A Ruiva - dúvidas e onde me inspirei para as esclarecer

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miriuska
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A Ruiva - dúvidas e onde me inspirei para as esclarecer

Postby miriuska » 04 Jun 2014 13:24

1. Plicas - na sequência de mails sobre O Mandarim, substituição de plicas ( ' ), por apóstrofos ( ’ ).

Exemplo d'A Ruiva: "Ai, meu home da minh’alma"

No Priberam:
[Gramática] Sinal gráfico (’) que indica elisão de sons ou supressão de letras, como em olho-d’água.

Na gramática online do Priberam (http://www.flip.pt/flip-on-line/gramati ... ficos.aspx), utilizam também apóstrofo, mas apresentam dois sinais gráficos diferentes:

O ' (apóstrofo) serve para indicar:
1.º A supressão de uma vogal no verso, por exigência de metrificação:
Ex.: c’roas, esp’rança, of’recer, ’star, minh’alma;
2.º A elisão de vogal no interior de palavras compostas, quando essa elisão se faz invariavelmente na pronúncia brasileira e na portuguesa:
Ex.: galinha-d’água, mãe-d’água;
3.º A supressão da vogal final em santo e santa antes de nomes próprios do hagiológio:
Ex.: Sant’Ana, Sant’Iago, Largo de Sant’Ana, Ordem de Sant’Iago.

A Wikipedia não é das melhores fontes, mas em http://pt.wikipedia.org/wiki/Ap%C3%B3strofo pode ler-se:
É muito difundido, mesmo sendo incorreto, o emprego do ápice ( ' ) no lugar do apóstrofo ( ’ ), devido ao fato que nas máquinas de escrever e nos teclados dos computadores não haver uma tecla de fácil acesso para o apóstrofo tipográfico.
Nos teclados em português com padrão Unicode é possível utilizar o verdadeiro apóstrofo tipográfico segurando a tecla Alt enquanto digita a sequencia de números 0, 1, 4 e 6.

No Wikcionário (http://pt.wiktionary.org/wiki/%22):

a aspa inglesa simples de fecho é usada isolada para indicar, no texto, a supressão de uma ou mais letras (elisão), tomando o nome de apóstrofo:
A queda d’água foi visitada nos anos ’90.

plicas – simples e duplas; usadas nas medidas anglo-saxónicas e, na matemática, para juntar a letras, lendo-se então linha:
Mediram e registaram: 4' 6" (4 pés e 6 polegadas); A é diferente de A'.

Tem até uma tabela com os sinais (consultar artigo).

2. Maiúsculas em locais
http://static.publico.pt/nos/livro_esti ... ula-m.html

Exemplo d'A Ruiva: "A taberna do Pescada ficava mesmo em frente ao Cemitério dos Prazeres"

Emprega-se a maiúscula inicial:
16. Nas palavras que servem de base a designações de vias, logradoros ou bairros: Rua da Palma, Travessa da Espera, Avenida da República, Campo das Cebolas, Rua da Cedofeita. Casos há em que uma palavra que serve de base a designações de vias, logradouros ou bairros pode, por si só, constituir uma designação desse género. E casos há, também, em que uma dessas palavras, empregada simplesmente, pode equivaler, por abreviação, a uma designação de que faz parte. Em qualquer dos casos emprega-se a maiúscula inicial: Rossio, Rotunda, Avenida. Usa-se também a maiúscula quando um adjectivo substantivo forma, por si só, uma designação congénere das descritas: a Alta, a Baixa.

e

19. Em designações de edifícios ou parte deles, de construções arquitectónicas diversas, de moradias, de propriedades rústicas, ou similares: Basílica da Estrela, Convento dos Capuchos, Capelas Imperfeitas, Igreja de S. João de Deus, Herdade da Contenda, Estrada Municipal nº 312, Auto-estrada nº 1. As palavras igreja e capela escrevem-se com minúscula quando não são seguidas do nome do patrono (santo/a): igreja da Amadora, capela de Runa.

3. de um - ou - dum

http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=3435

[Resposta] Não me consta que haja regra para empregarmos num e em um.

Depende do gosto da pessoa.

Mas há regra para empregarmos dum e de um.

Devemos empregar de um, e também de o (e não do), quando a preposição de não se ligar ao artigo que se lhe segue, mas a palavra/s que vem/vêm mais à frente:

(1) O facto de uma pessoa trabalhar...

(2) O facto de um aluno ser mal comportado...

A preposição de não se encontra ligada ao artigo, mas às palavras sublinhadas à direita.

O mesmo se dá com de + pronome/determinante:

(3) Apesar de este director estar livre...

(4) A resolução de ele ir ao Porto...

(5) Já é tempo de aquelas pessoas terem juízo.

(6) Depois de isso estar estabelecido...

Etc., etc.

- e -

http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=27208

- e -

http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=27735

[Resposta] Pode usar a contracção, mesmo em linguagem formal, incluindo textos académicos. Deve é ser coerente ao longo do mesmo texto, ou seja, não misturar de um com dum.

4. Pontuação no discurso directo

http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=24941

[Resposta] A fim de responder à sua pergunta, convém começar por analisar o primeiro exemplo, que não oferece dúvidas. Convém também recordar as funções do travessão no diálogo, a saber:

(1) — Dois travessões, quando servem para intercalar uma frase (à semelhança do que acontece com as vírgulas ou os parênteses).

(2) — Um travessão, na mesma situação, mas no caso de a frase intercalada terminar o período.

(3) — Um travessão, como sinal de introdução do discurso directo.

O que se pretende é articular discurso directo com indirecto. A fala da personagem é:

Amanhã vai chover. O céu está muito escuro.

A formulação apresentada pela consulente é a seguinte:

— Amanhã vai chover — disse o Manuel. — O céu está muito escuro.

Neste exemplo, o primeiro travessão serve para introduzir a fala da personagem (3), e o segundo, para separar o que é fala da personagem do que é discurso do narrador. O primeiro ponto justifica-se porque termina o período (2). O terceiro travessão é de novo sinal de introdução do discurso directo e termina com a pontuação respectiva. Como o locutor é o mesmo, não há mudança de linha.

Note que, se as duas frases da personagem fossem separadas por vírgula e não por ponto («Amanhã vai chover, o céu está muito escuro»), a formulação do diálogo já seria:

— Amanhã vai chover — disse o Manuel —, o céu está muito escuro.

A vírgula é colocada no fim da intercalação marcada pelos dois travessões e o resto da fala continua em minúsculas.

Os diálogos também podem vir entre aspas, usando-se o travessão para separar o discurso directo do indirecto:

«Amanhã vai chover» — disse o Manuel —, «o céu está muito escuro».

«Amanhã vai chover» — disse o Manuel. «O céu está muito escuro.»

Vejamos agora o outro exemplo apresentado:

— Amanhã vai chover. — O Manuel voltou-se da janela para a sala. — O céu está muito escuro.

Neste exemplo, surgem os travessões que introduzem o diálogo e respectiva pontuação (1.º e 3.º travessões). Para separar o discurso directo do indirecto, a consulente utiliza um travessão, mas numa situação diferente da dos exemplos anteriores.

O procedimento canónico, nestas situações, é fazer a separação através da mudança de linha:

— Amanhã vai chover.

O Manuel voltou-se da janela para a sala:

— O céu está muito escuro.

No entanto, também pode acontecer um travessão marcar a mudança do locutor para o narrador, como acontece no exemplo da consulente. Escritores contemporâneos, como Lídia Jorge, disso fazem uso. Exemplo: «Como assim, Dr. Campos? Como assim?» — Discutiram. (Combateremos a Sombra, 1.ª ed., 2007, pág. 131).

Outra solução é optar por aspas em vez de travessões, como já foi referido:

«Amanhã vai chover.» O Manuel voltou-se da janela para a sala. «O céu está muito escuro.»

A segunda fala pode ainda ser anunciada utilizando-se os dois-pontos ou o travessão:

«Amanhã vai chover.» O Manuel voltou-se da janela para a sala: «O céu está muito escuro.»

«Amanhã vai chover.» O Manuel voltou-se da janela para a sala — «O céu está muito escuro.»
Maria João Matos :: 24/11/2008

5. c'os - ou - cos

Exemplo d'A Ruiva: "Uma pessoa, cos diabos, gosta de molhar a palavra."

http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=27208

[Resposta] (...)
2.1. Contracções arcaicas ou populares

Há contracções que só em casos especiais são admitidas, como seja a necessidade de reproduzir a língua coloquial ou certos registros conservadores, populares ou não:

com + o (artigo definido e pronome), um: co, coa; cum, cuma

6. Maiúsculas e minúsculas iniciais nos títulos nobiliárquicos

Exemplo d'A Ruiva: "E explicava que um cunhado, da quinta do senhor marquês de Borba"

http://static.publico.pt/nos/livro_esti ... ula-m.html

Inicial minúscula (observações)
4. Os nomes de cargos, postos ou dignidades hierárquicas, sejam quais forem os respectivos graus, bem como os vocábulos que designam títulos, qualquer que seja a importância destes: rei Juan Carlos, director-geral do Ensino, barão do Rio Branco, marechal Spínola. Usamos, contudo, com inicial maiúscula Presidente da República Portuguesa e Papa.

- e -

http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=32395
[Resposta] Relativamente ao uso de minúscula ou maiúscula iniciais em títulos de qualquer ordem, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 19901 não é totalmente esclarecedor, pelo que se recomenda consultar a norma precedente, no Acordo Ortográfico de 1945 (conclusões complementares do Acordo de 1931). Este indica que se deve utilizar minúscula inicial em detrimento da maiúscula2 «nos nomes de cargos, postos ou dignidades, e nas palavras designativas de quaisquer títulos (exemplos: el-rei, o marquês de..., o presidente da República)». Os títulos nobiliárquicos, visto que não exercem função de nome próprio, devem ser escritos em minúscula, embora haja a tendência para usar a maiúscula como forma de respeito ou de realce.

6. verde claro - ou - verde-claro

Exemplo d'A Ruiva: "A Lauriana vinha, sorrindo, servir-me; e o seu olho pardo, sequioso, acariciava a brancura do meu pescoço, apetecia os meus cabelos dum louro-claro, tons insípidos, sob as abas do chapéu esburacado."

http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=21610

[Resposta] No composto castanho-claro, a palavra claro é adjectivo porque acrescenta uma característica, uma extensão ao tipo de castanho. O plural do adjectivo é castanho-claros.

7. Sol/Lua - ou - sol/lua

Exemplo d'A Ruiva: "O Sol mergulhava com uma pompa escarlate no silêncio do rio"

http://static.publico.pt/nos/livro_esti ... ula-m.html

Lua (planeta)
lua (luz da Lua, luar)
Sol (astro)
sol (luz ou calor do Sol)

8. números por extenso

Exemplo d'A Ruiva: "No 19 de Maio..."

http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=12147

[Resposta] Depois de consultadas algumas gramáticas e prontuários, verifica-se que estes não apresentam qualquer regra para o uso dos numerais: quando é que se usam os algarismos e quando por extenso. No entanto, nas frases que dão como exemplo, tanto a antiga Gramática do Ensino Liceal (de José Joaquim Nunes) como a Gramática do Português Contemporâneo (de Lindley Cintra e Celso Cunha) apresentam os numerais por extenso, à excepção das datas. É realmente essa a forma tradicional e a mais correcta, embora nos tempos actuais, talvez por uma questão de rapidez, ou pressa, nos tenhamos habituado a usar os algarismos, em detrimento da sua apresentação por extenso. No exemplo que apresenta não há qualquer justificação para que apareça um por extenso e os outros em algarismos.

- e -

http://pistae.ist.utl.pt/aprende/quando ... num-texto/
Last edited by miriuska on 04 Jun 2014 18:57, edited 9 times in total.

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Re: A Ruiva - dúvidas e onde me inspirei para as esclarecer

Postby vampiregrave » 04 Jun 2014 14:03

Existe mais alguma situação que tenhas detectado na revisão e que necessite de ser discutida?

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Re: A Ruiva - dúvidas e onde me inspirei para as esclarecer

Postby miriuska » 04 Jun 2014 14:55

vampiregrave wrote:Existe mais alguma situação que tenhas detectado na revisão e que necessite de ser discutida?


Sim, estou precisamente a juntar os vários tópicos. Quandoe stiverem todos eu digo. Obrigada.

Por hoje, é tudo. Não sei se amanhã consigo afixar as restantes. Se quiserem debruçar-se já sobre estas, força! Publiquei-as aqui mais como orientação minha e de futuro, para questões semelhantes. Escuso de pesquisar novamente, pelo menos para autores da mesma época. Não sei se esta é a melhor abordagem, mas foi a que me ocorreu de momento. Obrigada.

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Re: A Ruiva - dúvidas e onde me inspirei para as esclarecer

Postby miriuska » 29 Jun 2014 22:12

Finito! Se quiserem debater estes tópicos, a batata passa para a revisão de prova ;-) Fica também a semente para outras obras que possam precisar das mesmas notas.

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Re: A Ruiva - dúvidas e onde me inspirei para as esclarecer

Postby Samwise » 16 Jul 2014 00:37

Uma situação que penso ser nova para as adaptações no Adamastor, e embora isto seja uma "Nota de Revisão" podemos encontrar de futuro mais casos deste em que tenhamos de decidir:

N. da R. Referente a «conto de réis», a moeda em vigor na altura. Com base na tabela de desvalorização da moeda que é usada para avaliação de bens sujeitos a imposto, disponível em http://info.portaldasfinancas.gov.pt...ia785_2010.pdf, um bem que valesse um conto em 1903, último ano que a tabela considera, valeria em 2010 4.275,74 vezes mais. Considerando que um conto são aproximadamente 5 euros, chegamos a € 8.551.480. No entanto, Fialho de Almeida escrevia em 1880, portanto é muito provável que o índice de desvalorização para esse ano seja ainda mais alto do que 4.275,74.


O símbolo de euro coloca-se antes ou depois do valor?

O Ciberdúvidas refere o seguinte: http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=30026

O Adamastor não faz parte das "instituições, órgãos e organismos da União Europeia", mas penso que podemos optar por seguir esta convenção: colocar o símbolo do euro depois do valor.
Guido: "A felicidade consiste em conseguir dizer a verdade sem magoar ninguém." -

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Re: A Ruiva - dúvidas e onde me inspirei para as esclarecer

Postby vampiregrave » 16 Jul 2014 08:41

Samwise wrote:Uma situação que penso ser nova para as adaptações no Adamastor, e embora isto seja uma "Nota de Revisão" podemos encontrar de futuro mais casos deste em que tenhamos de decidir:

N. da R. Referente a «conto de réis», a moeda em vigor na altura. Com base na tabela de desvalorização da moeda que é usada para avaliação de bens sujeitos a imposto, disponível em http://info.portaldasfinancas.gov.pt...ia785_2010.pdf, um bem que valesse um conto em 1903, último ano que a tabela considera, valeria em 2010 4.275,74 vezes mais. Considerando que um conto são aproximadamente 5 euros, chegamos a € 8.551.480. No entanto, Fialho de Almeida escrevia em 1880, portanto é muito provável que o índice de desvalorização para esse ano seja ainda mais alto do que 4.275,74.


O símbolo de euro coloca-se antes ou depois do valor?

O Ciberdúvidas refere o seguinte: http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=30026

O Adamastor não faz parte das "instituições, órgãos e organismos da União Europeia", mas penso que podemos optar por seguir esta convenção: colocar o símbolo do euro depois do valor.


Parece-me bem, vou alterar a referida nota.

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Re: A Ruiva - dúvidas e onde me inspirei para as esclarecer

Postby Thanatos » 16 Jul 2014 15:09

A minha alma alegra-se por finalmente ver o fisco ligado à cultura por via dos coeficientes de desvalorização da moeda. :mrgreen:
Não importa como, não importa quando, não importa onde, a culpa será sempre do T!

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Re: A Ruiva - dúvidas e onde me inspirei para as esclarecer

Postby vampiregrave » 16 Jul 2014 15:17

Thanatos wrote:A minha alma alegra-se por finalmente ver o fisco ligado à cultura por via dos coeficientes de desvalorização da moeda. :mrgreen:


We aim to please :angel:

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Re: A Ruiva - dúvidas e onde me inspirei para as esclarecer

Postby Bugman » 16 Jul 2014 15:19

Acho que o Sam não adiantou a questão. A questão é se devemos traduzir "o conto" (que se forem 1000 escudos corresponde a €4,99 e não €5,00 :mrgreen: ) ou se nos limitamos a colocar uma nota?
A PENA online | O Bug Cultural

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O homem que obedece a Deus, não precisa de outra autoridade. Petr Chelčický
Ao mesmo tempo que ali estava tudo igual, não estava você lá, não está teu passado, não está nada. Quer dizer: só você sabe que esteve ali. A parede, os prédios, não guardam a gente. Nós só nos guardamos a nós mesmos. Só valemos nós connosco. Fora daí é literatura, é poesia, é arte. Ferreira Gullar
Yes, I am a woman of the law. And there are lots of laws. But if they don't offer us justice, then they aren't laws! They are just lines drawn in the sand by men who would stand on your back for power and glory. Sartana
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Re: A Ruiva - dúvidas e onde me inspirei para as esclarecer

Postby vampiregrave » 16 Jul 2014 15:23

Bugman wrote:Acho que o Sam não adiantou a questão. A questão é se devemos traduzir "o conto" (que se forem 1000 escudos corresponde a €4,99 e não €5,00 :mrgreen: ) ou se nos limitamos a colocar uma nota?


A nota é da autoria da Miriam, que reviu a obra. Ele referia-se apenas à questão da posição do símbolo, pelo que percebi.

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Re: A Ruiva - dúvidas e onde me inspirei para as esclarecer

Postby Samwise » 17 Jul 2014 13:35

vampiregrave wrote:
Bugman wrote:Acho que o Sam não adiantou a questão. A questão é se devemos traduzir "o conto" (que se forem 1000 escudos corresponde a €4,99 e não €5,00 :mrgreen: ) ou se nos limitamos a colocar uma nota?


A nota é da autoria da Miriam, que reviu a obra. Ele referia-se apenas à questão da posição do símbolo, pelo que percebi.


Exacto.

Respondendo à questão do Bugman, não faz sentido "actualizar" o texto original substituindo $ por € e mais as respectivas correspondências de valores... :)
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