The Brood - A Ninhada

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Re: The Brood - A Ninhada

Postby urukai » 28 Apr 2010 12:35

Nice Sam!
E faz sentido! Como chegaste lá?

Entretanto, ontem estive a ler criticas ao filme e observei dois aspectos importantes:

- o filme teria sido muito difícil de filmar hoje em dia. Tem varias cenas politicamente e socialmente incorrectas que teriam de ser trabalhadas de outra forma. Por exemplo a sessão fotográfica à criança nua e a pancadaria na professora com crianças verdadeiras a assistirem aquilo. Não sei até que ponto conseguiam perceber que aquilo seria a brincar.

- um outro aspecto prende-se com o afastamento da lógica e da verosimilhança por parte do Cronenberg para manter o ritmo narrativo e a própria narrativa. Já falei na questão dos putos maus tarem vestidos, mas há também o facto de eles percorrerem a distancia entre o somafree e a cidade a pé e em haver interpelações ou problemas por exemplo com a policia. Outra situação pouco credível é a ausência de medo da avo quando houve barulhos na cozinha. Eu sei que ela estava embriagada mas parecia mais curiosa q receosa que seria o normal. Penso que foi este conjunto de situações e o facto do filme ser antigo com efeitos visuais rudimentares (para os padrões actuais) que me fizeram ter uma postura mais negativa após o visionamento. No entanto, depois da nossa discussão admito que mensagem do filme e o seu sumo são muito poderosas e valem por si só.

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Re: The Brood - A Ninhada

Postby Samwise » 28 Apr 2010 12:54

urukai wrote:E faz sentido! Como chegaste lá?


Cruzamento de duas referências (a cara que estava na foto, e "psiquiatria/psicologia") e consequente pesquisa na Net. Ponto de partida: Sigmund Freud, teorias e seguidores.

- o filme teria sido muito difícil de filmar hoje em dia. Tem varias cenas politicamente e socialmente incorrectas que teriam de ser trabalhadas de outra forma. Por exemplo a sessão fotográfica à criança nua e a pancadaria na professora com crianças verdadeiras a assistirem aquilo. Não sei até que ponto conseguiam perceber que aquilo seria a brincar.


Também pensei nisto inconscientemente. É bem provável que agora não deixassem filmar da mesma forma.

- um outro aspecto prende-se com o afastamento da lógica e da verosimilhança por parte do Cronenberg para manter o ritmo narrativo e a própria narrativa. Já falei na questão dos putos maus tarem vestidos, mas há também o facto de eles percorrerem a distancia entre o somafree e a cidade a pé e em haver interpelações ou problemas por exemplo com a policia. Outra situação pouco credível é a ausência de medo da avo quando houve barulhos na cozinha. Eu sei que ela estava embriagada mas parecia mais curiosa q receosa que seria o normal.


Outra ainda: a polícia fez uma procura "exaustiva" à casa e não encontrou a criatura por "não estar à procura de algo com aquelas dimensões"... :rolleyes:
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Re: The Brood - A Ninhada

Postby annawen » 28 Apr 2010 12:57

Muito interessante, Sam!

urukai wrote:Por ultimo destaco que a prole é sexualmente impotente que era um dos pontos que o cronenberg queria frisar, uma evolucao biologica nao natural, frigida e violenta.


Mais do sexualmente impotente, a prole não tem sexo, não tem orgãos genitais, como é dito na autópsia.
Last edited by annawen on 28 Apr 2010 12:59, edited 1 time in total.

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Re: The Brood - A Ninhada

Postby annawen » 28 Apr 2010 12:59

Samwise wrote:Outra ainda: a polícia fez uma procura "exaustiva" à casa e não encontrou a criatura por "não estar à procura de algo com aquelas dimensões"... :rolleyes:


Yeah, eu também reparei nisso e pensei: "Onde está um bom CSI quando nós precisamos dele?" Se o Grissom estivesse a tomar conta do caso, aquela criatura era descoberta em 3 tempos.

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Re: The Brood - A Ninhada

Postby annawen » 28 Apr 2010 14:07

Tenho estado a pensar na razão para o livro sobre escultura moderna e para a fotografia com o trabalho do Giacometti. Fazem sentido. Pois, tal como um escultor, também a psicoplasmose trabalha com a matéria. Molda-a. Só que em vez de ser mármore, pedra, madeira, barro é o corpo, a carne (o que me faz logo lembrar da cena de "A Mosca" quando o cientista está a comer um bife e diz qualquer coisa como "a solução está na carne"). É porquê a escultura moderna e não a clássica, por exemplo? Porque a escultura moderna rompeu com o cânone da beleza, da proporção. Assim como as esculturas modernas não pretendem ser belos, também os corpos, resultado da psicoplasmose, são tudo menos belos. São chagas vivas.

A estátua do Marino Marini, "Anjo sobre a cidade", também tem lógica. Para mim, a primeira impressão que me dá é a de "liberdade". E penso que "liberdade" é o que o Dr Raglan pretende, de uma certa forma (digo isto pois há uma certa ambiguidade nesta figura, ele é o libertador do reprimido mas ou mesmo tempo a pessoa que controla esse processo). Pretende libertar o reprimido e inscrevê-lo nos corpos dos doentes. Libertar o trauma das catacumbas da psique de onde ele está escondido e mostrá-lo no corpo, de forma a um doente o poder ver e assumir a verdade. O corpo como um lugar em que a verdade está exposta. Por isso a cerimónia, para o doente, tem muito de flagelo, de suplício, mas, ao mesmo tempo, de expiação que é, de uma certa maneira, uma forma de libertação. É esta a razão para o 1º doente estar tão viciado nela. Mas o problema em libertar o corpo é que este se pode revoltar contra a própria pessoa. Que é o que acontece com o doente que tem o cancro. Ele diz: "O Dr Raglan voltou o meu próprio corpo contra mim".

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Re: The Brood - A Ninhada

Postby Samwise » 28 Apr 2010 15:32

annawen wrote:Tenho estado a pensar na razão para o livro sobre escultura moderna e para a fotografia com o trabalho do Giacometti. Fazem sentido. Pois, tal como um escultor, também a psicoplasmose trabalha com a matéria. Molda-a. Só que em vez de ser mármore, pedra, madeira, barro é o corpo, a carne (o que me faz logo lembrar da cena de "A Mosca" quando o cientista está a comer um bife e diz qualquer coisa como "a solução está na carne"). É porquê a escultura moderna e não a clássica, por exemplo? Porque a escultura moderna rompeu com o cânone da beleza, da proporção. Assim como as esculturas modernas não pretendem ser belos, também os corpos, resultado da psicoplasmose, são tudo menos belos. São chagas vivas.

A estátua do Marino Marini, "Anjo sobre a cidade", também tem lógica. Para mim, a primeira impressão que me dá é a de "liberdade".


Também andava intrigado com as escolhas sobre a arte colocadas juntas das fotografias de nomes proeminentes da psiquiatria. Assim fica tudo mais claro. Tem piada como uma imagem que não ocupa no filme mais do que dois ou três segundos, e que é enfiada ali assim como quem não quer a coisa, está trabalhada, pela equipa de produção, a este nível de detalhe, numa espécie de jogo de referências que transcende o próprio espaço do filme. Ok, as fotos e os livros até podiam ter sido colocados pela Nola (há mais imagens espalhadas pelo quarto, não dá é para ver de que são), mas para os maluquinhos que se dão ao trabalho de captar a imagem e andar a identificar os "objectos" um a um, o interesse é relacionar, mais por piada do que por outra coisa qualquer, os temas do filme, os significados ocultos e as obsessões do próprio realizador - tudo à margem da narrativa. E o público em geral nem se dá conta daquilo que viu. Talvez alguns apanhem por sorte o Freud, que é o mais conhecido, mas de resto...

E penso que "liberdade" é o que o Dr Raglan pretende, de uma certa forma (digo isto pois há uma certa ambiguidade nesta figura, ele é o libertador do reprimido mas ou mesmo tempo a pessoa que controla esse processo). Pretende libertar o reprimido e inscrevê-lo nos corpos dos doentes. Libertar o trauma das catacumbas da psique de onde ele está escondido e mostrá-lo no corpo, de forma a um doente o poder ver e assumir a verdade. O corpo como um lugar em que a verdade está exposta. Por isso a cerimónia, para o doente, tem muito de flagelo, de suplício, mas, ao mesmo tempo, de expiação que é, de uma certa maneira, uma forma de libertação. É esta a razão para o 1º doente estar tão viciado nela. Mas o problema em libertar o corpo é que este se pode revoltar contra a própria pessoa. Que é o que acontece com o doente que tem o cancro. Ele diz: "O Dr Raglan voltou o meu próprio corpo contra mim".


Muito interessante! As voltas que as coisas dão... :)

Estava para lançar para discussão a eficácia e o sucesso da psicoplamose, e a postura profissional do Raglan ao longo do filme. Ia começar por referir o facto de não nos ser mostrado nenhum caso de cura, e de nem sequer haver qualquer referência esse respeito. Pelo contrário, o que temos é uma série de doentes "em processo de tratamento", e um outro que desistiu do acompanhamento e que culpa o Raglan pelo aparecimento de um cancro linfático. Falas aqui em duas coisas que são pertinentes: o vício na terapia (a dependência), e a questão do corpo se virar contra a pessoa. Considero que um dos problemas do processo é precisamente a questão da dependência. A terapia parecia ser realmente eficaz, mas apenas nos momentos de psicanálise, o que levava o tratamento a nunca ter um fim e à necessidade de repetição permanente. Não se vislumbra no filme todo a ideia de uma cura definitiva. Quanto à segunda questão - a do corpo - o que vejo no caso do cancro não é bem a da revolta contra a pessoa. Penso mais nessa questão de outra forma: o doente tinha propensão para ter cancro, ou até já o tinha dentro si, quando começou o tratamento, e a terapia acelerou ou despoletou o aparecimento deste. Ou então, a manifestação física do trauma daquele doente (que não sabemos qual é) foi o cancro.

Ele diz: "O Dr Raglan voltou o meu próprio corpo contra mim", sim, mas qualquer pessoas nas circunstancias dele se sentiria revoltado e culparia o médico pelo sucedido. Ele está convicto que foi o Raglan ("It was him, allright!"). Mas também diz que não conseguirá provar nada - que seriam gozados se optassem por essa estratégia - vai é a tribunal para criar publicidade negativa.
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Re: The Brood - A Ninhada

Postby annawen » 28 Apr 2010 15:49

Samwise wrote:Quanto à segunda questão - a do corpo - o que vejo no caso do cancro não é bem a da revolta contra a pessoa. Penso mais nessa questão de outra forma: o doente tinha propensão para ter cancro, ou até já o tinha dentro si, quando começou o tratamento, e a terapia acelerou ou despoletou o aparecimento deste. Ou então, a manifestação física do trauma daquele doente (que não sabemos qual é) foi o cancro.


Sim, mas o que é o cancro senão um inimigo dentro da pessoa. Não interessa muito se ele já tinha propensão para o cancro. Eu acredito realmente que no caso dele a terapia produziu (ou então potenciou) o cancro, e ainda mais, um cancro que é visível (muito importante), que tem que ser escondido. Assim como no 1º doente a terapia produziu as chagas na pele.

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Re: The Brood - A Ninhada

Postby urukai » 28 Apr 2010 15:54

Eu concordo com o Sam.
A terapia potencia, exacerba o que ja la esta latente.
Dai o facto de a nola ja ter sido hospitalizada em crianca pq ficava c bolhas no corpo.

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Re: The Brood - A Ninhada

Postby Samwise » 28 Apr 2010 16:05

annawen wrote:
Samwise wrote:Quanto à segunda questão - a do corpo - o que vejo no caso do cancro não é bem a da revolta contra a pessoa. Penso mais nessa questão de outra forma: o doente tinha propensão para ter cancro, ou até já o tinha dentro si, quando começou o tratamento, e a terapia acelerou ou despoletou o aparecimento deste. Ou então, a manifestação física do trauma daquele doente (que não sabemos qual é) foi o cancro.


Sim, mas o que é o cancro senão um inimigo dentro da pessoa. Não interessa muito se ele já tinha propensão para o cancro. Eu acredito realmente que no caso dele a terapia produziu (ou então potenciou) o cancro, e ainda mais, um cancro que é visível (muito importante), que tem que ser escondido. Assim como no 1º doente a terapia produziu as chagas na pele.


O aparecimento das chagas era efémero. Ocorriam no momento da catarse terapêutica e voltavam a desaparecer, tal como os actos de fúria/vingança cometidos pelos monstros. O caso da Nola estaria de facto mais próximo do do canceroso, porque a doença ficou exposta à vista permanentemente - só que ela era um caso especial...

A questão aqui é a rebelião do corpo contra o indivíduo. Há no filme, e se exceptuarmos o caso do cancro - que faz isso sem necessitar de "ajuda externa" - alguma indicação de que a terapia virasse o corpo contra o doente? Isto é, para além dos efeitos evidentes da mutação, que não seriam bem aceites por ninguém no seu estado mental saudável/normal.
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Re: The Brood - A Ninhada

Postby Samwise » 28 Apr 2010 16:17

urukai wrote:Dai o facto de a nola ja ter sido hospitalizada em crianca pq ficava c bolhas no corpo.


Esta não apanhei. Ela era hospitalizada porque ficava com bolhas no corpo?
Pensei que era mesmo por causa dos espancamentos - mas agora fiquei na dúvida.
Essa ideia faz sentido - já que a filha também revela essas bolhas no final do filme.

Mas então, as bolhas eram uma manifestação do medo e do estado depressivo causado pelo ambiente familiar?
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Re: The Brood - A Ninhada

Postby urukai » 28 Apr 2010 16:35

Sim.
É a avo que conta à neta.

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Re: The Brood - A Ninhada

Postby annawen » 28 Apr 2010 16:55

Samwise wrote:O aparecimento das chagas era efémero. Ocorriam no momento da catarse terapêutica e voltavam a desaparecer [...]


Como sabes? Ele volta a mostrar o corpo? De qualquer modo, efémero, ou não, apareciam.

A questão aqui é a rebelião do corpo contra o indivíduo. Há no filme, e se exceptuarmos o caso do cancro - que faz isso sem necessitar de "ajuda externa" - alguma indicação de que a terapia virasse o corpo contra o doente? Isto é, para além dos efeitos evidentes da mutação, que não seriam bem aceites por ninguém no seu estado mental saudável/normal.


Bem, no 1º doente, aquelas chagas deviam doer. Penso eu de que... Mas sim, só o doente do cancro se manifesta. Mas também só vemos 3 doentes. Eu vejo a rebelião mais como um efeito secundário, que não aconteceria em todos os casos, só em alguns.

Também não apanhei as chagas na Nola criança.

É a avo que conta à neta.


Não me lembro disto mas a ser a verdade, sinceramente, vindo de quem vem, acho a informação muito suspeita. Não bate certo com a versão da Nola, que diz que a mãe lhe batia.

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Re: The Brood - A Ninhada

Postby urukai » 28 Apr 2010 17:06

http://movie.subtitlr.com/subtitle/show/201078

Façam um search na pagina do link por 'hospital' e vêem a conversa toda da avó com a neta.

Mais, eu falei disto na primeira pagina de discussao quando disse q o filme acaba com a candice tb com bolhas...

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Re: The Brood - A Ninhada

Postby urukai » 28 Apr 2010 17:15

@Annawen,

São situaçoes independentes. A mae batialhe quando tava embriagada ou deprimida mas face às bolhas no corpo, que nem tinha sido ela a provocar levou a filha ao medico, talvez ate tenha sido o pai. Uma coisa nao impede a outra.

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Re: The Brood - A Ninhada

Postby Samwise » 28 Apr 2010 17:36

- Why was Mommy in the hospital so much?
Some days, she would wake up and she would be covered with big, ugly bumps. And the doctors were very worried, because they could never find outwhat those bumps all over her skin really were.


Quando vi o filme interpretei estas "bumps" como mazelas dos espancamentos, mas penso que tens razão. Seria difícil os médicos não perceberem que adviriam de uma situação de violência doméstica, se fosse essa a situação.

Nas bolhas na Candice reparei, mas associei a um efeito psíquico qualquer, resultante do trauma, que a Nola lhe tivesse transmitido - a Nola tinha uma ligação psíquica com as criaturas, portanto também podia ter uma com a Candice.

annawen wrote:
Samwise wrote:O aparecimento das chagas era efémero. Ocorriam no momento da catarse terapêutica e voltavam a desaparecer [...]

Como sabes? Ele volta a mostrar o corpo? De qualquer modo, efémero, ou não, apareciam.


Porque também lhe apareciam na cara

Na demonstração inicial nota-se bem. No momento em que o médico o incita a "Show me your anger. Then I can understand it." e ele acaba por rasgar a camisa, as chagas aparecem pelo corpo todo mas também na cara. No tempo restante de sessão, a chagas começam a mudar de aspecto e a desaparecer. Não se chega a ver o final, mas quando esse Mike aparece outra vez a cara já não tem nada.

Relacionando isto com as criaturas, elas também eram manifestações efémeras, já que tinham um tempo de vida limitado.
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