Passatempo de Cinema - Nível 5 - Difícil

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Re: Passatempo de Cinema - Nível 5 - Difícil

Postby annawen » 07 Oct 2011 09:49

20. "The Bad and the Beautiful" (acho)

Os outros que faltam não sei.

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Re: Passatempo de Cinema - Nível 5 - Difícil

Postby Samwise » 07 Oct 2011 10:21

Ignatius Wao wrote:20 - Ace in the Hole
Dos restantes só vi o número 5 (um filme francês ou italiano, acho eu).


O 20 é o The Bad and the Beautiful, mas esse é um dos próximo que quero ver do Wilder.

Quanto ao 5, a figura na imagem é sobejamente conhecida... :angel: :rotfl:
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Re: Passatempo de Cinema - Nível 5 - Difícil

Postby Tzimbi » 07 Oct 2011 10:32

5- Cléo de 5 à 7
8- Rififi

9- É Buñuel (se não for,podes dar-me um castigo, Sam), apenas não consigo chegar ao filme... Viridiana? (não...)

E se todos desistem, eu respondo ao nº 10... :P

S.

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Re: Passatempo de Cinema - Nível 5 - Difícil

Postby Samwise » 07 Oct 2011 10:46

Tzimbi wrote:5- Cléo de 5 à 7

E o senhor das lágrimas a escorrer chama-se Jean-Luc Godard. :D

9- É Buñuel (se não for,podes dar-me um castigo, Sam), apenas não consigo chegar ao filme... Viridiana? (não...)


É Buñuel, mas não é o Viridiana (que curiosamente foi a minha primeira escolha para o passatempo).

Vamos passar às pistas: fase Mexicana, "O que é que fazem aqueles carneiros aqui?" "Não interessa! Vamos comê-los!" :rotfl:

E se todos desistem, eu respondo ao nº 10... :P

O Ignatius entretanto já respondeu a esse.
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Re: Passatempo de Cinema - Nível 5 - Difícil

Postby Tzimbi » 07 Oct 2011 10:51

Samwise wrote:É Buñuel, mas não é o Viridiana (que curiosamente foi a minha primeira escolha para o passatempo).

Vamos passar às pistas: fase Mexicana, "O que é que fazem aqueles carneiros aqui?" "Não interessa! Vamos comê-los!" :rotfl:


O Anjo Exterminador, certo?
Esse nunca vi, só muito por alto algumas cenas.

S.

Edit: pois...vi agora que o Ignatius tinha respondido, mas como conheço o filme por "fallen angels" não reconheci aquele título. O meu cantonês/mandarim anda pelas ruas da amargura :mrgreen:

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Re: Passatempo de Cinema - Nível 5 - Difícil

Postby Samwise » 07 Oct 2011 11:31

É.

O Stephen King decidiu, uns anos depois, adoptar o conceito de uma forma mais directa e explícita - cortando fora o surrealismo, a crítica social burguesa, e simbologia cristã -, e utilizando uma área geográfica mais abrangente. E assim nasceu o Under the Dome. :twisted:
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Re: Passatempo de Cinema - Nível 5 - Difícil

Postby Dandelion » 07 Oct 2011 22:35

Duas coisas:

É verdade que o estilo dele lança quase um feitiço sobre o espectador, mas não é por isso que deixa de ser chato nalguns aspectos. Um filme de sete horas e picos que perde dez minutos em média por cena, e em que em 80% de cada cena não há qualquer desenvolvimento narrativo, dá para os dois lados: ou cativa, ou adormece o espectador, e não há meio termo. Há sequências destas, inteiras, dedicadas a uma só acção, como por exemplo uma pessoa ou um grupo de pessoas irem do ponto A até ao ponto B, sempre com a câmara numa dolly sobre carris, a acompanhar, de lado, ou de trás, ou pela frente. Outras vezes é plano fixo e a cena não pára até a personagem quase não se ver de tão distante que vai - um ponto no horizonte. O plano de abertura dá logo uma ideia sobre o resto do filme: 9 minutos a vermos vacas a saírem de um estábulo e a deambularem pela colectividade. :mrgreen:

Mesmo assim não posso dizer que não gostei. Mas é um filme muito cansativo, convenhamos.


Concordo com quase tudo o que disseste. De facto, deve de ser quase abominável aos olhos de uma pessoa que, por exemplo, está habituada a filmes quase estandardizados de uma hora e meia, com cortes para tudo e mais alguma coisa, sem qualquer objectivo em concreto, só porque é assim que se costuma fazer, e, de repente, enfrenta sequências impensáveis de 10 e 15 minutos, algumas delas indo de local para local ( não digo de cenário para cenário, porque penso que um dos fins das sequências longuíssimas de Tarr é esbater a sensação de mudança de cenário, prender-nos a essa colectividade de que falaste, e isso cria um certo sentido espacial mais estável, por contraposição à maioria dos filmes a que estamos habituados ). Não nos são apresentados apenas uns "retalhos" de toda a história, e o que essas "entediantes" sequências fazem é levar-nos mais fundo na vida das personagens, esquecer mesmo o conceito de personagem, sentimos-lhes respeito porque foram humanizadas através da atenção que se lhes dá ( são os gestos mais simples e aparentemente insignificantes: andar de sítio A para B, como referiste; comer; dançar; escrever; etc. ). E poder-se-ia dizer muito mais.
Quanto à comparação com o grande Tarkovsky, também concordo. Tarr levou mais além a parte concernente ao tempo das sequências e o uso da câmara também é similar. Quanto aos temas, acho que Tarkovsky vai mais directo ao assunto, encarregando as próprias personagens, através de diálogos, de nos esclarecerem e interrogarem, Tarr prefere, através da acção, que se chegue a uma determinada conclusão ou mensagem.

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Re: Passatempo de Cinema - Nível 5 - Difícil

Postby Samwise » 08 Oct 2011 02:07

Dandelion wrote:Concordo com quase tudo o que disseste. De facto, deve de ser quase abominável aos olhos de uma pessoa que, por exemplo, está habituada a filmes quase estandardizados de uma hora e meia, com cortes para tudo e mais alguma coisa, sem qualquer objectivo em concreto, só porque é assim que se costuma fazer, e, de repente, enfrenta sequências impensáveis de 10 e 15 minutos, algumas delas indo de local para local ( não digo de cenário para cenário, porque penso que um dos fins das sequências longuíssimas de Tarr é esbater a sensação de mudança de cenário, prender-nos a essa colectividade de que falaste, e isso cria um certo sentido espacial mais estável, por contraposição à maioria dos filmes a que estamos habituados ). Não nos são apresentados apenas uns "retalhos" de toda a história, e o que essas "entediantes" sequências fazem é levar-nos mais fundo na vida das personagens, esquecer mesmo o conceito de personagem, sentimos-lhes respeito porque foram humanizadas através da atenção que se lhes dá ( são os gestos mais simples e aparentemente insignificantes: andar de sítio A para B, como referiste; comer; dançar; escrever; etc. ). E poder-se-ia dizer muito mais.
Quanto à comparação com o grande Tarkovsky, também concordo. Tarr levou mais além a parte concernente ao tempo das sequências e o uso da câmara também é similar. Quanto aos temas, acho que Tarkovsky vai mais directo ao assunto, encarregando as próprias personagens, através de diálogos, de nos esclarecerem e interrogarem, Tarr prefere, através da acção, que se chegue a uma determinada conclusão ou mensagem.


Eu também concordo com algumas coisa que dizes, mas não tudo.

Acho que praticamente toda a gente está habituada a ver filmes de 90 - 120 minutos porque é aí que caem a maioria das produções e talvez 99% dos filmes estejam abaixo das três horas, por isso, sim, é uma experiência diferente ver um filme de sete horas. A este respeito, não diria que a duração normal dos filmes segue apenas a lógica do "é assim que se costuma fazer" (e da estrutura comercial de exploração nas salas, para todos os efeitos - quanto menos tempo, melhor), mas também a lógica daquilo que é humanamente agradável de suportar num visionamento seguido, com ou sem intervalos pelo meio, quer por causa do conforto físico, quer por causa do próprio tempo que é dedicado, em pura exclusividade, a um visionamento. Depois penso que o filme não é cansativo apenas pelo facto de demorar sete horas e de ter planos de 10 minutos, mas maioritariamente pela falta de preenchimento narrativo nesses planos. Como não se passa nada na maioria do tempo ou então passa muito devagar, porque é em "tempo real", como os diálogos são lentos e demorados, como o espectador é obrigado a ficar um cenário que não se altera durante cada uma dessas sequências, a história progride a um ritmo exasperante. Para humanizar as personagens não é necessário todo este tempo - e há milhares de exemplos de outros filmes de muito menor duração para o provar. Eu vejo esta lentidão toda como um efeito desejado, mas puramente artístico, que obviamente tem consequência na maneira como o espectador "absorve" o que vê, mas que não tem um propósito prático definido no que concerne à narrativa (ou, o propósito que tem, é mesmo anti-narrativo). Como exemplo oposto em termos de estilo, dou-te o La Dolce Vita, que também é um filme comprido, de 3 horas, e em que o "preenchimento" do espaço narrativo não dá quase oportunidade de respirar - é a super-abundância: de personagens ao mesmo tempo em cena, de diálogos, acções, deambulações, danças, também, tudo sucedendo-se e atropelando-se a uma velocidade estonteante e tudo a decorrer às vezes em simultâneo. Ok, a "comunidade" em questão e o modo de vida influenciam o ritmo a que pode ser filmada, mas o argumento que quero passar é o do preenchimento do espaço narrativo - no Sátántangó o que há é uma falta de preenchimento desse espaço e é mais a partir desta "ausência" (que na prática se traduz numa espera, na maioria das situações) , digamos assim, que o filme molda a sua atmosfera. Como experiência rara, é uma obra que merece ser vista, mas nem quero pensar se este estilo fosse a regra, em vez da excepção (conheces um filme chamado Empire? (link) :mrgreen: - eu só de nome, porque vontade de ver não tenho nenhuma). Mesmo na obra do Tarr, não há outro filme com esta extensão - nem perto disso - o que me leva a pensar que até para ele isto foi uma experiência para lá dos limites "normais" de razoabilidade.

EDIT

Não nos são apresentados apenas uns "retalhos" de toda a história, e o que essas "entediantes" sequências fazem é levar-nos mais fundo na vida das personagens, esquecer mesmo o conceito de personagem, sentimos-lhes respeito porque foram humanizadas através da atenção que se lhes dá ( são os gestos mais simples e aparentemente insignificantes: andar de sítio A para B, como referiste; comer; dançar; escrever; etc. ).


Sim - passamos "tempo" de vida com eles e a banalização dos hábitos quotidianos realmente humaniza as personagens, no sentido em que acreditamos nelas como pessoas. Completamente de acordo com a ideia, não se lhe pode fugir. Contudo, tal como na vida real, pode ser muito cansativo estar em cima das pessoas apenas a ver o que fazem.

Lembrei-me agora de um filme do JL Godard, o Bande à Part, em que a determinada altura, numa célebre sequência, as personagens decidem fazer um minuto de silêncio, em cumplicidade com o expectador. É um minuto que desafia o conceito de tempo segundo a teoria da relatividade ( :mrgreen: ), já que, para além de durar menos tempo, parece que dura muito mais...
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Re: Passatempo de Cinema - Nível 5 - Difícil

Postby Samwise » 08 Oct 2011 16:29

Vamos às dicas:

1. Submarino ao fundo => men on the run

11. Professor... pode da-me aulas privadas de piano?

13. Um homem "contra o sistema" no Japão da 2ª Guerra.

15. Uma história do "outro mundo". Não terá sido tanto o The Shining, mas o It's a Wonderful Life a colher inspiração daqui, se bem que de outra perspectiva. :D

23. Eles pretendem ficar ricos à contra de filmes pornográficos.

25. Quando ela sobe as escadas, tudo muda no salão...
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Re: Passatempo de Cinema - Nível 5 - Difícil

Postby annawen » 08 Oct 2011 18:45

25. "Quando Uma Mulher Sobe as Escadas". (acho)

Se é, lembro-me de estar mesmo cansada quando vi esse filme.

---

Sam, sabes do que tenho saudades? Do tempo em que tu punhas desenhos infantis como dicas. :devil:

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Re: Passatempo de Cinema - Nível 5 - Difícil

Postby Tzimbi » 08 Oct 2011 18:46

Samwise wrote:23. Eles pretendem ficar ricos à contra de filmes pornográficos.

25. Quando ela sobe as escadas, tudo muda no salão...



23- The Pornographers
25- Quando Uma Mulher Sobe as Escadas

Sim, estes já só mesmo com alguma pesquisa "à la urukai" ;)


Sam, antes do Empire o Warhol já tinha feito uma outra experiência com o Sleep. São filmes experimentais, em minha opinião é apenas esse o seu valor. O próprio Warhol considerava-os filmes "anti-filmes".

O Sátántangó é outra história, embora também tenha sido, como o Sam já disse, uma experiência por parte do Tár.
Dandelion, o meu "chato" em relação ao Tár referia-se apenas a este filme. E, assumo já, não vi o filme, nem sei se um dia o virei a ver, portanto nem tenho legitimidade para estar aqui a mandar postas de pescada sobre o mesmo. Não tenho qualquer problema em ver filmes longos, bem pelo contrário, mas aqui trata-se de algo muito diferente, que penso que o Sam já descreveu muito bem.
Há pouco tempo um húngaro que conheço bem ( :mrgreen: ) disse-me que o Sátántangó era, acima de tudo, um "estado de espírito ou de alma".

S.


Edit: já vi que a annawen se adiantou a mim...é no que dá andar a pensar em dançar o tango... :angel:

Edit 2: 1 - Os Invasores?

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Re: Passatempo de Cinema - Nível 5 - Difícil

Postby grayfox » 08 Oct 2011 21:35

O 15 saíu há mesmo pouco tempo em BD, mais uns dias e já o tenho.
A melhor assinatura chinesa da actualidade.

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Re: Passatempo de Cinema - Nível 5 - Difícil

Postby Dandelion » 08 Oct 2011 21:48

Acho que praticamente toda a gente está habituada a ver filmes de 90 - 120 minutos porque é aí que caem a maioria das produções e talvez 99% dos filmes estejam abaixo das três horas, por isso, sim, é uma experiência diferente ver um filme de sete horas. A este respeito, não diria que a duração normal dos filmes segue apenas a lógica do "é assim que se costuma fazer" (e da estrutura comercial de exploração nas salas, para todos os efeitos - quanto menos tempo, melhor), mas também a lógica daquilo que é humanamente agradável de suportar num visionamento seguido, com ou sem intervalos pelo meio, quer por causa do conforto físico, quer por causa do próprio tempo que é dedicado, em pura exclusividade, a um visionamento.


Basta dizer-te que não vi o filme de uma vez só — dividi a visualização em três partes, conforme o número de dvd's —, porque não será decerto saudável.

Depois penso que o filme não é cansativo apenas pelo facto de demorar sete horas e de ter planos de 10 minutos, mas maioritariamente pela falta de preenchimento narrativo nesses planos. Como não se passa nada na maioria do tempo ou então passa muito devagar, porque é em "tempo real", como os diálogos são lentos e demorados, como o espectador é obrigado a ficar um cenário que não se altera durante cada uma dessas sequências, a história progride a um ritmo exasperante.


A questão de se passar ou não nada é um bocado relativo, pois podemos atribuir cada um diferentes pesos a dados acontecimentos, se bem que também não possa discordar que, por vezes, as cenas tenham finalidades meramente artísticas ou contemplativas. Mas convém que faça aqui referência ao livro, que, pelo que sei, não teve ainda tradução para o inglês — não sei, portanto, se Tarr seguiu à risca a narrativa ou se as sequências longas foram apenas um modo de transpor o melhor possível para o filme a sensação que a sua leitura lhe deu.

Para humanizar as personagens não é necessário todo este tempo - e há milhares de exemplos de outros filmes de muito menor duração para o provar.


Plenamente de acordo. Não escrevi que não havia excepções. :tu: A forma que Tarr utiliza é apenas diferente, e o que queria sublinhar era a incapacidade de alguns filmes darem uma dimensão humana às suas personagens, pois comprimem a narrativa, não raro complexas e bastante preenchidas, num curto espaço de tempo.

(conheces um filme chamado Empire? (link) :mrgreen: - eu só de nome, porque vontade de ver não tenho nenhuma).


Também não tenho interesse, pois o tema não é do meu agrado. E, sim, já tinha ouvido falar. ;)

Mesmo na obra do Tarr, não há outro filme com esta extensão - nem perto disso - o que me leva a pensar que até para ele isto foi uma experiência para lá dos limites "normais" de razoabilidade.

Tarr utiliza praticamente o mesmo método (sequências longas e acções "insignificantes"), por exemplo, no Werckmeister harmóniák, e não é tão longo, mas julgo que isso se deve à narrativa. Talvez, se tivesse lido os livros que deram origem a alguns dos seus filmes saberia dar-te uma resposta mais elucidativa.

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Re: Passatempo de Cinema - Nível 5 - Difícil

Postby Ignatius Wao » 08 Oct 2011 21:59

Tendo em conta as dicas, penso que o 13 é o "The human condition"

grayfox wrote:O 15 saíu há mesmo pouco tempo em BD, mais uns dias e já o tenho.


Quanto ao 15:
Grayfox = Criterion Collection
Criterion Collection, New releases - Blue Ray = "The Phantom Carriage" :)
Se você agir sempre com dignidade, pode não melhorar o mundo, mas uma coisa é certa: haverá na Terra um canalha a menos. Millor Fernandes

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Re: Passatempo de Cinema - Nível 5 - Difícil

Postby grayfox » 08 Oct 2011 22:02

Sou assim tao previsivel?
A melhor assinatura chinesa da actualidade.


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