The Brood - A Ninhada

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Re: The Brood - A Ninhada

Postby annawen » 26 Apr 2010 23:43

Uma das minhas sequências preferidas e que me fez lembrar imenso o Hitchcock é a que antecede a morte do pai da Nola. E é uma sequência muito estranha.

Começa com o pai, no apartamento da ex-mulher, a olhar para a marca que indica onde estava o corpo. No início temos um plano objectivo do pai.

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Depois temos o plano subjectivo do que o pai está a ver, a marca com fita-cola que indica onde a mulher morreu.

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Esta marca é, para mim, um dos tais objectos "mancha" de que fala Zizek a propósito de Hitchcock. Isto é, são elementos que se destacam da realidade banal e a tornam, pela sua presença, ominosa. Temos o plano objectivo do homem a andar em direcção à coisa ("The Uncanny Thing", como lhe chama Zizek) e depois um corte para o plano subjectivo do que é que esta pessoa está a ver: uma marca que indica um vazio, uma ausência. Esteve ali o corpo da mulher amada, agora não está mais.


Chegados aqui, acontece uma coisa estranha. O plano seguinte é um plano picado do homem a olhar para a mancha.

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Por que é que, para mim, é estranho. É porque dá a sensação de ser um plano subjectivo. Mas de quem? Da criatura? (foi a minha primeira interpretação) Ela quando atacou a mulher, veio de cima, precisamente daquele lugar. Mais à frente, no filme, nós apercebemo-nos que a criatura está debaixo da cama. De qualquer modo é um plano perturbador. Pelo menos para mim.

Mas continua. O marido fica a olhar para a mulher por uns momentos.

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E uma coisa extraordinariamente tocante acontece. O homem ajoelha-se e toca no espaço vazio, onde esteve o corpo da mulher.

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Isto, mais do que a bebedeira, mostra que ele ainda gostava dela. E que gostava muito.

E mais, ficamos a saber que a filha (que numa cena anterior, tinha sugerido que o pai não a amava) afinal tinha razão.

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Re: The Brood - A Ninhada

Postby Samwise » 27 Apr 2010 01:42

Samwise wrote:A depressão não advém da separação dos pais, que de facto ocorreu 10 anos antes. O que é dado a entender é que a Nola começa também a bater na filha - do mesmo modo que a mãe lhe fazia - e que o marido - de facto não estão separados - começa a tentar proteger a filha e a afastá-la da mãe. Este conjunto de situações acabou com a harmonia familiar e levou ao tratamento psiquiátrico. O médico está a tentar descobrir o historial passado. É interessante os vários papéis que ele vai desempenhando, quer de filha, quer de mãe de Nola, e quer inclusivamente de seu Pai. É quando está a fazer de Pai que quase lhe dá um beijo na boca - não tem nada a ver com atracção ou fascínio - é uma demonstração natural de afecto de um pai para com uma filha daquela idade (5/6 anos) - é o médico a desempenhar um papel.

Segundo esta perspectiva, aparentemente foi Nola quem bateu na filha - directamente. Não fica claro se a criança sabia da existência dos irmãos nesta fase do filme, mas creio que seria bastante arriscado para o psiquiatra colocá-la em contacto com os monstros.


Duas correcções decorrentes do visionamento do filme todo:

1 - Afinal o casal sempre está separado, embora não esteja divorciado. Há uma cena, depois do assassinato da prof e do rapto da miúda, em que o pai entra com a polícia numa casa de uma só divisão, que parece umas águas-furtadas, e onde Nola e filha viveram "nos últimos nove meses", supostamente antes da terapia e supostamente por efeitos dessas separação. O Frank anda a preparar o processo da custódia com o advogado. Há uma cena em que ele tira Polaroids às costas da miúda para juntar a uma pasta que diz "Custody". E tal como havia referido anteriormente, o pai de Nola refere a Frank, quando chega ao aeroporto, a tristeza que sente por ver a história do seu divorcio repetir-se agora com a filha. Nola, contudo, e devido ao tratamento, mantém a ilusão de que o marido a vai aceitar de volta.

2 - O psiquiatra revela, antes da cena do climax, que foram os "brutos" que bateram na miúda, após uma zanga que Nola teve com ela - aqui tinhas razão, Annawen.

----

Uma curiosidade para analisar: na tal divisão que serviu de casa a Nola, isto é o que está na parede :P :

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Temos o Dr. Raglan muito bem ladeado por Freud e Jung, e por outras personalidade que não faço ideia quem sejam. Em baixo temos uma imagem com as estátuas do "Homem que Anda" de Giacometti e um livro com uma ilustração que não me é estranha de todo, mas que agora não me consigo recordar. Sei que há por aí gente que vai identificar com facilidade as peças que faltam... :angel:
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Re: The Brood - A Ninhada

Postby Samwise » 27 Apr 2010 02:08

Thanatos, o Videodrome é o filme que vou ver a seguir. Já o vi uma vez e achei tão weird e incompreensível que não me deixou boas recordações. Entretanto, como já passaram uns anos valentes, pode ser que o caso mude agora de figura.

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Voltando ao The Brood, a minha explicação para as criaturas geradas por Nola terem aquele aspecto tem a ver com o seguinte: as manifestações físicas que o tratamento torna visíveis estão directamente relacionadas com o trauma sofrido pelos doentes - isto é um ponto que fica logo assente no princípio do filme, quando naquela sessão demonstrativa o doente, referindo-se às chagas que lhe apareceram no corpo, afirma: "This is me, Daddy. This is what you do to me inside." No caso de Nola, e devido às características da sua infância, os monstros são personificações de si própria enquanto criança, e daquilo em que os espancamentos, a agressividade da mãe e o alheamento do pai a tornaram: uma criança que se sentia deformada fisicamente, orfã de pai (e dai aquela forma de nascimento dos monstros), incapaz de denunciar o sucedido (e daí a mudez das criaturas), que viu sempre o mundo de uma perspectiva distorcida, sem cores, sem alegria (e daí a falta de retina nos olhos das criaturas), e que de certa forma vai acumulando o sofrimento até um momento em que tudo transborda e passa da passividade à vingança.

E a filha "normal" é também alguém em quem ela se revê enquanto criança - aquela questão que hitckockiana que referes na tua primeira intervenção, das mães e das filhas, ganha um contorno bastante concreto no momento em que Frank mata Nola. Hás-de ver essa cena outra vez e reparar no modo como o grito da filha substitui o grito da mãe na altura do estrangulamento. ;)

---

"This is my version of Kramer Vs Kramer..." :rotfl: O Homem tem um sentido de humor bastante retorcido - e por vezes isso nota-se nos filmes. O The Brood tem alguns detalhes que quase diria serem apontamentos de humor negro.
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Re: The Brood - A Ninhada

Postby Thanatos » 27 Apr 2010 07:59

Samwise wrote:(...)1 - Afinal o casal sempre está separado, embora não esteja divorciado. (...)



Por aqui se vê a importância que dás aos outros posts. :( Já tinha frisado isto uns quantos posts lá em cima quando a dúvida pairava no ar.
Não importa como, não importa quando, não importa onde, a culpa será sempre do T!

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Re: The Brood - A Ninhada

Postby urukai » 27 Apr 2010 08:36

Se o filme tem mt de autobiografico e se centra essencialmente sobre o processo de separacao e divorcio com ad respectivas implicacoes (exagero de sentimentos, custodia dos filhos, etc...)
Qual a razao para um papel tao preponderante do medico? Será q a ex do cronenberg o trocou por um medico? :p

ps- bem apanhada a cena das fotos na parede. É notório o esforço do realizador em dar estas pequenas dicas que contribuem para a experiência globql de visionamento.

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Re: The Brood - A Ninhada

Postby Samwise » 27 Apr 2010 10:02

Thanatos wrote:
Samwise wrote:(...)1 - Afinal o casal sempre está separado, embora não esteja divorciado. (...)



Por aqui se vê a importância que dás aos outros posts. :( Já tinha frisado isto uns quantos posts lá em cima quando a dúvida pairava no ar.


Nada disso. Ando a seguir os post todos com bastante antenção. O facto é que relativamente a esse pormenor, e tal como se passa com tantos outros, havia várias versões não coincidentes.

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Annawen, o teu post com a sequência do pai levou-me a fazer encaixar mais umas peças no puzzle no jogo de espelhos filha-mãe-avó. No seguimento das ideias que lancei a propósito dos monstros serem a representação física da forma como Nola se sentia quando era criança, há mais alguns pormenores interessantes que podem ser inferidos dos teus fotogramas, a começar pela localização do corpo tal como a policia o encontrou: as fitas brancas mostram-no fundo das escadas. Não foi ali que ela morreu, foi na cozinha. O monstro pegou nela depois disso e transportou-a para o fundo das escadas. O fundo das escadas representa o local onde porventura Nola "morreu" umas quantas vezes quando era criança, já que a mãe a atirava pelas escadas abaixo. Quando o Pai se ajoelha e toca nas marcas, está não só a dizer que amava a mãe como também a dizer que amava a filha e que está profundamente arrependido por ter pactuado com a situação (e aqui discordo de ti - acho que o pai, apesar da cumplicidade nos espancamentos, amava a filha). Depois: porque é que o monstro está debaixo da cama no final dessa sequência? Provavelmente porque seria aí que Nola se escondia para escapar às fúrias da mãe. O monstro, depois do assassinato, escondeu-se lá, talvez para aguardar a morte, e acabou por ser "ressuscitado", depois da sessão terapêutica em que Nola revela o desgosto traumático por o pai não a ter protegido da mãe, para levar a cabo mais um crime.

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urukai wrote:Se o filme tem mt de autobiografico e se centra essencialmente sobre o processo de separacao e divorcio com ad respectivas implicacoes (exagero de sentimentos, custodia dos filhos, etc...)
Qual a razao para um papel tao preponderante do medico? Será q a ex do cronenberg o trocou por um medico? :p


Consta que a mulher estava "cativa", espiritualmente, por uma seita religiosa...

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Já repararam que os monstros têm de ter um processo de crescimento hiper-acelerado (tipo, dias, ou semanas, mas não mais do que isso), e que esse processo termina (como faz sentido que suceda, de resto) ainda com o corpo num estado de criança?
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Re: The Brood - A Ninhada

Postby Samwise » 27 Apr 2010 10:23

urukai wrote:ps- bem apanhada a cena das fotos na parede. É notório o esforço do realizador em dar estas pequenas dicas que contribuem para a experiência globql de visionamento.


Há mais uma dica nessa cena. Antes de mostrar esta parede, a câmara faz uma curta panorâmica do local e mostra uma figura de Jesus pendurada sobre a janela. Dá ideia de que Nola tentou agarrar-se a tudo o que pode para aliviar o sofrimento decorrente da depressão, e de que a religião foi uma dessas tentativas. Depois partiu para a psicanálise...

Eu quero é saber quem são os outros bacanos que estão estão nas fotografias e que livros são aqueles. :mrgreen:
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Re: The Brood - A Ninhada

Postby urukai » 27 Apr 2010 10:41

Olá,

Estive aqui a ler umas coisas e o cronenberg defende que este é o filme mais amargo que realizou. Segundo ele nao há nenhuma piada no mesmo (pelo menos de forma intencional já q o Sam viu nele algum humor negro).

Quanto à cena do lamber o bebé o Cronenberg pretendia a dicotomia do que é natural com o que é nao natural.

Por ultimo destaco que a prole é sexualmente impotente que era um dos pontos que o cronenberg queria frisar, uma evolucao biologica nao natural, frigida e violenta.
A ver se ponho aqui o link pois tem uma visao um pouco ao lado do que temos tado a discutir.

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Re: The Brood - A Ninhada

Postby Samwise » 27 Apr 2010 11:03

urukai wrote:Olá,

Estive aqui a ler umas coisas e o cronenberg defende que este é o filme mais amargo que realizou. Segundo ele nao há nenhuma piada no mesmo (pelo menos de forma intencional já q o Sam viu nele algum humor negro).


Pode ter sido sugestão ou propensão para o riso de minha parte. Duas cenas onde vejo um humor muito discreto (discreto porque está "esmagado" por um clima bastante tenso e pesado, e daí também o termo "negro" que lhe associo): logo na sessão terapêutica demonstrativa que abre o filme, o psiquiatra está a fazer de pai do doente que foi sucessivamente rejeitado como filho, e às tantas, numa de ironia, diz-lhe que ele se porta como uma menina e chama-o de Michele. A outra cena passa-se com esse mesmo doente, quando foi mandado embora do centro, e quando se encontra com o Frank - no meio daquela conversa meio lunática, implora ao Frank "Will you be my Daddy?". A maneira como ele diz aquilo... :mrgreen:

E nessa cena toda, nota-se que o actor que interpreta o doente que tem cancro está a tentar controlar uma vontade enorme de rir. Algo me diz que houve paródia durante a filmagem dessa cena...
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Re: The Brood - A Ninhada

Postby urukai » 27 Apr 2010 11:16

O Will you be my daddy foi mt bom! :D

Eu insisto, a morte da professora com os martelos de brincar é ridicula. Tanto que quase dá vontade de rir. Só nao me ri pq os putos normais pareciam assustados.

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Re: The Brood - A Ninhada

Postby Samwise » 27 Apr 2010 11:37

urukai wrote:Eu insisto, a morte da professora com os martelos de brincar é ridicula. Tanto que quase dá vontade de rir. Só nao me ri pq os putos normais pareciam assustados.


Para mim essa cena está brilhante - muito bem encenada, com os "tempos de acção" todos certinhos (há uma pausa com muito suspense mesmo antes de começar a matança, de imobilidade e avaliação entre os "oponentes"), e com uma dose de "realismo" no horror (por causa da tal reacção verosímil das crianças) que a torna perturbante.

(vista com um certo distanciamento, também me dá vontade de rir, mas não pelas mesmas razões que a ti, suspeito... :devil: é o conceito em si que me faz rir: dois "putos" matam a educadora de infância à martelada, em frente da turma toda, e por motivos freudianos... :rotfl: )
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Re: The Brood - A Ninhada

Postby Ripley » 27 Apr 2010 12:05

2 coisas, Sammy...

1) tens aquela imagem (a das fotos e livros) com maior ampliação?

2) perusing the web encontrei isto: Are the hills going to march off. Vocês, cinéfilos empedernidos, são capazes de gostar do blog ;)
"És a metade que me é tudo." [Pedro Chagas Freitas]
---§§§---
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Re: The Brood - A Ninhada

Postby Samwise » 27 Apr 2010 12:22

Ripley wrote:2 coisas, Sammy...
1) tens aquela imagem (a das fotos e livros) com maior ampliação?


Trato disso logo à noite. Ficaste interessada no desafio de identificação... ^_^

(e viste o filme?)

2) perusing the web encontrei isto: Are the hills going to march off. Vocês, cinéfilos empedernidos, são capazes de gostar do blog ;)


Desde que os ciclos de cinema começaram, tenho consultado inúmeros blogs e sites (alguns deles especializados e profissionais) que referem os filmes que vamos comentando por aqui - e o certo é que a dinâmica da discussão decorrente das várias pistas e do confronto entre as ideias leva a que os (nossos) textos acabem por ser sempre muito mais profundos, abrangentes e reveladores. Não encontro nada tão produtivo em termos de ideias como estas discussões.

Mas o texto que citas está bem escrito - é uma boa sugestão.
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Re: The Brood - A Ninhada

Postby urukai » 27 Apr 2010 12:35

Tambem reparei nisso Sam relativamente a este filme. Acho inacreditavel que um googlanço de the shape of rage nao dê mais resultados com a análise critica ao filme o que só demonstra a acutilância e pertinencia da critica da Annawen.

O primeiro livro parece ter alguem a flutuar na capa...
Rings a bell a alguem?

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Re: The Brood - A Ninhada

Postby Ripley » 27 Apr 2010 13:03

urukai wrote:Tambem reparei nisso Sam relativamente a este filme. Acho inacreditavel que um googlanço de the shape of rage nao dê mais resultados com a análise critica ao filme o que só demonstra a acutilância e pertinencia da critica da Annawen.

O primeiro livro parece ter alguem a flutuar na capa...
Rings a bell a alguem?


Na capa do primeiro livro creio que seja uma estátua... o título é "Modern Sculpture" :mrgreen:
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