O Delfim (José Cardoso Pires)

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O Delfim (José Cardoso Pires)

Postby Bugman » 13 Nov 2009 02:05

José Cardoso Pires (JCP) é um autor que nos cativa pela sua simplicidade, daquela que se usa para explicar coisas complexas de uma forma que elas parecem quase naturais. "O Delfim" é um exemplo acabado dessa forma de escrever.

O romance é todo ele narrado na primeira pessoa e relata a véspera do início da época de caça na localidade da Gafeira, no longínquo ano de 1966. Este narrador vai, ao longo deste dia rever o último ano na pacata localidade. O desaparecimento do último dos Palma Bravo, a morte da sua esposa e do criado manco e tudo o que isso provocou na vida da aldeia.

A viagem que somos levados a efectuar é essencialmente uma viagem ao Portugal das aldeias na segunda metade do século XX e é aí mesmo que JCP nos surpreende. Ele é mais um dos habitantes, um caçador que retorna para a época da caça, e coloca-nos bem no centro da aldeia. Não só por toda a narração ser efectuada a partir do centro da vila, mas essencialmente porque ele se move, ao longo da narrativa, entre a aldeia e o principal foco de conversa, e principal atracção, a Lagoa. A linguagem que para isso se usa é a linguagem simples dos homens da aldeia. Uma linguagem que não deixa espaço para segundas interpretações, de homens rudes e que não foram contaminados com a boa educação. Isso faz com que cada personagem seja único, quer o Regedor, o típico indíviduo a quem a providência achou por bem colocar num posto em que se sente importante, os párocos e as suas disparidades etárias, o senhor Engenheiro, com o seu largo acesso à cultura e vida da alta sociedade e os velhos-de-um-só-dente que por aí proliferam, fonte infindável de notícias, todas elas alteradas a preceito de uma imaginação fértil.

Um ano numa noite, esse é o resumo de "O Delfim". A forma como JCP o faz é desnorteante. Pouco mais de duas centenas de páginas que passaram a voar, sempre à procura do que se passou a seguir, apresentadas da forma simples com que se lê um relatório de polícia, com factos nús e crús apresentados, com lampejos de vox populi (algum latinista que corrija isto :wink: ) a servirem de vírgulas e relatados lentamente mas com transições estonteantes que deixam o leitor abananado e com necessidade de parar para pensar.
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Re: O Delfim

Postby Samwise » 13 Nov 2009 11:14

Uma das características que gosto muito no Cardoso Pires é a habilidade com quem intercala os pensamentos próprios do narrador com a historia que está a contar, alternando entre o registo da memória (que recorda o passado e fala de terceiras pessoas) e a narração do tempo presente (que diz respeito à realidade que ele está a viver). Isto passa-se no Delfim, e passa-se também no Balada da Praia do Cães e no Lavagante.

Este "formato" narrativo traz-nos o calor da presença do "contador" para perto de nós, como se estivéssemos a ouvir a história da boca dele (em vez de ser através da leitura). No caso do Delfim, e porque é mesmo na primeira pessoa que está narrado, há quase uma familiaridade que estabelecemos com o caçador; as memórias que ele narra são como histórias que ouvimos fascinados.

A outra coisa que gosto muito na escrita do autor é a habilidade graciosa com que escreve as frases, mesmo que neste Delfim encontremos alguma rudeza e simplicidade em muitos trechos, fruto da apropriação dos hábitos dos habitantes da vila que é descrita.
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Re: O Delfim

Postby pageHunter » 23 Jun 2011 11:47

Terminei de ler o Delfim a noite passada.

A fórmula aplicada pelo autor nesta obra é em muito idêntica à Balada da Praia dos Cães, (minha opinião aqui).

Não gostei deste livro por aí além, e tenho pena, porque tinha boas expectativas para este autor.

As qualidades que apreciei na Balada da Praia dos Cães existem todas neste livro, talvez a um nível ligeiramente inferior, é certo, mas ainda assim gostei da escrita do JCP, o ponto alto do livro, claramente. Uma prosa deliciosa, que nos transporta pelo espaço e pelo tempo sem darmos por ela, uma escrita riquíssima e apetrechada de figuras de estilo, como mandam as regras. O narrador quase que fala connosco através das palavras, transmite a ideia de que existe uma relação de proximidade com o leitor. Com recurso às palavras descreve categóricamente a sociedade rural portuguesa dos anos 60. A descrição do espaço, em especial da lagoa é soberba.

Se eu julgasse este livro pelas palavras e pelas descrições seria um livro bastante mais valioso para mim. No entanto a minha visão da literatura, em especial a literatura de ficção, é a procura de histórias que nos transportem da realidade para novos mundos. Este livro cria com mestria o tal mundo ficcional, Portugal nos anos 60, mas falta uma história que nos motive a "ficar por lá". No caso da Balada da Praia dos Cães referi que a história era muito pobrezinha, parada, paradinha, sem qualquer tipo de twist ou elemento motivador para além do "desembrulhar" faseado de pequenos pormenores que a compoẽm. Neste livro passa-se a mesma coisa, quando o caçador chega à aldeia é-lhe revelada uma tragédia que acontece na casa dos Palma Bravo, junto da Lagoa, e durante todo o livro deambulamos entre a realidade e as recordações do autor, com revelações faseadas sobre o que realmente aconteceu até ao final, altura em que tudo faz sentido.

Não é esta a forma de contar histórias que mais aprecio. Reconheço o valor deste escritor na sua forma de escrever, na sua capacidade de descrever o espaço e as pessoas, e na sua forma de contar uma história, "à sua maneira", que não aprecio particularmente.

Ainda assim atribuo a classificação de 5/10 a este livro.
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Re: O Delfim

Postby pageHunter » 23 Jun 2011 11:49

Já agora, como sei que muita gente deste fórum leu este livro, porque não deslocar este tópico para a secção de opiniões da letra P onde chamaria mais a atenção para possíveis discussões?

Algum administrador me faria esse favor? :blush:

(podem apagar este post)
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Re: O Delfim

Postby Lady Entropy » 23 Jun 2011 12:53

pageHunter wrote:Já agora, como sei que muita gente deste fórum leu este livro, porque não deslocar este tópico para a secção de opiniões da letra P onde chamaria mais a atenção para possíveis discussões?

Algum administrador me faria esse favor? :blush:

(podem apagar este post)


Geralmente fazemos sempre isso mal alguém usa um thread antigo. Desta vez nem tive tempo :D

E não, o teu post fica porque é fofinho...
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Re: O Delfim (José Cardoso Pires)

Postby npipas » 23 Jun 2011 15:43

Meu caro Pagehunter, sou obrigado a discordar contigo :P , pessoalmente adorei este livro, inclusivé achei-o bem melhor que a "Balada da Praia dos Cães", mas pronto a literatura é isto mesmo e os livros que para uns são maus para outros são bons ;)
Abraço
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Re: O Delfim (José Cardoso Pires)

Postby pageHunter » 24 Jun 2011 00:44

npipas wrote:Meu caro Pagehunter, sou obrigado a discordar contigo :P , pessoalmente adorei este livro, inclusivé achei-o bem melhor que a "Balada da Praia dos Cães", mas pronto a literatura é isto mesmo e os livros que para uns são maus para outros são bons ;)
Abraço
Pipas :cheers:

Claro, os gostos não se discutem :tu:

Eu próprio reconheço bastante mérito ao autor deste livro, apesar de não ter sido um livro do qual tenha gostado particularmente. Para além disso por vezes a nossa opinião sobre os livros depende do estado de espírito com que os lemos, e neste caso confesso que a minha atenção nas últimas semanas tem estado pouco focado nas leituras (mudei de residência e tem sido o cabo dos trabalhos :blush: )
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Re: O Delfim (José Cardoso Pires)

Postby Bugman » 27 Jun 2011 12:58

Eu sou obrigado a discordar de todos! :P

Acho que as comparações com a Balada deviam parar no nome do autor. Pronto, podem-se estender até à época, mas acho que dificilmente podem ir mais longe.

Dificilmente podem ir mais longe pelo próprio registo que o autor escolhe. Na Balada estamos perante um policial de linha dura, há factos, há raciocínios, há crime provado. N' O Delfim tudo isso não está lá, mesmo que ao leitor possa parecer.

Nesta obra o que se verifica é a vox populi quem dita os factos, quem condena, quem raciocina. Nesse aspecto, há um enredo intrigante sobre o que se passou na Lagoa e somos, na pessoa do narrador, levados aos acontecimentos passados um ano antes para podermos com isso criar uma imagem. É simultaneamente um Portugal imaginário, nas pessoas, mas real, no local e nos comportamentos. É simultaneamente uma ficção (ao contrário da Balada) que acontece diariamente ainda hoje. Nesse captar do mundo há muita magia. Muita mais do que a necessárias para romantizar factos.

Admito que a Balada é um pedaço de literatura muito mais entretecedor, mas as camadas e a profundidade d' O Delfim estão longe de se gastar no reduzido volume com que se apresenta.
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Re: O Delfim (José Cardoso Pires)

Postby npipas » 27 Jun 2011 15:27

Bug és o maior!!!! :bow:
Rendo-me - acho que fizeste a melhor descrição dos livros do JCP que li até agora. :tu:
Naturalmente que "A Balada..." e o "Delfim" são livros totalmente diferentes, e muito dificilmente se pode dizer que um é melhor que o outro ou vice versa.
Eu talvez tenha gostado mais do "Delfim" devido às muitas pontas soltas que há na estória e que nos obrigam a pensar e a imaginar o que realmente aconteceu, gosto também do retrato do Portugal profundo, quase feudal que ainda existia nos anos 60 do século passado, a mesquinhez das pessoas, as intrigas, o "diz que disse", ou seja o verdadeiro país (que ainda hoje existe).
O JCP é exíguo a fazer esse tipo de retrato social, acho que actualmente só o ALA é que continua a retratar tão bem esse lado tão português.

Pipas :cheers:

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Re: O Delfim (José Cardoso Pires)

Postby Bugman » 25 Aug 2014 12:51

Samwise wrote:
Bugman wrote:O Delfim. Neste último, apesar de serem observações, há toda uma dimensão de retrato social, um relato quase pedagógico (quase que arrisco falar em juízo moral) que está ausente do primeiro e que atribui à obra camadas e camadas para serem exploradas.


Assim à distância, penso que esse retrato social (e respectivo juízo moral) também tem forte presença n'A Balada, mas com uma perspectiva assim como que apontada ao regime...


Enquanto que o retrato social é inerente a ambas as obras, acho que o objectivo moralista é muito mais acentuado n' O Delfim. Na Balada esse fundo crítico é deixado ao critério do leitor, ou seja, é fácil ler-se a Balada enquanto um policial, sem qualquer ramificação. Tire-se o nome de Lisboa, para Boalis, a PIDE para a Secreta etc, etc, e o romance em si não perde nada. Já o mesmo exercício aplicado ao Delfim retira e muito do fundo da obra. Ou seja, a caracterização de um Portugal de Doutores e Engenheiros e de quarta classe, uma vida boémia na cidade e de trabalho árduo no campo, de herdades vedadas, de aparências e de segredos de polichinelo é muito mais o fundo (e quiçá o objectivo) d' O Delfim do que da Balada.
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Re: O Delfim (José Cardoso Pires)

Postby Samwise » 25 Aug 2014 13:56

Talvez, talvez - não consigo dar uma opinião fundamentada neste momento, mas creio que por essa perspectiva ias gostar bastante de ler o Alexandra Alpha, em que os hábitos/calsses sociais são também dissecados de uma forma acutilante sem que com isso se perca a naturalidade da prosa e dos diálogos (aliás, grande parte da força da escrita do JCP reside precisamente aí, penso).
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Re: O Delfim (José Cardoso Pires)

Postby Samwise » 25 Aug 2014 13:58

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Re: O Delfim (José Cardoso Pires)

Postby Bugman » 26 Aug 2014 14:58



Quando fala de política o Henrique é um escarro, mas a falar do Benfica, de livros e de filmes é um senhor! ;)

Desse texto retiro isto:
Henrique Raposo wrote:Noutros livros, encontrei obviamente muitas passagens brilhantes, porque Cardoso Pires domina, entre outras coisas, a arte do diálogo - coisa rara na ficção portuguesa. Além disso, ele define personagens com pontaria de Guilherme Tell. Bastam duas ou três setas para a personagem cardosopirista entrar na nossa cabeça já completamente formada.


Aqui está a essência da escrita de Cardoso Pires. Frases simples, mas não simplórias e diálogos que podiam estar a acontecer ao nosso lado. Depois disto pouco se pode acrescentar.
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