A ÚLTIMA MISSÃO - José Moura Calheiros

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pco69
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A ÚLTIMA MISSÃO - José Moura Calheiros

Postby pco69 » 13 Oct 2011 14:16

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http://www.dn.pt/inicio/portugal/interi ... id=1720108

Manecas dos Santos, comandante dos mísseis do PAIGC e da sua frente norte, esteve na batalha de Guidage contra os páras de Moura Calheiros

O coronel Moura Calheiros, que em Maio de 1973 comandou a operação de ajuda aos militares cercados pelo PAIGC no norte da Guiné, convidou o chefe dos seus inimigos naquela batalha para o lançamento do livro "A última missão".

"O livro é todo baseado em documentos ou depoimentos. É a história real de uma missão", em 2008, para recuperar os corpos de três jovens pára-quedistas mortos nesses combates em Guidaje e que lá ficaram enterrados, "onde fui recordando factos que aconteceram" durante a guerra colonial, conta Moura Calheiros ao DN.

O livro "A última missão", que é lançado segunda-feira na Academia Militar (Amadora), contará com a presença do comandante da frente norte do PAIGC - e responsável pela artilharia, incluíndo mísseis - que liderava o cerco à guarnição portuguesa de Guidage.

Nessa operação morreram quatro pára-quedistas, três dos quais foram recuperados em 2008 pela Liga dos Combatentes e trasladados para Portugal.

A obra, com cerca de 600 páginas, visa "homenagear os soldados que combateram na guerra colonial em África, prestada na figura dos três rapazes que fui buscar a Guidage" há dois anos, adianta o coronel reformado.

No livro "chamo a atenção para o papel de muitos militares (os sapadores que picavam as minas, os tripulantes das lanchas, condutores dos rebenta-minas) cujo trabalho tem sido ignorado e que também tem direito a ficar na história", enfatiza ainda Moura Calheiros.

A par dessa atenção "aos heróis desconhecidos" da guerra colonial, são feitas algumas "correcções na história" dominante sobre essa época, refere o militar, admitindo que "A última missão" possa causar polémica em função das "diferentes formas de interpretar" os factos registados.



http://www.operacional.pt/a-ultima-missao/

Em 1973 o autor, José Moura Calheiros, prestava serviço no Batalhão de Caçadores Pára-quedistas 21, de Bissalanca (Guiné).
Em 23 de Maio desse ano, numa operação por si comandada e tendo como missão atingir e reforçar a guarnição de Guidage, cercada pelo PAIGC, a Companhia de Caçadores Pára-quedistas 121 sofreu quatro mortos, dos quais três tiveram que ser inumados num cemitério localizado na cerca do aquartelamento daquela localidade.

O livro é profusamente ilustrado, sendo muitas da fotografias da autoria de Alfredo Serrano Rosa
Trinta e cinco anos depois, em Março de 2008, o autor regressa à Guiné integrado numa Missão da Liga dos Combatentes destinada a exumar, em Guidage, os cadáveres daqueles três militares pára-quedistas e de outros sete do Exército.
No livro o autor conta-nos toda a problemática relacionada com a expedição: os antecedentes, a preparação e o seu desenrolar, Simultâneamente descreve o ambiente da Guiné de hoje comparando-o com o do tempo da guerra; os usos, costumes e religiões da região de Farim e Guidage; o sentimento da população em relação ao antigo colonizador; as mágoas dos guineenses antigos militares portugueses por Portugal os ter enganado e abandonado; conversas com velhos guerrilheiros.

Ao longo da missão ocorrem situações que lhe fazem recordar o passado, o tempo da guerra. Nestes momentos de rebuscar das memórias “assistimos” à evolução da guerra, bem como à do pensamento do autor sobre ela. Pela ordem temporal das sucessivas comissões, ele descreve e caracteriza os três Teatros de Operações:

Angola, primeiro, para onde vai cheio de entusiasmo, certo de que a guerra seria ganha depressa..
A primeira comissão, em Angola, iniciada na “certeza” de que a guerra seria ganha rapidamente. O entusiasmo à partida, cheia de ideais e de utopias para cumprir. Os ardis utilizados para que a família não estivesse preocupada O primeiro contacto, muito desagradável, com o clima, compensado pela beleza e grandiosidade das paisagens de África. O espanto pela coragem de muitos colonos, que encontrava completamente isolados do resto do mundo. A ambientação ao capim e à mata. O encontro com a guerra, ainda mais horrível do que imaginara. O baptismo de fogo. O choque sentido com as condições de vida das populações refugiadas nas matas A progressiva perda das ilusões e do entusiasmo com que partira da Metrópole.

A segunda comissão, em Moçambique. O título deste capítulo é sugestivo: “Moçambique, o sacrifício maior”. As grandes distâncias. As operações muito prolongadas. A enorme falta de meios de apoio. A sede, uma verdadeira tortura, o maior flagelo. As minas, outro flagelo. O drama, senão mesmo tragédia, que foram os Postos Avançados de Combate instalados a Sul do Rio Messalo, como se de uma guerra clássica se tratasse. A operação Zeta, que foi um dos maiores sucessos da guerra e que esteve a um passo de ser a sua maior tragédia.

A terceira comissão, na Guiné. Diferenças enormes em apoios de combate em relação a Angola e Moçambique. A aparente abundância de meios, para quem vinha de Moçambique. Quanto à forma de actuar, era quase como profissionalismo versus amadorismo, devido a essa diferença de meios disponíveis. As primeiras impressões, muito favoráveis, do ambiente social e militar na Guiné. A degradação progressiva da situação militar a partir da morte de Amílcar Cabral. Procurando impedir a entrada ou prejudicar a visita de uma Delegação que a ONU enviou à Guiné. As conversações de Cap Skirring e a forma como estava montada a operação de protecção ao Comandante-Chefe e sua comitiva. A reocupação do Sul - Operação Grande Empresa - uma grande, delicada e muito bem sucedida operação. O aparecimento dos mísseis terra-ar, a procura de aviões abatidos e de restos de mísseis para identificar o míssil utilizado pelo PAIGC. Descrição dos acontecimentos mais críticos de toda a nossa guerra do Ultramar, a grande e prolongada crise nas fronteiras, em Maio e Junho de 1973. A Norte, o cerco de Guidage, com depoimentos de guerrilheiros que nele tomaram parte. A Sul, o terrível assédio a Gadamael, um verdadeiro inferno ocorrido após a retirada de Guileje.

Neste rebuscar da memória, vai-se também apreciando a evolução do sentimento da Nação bem como a do autor em relação à guerra, à medida que esta se prolonga.

Toda esta história real é contada a par da actividade da Companhia de Caçadores Pára-quedistas 121, com especial ênfase para o seu 3º Pelotão, aquele a que pertenciam os três militares mortos para atingir Guidage e aí inumados.
Após uma descrição do que foi a juventude de cada um daqueles três rapazes, que são uma amostra bem representativa do que era a vida da juventude portuguesa naqueles tempos, é dada uma panorâmica do que com eles se passou durante a instrução em Tancos. Depois, segue-se o embarque para Bissau e, finalmente, entram na voragem da guerra que os viria a destruir.

Todos os factos relatados aconteceram e foram reais.

São descritas as operações em que tomaram parte desde que chegaram à Guiné até que caíram em combate. E também o seu funeral, que ocorreu em circunstâncias dramáticas!
Através destas descrições o leitor pode identificar-se com a forma como actuavam os pára-quedistas, bem como conhecer os sentimentos de que eles eram possuídos antes, durante e depois dos combates. E também como actuavam e eram coordenados os seus apoios de combate: os Fiat´s, o PCA, os helicópteros de manobra ou sanitários, os heli-canhões, as lanchas de desembarque, a artilharia, todos eles indispensáveis ao seu sucesso e segurança.

Para além dos sentimentos dos militares durante as operações, o livro descreve-nos também os dos seus Comandantes em algumas das situações mais críticas, responsáveis como são pelo cumprimento das missões, mas também pela vida dos seus subordinados. Este livro é, em grande parte, sobre os sentimentos dos combatentes na guerra do Ultramar, de cada um individualmente e também colectivamente; dos soldados e também dos comandantes nas suas angústias, dúvidas e responsabilidades, enquanto chefes e homens.
O leitor ficará uma noção muito aproximada de como era a vida dos militares de uma Unidade de Intervenção de excelência - o Batalhão de Caçadores Pára-quedistas 12. E também da idiossincrasia dos pára-quedistas portugueses, dos seus valores, ideais e princípios.

Esta obra ai ser apresentada publicamente por António-Pedro Vasconcelos, em 29 de Novembro de 2010 na Academia Militar na Amadora. É uma edição da “Caminhos Romanos” que pode ser contactada pelo e-mail: ac.azeredo@hotmail.com

A seu tempo apresentaremos na secção “Já Lemos” a habitual apreciação do “Operacional” e as informações pertinentes relativas a este livro.

Fenómenos desencadeantes de enfarte do miocárdio

Esforços físicos, stress psíquico, digestão de alimentos, coito, tempo frio, vento de frente e esforços a princípio da manhã.

Ou seja, é extremamente perigoso fazer sexo ao ar livre com vento de frente, após ter tomado o pequeno almoço numa manhã de inverno...

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Re: A ÚLTIMA MISSÃO - José Moura Calheiros

Postby croquete » 13 Oct 2011 18:17

Este interessa-me.
:)

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Re: A ÚLTIMA MISSÃO - José Moura Calheiros

Postby pco69 » 18 Mar 2014 22:51

Este livro foi uma aquisição 'difícil' :D

Um dia, surgido do nada, apareceram uma data de exemplares num hiper da nossa praça.
O preço era à volta dos 20 e picos e não comprei por ser perto do 'fim do mês' :P .
Na semana seguinte, já após o 'fim do mês' :D voltei ao hiper.
Tinham desaparecidos todos :X
Procurei na net e... dei com ele na 'Caminhos Romanos' a 25... :whistle:
Resisti, resisti, resisti, não resisti :rotfl:
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