Ponyo à Beira-Mar

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nimzabo
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Re: Ponyo à Beira-Mar

Postby nimzabo » 07 Mar 2013 18:46

Eu não sinto falta de nada.
Acho que a situação de uma rapariga aparecer como bruxa como se fosse uma coisa normalissima muito engraçada, assim como acho que a kiki propriamente dita quer em termos visuais quer de coração está excelente e é super amorosa e que o gato está engraçadíssimo. Na minha opinião não falta nada, nem este filme é abaixo da média dos filmes dele.
Concordo quando falas em menor dramatismo e fantasia quando comparado com outros mas para mim não é o mais importante.
Gosto muito da quase ausência de maldade. Salvo erro, o pior que se encontra é a rapariga que não gosta das tartes da avó.
É uma visão quase infantil do mundo e é nisso que eu acho que estes filmes são notáveis. E nessa perspectiva este é tanto ou mais até que a generalidade das outras animações.
É só o desenlace da história, o que no fundo também é dizer a história como um todo, estruturalmente, que na minha opinião fica um bocadinho aquém.

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Samwise
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Re: Ponyo à Beira-Mar

Postby Samwise » 08 Mar 2013 13:01

nimzabo wrote:Acho que a situação de uma rapariga aparecer como bruxa como se fosse uma coisa normalissima muito engraçada, assim como acho que a kiki propriamente dita quer em termos visuais quer de coração está excelente e é super amorosa e que o gato está engraçadíssimo.

Gosto muito da quase ausência de maldade. Salvo erro, o pior que se encontra é a rapariga que não gosta das tartes da avó.

É uma visão quase infantil do mundo e é nisso que eu acho que estes filmes são notáveis. E nessa perspectiva este é tanto ou mais até que a generalidade das outras animações.


Estas características são habituais nas obras dele. Mais em particular, o Totoro e o Ponyo são muito parecidos ao Kiki nos valores das personagens e na ausência de um vilão que corporize o mal. A questão é que estes dois filmes têm uma sub-estrutra muito mais rica e densa, com outra desenvoltura no aproveitamento que fazem da psicologia emocional, e na sua ligação à tal vertente fantástica. No Kiki, a naturalidade com que se aceita a magia não passa daí. É apenas quase um elemento acessório, aceite pela "população normal". Está no limite de ser irrelevante para história.

O Miyazaki quis fazer um filme mais simples, tudo bem, foi bem sucedido nesse objectivo, mas eu de facto sinto a falta de "outras coisas". :)
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