O teu Rosto Será o Último - João Ricardo Pedro

urukai
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Re: O teu Rosto Será o Último - João Ricardo Pedro

Postby urukai » 26 Jun 2012 12:29

Eu acho que mt do hype à volta deste livro resulta da história do autor. Desempregado, desesperado, fecha-se em casa durante dois anos e pimba sai-lhe um livro que ganha o prémio Leya e vende bem.

Simboliza a visão romântica que temos do escritor, um tipo humilde, solitário e que deposita na folha branca a derradeira esperança no futuro.

Fosse ele um médico, bon vivant com a mania das grandezas que gasta um ordenado mínimo em cigarros, e queria ver se a malta o queria tanto ler! :twisted:

Depois claro vem a qualidade do livro mas essa não posso comentar porque não li, nem vou ler.
25 de Abril já me basta o real, não preciso de mais um ficcionado.

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Samwise
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Re: O teu Rosto Será o Último - João Ricardo Pedro

Postby Samwise » 26 Jun 2012 16:23

urukai wrote:Fosse ele um médico, bon vivant com a mania das grandezas que gasta um ordenado mínimo em cigarros, e queria ver se a malta o queria tanto ler! :twisted:


http://alawebpage.blogspot.pt/

:D
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Re: O teu Rosto Será o Último - João Ricardo Pedro

Postby Bugman » 26 Jun 2012 23:58

Nunca diria mal de uma página que teve a gentileza de colocar um comentário meu a um livro do Dr.! :P
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Re: O teu Rosto Será o Último - João Ricardo Pedro

Postby Anibunny » 27 Aug 2012 18:06

Livro vencedor do Prémio LeYa vai ser editado em seis países e adaptado para cinema
20 Jul 2012
O livro O Teu Rosto Será o Último, de João Ricardo Pedro, vencedor do Prémio Leya 2011, atualmente na 7.ª edição, com mais de 30 mil exemplares vendidos, vai ser brevemente editado na Alemanha, através da editora Suhrkamp, em Espanha, pela Planeta, e, também, na Holanda, onde sairá com a chancela da Signatuur, que assim se estreia na edição de literatura portuguesa.
Além destes três países, o romance de João Ricardo Pedro será também publicado, já em setembro, no Brasil, pela Leya, no âmbito de uma coleção de novos autores portugueses, e, até final do ano, terá igualmente edições em Angola e Moçambique.
A outra grande novidade em torno deste livro é que o realizador Luís Filipe Rocha já reservou os direitos de adaptação cinematográfica do livro. Está por isso dado o primeiro passo para que O Teu Rosto Será o Último chegue às salas de cinema portuguesas.
Este é o primeiro livro vencedor do Prémio LeYa a sair das fronteiras da língua portuguesa e, também, o primeiro que chegará aos portugueses através do cinema.


FONTE: http://www.leya.com/noticias/index.php?id=943

Errrrr kill me now?

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Re: O teu Rosto Será o Último - João Ricardo Pedro

Postby Manuel Alves » 27 Aug 2012 22:42

No próximo ano, se calhar, sou capaz de enviar um manuscrito; estou a precisar de 100 mil euros (se alguém da Leya lê isto, bem posso enviar uma história digna de Nobel que, só por causa das cócegas, não me vão atribuir o prémio por pura casmurrice... o Leya, não o Nobel). :mrgreen:

Em relação ao tema do tópico (para isto não ser um off completo), li apenas a amostra disponibilizada pela editora (o início da história). Gostei, digamos, uns 80% da parte que li (o que, pelos meus padrões de exigência, é bastante respeitável). Além dessa leitura parcial, acabei por encontrar na Internet as respectivas críticas (elogiosas), tanto por parte do júri do prémio, como dos afins interessados em que o livro se venda. Diz-me a experiência de leitura que essas críticas (forçosamente parciais), na maioria dos casos (infelizmente para nós, leitores), confirmam o velho ditado "muita parra e pouca uva".
Não li o suficiente do livro em questão para saber se o ditado se confirma aqui também. Eu gostaria que não se confirmasse, por várias razões. Primeiro, porque gostei do início e detesto que um livro que comece bem se desenvolva mal e acabe pior. Segundo, porque (pelo que li algures) é o primeiro autor estreante a receber o prémio, o que, directa ou indirectamente, é capaz de contribuir para que as editoras nacionais abram mais um bocadinho a pestana para o potencial dos autores ainda não publicados (não faço muita fé nisso, mas um pouco de pensamento positivo não prejudica). Terceiro, porque todas as razões são válidas para quereremos que um livro seja bom (quanto mais não seja, para não chorarmos o investimento de tempo e dinheiro). Além de que já há um inacreditável excesso de livros maus publicados. Evidentemente, poder-se-á debater o que é um livro bom e um livro mau, mas nada do que se diga irá alterar a realidade de que existem mesmo muitos livros mesmo muito maus que muita gente mesmo lê como se fosse mesmo literatura da mesmo boa. Mesmo. :D

Quando alguém diz que um livro é bom ou mau, evidentemente, não é a confirmação de uma regra absoluta, trata-se de uma opinião pessoal. Quando eu digo que um livro é bom ou mau, não tenho o hábito de o afirmar começando por dizer "na minha opinião." É uma posição que se subentende à luz da simples lógica da conversação. Assim, a minha posição é a de que, apesar de ter gostado 80% do que li no excerto do livro, provavelmente não irei ler o resto. Os 20% que não gostei deixaram-me de pé atrás quando me lembrei de uma coisa que o autor afirmou numa entrevista. Ele disse que, como nunca tinha escrito um livro, o que fez foi ler muito, para ver como os outros autores escreviam, e daí retirar uma maneira de também ele o fazer. Não que isso, por si só, tenha algo de mal. Acontece que, nos tais 20% que não gostei identifiquei as tais maneiras ou, se assim quisermos chamar-lhes, as fórmulas dos autores conhecidos. Novamente, não é que isso, isoladamente, seja mau. Acontece que, se eu identifico num autor principiante a emulação premeditada de autores estabelecidos, começo a ficar quase irritado com a esperteza por detrás da escrita e deixo de ficar interessado na história. A partir daí, a ilusão perdeu-se e o interesse f... (acabado em eu-se). Se essa esquisitice minha me limita as opções de leitura? Claro. Mas não creio que me impeça de ler livros que realmente quero ler. O método é simples: ler a sinopse na capa (se houver), ler a primeira página e outra aleatoriamente (lá para o meio). É o suficiente para me convencer, ou não, pela forma e pelo conteúdo. É um método imperfeito? É. E depois? Tem-me servido. :D
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Re: O teu Rosto Será o Último - João Ricardo Pedro

Postby pco69 » 27 Aug 2012 23:08

Manuel Alves wrote:(...) Acontece que, se eu identifico num autor principiante a emulação premeditada de autores estabelecidos, começo a ficar quase irritado com a esperteza por detrás da escrita e deixo de ficar interessado na história. (...)

Mas as fórmulas, se bem utilizadas, podem ser uma boa forma de contar uma história. :P
Fenómenos desencadeantes de enfarte do miocárdio

Esforços físicos, stress psíquico, digestão de alimentos, coito, tempo frio, vento de frente e esforços a princípio da manhã.

Ou seja, é extremamente perigoso fazer sexo ao ar livre com vento de frente, após ter tomado o pequeno almoço numa manhã de inverno...

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Re: O teu Rosto Será o Último - João Ricardo Pedro

Postby Anibunny » 27 Aug 2012 23:50

Manuel Alves wrote: Os 20% que não gostei deixaram-me de pé atrás quando me lembrei de uma coisa que o autor afirmou numa entrevista. Ele disse que, como nunca tinha escrito um livro, o que fez foi ler muito, para ver como os outros autores escreviam, e daí retirar uma maneira de também ele o fazer. Não que isso, por si só, tenha algo de mal. Acontece que, nos tais 20% que não gostei identifiquei as tais maneiras ou, se assim quisermos chamar-lhes, as fórmulas dos autores conhecidos. Novamente, não é que isso, isoladamente, seja mau. Acontece que, se eu identifico num autor principiante a emulação premeditada de autores estabelecidos, começo a ficar quase irritado com a esperteza por detrás da escrita e deixo de ficar interessado na história. A partir daí, a ilusão perdeu-se e o interesse f... (acabado em eu-se). Se essa esquisitice minha me limita as opções de leitura? Claro. Mas não creio que me impeça de ler livros que realmente quero ler. O método é simples: ler a sinopse na capa (se houver), ler a primeira página e outra aleatoriamente (lá para o meio). É o suficiente para me convencer, ou não, pela forma e pelo conteúdo. É um método imperfeito? É. E depois? Tem-me servido. :D


Mas, meu amor, eu não li essa entrevista e disse isso na minha crítica: NOTA-SE que o autor andou a copy/paste o estilo de outros escritores -.-"
O que me irrita, pois gosto de ler autores com voz própria forte (desde que o resto também seja bom).

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Re: O teu Rosto Será o Último - João Ricardo Pedro

Postby Manuel Alves » 28 Aug 2012 14:49

pco69 wrote:
Manuel Alves wrote:(...) Acontece que, se eu identifico num autor principiante a emulação premeditada de autores estabelecidos, começo a ficar quase irritado com a esperteza por detrás da escrita e deixo de ficar interessado na história. (...)

Mas as fórmulas, se bem utilizadas, podem ser uma boa forma de contar uma história. :P


pco69, não me chateiam as fórmulas, chateiam-me as repetições intermináveis daquilo que funciona comercialmente, num círculo vicioso que torna o mercado quase impermeável à inovação (entenda-se, autores novos que não se curvem perante os cânones). Poderemos perguntar-nos: se os livros escritos através de fórmulas repetitivas me dão gosto de ler, por que razão hei-de eu importar-me com o modo como são escritos? Ei, cada um sabe de si, não vou julgar. Mas se comer sempre arroz, por muito que goste de arroz, vou começar a não poder ver arroz no prato. Nunca te aconteceu gostares dos livros de um autor até começares a fartar-te de o ler por perceberes que, no fundo, era sempre a mesma fórmula? Se nunca te aconteceu, invejo-te a sorte.
É claro que qualquer autor, quando cria, vai buscar influências (mesmo que subconscientes) praticamente a tudo o que experimentou na vida. No caso dos escritores, é natural que sejam influenciados pelos escritores estabelecidos no mercado. Não digo que um autor principiante não deva aprender com os estabelecidos, o que digo é que não devem aprender apenas para ser igual a eles.
Resumindo, usar fórmulas que funcionam para servir de estrutura, no sentido de construir uma narrativa coerente e interessante, pois muito bem, mas usá-las para servir de acabamento, no sentido de deixar a escrita mais aproximada dos maneirismos de um autor que vende, isso, no meu entender, é mais vender peixe do que escrever livros. Pode ser que alguém considere esta posição como sendo um bocado extrema, mas há demasiados livros que merecem ser lidos para se perder tempo com livros que já se leram, mas com outros nomes nas capas (if you know what I mean). :mrgreen:

Anibunny wrote:
Manuel Alves wrote: Os 20% que não gostei deixaram-me de pé atrás quando me lembrei de uma coisa que o autor afirmou numa entrevista. Ele disse que, como nunca tinha escrito um livro, o que fez foi ler muito, para ver como os outros autores escreviam, e daí retirar uma maneira de também ele o fazer. Não que isso, por si só, tenha algo de mal. Acontece que, nos tais 20% que não gostei identifiquei as tais maneiras ou, se assim quisermos chamar-lhes, as fórmulas dos autores conhecidos. Novamente, não é que isso, isoladamente, seja mau. Acontece que, se eu identifico num autor principiante a emulação premeditada de autores estabelecidos, começo a ficar quase irritado com a esperteza por detrás da escrita e deixo de ficar interessado na história. A partir daí, a ilusão perdeu-se e o interesse f... (acabado em eu-se). Se essa esquisitice minha me limita as opções de leitura? Claro. Mas não creio que me impeça de ler livros que realmente quero ler. O método é simples: ler a sinopse na capa (se houver), ler a primeira página e outra aleatoriamente (lá para o meio). É o suficiente para me convencer, ou não, pela forma e pelo conteúdo. É um método imperfeito? É. E depois? Tem-me servido. :D


Mas, meu amor, eu não li essa entrevista e disse isso na minha crítica: NOTA-SE que o autor andou a copy/paste o estilo de outros escritores -.-"
O que me irrita, pois gosto de ler autores com voz própria forte (desde que o resto também seja bom).


Anibunny, quando alguém se dirige a mim começando por me chamar de "meu amor" quase sinto uma inexplicável vontade de concordar com tudo o que essa pessoa me diga. :mrgreen: (curiosamente, se a pessoa me disser "ó môr" provoca uma reacção inversa)

Quanto ao autor em questão, como já disse no comentário anterior, não li o suficiente para ter a certeza (a minha certeza) de que ele seguiu esse infeliz caminho. Contudo, pelo que li, fiquei com essa desagradável suspeita. Se tu verificaste tal coisa, é pena. Pelo excerto que li, gostaria que ele fosse um autor mais genuíno a seguir o seu próprio caminho.
A entrevista que vi está em vídeo. Se tiveres interesse, acho que basta escreveres o nome do autor no tutubo, que acaba por aparecer. :)
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Re: O teu Rosto Será o Último - João Ricardo Pedro

Postby Anibunny » 28 Aug 2012 15:42

só quase? já estou a falhar! :devil:
Pessoalmente também gostava de ver um tom próprio, até porque li um livro que tinha algumas das falhas deste e foi recusado pelas editoras, enquanto este foi aceite. Acho que sim, que o autor teve uma sorte do caraças. Só espero que agora comece a estudar escrita para colmatar as falhas narrativas, sequenciais e de personagens.

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Re: O teu Rosto Será o Último - João Ricardo Pedro

Postby shadow_phoenix » 28 Aug 2012 17:13

O livro até pode ser mau (não sei se é e duvido que venha a perder tempo a discutir), mas ao menos a história do autor é inspiradora. :angel:

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Re: O teu Rosto Será o Último - João Ricardo Pedro

Postby Manuel Alves » 28 Aug 2012 17:22

Anibunny, às vezes, mais vale ter sorte do que ser bom. ;)
Espero que o autor se torne mesmo bom e que isso lhe traga muita sorte (que é o melhor cenário possível). Bons autores fazem falta.



shadow_phoenix wrote:O livro até pode ser mau (não sei se é e duvido que venha a perder tempo a discutir), mas ao menos a história do autor é inspiradora. :angel:


shadow_phoenix, não nego a natureza de conto de fadas da vida do autor. Mas eu leio livros e não autores. :)
blheck!

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Re: O teu Rosto Será o Último - João Ricardo Pedro

Postby shadow_phoenix » 28 Aug 2012 17:34

Manuel Alves wrote:
shadow_phoenix wrote:O livro até pode ser mau (não sei se é e duvido que venha a perder tempo a discutir), mas ao menos a história do autor é inspiradora. :angel:


shadow_phoenix, não nego a natureza de conto de fadas da vida do autor. Mas eu leio livros e não autores. :)


Nem eu estava tentar dizer o contrário ;)

Aliás, pela crítica da ruiva, desconfio que o conto de fadas da vida do autor é mais interessante que o livro que ele escreveu. :twisted:

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Re: O teu Rosto Será o Último - João Ricardo Pedro

Postby urukai » 28 Aug 2012 17:45

Relativamente ao JRP já acreditei mais em Fadas! :whistle:

Conto de fadas à séria foi este caso:

http://www.publico.pt/Cultura/romance-i ... is-1519977

Andou comigo na faculdade e o homem desistiu de quase tudo pelas artes.
Escrevia peças e lá ia sobrevivendo com dificuldades pelo que os 25.000 euros de prémio que ganhou foram um balão de oxigénio no seu orçamento anual e felizmente permitem-lhe continuar a escrever e a actuar.

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Re: O teu Rosto Será o Último - João Ricardo Pedro

Postby Thanatos » 28 Aug 2012 18:35

urukai wrote:Relativamente ao JRP já acreditei mais em Fadas! :whistle:

Conto de fadas à séria foi este caso:

http://www.publico.pt/Cultura/romance-i ... is-1519977

Andou comigo na faculdade e o homem desistiu de quase tudo pelas artes.
Escrevia peças e lá ia sobrevivendo com dificuldades pelo que os 25.000 euros de prémio que ganhou foram um balão de oxigénio no seu orçamento anual e felizmente permitem-lhe continuar a escrever e a actuar.


Retirado na notícia do link acima:
Na acta do júri, presidido pelo escritor Vasco Graça Moura, a que a Lusa teve acesso, salientam-se “as qualidades de escrita reportadas à dureza de um universo infantil numa aldeia de Trás-os-Montes e à maneira como o estilo narrativo encontra uma sugestiva economia na expressão e comportamentos das personagens”.


Alguém me diz, sem rodriguinhos, o que raio quer aquilo dizer em concreto? :blink:
Não importa como, não importa quando, não importa onde, a culpa será sempre do T!

-- um membro qualquer do BBdE!

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Re: O teu Rosto Será o Último - João Ricardo Pedro

Postby Samwise » 28 Aug 2012 18:41

Thanatos wrote:Retirado na notícia do link acima:
Na acta do júri, presidido pelo escritor Vasco Graça Moura, a que a Lusa teve acesso, salientam-se “as qualidades de escrita reportadas à dureza de um universo infantil numa aldeia de Trás-os-Montes e à maneira como o estilo narrativo encontra uma sugestiva economia na expressão e comportamentos das personagens”.


Alguém me diz, sem rodriguinhos, o que raio quer aquilo dizer em concreto? :blink:


Numa interpretação assim à pressa, significa Dickens à portuguesa para a primeira parte da frase e um estilo que não é nem show nem tell para a segunda... :twisted:
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