1975 - O ano do Furacão Revolucionário - João Céu e Silva

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1975 - O ano do Furacão Revolucionário - João Céu e Silva

Postby pco69 » 27 Mar 2014 11:38

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Sinopse

Que sabem hoje os portugueses de 1975? Que recordam os mais velhos? Que é que esse ano diz (se ainda diz) aos mais jovens?

1975 é um ano que, observado à lupa, como acontece nestas páginas, continua a surpreender, tal é o curso desvairado dos acontecimentos num país em que o primeiro-ministro afirma que o resultado das eleições não é para respeitar, a direita defende que a revolução vá até ao absurdo, a esquerda não aceita ser apeada, e até o presidente da República considera que a marcha da revolução tomou uma aceleração que o povo não tem capacidade de absorver. Um país onde os oficiais das Forças Armadas e os líderes dos partidos combatem ferozmente na praça pública, as forças políticas de extrema-esquerda dão o braço às massas progressistas para instalar o Poder Popular e um Governo chega a fazer greve. É um processo revolucionário inédito na Europa, observado atentamente pelos vizinhos e pelo bloco soviético, manipulado pelos Estados Unidos, e com a intervenção de tropas cubanas em Angola.

1975 - O Ano do Furacão Revolucionário relata o dia-a-dia de um país à beira da guerra civil, recordando os factos históricos e as pequenas histórias que dividiram como nunca os portugueses.
Fenómenos desencadeantes de enfarte do miocárdio

Esforços físicos, stress psíquico, digestão de alimentos, coito, tempo frio, vento de frente e esforços a princípio da manhã.

Ou seja, é extremamente perigoso fazer sexo ao ar livre com vento de frente, após ter tomado o pequeno almoço numa manhã de inverno...

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Re: 1975 - O ano do Furacão Revolucionário - João Céu e Silv

Postby pco69 » 27 Mar 2014 11:53

O primeiro-ministro Vasco Gonçalves, em 8 de Abril de 1975, solta o temor que sente pelas eleições: “Não podemos perder por via eleitoral aquilo que tanto tem custado a ganhar ao povo português” - disse o chefe do IV Governo Provisório, durante uma conferência na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa


Não costumo escrever nos livros que leio, mas não resisti a fazer um comentário a este parágrafo:

A 16 [ julho de 1975] surge a resposta comunista [a uma manifestação do PS] «Controlo operário, dissolução da Constituinte já!»


nota) A 'Constituinte' foi a assembleia eleita nas primeiras eleições democráticas efectuadas a 25 de abril de 75, para gerar e votar a nova Constituição Portuguesa. Eleições essas, que, para choque tremendo de todos os partidos de esquerda e extrema esquerda, o PS ganhou com cerca de 37% e o PPD actual PSD, ficou em segundo.

E o que eu escrevi no tal livro, foi isto: "Em 40 anos, o PCP não aprendeu nem se modificou. Continua a colar cartazes a pedir a demissão do governo sem respeitar as decisões saídas de eleições". :gen068:
Fenómenos desencadeantes de enfarte do miocárdio

Esforços físicos, stress psíquico, digestão de alimentos, coito, tempo frio, vento de frente e esforços a princípio da manhã.

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Re: 1975 - O ano do Furacão Revolucionário - João Céu e Silv

Postby pco69 » 02 Apr 2014 09:07

Se me lembrar e apetecer, logo coloco aqui algo mais 'comentado' sobre o ano de 1975 e o periodo referido como PREC (Processo Revolucionário Em Curso), que foi substituido a partir de 25 de Novembro pelo PCC (Processo Constituinte em Curso). B)

O autor varreu praticamente todos os dias do ano de 1975 analisando os jornais (basicamente a primeira página) de vários jornais diários. Com isso e com o distanciamento de quase 40 anos (a edição do livro é de 2013), a visão é muito mais a 'frio', pelo que se podem tirar algumas conclusões. Ou pelo menos, eu posso. :P

Otelo estava mais à esquerda do que o PCP.
O PCP não aprendeu nada em 40 anos de democracia.
A reforma agrária (ocupação de herdades de forma quase indiscriminada) não foi feita pelo PCP mas sim pelo povo e o PCP e remanescentes partidos foram de arrasto.
Nessa época, todos os partidos eram por um Socialismo do Povo (a chamada 'fruta da época). Desde a extrema esquerda até ao partido posicionado mais á direita que aodpta o nome de 'Centro' (CDS).
Uma guerra cívil foi evitada por relativamente pouco.
:pipoca:
Fenómenos desencadeantes de enfarte do miocárdio

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