Guia de Edição

User avatar
vampiregrave
Livro Raro
Posts: 1840
Joined: 11 Apr 2010 18:32
Location: Lisboa
Contact:

Guia de Edição

Postby vampiregrave » 18 Mar 2015 12:28

Tendo em conta o crescimento do projecto, cujo âmbito abrange já a não-ficção e dentro em breve o teatro, é forçoso o desenvolvimento de um Guia de Edição para orientar os nossos colaboradores no processo de revisão. Não é documento que se crie de um dia para o outro, nem temos recursos para dedicar totalmente a esta questão, portanto o penso fazer é o seguinte:

Colocar aqui, com periodicidade semanal, um tópico a incluir no referido guia, redigido por mim com base nalguns documentos disponíveis na Internet (Guia do Tradutor, Código de Redacção Interinstitucional, etc.) e nas gramáticas que possuo, ou que requisitarei para o efeito. Durante uma semana, debatemos os critérios desse excerto, os exemplos a adicionar e até a forma como está escrito, para chegarmos a uma versão aceite pela maioria. Casos mais complexos poderão ser discutidos em tópico próprio.

User avatar
vampiregrave
Livro Raro
Posts: 1840
Joined: 11 Apr 2010 18:32
Location: Lisboa
Contact:

Re: Guia de Edição

Postby vampiregrave » 18 Mar 2015 12:31

Primeiro tema para discussão (não muito polémico, serve de aquecimento :tu: ).

Aspas
No que diz respeito à pontuação, esta deve ser colocada antes da aspa de fecho caso a expressão ou frase seja totalmente abrangida pelas aspas:

Apearam à porta da velha casa de Fernão Botelho. A aia do paço relanceou os olhos pela fachada do edifício, e disse de si para si: «É uma bonita vivenda para quem foi criada em Mafra e Sintra, na Bemposta e Queluz

Amor de Perdição, Camilo Castelo Branco

Caso contrário, a pontuação deverá ser colocada após a aspa de fecho:

A Rosa, do sonoro fundo do corredor, protestou, desolada. Pois o Sr. Doutor ficava assim em jejum até horas da noite? — Filha dum antigo hortelão da Torre, crescida na Torre, já cozinheira da Torre quando Gonçalo nascera, sempre o tratara por «menino», e mesmo por «seu riquinho», até que ele partiu para Coimbra e começou a ser, para ela e para o Bento, o «Sr. Doutor».

A Ilustre Casa de Ramires, Eça de Queirós

Independentemente do critério adoptado no original, devem ser utilizadas aspas angulares duplas («»). Sendo necessário aplicar aspas dentro de uma frase que já se encontra destacada com aspas, dever-se-á respeitar a seguinte hierarquia:

«...» — aspas angulares duplas ou aspas francesas,
“...” — aspas curvas duplas ou vírgulas dobradas (também denominadas aspas inglesas),
‘...’ — aspas curvas simples ou vírgulas simples.

Atalhos Word:
« — «Alt» + «174»
» — «Alt» + «175»
“ — «Alt» + «0147»
” — «Alt» + «0148»
‘ — «Alt» + «0145»
’ — «Alt» + «0146»

User avatar
Bugman
Edição Única
Posts: 4349
Joined: 24 Jun 2009 17:47
Location: Almada Capital
Contact:

Re: Guia de Edição

Postby Bugman » 18 Mar 2015 12:59

Interessante ponto, em particular o da hierarquia. Por mim este nem serve para aquecer, estou com todos os pontos. :P
A PENA online | O Bug Cultural

Normalcy was a majority concept, the standard of many and not the standard of just one man. Robert Neville
O homem que obedece a Deus, não precisa de outra autoridade. Petr Chelčický
Ao mesmo tempo que ali estava tudo igual, não estava você lá, não está teu passado, não está nada. Quer dizer: só você sabe que esteve ali. A parede, os prédios, não guardam a gente. Nós só nos guardamos a nós mesmos. Só valemos nós connosco. Fora daí é literatura, é poesia, é arte. Ferreira Gullar
Yes, I am a woman of the law. And there are lots of laws. But if they don't offer us justice, then they aren't laws! They are just lines drawn in the sand by men who would stand on your back for power and glory. Sartana
"No, Señoría, no es lo mismo estar dormido que estar durmiendo, porque no es lo mismo estar jodido que estar jodiendo". Camilo Jose Cela

User avatar
vampiregrave
Livro Raro
Posts: 1840
Joined: 11 Apr 2010 18:32
Location: Lisboa
Contact:

Re: Guia de Edição

Postby vampiregrave » 18 Mar 2015 13:06

Bugman wrote:Interessante ponto, em particular o da hierarquia. Por mim este nem serve para aquecer, estou com todos os pontos. :P


Este é pacífico, achei melhor não começar logo com casos bicudos. :mrgreen:

camorim
Rascunho
Posts: 10
Joined: 02 Jan 2015 21:13
Contact:

Re: Guia de Edição

Postby camorim » 18 Mar 2015 14:04

100% de acordo. A hierarquia está interessante porque vai ficando visualmente mais ténue à medida que se introduz texto citado dentro de texto citado.

User avatar
Bugman
Edição Única
Posts: 4349
Joined: 24 Jun 2009 17:47
Location: Almada Capital
Contact:

Re: Guia de Edição

Postby Bugman » 18 Mar 2015 16:13

Eu ainda pensei em contrariar a hierarquia. Acho que em alguma literatura anglófona as aspas inglesas tomam prioridade e as aspas francesas são as de mais baixa prioridade. Pessoalmente pouco me afecta uma vez que tendo um critério basta segui-lo e não percebo como se pode ter uma discussão "científica" sobre isto. Assim sendo, tentei visualizar na minha mente um texto em que se usassem as aspas e não desgostei de como ele ficaria com esta hierarquia.
A PENA online | O Bug Cultural

Normalcy was a majority concept, the standard of many and not the standard of just one man. Robert Neville
O homem que obedece a Deus, não precisa de outra autoridade. Petr Chelčický
Ao mesmo tempo que ali estava tudo igual, não estava você lá, não está teu passado, não está nada. Quer dizer: só você sabe que esteve ali. A parede, os prédios, não guardam a gente. Nós só nos guardamos a nós mesmos. Só valemos nós connosco. Fora daí é literatura, é poesia, é arte. Ferreira Gullar
Yes, I am a woman of the law. And there are lots of laws. But if they don't offer us justice, then they aren't laws! They are just lines drawn in the sand by men who would stand on your back for power and glory. Sartana
"No, Señoría, no es lo mismo estar dormido que estar durmiendo, porque no es lo mismo estar jodido que estar jodiendo". Camilo Jose Cela

User avatar
vampiregrave
Livro Raro
Posts: 1840
Joined: 11 Apr 2010 18:32
Location: Lisboa
Contact:

Re: Guia de Edição

Postby vampiregrave » 18 Mar 2015 16:23

Em Portugal, regra geral, usa-se aspas francesas. Basta olhar para os nossos teclados, que só têm tecla própria para este género de aspas. Já em inglês o caso muda de figura.

User avatar
Bugman
Edição Única
Posts: 4349
Joined: 24 Jun 2009 17:47
Location: Almada Capital
Contact:

Re: Guia de Edição

Postby Bugman » 22 Mar 2015 12:48

Sugestão: podemos abordar as contracções? Estou na fase da Morgadinha em que há "indicações" contraditórias de contracção de umas formas (todas as que envolvem 'de') e nenhuma contracção de outras (as que envolve 'por'). O texto fica um pouco estranho e devíamos abordar esta questão.

Quer o Acordo do Adamastor, que o de 90 são, ao que tudo indica, omissos (conferir).
A PENA online | O Bug Cultural

Normalcy was a majority concept, the standard of many and not the standard of just one man. Robert Neville
O homem que obedece a Deus, não precisa de outra autoridade. Petr Chelčický
Ao mesmo tempo que ali estava tudo igual, não estava você lá, não está teu passado, não está nada. Quer dizer: só você sabe que esteve ali. A parede, os prédios, não guardam a gente. Nós só nos guardamos a nós mesmos. Só valemos nós connosco. Fora daí é literatura, é poesia, é arte. Ferreira Gullar
Yes, I am a woman of the law. And there are lots of laws. But if they don't offer us justice, then they aren't laws! They are just lines drawn in the sand by men who would stand on your back for power and glory. Sartana
"No, Señoría, no es lo mismo estar dormido que estar durmiendo, porque no es lo mismo estar jodido que estar jodiendo". Camilo Jose Cela

User avatar
vampiregrave
Livro Raro
Posts: 1840
Joined: 11 Apr 2010 18:32
Location: Lisboa
Contact:

Re: Guia de Edição

Postby vampiregrave » 22 Mar 2015 12:52

Bugman wrote:Sugestão: podemos abordar as contracções? Estou na fase da Morgadinha em que há "indicações" contraditórias de contracção de umas formas (todas as que envolvem 'de') e nenhuma contracção de outras (as que envolve 'por'). O texto fica um pouco estranho e devíamos abordar esta questão.

Quer o Acordo do Adamastor, que o de 90 são, ao que tudo indica, omissos (conferir).


Podes abrir um tópico para isso, com alguns exemplos, e debatemos a questão.

User avatar
vampiregrave
Livro Raro
Posts: 1840
Joined: 11 Apr 2010 18:32
Location: Lisboa
Contact:

Re: Guia de Edição

Postby vampiregrave » 25 Mar 2015 11:49

Vamos então a novos pontos. Aqui vão mais dois:

Apóstrofo
A elisão de sons ou supressão de letras deve ser indicada utilizando o apóstrofo (’). Caso a norma actual permita uma forma contraída, as elisões por apóstrofo devem ser actualizadas:

d’um > dum
d’outro > doutro
d’onde > donde

Caso contrário, segue-se o texto-base, mantendo o apóstrofo.
De notar que, não existindo uma tecla própria para este sinal gráfico nos teclados portugueses, é bastante comum o uso incorrecto da plica ('), situação que deve ser corrigida.

Atalhos Word:
’ — «Alt» + «0146»


Travessão, travessão meio-quadratim e hífen
O sinal gráfico que deve ser utilizado para assinalar discurso directo ou para separar frases/expressões é o travessão quadratim, também denominado de risca (—), e não o travessão meio-quadratim (–) ou o hífen (-). Vejamos um exemplo retirado d’A Ruiva, de Fialho de Almeida, por forma a visualizar a diferença entre estes três sinais:

— Cala-te, cala-te! — dizia-lhe.
– Cala-te, cala-te! – dizia-lhe.
- Cala-te, cala-te! - dizia-lhe.

O travessão meio-quadratim, ou meia-risca, é geralmente utilizado para unir valores extremos de uma série de números (1–100), letras (A–Z) ou outros, indicando a ausência de intervalos na enumeração, ou para unir palavras que tenham um nexo lógico (Lisboa–Porto ou, de especial utilidade quando uma das palavras é composta, Linda-a-Velha–Lisboa). Trata-se, no entanto, de uma questão de estilo, pelo que nem todas as publicações optam pela sua utilização.

Atalhos Word:
— travessão quadratim ou risca (—): «Ctrl» + «Alt» + «Num - » ou «Alt» + «0151»
— travessão meio-quadratim ou meia-risca (–): «Ctrl» + «Num - »
— hífen ou traço de união (-): «-»

Para facilitar o uso do travessão, é também possível criar regras de substituição automática (File / Options / Proofing / AutoCorrect Options), como se pode verificar no exemplo abaixo (-- > —):

Print screen aqui


As secções destacadas a bold, creio que serão as que poderão causar alguma discussão. No caso da meia-risca, posso adiantar que o descrito acima não vai de encontro ao estabelecido no novo acordo (acordo esse que, como sabe, não seguimos:

Base XV, ponto 7
Emprega-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando, não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares (tipo: a divisa Liberdade-Igualdade-Fraternidade, a ponte Rio-Niterói, o percurso Lisboa-Coimbra-Porto, a ligação Angola-Moçambique e bem assim nas combinações históricas ou ocasionais de topónimos/topônimos (tipo: Austria-Hungria, Alsácia-Lorena, Angola-Brasil, Tóquio-Rio de Janeiro, etc.).

Edit: Se, durante as vossas revisões, encontrarem casos pertinentes para ilustrar os pontos que vamos aqui debatendo, partilhem por forma a enriquecermos o documento com esses exemplos.

Edit2: Aqui no fórum pelos vistos o editor de texto não admite a meia-risca, daí não se visualizar a diferença. No ficheiro Word vê-se perfeitamente.

User avatar
Bugman
Edição Única
Posts: 4349
Joined: 24 Jun 2009 17:47
Location: Almada Capital
Contact:

Re: Guia de Edição

Postby Bugman » 25 Mar 2015 17:51

vampiregrave wrote:Edit2: Aqui no fórum pelos vistos o editor de texto não admite a meia-risca, daí não se visualizar a diferença. No ficheiro Word vê-se perfeitamente.


Absolutamente verdadeiro.

A minha sugestão ia mesmo para que se utlizassem apenas dois sinais. Parece-me que o hífen é pequeno para alguns casos, pelo que podíamos manter a risca e o meio-quadratim, tal como diz aí. Não tínhamos já discutido isto? Parece-me que continuas nos fáceis. :P

(Estou a tratar das "fusões" mas o trabalho esta semana está a apertar.)
A PENA online | O Bug Cultural

Normalcy was a majority concept, the standard of many and not the standard of just one man. Robert Neville
O homem que obedece a Deus, não precisa de outra autoridade. Petr Chelčický
Ao mesmo tempo que ali estava tudo igual, não estava você lá, não está teu passado, não está nada. Quer dizer: só você sabe que esteve ali. A parede, os prédios, não guardam a gente. Nós só nos guardamos a nós mesmos. Só valemos nós connosco. Fora daí é literatura, é poesia, é arte. Ferreira Gullar
Yes, I am a woman of the law. And there are lots of laws. But if they don't offer us justice, then they aren't laws! They are just lines drawn in the sand by men who would stand on your back for power and glory. Sartana
"No, Señoría, no es lo mismo estar dormido que estar durmiendo, porque no es lo mismo estar jodido que estar jodiendo". Camilo Jose Cela

User avatar
vampiregrave
Livro Raro
Posts: 1840
Joined: 11 Apr 2010 18:32
Location: Lisboa
Contact:

Re: Guia de Edição

Postby vampiregrave » 25 Mar 2015 18:31

A questão do travessão, sim, já tínhamos debatido. Não me recordo de ter encontrado ainda algum caso em que pudesse recorrer à meia-risca, mas achei por bem adicionar aquela informação.

A questão do apóstrofo é mais importante, porque em muitas das obras que revemos existem elisões.

Quanto ao Júlio Dinis, temos tempo; e, na inexistência de edições críticas das obras do autor, ou pelo menos de edições mais elaboradas, o teu processo de revisão acaba por beneficiar deste trabalho que aqui estamos a desenvolver, e permitir-nos-á fixar um texto com um nível de qualidade bastante aceitável julgo eu.

User avatar
Bugman
Edição Única
Posts: 4349
Joined: 24 Jun 2009 17:47
Location: Almada Capital
Contact:

Re: Guia de Edição

Postby Bugman » 25 Mar 2015 20:03

Sim, sem dúvida, mas para isso se calhar tenho de parar de rever já. Se entrarmos pela questão das contracções uniformizando tenho de voltar atrás. E esse é um assunto em que quero mesmo tocar, porque há coisas que nem e soam bem!

Na questão do apóstrofo sou um bocado a favor de em textos de teatro ou poesia manter o apóstrofo, mas na prosa de abolir, conforme é dito no texto que citas.
A PENA online | O Bug Cultural

Normalcy was a majority concept, the standard of many and not the standard of just one man. Robert Neville
O homem que obedece a Deus, não precisa de outra autoridade. Petr Chelčický
Ao mesmo tempo que ali estava tudo igual, não estava você lá, não está teu passado, não está nada. Quer dizer: só você sabe que esteve ali. A parede, os prédios, não guardam a gente. Nós só nos guardamos a nós mesmos. Só valemos nós connosco. Fora daí é literatura, é poesia, é arte. Ferreira Gullar
Yes, I am a woman of the law. And there are lots of laws. But if they don't offer us justice, then they aren't laws! They are just lines drawn in the sand by men who would stand on your back for power and glory. Sartana
"No, Señoría, no es lo mismo estar dormido que estar durmiendo, porque no es lo mismo estar jodido que estar jodiendo". Camilo Jose Cela

User avatar
vampiregrave
Livro Raro
Posts: 1840
Joined: 11 Apr 2010 18:32
Location: Lisboa
Contact:

Re: Guia de Edição

Postby vampiregrave » 25 Mar 2015 20:32

Bugman wrote:Sim, sem dúvida, mas para isso se calhar tenho de parar de rever já. Se entrarmos pela questão das contracções uniformizando tenho de voltar atrás. E esse é um assunto em que quero mesmo tocar, porque há coisas que nem e soam bem!


Podes simplesmente assinalar os casos que dependem de critérios ainda não definidos. Eu, tendo disponibilidade, faço também uma passagem pelo texto quando terminares.

Bugman wrote:Na questão do apóstrofo sou um bocado a favor de em textos de teatro ou poesia manter o apóstrofo, mas na prosa de abolir, conforme é dito no texto que citas.


Calma lá, onde leste isso :mrgreen: Para prosa eu digo precisamente o contrário. Daí ter destacado a bold e tudo, porque é algo que não tem sido aplicado até agora, salvo em excepções pontuais, de uso comum (mãe-d'água, por exemplo).

User avatar
Bugman
Edição Única
Posts: 4349
Joined: 24 Jun 2009 17:47
Location: Almada Capital
Contact:

Re: Guia de Edição

Postby Bugman » 25 Mar 2015 23:49

Então... Dia lá no caso dos termos blá blá blá, Dum, doutro, donde. Também já vi algures que nos p'ras se deve escrever pra (muito contra o meu "saber").

No caso da Morgadinha posso fazer isso daqui para a frente (vou sensivelmente a 30%), porque até agora já apaguei os teus comentários que estão para trás (não todos, só os referentes a vírgulas em excesso, vírgulas em falta e, lá está, estas contracções/desdobramentos).
A PENA online | O Bug Cultural

Normalcy was a majority concept, the standard of many and not the standard of just one man. Robert Neville
O homem que obedece a Deus, não precisa de outra autoridade. Petr Chelčický
Ao mesmo tempo que ali estava tudo igual, não estava você lá, não está teu passado, não está nada. Quer dizer: só você sabe que esteve ali. A parede, os prédios, não guardam a gente. Nós só nos guardamos a nós mesmos. Só valemos nós connosco. Fora daí é literatura, é poesia, é arte. Ferreira Gullar
Yes, I am a woman of the law. And there are lots of laws. But if they don't offer us justice, then they aren't laws! They are just lines drawn in the sand by men who would stand on your back for power and glory. Sartana
"No, Señoría, no es lo mismo estar dormido que estar durmiendo, porque no es lo mismo estar jodido que estar jodiendo". Camilo Jose Cela


Return to “Critérios de Edição e Revisão”




  Who is online

Users browsing this forum: No registered users and 1 guest

cron