relação ao ano transacto 638 milhões de euros. Aqui a explicação poderá estar na dotação provisional do Ministério das Finanças, uma espécie de “almofada” orçamental, que está no OE2014, mas não na execução de 2013.

Uma análise detalhada da execução orçamental é prematura nesta fase dadas as oscilações de algumas variáveis. O mês de Janeiro é sempre algo atípico. De qualquer modo, é fácil constatar que as receitas fiscais, em particular do IRS, cresceram mais do que se espera para o conjunto do ano e que, em contrapartida, a receita de IRC teve uma quebra acentuada. Acompanharemos de perto a evolução destes indicadores, pois os objectivos do Governo para este ano são um agravamento da liquidação de IRS de 3,5% e um aumento de 0,1% no IRC. Em particular, no que toca ao IRC, convém relembrar que o OE2014 inscreveu uma redução na taxa de IRC e que a estabilidade da receita deriva do pressuposto de que esta descida é compensada pelo alargamento da base tributária (pela redução dos benefícios fiscais) e por uma ténue retoma da economia.

A transparência orçamental é uma condição necessária para a responsabilidade política. Aqui, pela positiva está a informação dada pelo IGCP sobre a dívida, a disponibilização, pelo Ministério das Finanças, do Orçamento Cidadão (que torna mais acessível ao cidadão o Orçamento do Estado) e alguns aspectos do Boletim de Execução Orçamental (despesa com activos, dívida não financeira, etc.). Pela negativa, continuo a não perceber por que é que não é disponibilizada a despesa do Estado segundo a classificação orgânica, isto é, por ministérios, dado que ela existe. Como em política o que parece é, só posso concluir que o Governo quer esconder essa informação.
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Re: P... que os pariu

Postby pco69 » 10 Apr 2014 22:30

http://www.ionline.pt/artigos/portugal- ... nto/pag/-1


PSD e CDS vetam discurso de militares de Abril no parlamento
Assembleia 25 de Abril

Capitães de Abril querem falar nas comemorações oficiais na Assembleia da República.Direita é contra. PS prefere não tomar posição até o assunto ser discutido no parlamento

O PSD e o CDS rejeitam a exigência dos militares de Abril de discursarem nas comemorações oficiais dos 40 anos do 25 de Abril na Assembleia da República. O PS e os comunistas aguardam que o assunto seja debatido formalmente no parlamento para tomarem uma posição e o BE entende que é possível "dar voz" aos protagonistas da revolução.

A proposta foi feita por Vasco Lourenço e aguarda ainda uma resposta da presidente da Assembleia da República, que contactou o presidente da Associação 25 de Abril para tentar convencer os "capitães de Abril" a marcarem presença na sessão solene no parlamento, ao contrário que aconteceu em 2012 e 2013.

"Não iremos se não formos convidados para usar da palavra. Queremos usar da palavra de pleno direito com usam os deputados e o Presidente", diz ao i Vasco Lourenço.

O assunto será debatido numa das próximas conferências de líderes, mas PSD e CDS não simpatizam com a proposta dos capitães de Abril. Nuno Encarnação, deputado do PSD e do grupo de trabalho que está a preparar as comemorações no parlamento, defende que "as cerimónias sempre se realizaram com este formato e é assim que devem continuar". Questionado sobre a hipótese de os militares voltarem a estar ausentes na cerimónia, Encarnação responde que "só vai quem quer". "As portas estão abertas a toda a gente que queira participar", diz ao i o deputado do PSD.

Na mesma linha, João Rebelo, deputado do CDS e do grupo de trabalho que está a organizar as comemorações, classifica a exigência dos militares como "um pedido inusitado e muito estranho". Rebelo defende, a título pessoal, que os capitães de Abril "têm de se sujeitar ao modelo que sempre vigorou" e é claro na defesa de que "o parlamento não devia aceitar" esta proposta.

Os socialistas e o PCP estão à espera que o assunto seja debatido em conferência de lideres para assumirem uma posição. Já o líder parlamentar do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares, defende que deve ser ponderada a possibilidade de os militares terem uma participação interventiva. "É possível dar voz aos militares. Há um momento de intervenção dos órgãos de soberania, mas a sessão solene tem um conjunto de momentos onde é possível enquadrar a intervenção dos militares de Abril", diz ao i Filipe Soares.

A deputada do PS e constitucionalista Isabel Moreira apresenta outra hipótese: "Devido à data simbólica justificar-se-ia a realização de uma sessão na Sala do Senado em que os militares pudessem discursar".

Não é a primeira vez que os militares de Abril estão ausentes das comemorações oficiais da revolução de 1974. Nos últimos dois anos, os capitães não foram ao parlamento em sinal de protesto contra um poder que "deixou de reflectir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril".

Este ano, a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, antecipou-se a uma decisão dos capitães de Abril e contactou Vasco Lourenço para o sensibilizar para a importância da presença dos militares que fizeram, há 40 anos, a revolução que mudou o regime.

O presidente da Associação 25 de Abril respondeu com a garantia de que estariam presentes se pudessem usar da palavra, tal como o Presidente da República e os deputados. Mas o presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Fernando Negrão, considera que a proposta choca com o regimento da Assembleia da República, que só permite aos "deputados, membros do governo e ao Presidente da República" usarem da palavra. "Não vejo como ultrapassar este problema", diz Negrão ao i, garantindo que a "presença deles é muito importante e um motivo de orgulho".

Vasco Lourenço apresenta outros argumentos. "Já houve situações em que pessoas estranhas ao parlamento falaram no plenário. Se é uma situação excepcional pode ter uma solução excepcional". O capitão de Abril diz, porém, que a sua convicção é que os militares voltarão a estar ausentes nas comemorações oficiais. Com Rita Tavares


Quer dizer 'venham, mas estejam caladinhos como bons meninos'... :bbde:
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Re: P... que os pariu

Postby MAGG » 17 Jul 2014 19:37

Ora bem , quem fala assim ... :ph34r:

Peter Brabeck - promotor dos GMO e da ideia de que é extremo considerar a água um direito básico.


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Re: P... que os pariu

Postby Ignatius Wao » 18 Jul 2014 21:04

MAGG wrote:Ora bem , quem fala assim ... :ph34r:

Peter Brabeck - promotor dos GMO e da ideia de que é extremo considerar a água um direito básico.



:pissed:

Qualquer dia chegamos a este ponto:

Se você agir sempre com dignidade, pode não melhorar o mundo, mas uma coisa é certa: haverá na Terra um canalha a menos. Millor Fernandes


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