Mão Direita do Diabo - Dennis McShade

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Mão Direita do Diabo - Dennis McShade

Postby Cerridwen » 16 Aug 2008 17:01

Mão Direita do Diabo
Dennis McShade (pseudónimo de Dinis Machado)


Editor: Assírio & Alvim
Colecção: A Phala
ISBN: 978-972-37-1283-4

Sinopse: «O livro que é uma porta aberta para o mundo secreto do crime organizado, podia ler-se na capa da primeira edição desta Mão Direita do Diabo (nº 56 da Colecção Rififi, Editorial Ibis). Não era bem verdade, já que Peter Maynard podia ser um assassino profissional, mas trabalhava sozinho. Podia usar uma Beretta como qualquer outro, mas depois ouvia Mozart e Debussy. E lia Céline e Dos Passos. E citava John Huston e Howard Hawks. E até tinha uma consciência a quem tratava por tu em prolongados monólogos. Contudo, Dennis McShade também não era nada americano. Era o bem português Dinis Machado, o mesmo que, dez anos depois, surpreenderia a literatura com O Que Diz Molero. De maneira que, no fim, bate tudo certo.

Em menos de um ano, entre 1967 e 68, e sob o disfarce deste seu quase homónimo americano, publicaria ainda Requiem Para D. Quixote e Mulher e Arma com Guitarra Espanhola, livros que a Assírio & Alvim tem agora o prazer de reeditar, pela primeira vez para o público em geral, quarenta anos depois.»

Uma opinião sobre a obra: Orgia Literária - Mão Direita do Diabo, Dennis McShade

Crítica: Uma Beretta com silenciador, José Mário Silva

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Re: Mão Direita do Diabo - Dennis McShade

Postby Bugman » 09 Dec 2013 01:01

Retirado do meu blog (ligeiramente diferente do que deixei no goodreads, mas mesmo assim muito en passant)

R.B. Nørtor wrote:Dinis Machado mostrou-nos com a sua magnum opus, "O que Diz Molero", que a simplicidade da escrita não se encontra relacionada com uma simplicidade de ideias. Só que antes desse simples relatório, já a literatura portuguesa tinha sido presenteada com essa complexa simplicidade de Dinis Machado, através da sua quase homónima personna, através da trilogia das aventuras de Maynard.

Neste "A Mão Direita do Diabo" somos mergulhados nesse mundo de salões escuros donde se sai com o fumo do tabaco impregnado na roupa, guiados por um assassino profissional com uma úlcera, que só bebe leite, ouve música clássica e lê os clássicos, um poço de cultura no mundo abrutalhado de organizações criminosas onde se é pago para nada saber e nada ver.

Só que Maynard gosta de trabalhar sozinho. Não se liga com outros, não segue a carneirada. Maynard é uma ilha de inteligência num deserto de cúpida ignorância. Onde os outros lhe dizem para se juntarem, para se alinharem, ele teimosamente recusa-se. Não admira que o estilo adoptado seja simples. Publicado pela primeira vez em '67, este policial em estilo rasca tinha todos os ingredientes para nunca ver a luz do dia. Não admira que se passe então numa América vaga, onde os mafiosos são todos italianos, onde quem muda de identidade são os maus da fita, e o seu autor um americano desconhecido que não levante suspeitas.

Dinis Machado pode não ter publicado muito, mas o que publicou são páginas que se devoram e nos deixam a salivar por mais. A verdadeira mão direita do Diabo é a que escreve com esta simplicidade tão complexas figuras e nos fazem ler um livro numa noite e ansiar pelo próximo.
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