Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa

Todos os lançamentos e opiniões cuja categorização não caiba nos sub-fórums alfabéticos permanecem aqui.
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Bugman
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Re: Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa

Postby Bugman » 18 Nov 2011 01:00

É um torneio de judo em Amsterdão. Também há lá homens em tronco nu e abraçados!...
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Ao mesmo tempo que ali estava tudo igual, não estava você lá, não está teu passado, não está nada. Quer dizer: só você sabe que esteve ali. A parede, os prédios, não guardam a gente. Nós só nos guardamos a nós mesmos. Só valemos nós connosco. Fora daí é literatura, é poesia, é arte. Ferreira Gullar
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Re: Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa

Postby Samwise » 18 Nov 2011 01:06

Bugman wrote:19 de novembro vou ver mulheres suadas a rebolarem no chão peço desculpa...


Eu sei que aqui pelo fórum se permite, e frequentemente se encoraja, o off-topic, mas isto não é off-topic, é off-planet. :rotfl:

Ora estávamos a falar da "Antologia Pulp" e dos "Anos de Ouro" e tal, e passámos subitamente para um enigmático e quase libidinoso "vou ver mulheres suadas a rebolarem no chão", logo seguido de um pedido desculpas. :mrgreen:

Agora que sei que se trata judo, regressei por momentos ao planeta terra e ao tipo que nos aponta o revolver fumegante da janela do Taxi, mas ainda estou a pensar vagamente no sub-mundo de Amesterdão... :P
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Re: Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa

Postby Bugman » 18 Nov 2011 10:52

Samwise wrote:
Bugman wrote:19 de novembro vou ver mulheres suadas a rebolarem no chão peço desculpa...


Eu sei que aqui pelo fórum se permite, e frequentemente se encoraja, o off-topic, mas isto não é off-topic, é off-planet. :rotfl:

Ora estávamos a falar da "Antologia Pulp" e dos "Anos de Ouro" e tal, e passámos subitamente para um enigmático e quase libidinoso "vou ver mulheres suadas a rebolarem no chão", logo seguido de um pedido desculpas. :mrgreen:

Agora que sei que se trata judo, regressei por momentos ao planeta terra e ao tipo que nos aponta o revolver fumegante da janela do Taxi, mas ainda estou a pensar vagamente no sub-mundo de Amesterdão... :P


Mencionar no mesmo texto a palavra "libidinoso" e "revolver fumegante" pode levar para outro tipo de antologias. Mas isto é só o tipo off-planet a falar! :whistle:
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Re: Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa

Postby Sharky » 20 Nov 2011 12:18

Uma entrevista ao organizador Luís Filipe Silva sobre os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa ;)

http://camaraclara.rtp.pt/#/agenda/45/1320714061/

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Re: Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa

Postby Thanatos » 20 Nov 2011 14:54

Sharky wrote:Uma entrevista ao organizador Luís Filipe Silva sobre os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa ;)

http://camaraclara.rtp.pt/#/agenda/45/1320714061/



Já andava lá pela página 3 deste tópico. ;) Andas distraído com o Kindle.
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Re: Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa

Postby pco69 » 18 Jan 2012 11:33

http://p3.publico.pt/cultura/livros/197 ... a-ter-sido

A "pulp fiction" portuguesa tal como ela poderia ter sido
“Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa” é a evocação de “um passado glorioso que merecíamos ter tido”. A brincadeira que engana muitos leitores é de Luís Filipe Silva
Texto de Ana Maria Henriques • 17/01/2012 - 19:35

Gosta de ficção científica e um dia teve uma ideia para uma colectânea de literatura popular (ou de cordel) nacional — ou, por outras palavras, "pulp fiction" à portuguesa. Mas atenção, esta não é uma colectânea convencional. É tudo ficção, avisa Luís Filipe Silva, para início de conversa. Uma espécie de história revisitada, portanto. Passamos a explicar.

A intenção foi clara desde o início do projecto, que no total ocupou quatro anos: “Elogiar, evocar o espírito da 'pulp'”, resume Luís, para quem estas histórias não tinham aspirações literárias, com uma ficção “normalmente má”. Mas, como em tudo, existem excepções — “sagas memoráveis, cheias de aventuras entusiasmantes em cenários maravilhosos” — que se destacam e ficam na memória (“Tarzan”, “Zorro”, “O Sombra”).

O filme de Quentin Tarantino já tinha procurado “elogiar a 'pulp fiction' enquanto género literário, à semelhança de alguma banda desenhada”, mas Luís Filipe Silva quis transportar essa homenagem para o panorama português, evocando “um passado glorioso que merecíamos ter tido”.

Realidade "versus" ficção

“Nada melhor do que, a partir de um concurso literário, ‘inventar’ uma 'pulp fiction' portuguesa para os apresentar. Criar autores e biografias e uma história do género ficcional, com heróis e um dinamismo literário que, efectivamente, não tivemos”. Tudo para provar que teria sido possível, “de forma legítima, que super heróis e aventureiros percorressem as ruas de Lisboa”.

E foi isso mesmo que Luís Filipe Silva se propôs conseguir. Trabalhando em equipa, organizou a escrita de 13 biografias de autores fictícios, responsáveis pelos 13 contos, alegadamente editados em 13 publicações distintas. Algumas “fizeram história”, como a “Mundo de Aventuras”, outras não existiram — “a não ser, talvez, numa realidade alternativa”.

O verdadeiro nome dos autores das histórias encontra-se oculto e disperso pelo livro, “normalmente nas próprias biografias”, revela Luís, que teve nas mãos o poder de imaginar e articular os detalhes destas, bem como os textos de enquadramento “histórico” e a introdução geral, num trabalho de reconstrução histórica.

Para tal contou com o auxílio de um segundo Luís, o editor Luís Corte Real, da Saída de Emergência, que encetou uma recriação gráfica. Vasculhou em dezenas de revistas da época à procura de “ilustrações, feitios, formatos, anúncios, para ‘envelhecer’ os contos e apresentá-los com a imagem e a sensação da verdadeira 'pulp'” - já percebemos, assim, a formatação a duas colunas, as fontes distintas e as figuras que povoam a maior parte de “Os Anos de Ouro”.

O primeiro Luís deixa um desafio ao leitor: “Descobrir o que é real e o que não é, esperando que, no processo, venha a encontrar a boa ficção popular que se veio publicando por cá nas últimas décadas”. Do herói “de queixo quadrado a salvar eternamente a donzela frágil” já não se livra.

Fenómenos desencadeantes de enfarte do miocárdio

Esforços físicos, stress psíquico, digestão de alimentos, coito, tempo frio, vento de frente e esforços a princípio da manhã.

Ou seja, é extremamente perigoso fazer sexo ao ar livre com vento de frente, após ter tomado o pequeno almoço numa manhã de inverno...

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Re: Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa

Postby Thanatos » 08 Feb 2012 21:48

Ando a ler nas horas vagas (indubitavelmente as melhores para ler :P ) e, ou ando muito exigente, ou apanhou-me em má altura, mas até agora tem sido sofrível. Sofrível porque padece de todos os males da pulp fiction sem nenhuma das suas redenções.

A nível de entretenimento tem sido um zero absoluto.

Além disso a ideia de emular uma pulp fiction que nunca existiu é um conceito engraçado mas que precisava de maior mestria por parte dos emuladores. Assim como está é uma pálida imagem de algo que já no seu estado puro era descartável mas que colmatava tal falha com a destilação em estado puro do sense of wonder. Assim a ideia do conceito feita matéria torna-se bizarra porquanto espúria de todo e qualquer sentido, seja de entretenimento, seja de conceptualização.

Também não ajuda muito que ande a ler paralelamente o último King. E quando eu considero que este novo King tem estado também ele muitos furos abaixo da sua mediana penso que é dizer quase tudo.
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Re: Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa

Postby Anibunny » 08 Feb 2012 23:32

Eu achei três contos muito bons, o primeiro fraquinho e aquele da censura também foi kinda meh, mas comparado com o que foi publicado de fantasia em 2011!

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Re: Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa

Postby Thanatos » 09 Feb 2012 09:16

Anibunny wrote:Eu achei três contos muito bons, o primeiro fraquinho e aquele da censura também foi kinda meh, mas comparado com o que foi publicado de fantasia em 2011!


Vendida! :devil:
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Re: Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa

Postby Anibunny » 09 Feb 2012 11:17

Não sejas rabuja! ;) A minha crítica foi do fundo do coração! Ah o design é uma merda, houve contos que tive que fazer um esforço enorme para entender o que estava lá escrito -.-"


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