As Cinquenta Sombras de Grey - E. L. James

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Bubbles
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Re: As Cinquenta Sombras de Grey - E. L. James

Postby Bubbles » 26 Sep 2012 00:38

Sim, percebo-te! Se eu nao tivesse o tempo livre que tive durante o Verao tambem provavelmente nao tinha acabado o livro. Mas admito que para mim e muito dificil desistir de um livro, mesmo que nao esteja a gostar dele. Posso deixa-lo de lado por uns tempos, mas normalmente la volta a pilha para acabar de ler.
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Rui Ramos
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Re: As Cinquenta Sombras de Grey - E. L. James

Postby Rui Ramos » 27 Sep 2012 01:28

Bugman wrote:A tua comparação de um livro com uma poia (ou um poio) peca por não considerar o tipo de estimulos que te influenciam para escolheres o que comes e o que lês.


Peca? Vais-me dizer que ao fim de X anos como leitor ainda não foste capaz de desenvolver perspicácia literária que te permita separar o trigo do joio antecipadamente?

Vais-me dizer que precisas de ler todo o tipo de livro só para conseguires perceber se é bom ou mau?

Que é feito do teu sexto sentido literário?

Se o cheio e o aspecto te avisam para não comeres determinadas coisas como bosta, também o texto promocional dos livros, o título, o tema da ilustração da capa, alguns excertos do texto e as críticas (construtivas ou não) te dão uma boa ideia do que podes esperar. Por esse motivo, não vejo pecado na minha comparação.


Bugman wrote:Nessa óptica, ao nivel da poia, coisas como o cheiro, por exemplo, têm uma correlação directa com aquilo a que sabe. De outro modo, se uma coisa cheira mal, provavelmente vai saber mal.


O queijo é o exemplo, clássico que deita por terra a tua argumentação. Quem é que no seu perfeito juízo vai comer uma coisa que cheira a chulé? contudo, és visto como um primitivo, um bicho raro, se não és apreciador de um bom queijo mal-cheiroso, pejado de fungos.

Bugman wrote: Já o aspecto visual, se vires o "Os 120 dias de Sodoma" do Pasolini, é impossível não ficares sensibilizado com as cenas da poia, no entanto nos ingredientes da mesma constam coisas como geleia e chocolate...


Acho que estás a precisar de rever as tuas aulas de biologia. O que sai já não é nem geleia, nem tão pouco chocolate. O que em tempos foi doce e bom transformou-se no aparelho digestivo numa coisa má que precisa ser eliminada do organismo. Por outras palavras, os ingredientes não são o chocolante nem geleia, mas antes ingredientes que os constituiram, combinados de outra forma com outros ingredientes de outras proveniências. E sensibilizado não é propriamente aquilo que senti quando vi esse filme de... :pissed:

Bugman wrote: Na questão dos livros, não é matemático que o teu excremento seja o meu excremento e só porque o livro vende não quer dizer que seja uma porcaria.
Analogamente, só porque toda a gente diz mal, não quer dizer que tu não gostes.


Nunca me viste a contrariar essa ideia, pois não? porque perdes tempo a tentar ensinar-me o ABC do óbvio? Se leres o que defendi, vais ver que as tuas contra-argumentações caíem no saco da implicação por implicar.

O que eu critiquei foi o pessoal que sabe que não vai gostar, sabe que é mau, mas meteu na cabeça que para poder falar mal tem que ler.

O que critico é a necessidade de falar mal e os sacrifícios que se cometem só para o poderem fazer com autoridade!!! Tudo, para se sentirem incluídos no fenómeno que dizem estar a combater com todas as forças como paladinos, mas na verdade acabam por alimentar ainda mais. São esses cruzados do mal-dizer e do masoquismo que não compreendo e me causam espanto.

Não critico os que gostam, nem critico os que leram convictos que era bom e acabaram por não gostar, tendo o pleno direito de dizê-lo, já o disse no post anterior.

Repara na quantidade de páginas de comentários que este livro ocupa neste fórum e a quantidade de comentários que autores que merecem mais destaque ocupam. Autores como Somerset Maugham, Kafka, Fernando Pessoa, Afonso Cruz, Ray Bradburry, por exemplo?

Lê bem o tipo de comentários que foram feitos neste tópico em particular. Diz-me em que medida ficou o mundo literário mais enriquecido depois de 12 páginas a cascar num livro e a ler comentários de gente que prefere espetar agulhas nos olhos a continuar a ler aquilo que já sabia que ia ser mau?

Ontem na Antena 3 numa entrevista a uma editora, ela disse que precisava de ler 4 páginas (mais ou menos) para perceber se um livro era bom ou mau. Ao fim de X anos de experiência como leitores, não somos igualmente capazes de fazer o mesmo?

Há livros que não merecem o nosso tempo nem tão pouco o nosso sacrifício. É como aqueles programas de televisão que ao fim de 1 minuto ou 2 já deu para perceber que é mau e é preferível mudar o canal ou desligar o aparelho, sendo votados ao esquecimento (e pelo que li aqui e noutros lados, este livro merece o mesmo). Mas quem sou eu para vos ensinar alguma coisa... sejam felizes. :cheers:

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Re: As Cinquenta Sombras de Grey - E. L. James

Postby Sharky » 27 Sep 2012 10:57

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Re: As Cinquenta Sombras de Grey - E. L. James

Postby Bugman » 27 Sep 2012 12:27

Rui Ramos wrote:Peca? Vais-me dizer que ao fim de X anos como leitor ainda não foste capaz de desenvolver perspicácia literária que te permita separar o trigo do joio antecipadamente?
(...)
Que é feito do teu sexto sentido literário?

Os tantos anos como leitor ajudaram de facto a formar um sexto sentido literário, um sexto sentido que me diz para nao julgar um livro pela capa com que vem ou as paragonas que o promovem. Sou, como dizes mais abaixo, um bicho raro. Sou dos poucos que frequentam este fórum e gostam da Wheel of Time e a promovo como uma grande obra de ficçao para lá do imenso volume que ocupa (e que poderia de facto ser reduzido).
Portanto o que o meu sexto sentido me diz é: se queres saber se gostas, abre o livro, lê e julga por ti mesmo. Um parágrafo isolado nao te diz nada. Ora foi escolhido por quem quer vender o livro e, para lá de destinado a um grupo que o promotor encara como alvo, é provavelmente retirado do melhorzinho da obra, ora foi escolhido por algum detractor e portanto será um exemplo extremo do que de mau a obra contém. Disse-o e repito-o, e provavelmente vou repetir lá mais à frente, queres fazer juízos de valor, lê o livro!

Rui Ramos wrote:O queijo é o exemplo, clássico que deita por terra a tua argumentação. Quem é que no seu perfeito juízo vai comer uma coisa que cheira a chulé? contudo, és visto como um primitivo, um bicho raro, se não és apreciador de um bom queijo mal-cheiroso, pejado de fungos.

Sou, e nao estou sozinho nisso, um bicho raro. Se calhar isto de facto anda a fugir ao tópico portanto para encurtar a coisa escudo-me com o que a ciência e a psicologia dizem. A ciência dos aromas e sabores (aroma and flavour) demonstrou já que há uma correlaçao directa entre o que tu saboreias e o que cheiras. Quanto à percepçao do que é agradável, há uma forte componente cultural que te diz o que é "bom" e o que é "mau".

Rui Ramos wrote:
Bugman wrote: Já o aspecto visual, se vires o "Os 120 dias de Sodoma" do Pasolini, é impossível não ficares sensibilizado com as cenas da poia, no entanto nos ingredientes da mesma constam coisas como geleia e chocolate...


Acho que estás a precisar de rever as tuas aulas de biologia. O que sai já não é nem geleia, nem tão pouco chocolate. O que em tempos foi doce e bom transformou-se no aparelho digestivo numa coisa má que precisa ser eliminada do organismo. Por outras palavras, os ingredientes não são o chocolante nem geleia, mas antes ingredientes que os constituiram, combinados de outra forma com outros ingredientes de outras proveniências. E sensibilizado não é propriamente aquilo que senti quando vi esse filme de... :pissed:

Meu caro... Tive de ler duas vezes o teu comentário porque nao quis acreditar que alguém no seu perfeito juízo acreditasse que o que eles ingerem no filme sejam efectivamente fezes! A sério, tu pensaste que eram fezes? Onde está o teu sexto sentido? Ou achas que o Pasolini pediu especificamente actores coprofagistas? Agora, liga lá o teu sexto sentido e relê o que eu escrevi...

Rui Ramos wrote:O que eu critiquei foi o pessoal que sabe que não vai gostar, sabe que é mau, mas meteu na cabeça que para poder falar mal tem que ler.

O que critico é a necessidade de falar mal e os sacrifícios que se cometem só para o poderem fazer com autoridade!!! Tudo, para se sentirem incluídos no fenómeno que dizem estar a combater com todas as forças como paladinos, mas na verdade acabam por alimentar ainda mais. São esses cruzados do mal-dizer e do masoquismo que não compreendo e me causam espanto.

Não critico os que gostam, nem critico os que leram convictos que era bom e acabaram por não gostar, tendo o pleno direito de dizê-lo, já o disse no post anterior.

Volto a bater na mesma tecla. Continuo a defender que quem fazer uma análise ou dar uma opiniao sobre a obra deve lê-la. Nao acredito que a Bubbles ou qualquer outra pessoa do fórum tenha ido a correr ler a obra com o predeterminismo de dizer mal. Se calhar há quem o faça e sou um bicho raro que acredita na bondade das pessoas, mas gosto de acreditar que nao.
Mesmo que o façam, qual o mal que vem ao mundo? Leram um livro para conscientemente poderem dizer mal dele. Leram um livro para poderem mandá-lo abaixo com conhecimento de causa. No meu mundo, que já percebi que deve ser o das fadinhas, chama-se a isso ter argumentos.

Rui Ramos wrote:Repara na quantidade de páginas de comentários que este livro ocupa neste fórum e a quantidade de comentários que autores que merecem mais destaque ocupam. Autores como Somerset Maugham, Kafka, Fernando Pessoa, Afonso Cruz, Ray Bradburry, por exemplo?

Nao é só este livro. Os de um tal Rafael Loureiro também reunem várias páginas, o David Soares reúne várias páginas, enfim... Mas também denoto que perdeste mais tempo a comentar os meus comentários (de resto bastante repetitivos) neste tópico do que aquele que passas a comentar as minhas apreciaçoes de livros.
Provavelmente ao olharmos para dentro encontramos a resposta a esta tua inquietaçao.

Rui Ramos wrote:Lê bem o tipo de comentários que foram feitos neste tópico em particular. Diz-me em que medida ficou o mundo literário mais enriquecido depois de 12 páginas a cascar num livro e a ler comentários de gente que prefere espetar agulhas nos olhos a continuar a ler aquilo que já sabia que ia ser mau?

Eu nao sabia que ia ser mau. Sabia que havia um grande furor, mas podia ser um mau tópico mal escrito. Pessoalmente consigo ler um livro com uma má ideia mas que esteja bem escrito. Nao é o caso da obra que devíamos estar a discutir. Ao fim de ler uma página apetecia-me figuradamente enfiar agulhas nos olhos a continuar a ler aquilo. E de momento está arrumadinho. Nao contribuí com um cêntimo para a coisa, uma vez que como disse o Ricardo Araujo Pereira a respeito de outro livro "vao a uma livraria e, nao comprem, comprar nao, mas leiam a página(...)".

Rui Ramos wrote:Ontem na Antena 3 numa entrevista a uma editora, ela disse que precisava de ler 4 páginas (mais ou menos) para perceber se um livro era bom ou mau. Ao fim de X anos de experiência como leitores, não somos igualmente capazes de fazer o mesmo?
Já agora diz quem é a editora para toda a gente poder ajuizar o bom gosto da senhora...

Em jeito de remate: quem quer dar uma opiniao sustentada, e isso é de particular importância para os profissionais da coisa, deve ler a obra completa, nem que isso seja penoso. Quem simplesmente quer dar um impressao faz como eu fiz: le até onde consegue e fecha o livro. No extremo, alguém lê um livro e no final diz mal dele. Merece ser criticado porquê? Porque procura argumentos para sustentar o nao gostar do livro? Porque se predispoe a talvez vir a gostar do mesmo? O mundo literário fica mais pobre em quê? Já agora, o mundo literário fica mais pobre quando alguém lê um livro a contra-gosto, ou quando um editor coloca um mau livro no mercado?
Last edited by Bugman on 27 Sep 2012 17:44, edited 1 time in total.
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Re: As Cinquenta Sombras de Grey - E. L. James

Postby Sharky » 27 Sep 2012 16:14

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Re: As Cinquenta Sombras de Grey - E. L. James

Postby Bugman » 27 Sep 2012 16:21

Sharky wrote:
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Isto nao está a fugir ao tópico nem nada, pois nao?
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Re: As Cinquenta Sombras de Grey - E. L. James

Postby Sharky » 27 Sep 2012 16:44

Bugman wrote:Isto nao está a fugir ao tópico nem nada, pois nao?


Não sei, o Grayfox é que é o polícia cá do burgo, se foge ele apanha logo XD

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Re: As Cinquenta Sombras de Grey - E. L. James

Postby Samwise » 27 Sep 2012 16:47

Eu estava a preparar uma resposta ao post do Rui, mas o Bug respondeu antes, melhor, e na mesma linha argumentativa que defendo, pelo que só me resta acrescentar o seguinte:

Rui Ramos wrote:Lê bem o tipo de comentários que foram feitos neste tópico em particular. Diz-me em que medida ficou o mundo literário mais enriquecido depois de 12 páginas a cascar num livro e a ler comentários de gente que prefere espetar agulhas nos olhos a continuar a ler aquilo que já sabia que ia ser mau?


E no entanto, tu, que ainda por cima defendes que é preferível não alimentar as chamas quando o fogo não merece, és o principal dinamizador deste tópico. :D :D :D
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Re: As Cinquenta Sombras de Grey - E. L. James

Postby Lady Entropy » 27 Sep 2012 18:24

Sem querer ser advogada do diabo, eu defendo o direito das pessoas lerem o que bem raio quiserem, pelas razões que bem lhes apetecer (mesmo que seja só para dizer mal).

Ainda que concorde com o Rui que não "enriquece" o mundo literário em nada "cascar" só por cascar, isso não é razão para as pessoas não o poderem fazer sem se sentirem acusadas de não serem "úteis".

Agora vou fugir antes que me batam!
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Re: As Cinquenta Sombras de Grey - E. L. James

Postby Leo Turilli » 30 Sep 2012 18:07

Sharky wrote:Em Lisboa dia 20 de Novembro

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/notic ... -em-lisboa


Essa criatura tem mesmo de vir cá nesse dia? como prenda de anos poderia ir lá atirar-lhe com o livro à cabeça xD
Spoiler! :
ups, só tenho em .epub

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Re: As Cinquenta Sombras de Grey - E. L. James

Postby pco69 » 16 Nov 2012 11:54

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Fenómenos desencadeantes de enfarte do miocárdio

Esforços físicos, stress psíquico, digestão de alimentos, coito, tempo frio, vento de frente e esforços a princípio da manhã.

Ou seja, é extremamente perigoso fazer sexo ao ar livre com vento de frente, após ter tomado o pequeno almoço numa manhã de inverno...

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Re: As Cinquenta Sombras de Grey - E. L. James

Postby croquete » 16 Nov 2012 12:44

Seja, vamos admitir que é menos sustentada a opinião de quem não lê um livro na totalidade sobre o próprio livro.

Vamos esquecer aqueles que lêem a obra mas não entendem o seu significado, ou aqueles a quem o ritmo biológico deu menos atenção a duas ou três páginas de vez enquanto (pr ex: fase antes de dormir) e vamos esquecer todos os factores intelectuais e psicológicos com nuances que tornam única a leitura da mesma obra para cada uma das pessoas e por isso todos podem ter uma opinião diferente sobre o que gostaram e desgostaram.

Vamos esquecer que não estamos a esquecer coisas demais.


Mesmo assim ainda sou capaz de dar uns bitaites valentes sobre a razão pela qual não quis terminar a leitura de uma obra antes de chegar ao fim. Não? :unsure:

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Re: As Cinquenta Sombras de Grey - E. L. James

Postby Cerridwen » 12 Dec 2012 15:21

Na altura, porém, não terei formulado uma pergunta que ficou escondida algures no meu cérebro, uma pergunta ruminante que se prende com a provável diminuição do nível médio dos livros que hoje se publicam em todo o mundo. E só faz sentido voltar a ela agora porque o best-seller As Cinquenta Sombras de Grey, da «erotica star» E. L. James, foi escolhido como finalista dos National Book Awards na categoria de Popular Fiction, uma espécie de Óscares literários britânicos. Talvez os seus concorrentes não sejam muito melhores – que sei eu de Victoria Hislop, por exemplo? –, mas lá que me pareceu outra vez muito estranha a inclusão de um livro que a crítica classifica como literariamente pobre e até mal escrito num prémio desta dimensão, isso não posso negar. Lá popular é ele – está toda a gente a lê-lo em todo o mundo (Portugal inclusive) e até já originou um pedido de divórcio à americana (uma senhora queixa-se, aparentemente, de que o marido não lhe faz nada do que o senhor Grey faz à rapariga com quem tem uma relação escaldante sadomasoquista). Mesmo assim, se a redacção é tão frágil como dizem, é justo encontrar-se em posição de vencer? Ou o nível médio baixou mesmo e escrever mal já não tem grande importância desde que se cometa a proeza de chegar a um número incrível de leitores?
- Maria do Rosário Pedreira, no seu blogue Horas Extraordinárias

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Re: As Cinquenta Sombras de Grey - E. L. James

Postby Sharky » 12 Dec 2012 17:13

Eu vendi o livro a semana passada, ainda deu para um bitoque e uma jola :mrgreen:


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