Pessoas como nós - Margarida Rebelo Pinto

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acrisalves
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Pessoas como nós - Margarida Rebelo Pinto

Postby acrisalves » 10 May 2005 19:17

Pessoas como nós

Editora: Oficina do Livro
Ano de edição: 2005
Encadernação: Brochado

Sinopse:
Nem todos os homens têm coraçăo, mas há mulheres que também năo. O que pode separar duas irmăs? Como se perde uma grande amizade? Três mulheres entregues à solidăo contam a sua história e acabam por revelar os segredos mais surpreendentes. Maria do Carmo năo é o que parece, Verónica descobre o impensável e Julieta carrega a culpa de um violento e sórdido trauma. Afinal, todas as pessoas săo normais até as conhecermos melhor.

Noticia

Nunca tive a pretensão de fazer livros extraordinários

Uma vez disse que sentia que poderia ser muito melhor escritora se não fosse tão preguiçosa…
Ah, mas é que agora já não sou preguiçosa. Não sei se sou melhor escritora, mas a preguiça já foi.

E o sonho de ser uma "escritora de primeira linha", o que significa isso?
Ah, isso não é um sonho… Fiquei um bocadinho entristecida quando percebi que as pessoas não me levavam a sério.

Que pessoas, os críticos?
Não só os críticos, mas a partir dos críticos houve uma série de pessoas que seguindo os críticos, não conhecendo ou conhecendo muito mal os meus livros, os rotularam e os puseram num determinado patamar.

Isso magoou-a?
Entristeceu-me um bocado. Neste momento tenho uma obra consistente. Não preciso de o dizer, acho que se vê. Não é um livro que faz um escritor. O que faz um escritor é uma obra e uma obra demora dezenas de anos a criar. Tive o estigma das vendas que desviou a atenção das pessoas do conteúdo dos meus livros. Esse conteúdo, fosse bom ou mau, era automaticamente relegado para segundo plano. Nunca tive a pretensão de fazer livros extraordinários. Sei que a obra de qualquer autor é irregular. Há livros melhores, livros piores, livros que se repetem, livros que saem completamente da linha de escrita. Não há regras.

Alguma vez concordou com uma crítica negativa a um livro seu?
Concordei quando a Luísa Mellid--Franco disse que eu era um desperdício de talento. Ela devia estar à espera que eu fizesse um romance de fôlego e eu ainda não o tinha feito.

Isso significa que este…
... É um romance de fôlego. Não tenho dúvidas quanto a isso.

Falta menos de uma semana para o pôr à prova. Como é que vive estes momentos?
Fico sempre muito feliz quando o livro me chega às mãos. Porque a capa é bonita, porque gosto de lhe tocar. Namoro, vou almoçar com uma amiga ou com um amigo e abro uma garrafa de vinho. Neste momento o livro já não é meu. Há uma sensação de libertação e de dever cumprido. Quis escrever uma história sobre isto, quis este registo, quis usar este tom de narrativa, provar esta ideia ou este conceito, quis resolver este problema e ele está aqui, está feito. Sou muito espartana. Se não tenho o dever cumprido… Por isso é que digo que já não sou preguiçosa porque não me permito ser preguiçosa. Tenho um filho de nove anos que hoje me disse "A mãe não é uma máquina, convença-se disso."

Não receia, por exemplo, ver como é que os críticos vão receber o livro?
Não. Há um mito muito engraçado à minha volta que é o de dizer que os críticos dizem mal. Só houve um ou dois que, pontualmente, fizeram comentários menos simpáticos. Há críticos que sempre perceberam o que ando cá a fazer. O João Lopes sempre percebeu. A Luísa Mellid-Franco, no Sei Lá, disse uma coisa fundamental para a minha obra. Disse que eu fazia muito bem o jogo de espelhos. Tem toda a razão. O meu forte quando escrevo uma história é criar o espelho ao infinito. Ou seja, as personagens estão sempre a ver-se ao espelho e sempre a ser vistas pelos outros, que, por sua vez, também estão sempre a ver-se ao espelho. Os livros também são um processo catártico e terapêutico.

Notícia retirada de http://dn.sapo.pt/2005/05/10/artes/nunca_tive_a_pretensao_fazer_livros_.html

Apesar de não apreciar os livros desta autora, aqui fica o lançamento do livro e a notícia que saiu no DN

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Re: Pessoas como nós

Postby Thanatos » 10 May 2005 19:32

E tive hoje mesmo com o encarte publicitário na mão... isto há com cada coincidência. Só decidi não dar a notícia aqui por medo de represálias do CAMP (Clube anti-Margarida Pinto).
Não importa como, não importa quando, não importa onde, a culpa será sempre do T!

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Re: Pessoas como nós

Postby acrisalves » 10 May 2005 19:40

Thanatos wrote: E tive hoje mesmo com o encarte publicitário na mão... isto há com cada coincidência. Só decidi não dar a notícia aqui por medo de represálias do CAMP (Clube anti-Margarida Pinto).

E eu sou um pouco CAMP - mas como podem existir interessados.... (Se soubessem o que quer dizer CAMP em ciencia... ate me assustei antes de ler o que estava entre parêntisis - nada de muito assustador... adenosina monofosfato cíclica)

Eu recebi o primeiro capítulo juntamente com o jornal ontem... e por acaso hoje fui ao site do DN e vi lá a entrevista...

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Re: Pessoas como nós

Postby Archie » 10 May 2005 19:47

Só uma pequena pergunta off-topic.

Thanatos, como é que tu arranjas tantos livros? Compras? Oferecem-te? Trabalhas em alguma área ligada à literatura?

És livre de não responder mas o teu título de Super Moderador está em risco...

MUAHAHAHAHAHAHAHHAHA!
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Re: Pessoas como nós

Postby Cerridwen » 10 May 2005 19:49

Eu sou uma autêntica CAMP, não suporto os livros de Margarida Rebelo Pinto (não sei se houveram melhoras em termos de qualidade, neste livro, mas nem tenho vontade de verificar.... ). :unsure:

Mas por mim, podem colocar o que quiserem acerca da escritora ou das suas obras, aqui no fórum, que eu não me importo. :angel:

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Re: Pessoas como nós

Postby Thanatos » 10 May 2005 19:53

Archie wrote: Só uma pequena pergunta off-topic.

Thanatos, como é que tu arranjas tantos livros? Compras? Oferecem-te? Trabalhas em alguma área ligada à literatura?

Eu posso responder mas depois tenho de te matar. :twisted:

Opá eu tive na mão foi um encarte publicitário, um mini chapbook com toda aquela treta que está no site do DN e mais uma série de «críticas» (todas a dizer bem, pois claro). O livro esse nem o vi.

Quanto à pergunta inicial, é simples. Não tenho vícios caros, tipo fumar cigarros Ivo Ferreira, beber uísques de 25 anos ou ir prá nite lisboeta, a casa sai-me barata e o carro está pago pelo que os meus rendimentos vão directo para música, cinema e livros. It's that easy.

:angel: adenosina monofosfato cíclica :whistle: hummm vou... tentar... não... rir. :twisted:
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