Série Honor Harrington - David Webber

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pco69
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Série Honor Harrington - David Webber

Postby pco69 » 11 Jun 2012 10:52

Decidi acabar por criar um tópico para botar as minas baboseiras sobre a série :P
Copiei para aqui, o posts que tinha colocado no tópico 'o que estás a ler'.

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Ultimamente tenho andado pelo universo da Honor Harrington. Uma gaja boa em todos os sentidos. É uma excelente capitã de nave de guerra e é bela, mas não sabe que é, até que os outros insistem que é mesmo...

Série Honor Harrington (publicada) do David Webber,
viewtopic.php?f=55&t=529&p=123376&hilit=honor#p123376

Já despachei os "On Basilisk Station" e "The Honor of the Queen", onde a heroina de serviço, com uma nave de guerra umas quantas vezes menos potente que os adversários, consegue, à custa da sua capacidade táctica e de liderança, levar essas outras naves de vencida. E para já, cada vez que termina um livro, a sua nave está tão danificada que ela tem de passar para outra. Naturalmente mais potente e poderosa.

Estou no ponto culminante do "The Short Victorious War", onde a esquadra dos bons, sériamente diminuida devido à incompetência do almirante lá da zona, se prepara para enfrentar uma esquadra inimiga de naves muito maiores e poderosas....e naturalmente em maior quantidade

O autor agradece no prefácio do primeiro livro a C. S. Forester, o autor da série Horatio Hornblower e que por sua vez, este já se tinha inspirado na figura do almirante Nelson. Quem lê os livros da série Honor Harrington (note-se as iniciais relativamente às Horatio Hornblower ), sente que está quase a ler um livro da série de Forester. E isso não é negativo.

Uma boa série para passar um excelente tempo

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Continuo no mesmo universo. Estou neste momento no 5 livro. E estou a encontrar uma grande série de pontos de contacto entre esta série e a série Vorkosigan Saga (viewtopic.php?f=153&t=11906&p=119207&hilit=vorkosigan#p119207)

Começa por uma curiosidade: A saga Vorkosigan tem um homem como herói e é escrito por uma mulher. A série Honor tem uma mulher como heroína e é escrita por um homem
Ambas se passam no espaço duhhh , tem gravidade artificial nas suas naves e estações espaciais, têm um planeta com um ambiente muito adverso que precisa de cúpulas que cubram as cidades e terrenos agrícolas para os proteger. Têm uma sociedade algo retrógrada que tem que aceitar; no caso de Miles Vorkosigan, um defeito físico que poucos anos antes levaria a que a criança tivesse de ser morta à nascença; no caso de Honor, uma sociedade teocrática em que as mulheres são subordinadas aos homens. Em ambos os casos, as elevadas capacidades dos protagonistas fazem com que as sociedades se modifiquem. Não sem alguns combates à mistura

Passando isso à frente, a série deu uma pequena volta. No 3 primeiros livros assistimos à evolução fulgurante da carreira da Honor passando sempre para naves maiores que a anterior. Mas no 4 livro, devido a uma guerra sua pessoal, é desmobilizada da 'marinha' real e refugia-se num planeta que tinha salvo anteriormente. Mas esse planeta necessita dela e das suas capacidades.
Vê-se assim promovida de simples capitã a almirante da esquadra desse planeta.

Estou quase a assistir ao ataque dos maus contra esse pequeno planetazinho desprotegido

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No Honorverse, temos agora uma revolução num determinado império (o dos maus), em que o autor se baseou em duas revoluções Europeias. A Francêsa e a Russa. Temos naves espaciais, em que em cada uma ,viaja um Comissário do Povo. Para vigiar e controlar o egualitarismo . E os oficiais (e não só) tem de tratar toda a gente por 'Cidadão'..
É Cidadão Alimrante para a aqui e Cidadão Astrogador para ali...

Nota) No planeta onde a Honor está, a musica comum é baseada num antigo estilo importado da Terra... Country & Western

Ah... e estou no quinto volume e a Honor está quase a ser desafiada para um duelo de espadas

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E terminado o 5 volume, saltei para uma coisa diferente. O 6º volume :D

Deve ser um arquétipo qualquer dos herois. Sempre em inferioridade numérica, sempre a terem a razão contra os adversários. Os adversários são sempre tradicionalistas e retrógados enquanto que o herói é sempre prefrentex e assim é que é bom

E não se tem um bom livro de FC sem um duelo de espadas
O mau lá do sítio, desafia-a para o 'julgamento de Deus' ao belo estilo medieval. Quem ganhar o combate de espadas, é porque Deus achou que era quem tinha a razão

Claro que o mau é bom espadachim, mas apenas de salão. E a heroina, sendo quem é, está habituada a lutar pela vida e não em meros duelos estilisticos. Logo, dá cabo dele em duas simples espadeiradas. Uma para o atingir no corpo e a segunda, naturalmente par lhe decapitar a cabeça

Bom. No 6º livro, a mulher retorna à marinha naval de onde partiu e novamente irá ser encarregue de uma missão desesperada ionde parte para enfrentar inimigos mais numeros e mais bem armados.
Onde é que eu já li isto?

A questão é simples!
Quando estamos com mais do mesmo, não temos de pensar!
E isso, de vez em quando, é muito relaxante.

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Vou calmamente no volume 9. Nestes últimos volumes, o autor “entra” com muita densidade nas mentes de vários personagens secundários à trama. Sejam eles do lado dos bons (Manticore) sejam mesmo eles do lado dos maus (Haven). E com isso, para além duma Space Opera com dezenas de batalhas entre naves pequenas, médias e grandes, também descreve dois regimes políticos bem antagónicos. ;)

Space Opera ou não, as sua bases, são dois períodos bem delimitados da história terrestes (leia-se, humana). Um dos períodos é a revolução francesa de 1789, o período de terror que se lhe seguiu e a sua consequência directa que foram as guerras napoleónicas.

O outro ponto é a revolução soviética de 1919 e o período comunista.

A revolução francesa nota-se enormemente no tratamento igualitário que é adoptado no lado dos maus. Todos se devem tratar por ‘cidadão’. Ou seja, cidadão almirante para aqui, cidadão secretário para ali, cidadão comandante, etc… e quem não seguir essa regra é um inimigo do povo e como tal, um perigoso reacionário e como tal, detido pelos serviços de segurança. Também se nota pelo período de terror. A cúpula resultante da revolução que se deu em Haven, adopta uma politica de remover todos os chefes militares que remotamente pudessem ser ligados ao antigo regime. E isso possibilita a ascenção meteórica de outros chefes militares.

A revolução soviética por outro lado, nota-se na colocação de comissários políticos em cada uma das naves para que o ‘povo’ possa controlar os seus militares. Ou seja, as decisões dos comandantes militares, poderiam ser contrariadas pelos seus comissários políticos. Já agora, imaginem a decisão de um comandante de entrar (ou não) em combate e o seu comissário politico (que anteriormente era um sapateiro), decidir o contrário! Ou não decidir nada e depois no relatório que fizer, dizer o que lhe apetecer relativamente à acção adoptada. :mrgreen:

E nota-se também na descrição económica que o autor faz das duas economias em guerra. A dos bons, é uma economia de mercado, descentralizada. A dos maus é uma economia centralizada e que ‘beneficia’ o povo.

Quer dizer. É uma defesa do tipo de economia americana um bocado descarada demais. Bem que o autor podia disfarçar um pouco. :rolleyes:

Em relação à heroína da coisa, foi capturada pelos seus inimigos e agora está a preparar uma fuga audaciosa. :mrgreen:
Fenómenos desencadeantes de enfarte do miocárdio

Esforços físicos, stress psíquico, digestão de alimentos, coito, tempo frio, vento de frente e esforços a princípio da manhã.

Ou seja, é extremamente perigoso fazer sexo ao ar livre com vento de frente, após ter tomado o pequeno almoço numa manhã de inverno...

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