Jorge Jardim Gonçalves , O Poder do Silêncio - Luís Osório

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Jorge Jardim Gonçalves , O Poder do Silêncio - Luís Osório

Postby pco69 » 29 May 2014 11:20

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http://www.fnac.pt/Jorge-Jardim-Goncalv ... io/a786254

Pré-Venda, entrega prevista a partir de: 4 Junho 2014


Não é um livro sobre o Processo BCP. Sobre o Opus Dei. Sobre a guerra colonial. Sobre Salazar e Álvaro Cunhal. Sobre o poder angolano e José Eduardo dos Santos. Sobre a infância, o exílio em Espanha, o nascimento dos colégios de Fomento, os que o traíram, amaram, pediram dinheiro. Sobre os irmãos e os filhos, heranças, conflitos familiares. Sobre o conflito com António Champalimaud, Belmiro de Azevedo, Pedro Maria Teixeira Duarte, Vítor Constâncio, António Mexia, José Sócrates ou Ricardo Salgado. Sobre a amizade com Ramalho Eanes e Mário Soares, a engenharia de portos, a morte de alguns dos que mais amou, a sua própria morte. Esta viagem não é sobre cada uma destas coisas. É sobre todas estas coisas.


http://expresso.sapo.pt/rezo-por-quem-m ... do=f872798


Página Inicial > Economia > "Rezo por quem me fez mal. Berardo incluído"Jardim Gonçalves
"Rezo por quem me fez mal. Berardo incluído"

Fundador do BCP conta, em livro a publicar no dia 2 de junho, a sua versão da ascensão e queda do banco.
(...)


:pipoca:
Fenómenos desencadeantes de enfarte do miocárdio

Esforços físicos, stress psíquico, digestão de alimentos, coito, tempo frio, vento de frente e esforços a princípio da manhã.

Ou seja, é extremamente perigoso fazer sexo ao ar livre com vento de frente, após ter tomado o pequeno almoço numa manhã de inverno...

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Re: Jorge Jardim Gonçalves , O Poder do Silêncio - Luís Osór

Postby pco69 » 02 Jun 2014 09:01

http://www.publico.pt/economia/noticia/ ... mo-1638291

“Não sendo capitalista, era lacaio do capitalismo”
Por Cristina Ferreira e Pedro Sousa Carvalho
02/06/2014 - 00:14

Jardim Gonçalves, o fundador e ex-presidente do BCP, agora a braços com um processo judicial, é o protagonista do livro Jorge Jardim Gonçalves – O Poder do Silêncio.


Jorge Jardim Gonçalves diz que “o Estado Novo devolveu uma certa dignidade à Igreja” Miguel Manso

"Não é possível refazer em tribunal todo um clima de trabalho"Em entrevista ao PÚBLICO, além de o “nasceu, o cresceu, o casou-se e teve muitos meninos”, fala de tudo: da Opus Dei, passando por José Eduardo dos Santo e terminando no BCP.

O que é que o levou a editar, nesta altura, este livro [Jorge Jardim Gonçalves – O Poder do Silêncio] com mais de 600 páginas?
Não fui eu que o fiz. Mas o Luís Osório. Há muitos anos, em trabalho efectivo, fui abordado por editoras para fazer uma autobiografia e eu sugeri que fizessem a da minha mãe, como aconteceu, com apontamentos muito interessantes de antigos alunos. Mas essa editora não voltou a falar comigo. Em 2006, conheci o Luís Osório num painel dentro de um congresso para psiquiatria na Madeira. Eu tenho muito apreço por ele e gosto do que escreve e, partindo de uma sugestão dele para escrever, combinámos que falávamos de tudo.

E porquê esta altura?
Não foi esta altura. Tal como ele refere, foram cinco anos de conversas. Conhecemo-nos em 2006 e em 2008 começámos a falar e foram muitas horas de conversas. E são memórias que ele interpretou. Não é uma biografia. Não é o nasceu, o cresceu, o casou-se e teve muitos meninos. São as minhas memórias e o fio condutor da minha vida... com a vida de estudante, militar, com os encontros com o dr. Salazar, o presidente Eduardo dos Santos, empresários, Emilio Botin, António Champalimaud... O Luís Osório é uma pessoa de afectos e prudentemente intimista e eu, por mim, teria continuado a conversar.

Este livro não é um fechar de página?
De maneira alguma.

Porque escolheu o general Eanes para prefaciar o livro?
Conheci-o na sua primeira visita de Estado como Presidente da República, que foi a Espanha, mas que podia ter sido às ex-colónias independentes, mas não foi. O chefe de gabinete, o Granadeiro [Henrique], preparou-lhe uma lista com nomes de bons profissionais que tinham saído do país. Eu estava, então, em Espanha, para onde fui a seguir ao 25 de Abril.

Não ficou em Portugal porquê?
Tive vários convites de empresas para trabalhar, mas não havia liberdade de admitir quadros pois todas as comissões de trabalhadores vetavam o meu nome por, embora não sendo capitalista, ser “o lacaio do capitalismo”. Eu tinha então cinco filhos e não tinha emprego e fui pedir ao tenente Rosário Dias, que era comunista e assessor do general Vasco Gonçalves, e que trabalhava à frente da minha casa, na Rua da Imprensa, para sair do país.

Pode comentar uma frase do Luís Osório que o classifica a si como “um homem contraditório e paradoxal”.
Aí não sei. Ele diz que sou conservador de costumes, mas que toda a vida tive gente muito diferente a trabalhar comigo. Tive muitos colegas do Partido Comunista de quem era amigo e confidente, no bom sentido da palavra, na acção católica, na JUC.

Quem ler o livro [que vai para as bancas esta segunda-feira] o que vai saber de si que já não saiba?
Penso que não sabem nada de mim.

Mas já foi escrito muito...
Sobre a vida profissional. O livro entra na intimidade da pessoa, na maneira de ser, como cresceu, como era a mãe, como era o pai, como era a avó, qual era a tia de quem gostava, qual era o doce...

E qual era o doce?
A minha avó fazia os sonhos, o bolo de mel, o licor... E havia outra avó, que foi directora do primeiro colégio privado e teve dez filhos. O Osório trabalhou à moda do Gabriel Gárcia Márquez, nos Cem Anos de Solidão, e meteu no livro a árvore genealógica sobre quem se fala.

Sente-se um personagem de um livro do Gárcia Márquez?
Não faço ideia.

A sua vida dava um filme?
Todas as vidas davam um filme. Mas sim... eu vivi um século inteiro e o início de outro. Pouco depois de ter nascido, em 1935, aos 7 e aos 8 anos, tomei consciência do que foi a crise dos anos 30. O meu pai teve dificuldades económicas, pois era um grande empresário e um grande comerciante e deixou de o ser. A minha mãe, que tinha fechado o colégio por o meu pai ter uma boa situação económica, reabre-o para viver. E lembro-me de conversas sobre a I Grande Guerra e vivo em pleno a II Grande Guerra e depois há a guerra colonial. Tive uma vida académica muito agradável. Li muito.

O que lia?
Li de tudo. Aos 17 anos adoeci e fui para o Norte da Madeira, onde vivia o senhor Carlos Santos, casado com uma senhora muito rica, para a escala da Madeira, e que tinha uma excelente biblioteca. Li muito o Camus [Albert]. E tenho voltado sempre a Camus.


Fenómenos desencadeantes de enfarte do miocárdio

Esforços físicos, stress psíquico, digestão de alimentos, coito, tempo frio, vento de frente e esforços a princípio da manhã.

Ou seja, é extremamente perigoso fazer sexo ao ar livre com vento de frente, após ter tomado o pequeno almoço numa manhã de inverno...


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