Scarface - The Shame of the Nation

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Scarface - The Shame of the Nation

Postby Samwise » 09 Nov 2009 17:45

Finalmente surge neste nosso ciclo dedicado aos Gangsters um verdadeiro representante do género - o mais puro dos exemplares, porventura -, em que as "matrizes arquitectónicas" que o definem (ao género) aparecem firmemente desenhadas. É um filme bastante violento (mais se pensarmos no ano em que foi feito), encenado com uma intensidade furiosa, carregado de tiroteios e perseguições, e que parece glorificar o mundo do crime contra o qual foi feito - aquele texto introdutório é muito curioso face ao filme que se segue (opiniões?).

A América citadina dos anos trinta é retratada como um local perigoso para sair à rua, mas a nossa atenção ou preocupação nunca recai sobre o cidadão comum, não é desse ponto de vista que olhamos para o filme. É sobre figura poderosamente hipnótica do criminoso principal que o nosso olhar recai; apesar dos excessos grotescos de personalidade que este revela, é quase com carinho que o vamos acompanhando.

O Scarface do título é uma alusão à cicatriz que marca a cara de Tony Camonte, o muscle-man imigrante porto-riquenho(?) que ascende com naturalidade, à conta da sua força e impetuosidade, na hierarquia de um gang importante. O filme tem como título a suposta alcunha de Camonte porque o filme é o personagem. Gira todo em torno dele. Os traços do self-made crook começam-se a desenhar cedo, quando depois de matar o homem para o qual trabalhava como guarda-costas, sai da esquadra da polícia com um sorriso trocista nos lábios, safo por um impedimento burocrático habilmente explorado pelos advogados (o habeas corpus) do seu novo, e infeliz, patrão. Infeliz e estúpido, porque não percebe que ao contratar Camente se está a colocar precisamente na mesma rota de colisão que o recém-morto. Tony é ambicioso, não pára diante de ninguém, não obedece a ordens, segue o ritmo do seu ímpeto, e encara a vida com uma atitude de que é imortal e intocável. A cena em que é emboscado no restaurante pelos carros do gang rival, que passam e alta velocidade e metralham tudo e todos, é bem representativa da sua maneira de ser. Maravilhado com a invenção da metralhadora portátil (não há filme de gangster que se preze que não mostre as maravilhosas tommy-guns :mrgreen4nw:), Tony não quer saber de mais nada, nem da sua vida, nem da de mais ninguém, ignorando os comentários irritados do patrão, que, ferido pelas balas do ataque, o desanca por ter iniciado uma guerra com adversários mais fortes. Tony despreza o medo e a falta de ambição deste homem, e nos meses seguintes vai eliminar por sua própria iniciativa todos os adversários no terreno (ver o plano das folha do calendário a caírem ao ritmo dos disparos).

Gostei de tudo neste filme. A interpretação de Paul Muni é exemplar (vamos ver para a semana como Al Pacino dá conta do recado, na actualização do clássico pela mão de Brian de Palma) e seria de destacar como a grande força do filme, não fosse Howard Hawks puxar a si os galões da realização: o filme é sobrebo do ponto de vista da encenação da violência (a sequência do assassinato no bowling é digna de qualquer top-ten de assassinatos no cinema) e da interligação entre a perspectiva individual (a nível familiar, a nível afectivo, a nível de camaradagem entre os Tony e o seu companheiro de armas) e a abrangência social (veja-se a reunião entre o director do jornal e os representantes da polícia e da câmara municipal e as manchetes que vão saindo a público). Aqui e ali ainda deu para enfiar alguns gags humorísticos, que acabam por suavizar o impacto da violência. Há um personagem que passa o filme preocupado em perguntar quem está ao telefone, do outro lado da linha, mesmo no meio das mais incríveis situações.
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Re: Scarface - The Shame of the Nation

Postby annawen » 09 Nov 2009 19:00

Olha Sam, concordo com tudo o que escreveste (por vezes também acontece :wink: ). Só tenho pena da minha cópia estar tão má a nível de imagem.

Realmente o filme é uma obra-prima: interpretações, realização e argumento (de Ben Hecht, um colaborador assíduo de Hawks e ele próprio dramaturgo) são perfeitos.

Destaco como as minhas cenas favoritas as cenas das mortes, principalmente à do Guido Rinaldo (e a comovente reacção de Cesca) e o grande plano da mão que já não apanha a moeda, e a do Angelo (a atender o telefone, e a dizer "quero viver"). Também a de John Lovo é excelente (uma curiosidade: o actor que faz de Lovo é o pai do Anthony Perkins). A morte da Cesca (grande Ann Dvorak). Mas a morte do Angelo é qualquer coisa de sublime, porque é um idiota, em muitas cenas funcionando como o comic relief, que ganha uma enorme dignidade humana na hora da morte. Há muita nobreza nessa morte misturada com um toque de patético. Uma das qualidades do Howard Hawks como realizador é precisamente o saltar entre o cómico e o dramático, até o trágico, ao longo do filme, e por vezes numa mesma cena.

É um filme bastante violento (mais se pensarmos no ano em que foi feito), encenado com uma intensidade furiosa, carregado de tiroteios e perseguições, e que parece glorificar o mundo do crime contra o qual foi feito - aquele texto introdutório é muito curioso face ao filme que se segue (opiniões?).


Sim, o filme glorifica a vida do gangster, disso não há a mínima dúvida. Aliás quase todos os filmes daquela época o fazem. O que não era do agrado dos censores. "Scarface" em particular é muito afectado pela censura. O texto introdutório, a cena do jornalista com os representantes civis, e, segundo li, a cena final, foram imposições e essas cenas não foram filmadas pelo Howard Hawks. Este disse numa entrevista que tinha em casa o filme com o fim que ele queria, mas essa cópia nunca veio a público.

Uma curiosidade: Conta o realizador que o Al Capone adorou tanto o filme que o viu cinco vezes.

A ideia do Howard Hawks era transpor a relação incestuosa da Lucrécia e do César Bórgia para a Chicago dos anos 30.

A produção do filme é de Howard Hawks e de Howard Hughes, e o filme foi feito fora dos grandes estúdios, uma coisa muito rara para a época.

Deixo aqui um excerto de um texto que João Bénard da Costa escreveu sobre o filme:

"Raft é o portador da grande fidelidade nobre (Cássio) que as grandes figuras trágicas exigem a seu lado contra elas, como sinal da sua vulnerabilidade e da sua grandeza. Fidelidade que é também a de Angelo, que começa por ser um personagem cómico (no seu servilismo) e acaba, devido à predominância dessa fidelidade, por atingir na morte o sublime. E é na hora da morte que os dois são mais densamente trágicos: o lento 'escorregar pelo plano' de Raft, saindo do enquadramento e do filme com o olhar - meio espantado, meio pacificado - que lança a Muni. Ou a queda oscilante de Barnett, a cumprir a sua missão até à morte, fazendo-nos esquecer da mediocridade dessa missão. Se cada morte é antológica, em Scarface, é porque em cada morte se perfaz a grandeza de um destino. Ou, em termos rilkeanos, porque cada um morre da morte que só podia ser dele. Morte cobarde de Lovo, morte discreta de Angelo, morte lenta de Raft, morte operática de Cesca, morte exacerbada de Scarface.

[...]

Por isso, podemos amar tanto os personagens de Scarface sem nos ficarmos na aparência da sua monstruosidade moral. Como muita gente reparou, apesar de todos os crimes e apesar da demencial sucessão de paixões, todos parecem viver e morrer espantados com o que fazem ou lhes fizeram, como se fossem crianças movidas por uma crueldade extrínseca, essa crueldade que é outro nome do destino."

Adorava ver este filme em cinema.

E uma pergunta: Quantas cruzes aparecem no filme? :mrgreen4nw: (pergunta retórica, são muitas.)

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Re: Scarface - The Shame of the Nation

Postby Thanatos » 09 Nov 2009 19:09

annawen wrote:(...)

E uma pergunta: Quantas cruzes aparecem no filme? :mrgreen4nw: (pergunta retórica, são muitas.)



Esta é mesmo de trivial pursuit. :biggrin:

Gostei daquela do Capone ter adorado o filme. Viu-o cinco vezes e tudo! Que mãos largas. Logo ele, um homem tão ocupado. :mrgreen4nw:

O que eu li acerca do Capone é que ele tinha a sua própria cópia.
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Re: Scarface - The Shame of the Nation

Postby Samwise » 09 Nov 2009 19:15

annawen wrote:E uma pergunta: Quantas cruzes aparecem no filme? :mrgreen4nw: (pergunta retórica, são muitas.)


Tens aquelas sete do massacre de S. Valentim, nas traves do tecto (e por falar nisso, viste o Some Like it Hot, não viste? :wink: )

E tens a do genérico final.

Outras não reparei...
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Re: Scarface - The Shame of the Nation

Postby Samwise » 09 Nov 2009 19:18

annawen wrote:A ideia do Howard Hawks era transpor a relação incestuosa da Lucrécia e do César Bórgia para a Chicago dos anos 30.


A relação é quase sugerida no filme, de facto, mas só pelo lado do Tony (mas não passa da sugestão).
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Re: Scarface - The Shame of the Nation

Postby Thanatos » 09 Nov 2009 19:24

Samwise wrote:Tens aquelas sete do massacre de S. Valentim, nas traves do tecto (e por falar nisso, viste o Some Like it Hot, não viste? :wink: )

E tens a do genérico final.

Outras não reparei...



É uma por cada morte.

Como exercício suplementar contem os «fucks» no do de Palma... :mrgreen4nw:
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Re: Scarface - The Shame of the Nation

Postby Samwise » 09 Nov 2009 19:25

O texto do Bénard da Costa fez-me recordar que queria ter usado usado a palavra "criança" para descrever a personalidade do Tony.

A tal cena em que ele arranja a metralhadora: parece uma criança com um brinquedo novo, que tem de o experimentar a qualquer custo e que não vê mais nada à frente enquanto não o fizer. A importância que ele dá ao ataque, ZERO, em comparação com a que dá o Lovo, é quase cómica. Parece o pai irritado e o filho rebelde, cada um na sua.
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Re: Scarface - The Shame of the Nation

Postby annawen » 09 Nov 2009 20:45

Thanatos wrote:O que eu li acerca do Capone é que ele tinha a sua própria cópia.


Sim, é verdade. E o Howard Hawks ainda teve oportunidade de tomar chá com ele, num café em que os gangsters se sentaram com as costas para a parede e o Hawks ficou de costas para a porta. Diz o Hawks: "Capone estava vestido com um casaco de malha, calças às riscas e tinha um cravo na lapela. Foi muito simpático e disse-me que tinha gostado muito do filme." Pouco depois o Al Capone era preso.

É uma por cada morte.
Mas há mais. Acho que aparecem mesmo quando não morre ninguém. A começar logo no genérico.

O texto do Bénard da Costa fez-me recordar que queria ter usado usado a palavra "criança" para descrever a personalidade do Tony.

Sim, era essa mesmo a ideia que o Hawks queria fazer passar.

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Re: Scarface - The Shame of the Nation

Postby MAGG » 14 Nov 2009 17:10

Este nunca o tinha visto ... e foi uma boa surpresa. gostei muito. se bem que após ler as vossas threads é que me apercebi que a minha cópia não está completa ( falta-me a cena da morte do angelo :bash-combo: ) ..bem me parecia que faltava muito coisa no que estava a ver .daí que sobre estas cenas não irei pronunciar-me.

Devo dizer que fiquei hipnotizada com a interpretação de todas as personagens, especialmente a do Paul Muni ( Antonio 'Tony' Camonte ). Um filme que aborda a violência e emoção dos anos secos e que também enquadra todo um rol de situações que se adivinham mas que nunca são mostradas.

Fiquei com a sensação que o filme pretende ser uma sátira aos gangsters que aqui são mostrados com gamas do ridiculo, da estupidez e da loucura que associadas formam um explosivo cocktail molotov.

O texto do início marca um "wake up call " que se pretende ( anos 20/30 ? ) tendo em conta a realidade violenta dos anos secos da américa.
O filme busca inspiração na vida de Al Capone ( que se não estou em erro também era conhecido pela cicatriz facial ) .

Gostei da forma como as cenas cómicas são integradas na vertente mais dramática. O filme mostra um equilibrio muito bom entre estas duas faces.
As cenas cómicas do Angelo são hilariantes ( nunca vi tal secretário representado ).
A forma desprendida de Tony pela vida humana desconcertadora em contraste com a sua emoção aquando a descoberta de um novo briquedo de armamento ( esta lembra-me outra expressão : "toys for the boys?" ) .
Apreciei a forma como o temperamento das personagens femininas ( cada uma com um temperamento mais distinto da outra ) é utilizado como "safe net " perante as reacções dos personagens masculinos.

Tenho apenas uma coisa a apontar : no início temos um primeiro vislumbre do assobio da morte :mrgreen4nw: , que no meu entender é estranho ( então mas a intenção não é apanhá-los desprevenidos ? ).

annawen wrote:Adorava ver este filme em cinema.


eu também :hypocrite:

Samwise wrote:Tony Camonte, o muscle-man imigrante porto-riquenho(?)


p.s. - mas o Tony Camonte era porto riquenho ? então para quê usar o "bad italian accent" ? esta não percebi ... :blink:

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Re: Scarface - The Shame of the Nation

Postby annawen » 14 Nov 2009 23:44

MAGG wrote:p.s. - mas o Tony Camonte era porto riquenho ? então para quê usar o "bad italian accent" ? esta não percebi ... :blink:


Não, é italiano.

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Re: Scarface - The Shame of the Nation

Postby Samwise » 14 Nov 2009 23:55

annawen wrote:Não, é italiano.


Não cheguei a perceber bem de onde vinha ele, e daí o ponto de interrogação. Se calhar fui influenciado pelas lembranças que tinha do remake, e por aproximação geográfica sugeri Porto Rico... :rolleyes:
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Re: Scarface - The Shame of the Nation

Postby annawen » 15 Nov 2009 17:26

No filme não diz de onde ele vem, mas vários personagens falam com sotaque italiano. Vê a mãe dele, por exemplo.

No remake ele é cubano.

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Re: Scarface - The Shame of the Nation

Postby Samwise » 15 Nov 2009 20:41

annawen wrote:No filme não diz de onde ele vem, mas vários personagens falam com sotaque italiano. Vê a mãe dele, por exemplo.


Nem dei por isso. Mas vou rever. Até porque ando à cata de um fotograma específico... :whistling:

Dois apontamentos finais sobre esta versão:

Repararam naquela cena em que largam um homem de um carro em andamento? Vê-se bem que é um boneco pelas contorções do corpo. Mas depois o plano muda e já é uma pessoa de carne e osso estendida no chão...

A outra é a vaidade do Tony. Ele gosta de se mostrar aprumado e bem vestido, e gosta de impressionar a rapariga à conta disso (que de qualquer maneira só vê dinheiro à frente), mas a pinta de rufia nunca o abandona. Essa característica é ainda mais evidente no remake, onde o contraste e a piroseira são quase ofuscantes. :mrgreen4nw:
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Re: Scarface - The Shame of the Nation

Postby annawen » 15 Nov 2009 21:23

Samwise wrote:Repararam naquela cena em que largam um homem de um carro em andamento? Vê-se bem que é um boneco pelas contorções do corpo. Mas depois o plano muda e já é uma pessoa de carne e osso estendida no chão...


Tento não reparar nessas coisas... :whistling:

A outra é a vaidade do Tony. Ele gosta de se mostrar aprumado e bem vestido, e gosta de impressionar a rapariga à conta disso (que de qualquer maneira só vê dinheiro à frente), mas a pinta de rufia nunca o abandona. Essa característica é ainda mais evidente no remake, onde o contraste e a piroseira são quase ofuscantes. :mrgreen4nw:


Pois, mas também as raparigas com quem andam estão habituadas ao estilo.

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Re: Scarface - The Shame of the Nation

Postby Samwise » 15 Nov 2009 22:02

Na página da wiki sobre o filme vem um link para um artigo bem interessante. Algumas coisas já foram mencionadas na discussão.
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