Menina e Moça, Bernardim Ribeiro [Em desenvolvimento]

camorim
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Menina e Moça, Bernardim Ribeiro [Em desenvolvimento]

Postby camorim » 24 Feb 2015 11:24

Esta obra de Bernardim Ribeiro (1482-1552) coloca desafios quanto à selecção do melhor texto base, porque trata-se de uma obra inacabada e só com edições póstumas.
Existem duas versões, a de Ferrara 1552, e a de Évora, 1557, que foram tomadas como textos base em edições posteriores com mais ou menos alterações.
Parece ser mais ou menos consensual entre investigadores que a versão de Ferrara é a melhor base, ainda que a de Évora tenha sido bastante popular.

Fizemos um apanhado do que temos notícia com breve descritivo.

1554 - Ferrara (1ª edição) Refere “mãe", não tem organização em capítulos, apontada como incompleta, mas provavelmente mais próxima da versão inacabada do autor. Digitalização BN disponível.
1557 - Évora (2ª edição - André de Burgos) Refere “pai", divisão visual em capítulos. Digitalização BN disponível.
1916 - Texto no Projecto Gutenberg (Delfim Guimarães) Responsável fala em versão de pendor mais popular. Organização em capítulos. Possui só 1ª parte, história de Aónia e Binmarder. Os nomes das personagens, por ex. Bimarder para a Binmarder. O próprio Delfim Guimarães afirma ter feito actualizações de termos caídos em desuso...
1947 - Edição crítica (D.E. Grokenberg) Segue a versão e Ferrara, considerada na boa linha, mas insuficiente.
1984 - Edição escolar (Maria Alzira Seixo, Col. Textos Literários, Editora Comunicação) Fixa texto
1990 - Tese (Aida Santos) Fala da divergência entre versões que chega nalguns casos a criar incoerências, e refere a impossibilidade de determinar uma versão fidedigna
2008 - Edição crítica (José Carrasco González, Angelus Novus) Com base na de Ferrara, mas aparentemente com mais capítulos (estendida), segundo parece com outras versões posteriores.

O objectivo deste post é assentar aqui a melhor estratégia a seguir para obter uma versão o mais fiel possível de acordo com materiais e conhecimentos da equipa no menor espaço de tempo possível.

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Re: Menina e Moça, Bernardim Ribeiro [Em desenvolvimento]

Postby vampiregrave » 24 Feb 2015 11:46

Algumas ligações de interesse:

Edição Crítica de D. E. GROKENBERGER - Existe exemplar disponível na Biblioteca Nacional.
Edição com prefácio e notas de Aquilino Ribeiro - À venda na Homem dos Livros (50€...inclui, no entanto, 2 volumes, com dedicatória e autógrafo: Volume I - Menina e Moça. Volume II - Éclogas.).
Edição com fixação de texto por Teresa Amaro - Barato, apenas 3€ no OLX.
Síntese da Dissertação de Aida Santos «Das Questões Enunciativas aos mundos representados na Menina e Moça»

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Re: Menina e Moça, Bernardim Ribeiro [Em desenvolvimento]

Postby Bugman » 24 Feb 2015 13:10

Havendo digitalizações disponíveis, fará sentido andarmos a sobrecarregarmo-nos com edições? Pode acontecer que acabamos com demasiada informação.
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Re: Menina e Moça, Bernardim Ribeiro [Em desenvolvimento]

Postby vampiregrave » 24 Feb 2015 13:13

Bugman wrote:Havendo digitalizações disponíveis, fará sentido andarmos a sobrecarregarmo-nos com edições? Pode acontecer que acabamos com demasiada informação.


As que existem são das duas primeiras edições, que têm praticamente 500 anos :mrgreen: Nalgumas secções nem é fácil discernir com clareza o texto. Para além disso, tratando-se de português arcaico, não me aventurava a rever a obra sem ter pelo menos uma das edições críticas para me auxiliar no processo.

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Re: Menina e Moça, Bernardim Ribeiro [Em desenvolvimento]

Postby Bugman » 24 Feb 2015 14:02

vampiregrave wrote:
Bugman wrote:Havendo digitalizações disponíveis, fará sentido andarmos a sobrecarregarmo-nos com edições? Pode acontecer que acabamos com demasiada informação.


As que existem são das duas primeiras edições, que têm praticamente 500 anos :mrgreen: Nalgumas secções nem é fácil discernir com clareza o texto. Para além disso, tratando-se de português arcaico, não me aventurava a rever a obra sem ter pelo menos uma das edições críticas para me auxiliar no processo.


Leva lá a bicicleta! :P Quando penso no martírio que foi ler os autos das Barcas do Purgatório e do Paraíso em "galego", até tremo!
Então a de 2008 baseada no arcaico não dá para usar?
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Re: Menina e Moça, Bernardim Ribeiro [Em desenvolvimento]

Postby vampiregrave » 24 Feb 2015 14:25

Bugman wrote:
vampiregrave wrote:
Bugman wrote:Havendo digitalizações disponíveis, fará sentido andarmos a sobrecarregarmo-nos com edições? Pode acontecer que acabamos com demasiada informação.


As que existem são das duas primeiras edições, que têm praticamente 500 anos :mrgreen: Nalgumas secções nem é fácil discernir com clareza o texto. Para além disso, tratando-se de português arcaico, não me aventurava a rever a obra sem ter pelo menos uma das edições críticas para me auxiliar no processo.


Leva lá a bicicleta! :P Quando penso no martírio que foi ler os autos das Barcas do Purgatório e do Paraíso em "galego", até tremo!
Então a de 2008 baseada no arcaico não dá para usar?


Dá, claro. Gostava só de consultar a outra edição crítica para ter melhor noção dos critérios nela aplicados, mas pronto, já é mariquice :mrgreen:

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Re: Menina e Moça, Bernardim Ribeiro [Em desenvolvimento]

Postby Samwise » 24 Feb 2015 14:49

camorim wrote:O objectivo deste post é assentar aqui a melhor estratégia a seguir para obter uma versão o mais fiel possível de acordo com materiais e conhecimentos da equipa no menor espaço de tempo possível.


A minha opinião, e tentando ser pragmático: uma vez que já fizeste a conversão a partir de uma das fontes disponíveis (Delfim Guimarães/Gutemberg), aproveitar, no curto prazo, esse trabalho para publicar no Adamastor, acrescentando-lhe uma breve explicação sobre as várias edições da obra (o texto que escreveste no primeiro post parece-me apropriado e pode ser utilizado/adaptado como nota introdutória).

Futuramente, e se houver interesse, investir na adaptação da versão "José Carrasco González", para publicar como complemento da primeira, ou em edição autónoma. Uma das bases críticas já temos (a edição da Angelus Novus) e a outra (da autoria de D. E. GROKENBERGER) pode ser pedida na Biblioteca Nacional (na altura ainda andei à procura dela também, em livrarias e alfarrabistas, mas sem sucesso). Eu posso emprestar a edição da Angelus Novus a quem estiver interessado em seguir com esse trabalho. :)

De referir que a versão que já está adaptada tem a grafia em conformindade com os padrões actuais do Adamastor, e a outra não tem - significando uma de duas coisas: ou se adapta como está, sem mudanças na linguagem, algo inédito no projecto, ou há esse trabalho também a ter em conta, sendo que então faltarão documentos de suporte que possibilitem uma estreita validação.
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Re: Menina e Moça, Bernardim Ribeiro [Em desenvolvimento]

Postby vampiregrave » 24 Feb 2015 14:57

Deixo aqui um excerto de «O Essencial Sobre Bernardim Ribeiro», que resume a questão da 1.ª edição vs 2.ª edição:

A segunda edição das obras de Bernardim, que até ao século XX passou por ser a primeira e a mais fidedigna, apareceu na cidade portuguesa de Évora, em 1557 [o cólofon apresenta a data de 30 de Janeiro de 1558 (M.D.lviij)], na tipografia de André de Burgos, e a folha de rosto da obra apresenta dentro de moldura xilográfica rectangular de assinalável primor os seguintes dizeres, para além do ano na última linha (1557): Primeira / & seguda parte do / liuro chamado as / saudades / de Ber / nardim Ribeiro, / com todas suas o / bras treladado / de seu pro- prio ori / ginal. Nouamen / te impresso. Esta edição (rara também) apresenta notáveis divergências com a de Ferrara. Não inclui a «Sextina» de Bernardim nem os motes e as cantigas que se encontram na edição de 1554, nem tão-pouco a écloga de Crisfal, a carta e as cantigas deste. De qualquer modo, a divergência mais assinalável diz respeito ao texto da novela em prosa. O título muda, a história divide-se pela primeira vez por duas partes distintas, que se agrupam por sua vez também pela primeira vez em capítulos numerados e titulados com texto (XXXI para a primeira parte e LVIII para a segunda). Ademais, aparecem variantes de pontuação, de léxico, de ortografia e de sintaxe, e sobretudo a extensão do texto diverge. Enquanto o texto de Ferrara é curto, terminando pouco depois do romance em verso de Avalor (inserido no capítulo XI da segunda parte da edição de 1557), o texto de Évora é muito mais extenso, com um conjunto significativo de novos capítulos (os que vão na segunda parte do cap. XVIII ao
cap. final, o LVIII, num total de quarenta e um capítulos), que prolongam as aventuras de Avalor e Bimarder e dão
mesmo lugar a novas personagens e novas acções.
Este desacerto textual tem sido muito discutido, mas é hoje quase consensual, depois do estudo de Carolina Michaëlis para a edição de Braamcamp Freire das obras de Bernardim, e na falta de um documento manuscrito coevo que o corrobore e justifique, que o acrescento da edição de Évora é espúrio e apócrifo. E isto apesar do aviso «Aos Leitores» dessa edição em que se diz que o texto apresentado foi tirado «a limpo do próprio original seu» (f. II). Mas se para o texto da edição tipográfica de Ferrara nós possuímos dois manuscritos do século XVI que o caucionam, permitindo-nos perceber alguma coisa do seu processo genético, pois pertencem à mesma estirpe do autógrafo ou do apógrafo que esteve na base dessa edição, para a edição de Évora não temos nenhum manuscrito que nos permita sustentá-la ou percebê-la. Neste sentido, esta edição, que foi desde o século XVII até ao XX a única fonte de todas as reedições bernardinianas, perdeu a importância que outrora teve, tornando-se ape- nas num elemento de confrontação crítica com o texto da edição princeps.

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Re: Menina e Moça, Bernardim Ribeiro [Em desenvolvimento]

Postby vampiregrave » 24 Feb 2015 16:15

Samwise wrote:A minha opinião, e tentando ser pragmático: uma vez que já fizeste a conversão a partir de uma das fontes disponíveis (Delfim Guimarães/Gutemberg), aproveitar, no curto prazo, esse trabalho para publicar no Adamastor, acrescentando-lhe uma breve explicação sobre as várias edições da obra (o texto que escreveste no primeiro post parece-me apropriado e pode ser utilizado/adaptado como nota introdutória).


O problema que vejo, no caso da edição de Delfim Guimarães, é evidente na seguinte passagem:

Consultando as edições das «Saudades», e seguindo, criteriosamente, os textos; procurando interpretar o mais fielmente possivel a ideia de Bernardim Ribeiro, e estudando com atenção as variantes que as diversas edições salientam; modificando uma ou outra palavra caída em desuso; aclarando uma ou outra passagem de compreensão embaraçosa, e por vezes quase enigmatica;—tornava-se mister preparar o original que servisse para a factura d'esta edição, e que, sem alterar sensivelmente a lingoagem inconfundivel da obra, e sem desvirtuar o pensamento do seu autor, colocasse as «Saudades» ao alcance do grande publico, tornando conhecida, lida e estimada uma obra de peregrino brilho, um dos mais belos florões da nossa literatura.


Se por um lado tenho de admitir que tornar a obra acessível a um público mais vasto me parece meritório, e até de acordo com os objectivos do projecto, por outro lado cada vez mais temos vindo a tentar estabelecer uma base fiável para as nossas revisões. Tendo em conta as afirmações acima apresentadas, e não sendo uma edição anotada (nem tendo nós conhecimento de quais as «diversas edições» a que o editor se refere), é extremamente difícil discernir quando estamos perante uma alteração introduzida por Delfim Guimarães (e se essa alteração se justifica). Ou seja, a editar esta versão, teríamos de ignorar o original...

Mas que não haja ilusões: seguir a 1.ª edição e proceder à respectiva actualização, implica um trabalho considerável :P Outras revisões de semelhante dificuldade têm estado em stand-by, como é o caso d'Os Lusíadas.

Samwise wrote:De referir que a versão que já está adaptada tem a grafia em conformidade com os padrões actuais do Adamastor, e a outra não tem - significando uma de duas coisas: ou se adapta como está, sem mudanças na linguagem, algo inédito no projecto, ou há esse trabalho também a ter em conta, sendo que então faltarão documentos de suporte que possibilitem uma estreita validação.
[/quote]

Mudanças existem sempre em termos de grafia, mas confesso que pouco ou nada sei dos critérios que devem ser aplicados ao actualizar textos medievais. Falta de documentos, tendo em conta que temos digitalizações tanto da 1.ª como da 2-ª edições, e pelo menos uma das edições críticas, não me parece que haja.

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Re: Menina e Moça, Bernardim Ribeiro [Em desenvolvimento]

Postby Samwise » 24 Feb 2015 19:01

Os documentos de suporte em falta que mencionei não são as fontes, seriam antes versões finais do texto com a ortografia hoje vigente, ou seja, um modelo para podermos comparar com o texto depois de adaptado, já que a edição da Angelus Novus tem o texto "à antiga".
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Re: Menina e Moça, Bernardim Ribeiro [Em desenvolvimento]

Postby vampiregrave » 24 Feb 2015 20:27

Samwise wrote:Os documentos de suporte em falta que mencionei não são as fontes, seriam antes versões finais do texto com a ortografia hoje vigente, ou seja, um modelo para podermos comparar com o texto depois de adaptado, já que a edição da Angelus Novus tem o texto "à antiga".


Ah, nisso sim tens razão. É possível que existam, vou tentar descobrir, mas podemos cair na mesma situação que já referi para o caso da edição do Project Gutenberg.

Acabei por editar o teu post em vez de fazer reply <.<

Na da Angelus foi feita uma actualização, nota-se logo começando a ler o original de 1554 :mrgreen: não sei é quais os critérios pelos quais se regem para manter a grafia de certas palavras, enquanto actualizam a de outras...

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Re: Menina e Moça, Bernardim Ribeiro [Em desenvolvimento]

Postby Bugman » 25 Feb 2015 08:38

vampiregrave wrote:(...) não sei é quais os critérios pelos quais se regem para manter a grafia de certas palavras, enquanto actualizam a de outras...


Falando da revisão da Morgadinha (25% concluída), acaba por ser um drama também com textos não medievais. ;)
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Ao mesmo tempo que ali estava tudo igual, não estava você lá, não está teu passado, não está nada. Quer dizer: só você sabe que esteve ali. A parede, os prédios, não guardam a gente. Nós só nos guardamos a nós mesmos. Só valemos nós connosco. Fora daí é literatura, é poesia, é arte. Ferreira Gullar
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Re: Menina e Moça, Bernardim Ribeiro [Em desenvolvimento]

Postby vampiregrave » 25 Feb 2015 09:48

Bugman wrote:
vampiregrave wrote:(...) não sei é quais os critérios pelos quais se regem para manter a grafia de certas palavras, enquanto actualizam a de outras...


Falando da revisão da Morgadinha (25% concluída), acaba por ser um drama também com textos não medievais. ;)


Tenho de ver se encontro alguns livros sobre revisão; cada vez mais se torna importante o tal Guia de Edição que debatemos há uns tempos.


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