Série "Trylle", Amanda Hocking

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Lady Entropy
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Série "Trylle", Amanda Hocking

Postby Lady Entropy » 02 Feb 2014 14:33

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Li este livro inteiro com a sensação que estava a ler uma cópia rasca quer do Twilight quer do e "Princess Diaries": o primeiro acto é completamente Twilight (gaja sem raízes é atirada para uma nova escola, encontra gajo bonzão e misterioso que a trata como lixo, segue-a para casa, mas mesmo depois dele ser um cretino total com ela e a insultar, ela fala com ele mesmo quando ele a persegue até ao quarto dela, e a monga acaba mesmo por o perdoar - e apaixona-se por ele depois de apenas uma semana ou duas, e, quando ele começa a faltar ás aulas, ela começa a ficar obcecada com ele). O livro é ainda pior que o Twilight, porque o Finn age como um idiota MUITO maior do que Edward, e ela não só o perdoa depois de uma ou duas horas , mas imediatamente se apercebe que está totalmente apaixonadérrima por ele.

Logo a seguir, ela descobre que ela é uma princesa Troll. Não, eu não vou escrever "Tryll" como no livro. Ela é um troll, logo, vou chamar-lhe troll. Claro que, neste mundo, trolls tem que ser bonzões e sexy, mais sidhe do que trolls, que Deus nos salve de, hoje em dia nas séries de YA, um protagonista descobrir que sua nova raça é algo não totalmente atraente. E é aqui que a parte "Princess Diaries" começa - excepto que não é engraçado, é muito mais chato, e a rainha é uma cabra e não a Julie Andrews.

E o final é telegrafado desde o meio do livro, essa treta toda do plot da "pintura do futuro" é tão óbvia em como vai acontecer que dói. Em última análise, a não ser que esta tenha sido uma grande manha (como a Rainha estar a planear devorar a própria filha para permanecer no poder), eu fiquei baralhada com a súbita falta de inteligência da até então louvada como super poderosa e sábia rainha - como ela não podia adivinhar o que ia acontecer? Ou a treta dela "Eu não vi o vestido" o que permitiu que o autor dar uma da rainha não perceber quando as visões iam ser concretizadas (é que admitamos, a visão tinha a filha num vestido branco formal, ferida. Como é que a gaja não topa que ia acontecer na semana seguinte durante o baile que ela queria organizar?)

Por outro lado, eu até que gostei dos personagens secundários, do relacionamento dela com família humana (e como lentamente se ia apercebendo que gostavam mesmo dela) e a trágica história da protagonista - Eu gostaria era que a mãe "falsa" mãe não tivesse sido tão demonizada, mas gostei dos toques de mostrar que talvez ela era apenas uma mãe que se rebelou com o que lhe foi imposto e por lhe roubarem o filho verdadeiro.

Em suma, dispensável e sumamente fácil de esquecer. O que é deprimente, porque ela tornou-se uma best seller milionária self-publishing a série "My Blood Approves". Não vejo nada dela neste livro, excepto a obsessão com histórias à Twilight.
"I believe in pink. I believe that laughing is the best calorie burner. I believe in kissing, kissing a lot. I believe in being strong when everything seems to be going wrong. I believe that happy girls are the prettiest girls. I believe that tomorrow is another day and I believe in miracles."

— Audrey Hepburn

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