Leitura e crise

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Cerridwen

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Post 16 Jan 2009 22:53

Leitura e crise

«<!--sizeo:3-->[size=100]<!--/sizeo-->Ler para escapar à crise<!--sizec-->[/color]<!--/sizec-->

Muito se fala dos tempos difíceis que aí vêm. Mas será que vão afectar o mercado dos livros? Sara Figueiredo Costa foi saber.

O mercado nacional do livro cresceu muito nos últimos anos. Tanto que chegou a um número astronómico de títulos anuais: cerca de 15 mil, de acordo com o Centro de Documentação Bibliográfica da APEL. Quer dizer que são editados 41 livros por dia, isto num país cuja capacidade económica não é famosa e onde os hábitos de leitura só agora começam a mostrar algum ânimo. Com um panorama assim, seria de esperar que o ritmo abrandasse, com crise ou sem ela. Este ano e o próximo anunciam-se difíceis e as editoras já preparam os seus planos tendo em conta a redução do poder de compra dos leitores.
O grupo Leya, que integra editoras como a Dom Quixote, a Asa e a Caminho, prevê manter a redução do número de títulos publicados, à semelhança do que fez em 2008. Segundo Maria Rodrigues, da direcção de comunicação, “a Leya continuará a privilegiar e a desenvolver o catálogo de autores em língua portuguesa, reduzindo e optimizando o número de títulos de autores estrangeiros”. O mesmo se passa com a Porto Editora. Cláudia Gomes, da divisão literária do Porto, confirma que o ano passado correu bem, “sem que, no entanto, se tenha alterado a estratégia de editar com um ritmo controlado, publicando poucos livros por mês nesta área”, estratégia que será mantida.

E Manuel Alberto Valente, responsável pela divisão de Lisboa, acredita que a edição de livros de qualidade a preço controlado garante bons resultados, até porque, como nos disse, “o livro, pelo que representa e pelo seu valor cultural, continuará a ser procurado e desejado pelos leitores”. A Bertrand é mais contundente na afirmação da crise, apesar de não ter razões de queixa quanto às vendas de 2008: “prevemos para 2009 o recurso a formatos mais acessíveis e a diminuição das tiragens, além da habitual redução de custos de produção”, como nos disse Eduardo Boavida, director editorial.

Apesar das cautelas, não há visões catastróficas. Jorge Reis-Sá, da Quasi, diz que editará “com mais parcimónia, trabalhando de modo a que os títulos editados tenham visibilidade”. Bárbara Bulhosa, da Tinta da China, pondera reduzir alguns títulos, nomeadamente os álbuns, mas apesar da preocupação continua “a acreditar na consistência do projecto e na sua viabilidade”. E com a confiança depositada nos hábitos dos leitores, Mário Sena Lopes, da Guerra & Paz, diz que apesar da quebra do poder de compra, “os hábitos de leitura, mesmo que baixos, não vão desaparecer”, opinião partilhada por Maria do Rosário Pedreira, da Quidnovi, que crê que o número de leitores está a aumentar e que “haverá outros sectores que sofrerão bastante mais, uma vez que o livro ainda tem um preço bastante acessível em relação a outros produtos culturais”, e por Francisco Vale, da Relógio d’Água: “não prevemos que 2009 seja um ano negro, pois esperamos que os habituais leitores dos nossos livros se mantenham. O nosso lema para este ano é mesmo: “Lendo livros a crise passa mais depressa!”. Não há receita milagrosas, mas a confiança no valor intrínseco dos livros parece ser mais forte do que o medo da crise e isso pode ser uma boa notícia para os leitores.

Vasco David, da Assírio & Alvim, acha mesmo que um período difícil pode ser um desafio para quem faz bons livros: “A única forma de debelar uma crise é com optimismo, trabalho, e com a vontade sempre presente de fazer mais e melhor com menos.”

Contra todos os pessimismos, há até quem veja na crise uma oportunidade para apostar em áreas específicas. É o caso da Orfeu Negro que vai desenvolver a aposta na colecção Orfeu Mini, sabendo que o começo auspicioso que teve com O Livro Inclinado, de Peter Newell, e a apetência crescente por livros dedicados aos mais novos podem ser bons indicadores. É também o caso das editoras com livros de bolso. Quer a Bertrand quer as editoras da Leya irão desenvolver as suas colecções (7/11 e Bis), apresentando novos títulos a preços confortáveis. E a Biblioteca Independente, co-editada pela Assírio & Alvim, Relógio d’Água e Cotovia, continuará a aumentar o seu catálogo.

E depois há quem deite a língua de fora à crise. Luís Oliveira, da Antígona, arruma a questão: “Vamos continuar a caminhar indiferentes ao que se passa no exterior e a todas as fabricações de crise. Os bons livros resistem a tudo.”

terça-feira, 13 de Janeiro de 2009»

Fonte: TimeOut Lisboa
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Cerridwen

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Post 16 Jan 2009 22:55

«<!--sizeo:3-->[size=100]<!--/sizeo-->Receita para vencer a crise<!--sizec-->[/color]<!--/sizec-->
SÉRGIO ALMEIDA


A recente falência da Byblos, a maior livraria portuguesa, fez soar o alarme: mesmo os projectos de grande dimensão não estão imunes aos efeitos da crise. Ainda assim, há grupos editoriais que optam por manter o plano de investimento.

Da manutenção da estratégia inicial (Grupo Civilização e a Porto Editora), passando pela maior selecção no investimento (Fnac) até ao comprometedor mutismo sobre o assunto, no caso da Bertrand, os principais grupos livreiros a operar em Portugal procuram encontrar diferentes soluções para fazer face a uma crise cujo fim ninguém ousa, por enquanto, antecipar.

Um dado parece ser incontornável: a grande dimensão deixou de ser um sinal de invulnerabilidade. O que significa que, depois das dificuldades impostas às pequenas livrarias, é agora a vez de os projectos de grande porte sofrerem reveses.

Pedro Moura Bessa, administrador do Grupo Civilização, proprietário das redes Leitura e Bulhosa, não acredita que o "caso Byblos" seja uma lição para os restantes parceiros do sector, porque "as razões para esse insucesso já eram previsíveis para quem tivesse um conhecimento profundo do sector". O administrador não nega as dificuldades, mas defende que o actual quadro de crise é o ideal para "tornar a nossa rede livreira mais forte, mais eficiente e com um melhor serviço ao cliente".

Opinião similar tem David Ferreira, director de Produtos Editoriais da Fnac, para quem "em momentos de crise os clientes vêem os produtos culturais e de entretenimento como um escape".

O impacto diferenciado da crise na venda de livros é uma das escassas certezas que existem. Responsável da venda a retalho da Porto Editora, Pedro Carneiro elege o segmento dos best-sellers como o mais penalizado: "Quem lê, lê sempre. O leitor ocasional é que poderá diminuir o volume de compras". É por esse motivo que os três responsáveis escolhem "o ensino, o infanto-juvenil, a gestão e as biografias" como os segmentos que apresentam maior margem de expansão.

As acusações de António Lobo Antunes ao preço "escandalosamente" caro dos livros em Portugal desencadearam uma torrente de comentários em sentido contrário. Se muitos leitores subscreveram a teoria, já os livreiros afastam, para já, qualquer cenário de descida de preço, justificando tal opção com a reduzida dimensão do mercado português.

Confrontado com as críticas, Moura Bessa diz ter dificuldade em perceber o comentário de Lobo Antunes ("basta compararmos o preço dos livros com o de outros suportes culturais, com custos de reprodução mais baixos", garante), enquanto Pedro Carneiro não considera determinante o factor do preço. "A qualidade do serviço e a variedade da oferta do catálogo pesam muito mais na compra", sublinha.

Mesmo sem números definitivos face a 2008, a Fnac, Porto Editora e Bulhosa/Leitura garantem ter indicadores que apontam para performances favoráveis. Embora a retracção do consumo tenha sido visível, apontam a forte atractividade das respectivas marcas como antídoto para a crise.

A notícia do alegado interesse da Direct Group Bertelsmann em vender a Bertrand, detentora da maior rede nacional de livrarias, foi de pronto desmentida na altura, mas os rumores que apontam para uma hipotética venda persistem. A sustentar este facto encontra-se a recusa de qualquer responsável em comentar eventuais alterações ao plano de investimento para o triénio 2008-2010, remetendo quaisquer esclarecimentos para o anúncio público de resultados do exercício do ano passado, a 24 de Março. Ao que o JN apurou, auditores especializados estão a verificar as contas da empresa, acto este que costuma preceder o processo de venda.»

Fonte: Diário de Notícias
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Steerpike

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Post 20 Jan 2009 15:05

A recente falência da Byblos, a maior livraria portuguesa, fez soar o alarme: mesmo os projectos de grande dimensão não estão imunes aos efeitos da crise.


Cum hoc ergo propter hoc. A falência da Byblos não foi um efeito da crise: foi um projecto megalomaníaco, mal pensado e mal gerido, que teria fracassado mesmo em tempo de vacas gordas.

Abraços,
Luís
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srd

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Post 20 Jan 2009 15:09

Steerpike wrote:
A recente falência da Byblos, a maior livraria portuguesa, fez soar o alarme: mesmo os projectos de grande dimensão não estão imunes aos efeitos da crise.


Cum hoc ergo propter hoc. A falência da Byblos não foi um efeito da crise: foi um projecto megalomaníaco, mal pensado e mal gerido, que teria fracassado mesmo em tempo de vacas gordas.

Abraços,
Luís

Concordo com o Steerpike nesta questão, mas não foi isso que me fez responder ... foi antes para desejar um bom regresso a este cantinho :wink:

SD
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pco69

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Cópia & Cola

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Post 20 Jan 2009 15:39

Cerridwen wrote:«[b]<!--sizeo:3-->[size=100]<!--/sizeo-->Receita para vencer a crise<!--sizec-->[/color]<!--/sizec-->
(...)
"Quem lê, lê sempre. O leitor ocasional é que poderá diminuir o volume de compras".
(...)
Fonte: Diário de Notícias

Exacto.....
Ladrão que rouba a Nação, tem programa na Televisão!
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Pedro Farinha

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Post 23 Jan 2009 00:39

Não concordo. Quem lê, lê sempre, mas pode diminuir o número de compras e começar a pedir mais livros emprestados, utilizar as bibliotecas, etc.
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Samwise

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Post 23 Jan 2009 10:44

Cerridwen wrote:«As acusações de António Lobo Antunes ao preço "escandalosamente" caro dos livros em Portugal desencadearam uma torrente de comentários em sentido contrário. Se muitos leitores subscreveram a teoria, já os livreiros afastam, para já, qualquer cenário de descida de preço, justificando tal opção com a reduzida dimensão do mercado português.»


Não percebo. Esta atitude é de estranhar... :biggrin:

Confrontado com as críticas, Moura Bessa diz ter dificuldade em perceber o comentário de Lobo Antunes ("basta compararmos o preço dos livros com o de outros suportes culturais, com custos de reprodução mais baixos", garante), enquanto Pedro Carneiro não considera determinante o factor do preço. "A qualidade do serviço e a variedade da oferta do catálogo pesam muito mais na compra", sublinha.


Determinante para quê ao certo? O que ele está a contra-argumentar não vai contra o argumento inicial, em primeiro lugar - e que é "o livros são muito caros!" (hahaha). Se quero comprar determinados livros, não quero saber da qualidade do serviço ou da variedade da oferta - que são antes factores diferenciativos da loja ou da cadeia de lojas -,mas já é provável que eu vá tenha uma escolha baseada no preço do livro, optando por escolher a edição mais barata, ou, em último caso, não escolher edição nenhuma.

Sam
Guido: "A felicidade consiste em conseguir dizer a verdade sem magoar ninguém." -

Nemo vir est qui mundum non reddat meliorem?

My taste is only personal, but it's all I have. - Roger Ebert

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DreamGazer

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Post 23 Jan 2009 19:29

Eu também concordo com o Steerpike. A falência da Byblos deveu-se a má gerência e fraca planificação. Só assim se explica o resultado que teve.

Quanto à questão dos preços dos livros, é assim, eu até acho os preços razoáveis (em média), mas cada vez mais vejo livros a preços completamente anormais e inexplicáveis. Se eu compro um livro de +600 páginas a 15€ e depois vejo outro, com o mesmo volume a 25€ ... algo não está bem aqui!
Está certo que cada livro é um livro e cada autor é diferente e cada editora também, mas essa diferença é astronómica e sem justificação absolutamente nenhuma. Assim ficamos a saber que as editoras ganham mesmo rios de dinheiro com os livros e poucos riscos correm, com margens destas ...

E tenho a confessar que este ano, a menos que as coisas mudem muito, não vou ser capaz de adquirie muitos livros (para minha infelicidade). Há que cortar em tudo e os livros não se safam desta. Como Pedro Farinha afirmou, vou ter de pedir mais livros emprestados e passar mais tempo na biblioteca.
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Cerridwen

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Post 07 Feb 2009 11:54

«Verbo está a procurar portas para caminhar
Entrevista a João Alvim

Hugo Real
07/02/09

O responsável da Verbo refere que há editoras, gráficas e livrarias em risco de encerrar.

O administrador da Verbo revela que em Portugal existem muitas empresas a viver com grandes dificuldades.»


«Leya, Porto Editora e Bertrand escapam à crise do mercado livreiro
Hugo Real
07/02/09

Empresas garantem que subiram vendas em 2008 e perspectivam mais um ano positivo.

São poucos os livros que atinjem vendas superiores a cinco mil exemplares no mercado editorial português e é ainda mais raro encontrar campeões como José Saramago, António Lobo Antunes ou José Rodrigues dos Santos. E sem estes ‘garantes' de receitas, são muitas as editoras que estão a atravessar dificuldades para sobreviver em tempo de crise. Fontes ouvidas pelo Semanário Económico revelam que a retracção do consumo está a colocar em risco diversas empresas, mas o impacto da crise económica faz-se sentir de maneira diferente consoante a dimensão das editoras. Ao Semanário Económico, o grupo Leya, a Porto Editora e a Bertrand, as três maiores empresas a operar em Portugal na indústria livreira, afirmam que estão a crescer, independentemente da retracção sentida nos mercados.»

Fonte: Diário Económico

Mais informação na edição de hoje do Semanário Económico.
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Cerridwen

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Post 01 May 2009 15:44

«A literatura de ajuda e aconselhamento económico-financeiro tem cada vez mais seguidores. Na procura de saber que produtos escolher para controlar os gastos ou como seguir uma alimentação saudável e barata, as pessoas recorrem, cada vez mais, a este tipo de livros.

Livros como "O regresso da economia de depressão e a crise actual", de Paul Krugman e "Seja mais esperto do que a crise", de Luís Ferreira Lopes estão no top dos livros mais vendidos na livraria Bertrand. Mas há outros títulos que se destacam nas prateleiras da secção: "Os banqueiros não pagam a crise", "Como esticar o salário e encurtar o mês" ou "Dicas para superar a crise" são outros dos títulos que "levam a crise" às montras das livrarias.

Paralelamente ao aumento da venda de literatura anti-crise, também o número de publicações sobre o tema teve um aumento significativo. Joana Almada, gerente da livraria Leitura, considera que muitas pessoas não procuram este tipo de literatura apenas devido à situação económica actual. "Muita gente compra os livros porque viu uma referência no jornal ou porque ouviram alguém falar e não tanto pela crise em si", afirma.

Joana Almada, afiança, contudo, que existem pessoas que compram o livro para aprender a lidar com a crise. Outras há que os adquirem para saber "porque e como aconteceu e o que vai acontecer a seguir".

"Se não nos deixarmos manipular, podemos ficar devidamente informados"
Filipa Mora, estudante universitária, comprou recentemente o livro "Os banqueiros não pagam a crise", de Patrick Bonazza. Escolheu o título porque acha que "todos devem estar minimamente bem informados sobre a crise que se vive actualmente". Além disso, acha que a ironia muitas vezes presente nestes livros "ajuda a encarar o tema com maior à vontade", o que "torna a leitura e a compreensão mais fáceis".

"É engraçado ver como aquilo que preenche o top de vendas são livros que explicam a crise e livros com sugestões de como ser feliz face a essa crise. Se tivermos atenção e soubermos o que estamos a adquirir, se soubermos qual a fonte essencial do livro e não nos deixarmos manipular acho que podemos estar devidamente informados com alguma facilidade", reflecte a estudante.

Já Ana Paula Africano, professora da Faculdade de Economia do Porto, o acesso a este tipo de litratura é uma maneira de ajudar os agregados familiares a "controlar os seus rendimentos de uma maneira mais rentável e responsável" num "período de dificuldades económicas".

"Seguir alguns concelhos genéricos sensatos pode ajudar a poupar muito dinheiro nas situações do quotidiano e as pessoas podem realmente utilizá-los para melhor controlar as suas despesas", diz ao JPN.

Para a economista, estes livros assumem uma função que passa, essencialmente, por ensinar a controlar e a manter os rendimentos de um agregado familiar. No entanto, afirma que este tipo de literatura "deve ser lido e interpretado com bom senso e aplicado a casos gerais e não a situações minuciosas".»

Rita Oliveira ([url=mailto:ljcc06016@icicom.up.pt]ljcc06016@icicom.up.pt[/url]), Jornalismo Porto Net, Livros anti-crise são cada vez mais procurados
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Cerridwen

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Post 04 Aug 2009 23:41

«A compra de livros em Portugal manteve-se estável no primeiro semestre de 2009, apesar da crise económica mundial e de «alguma contenção inicial na edição», segundo a avaliação da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL).

Rui Beja, presidente da APEL, entidade que representa mais de 200 associados, referiu à Agência Lusa que «nos primeiros meses do ano, as vendas foram até superiores às do ano passado na maioria» das livrarias.

«Não se pode dizer que a crise global tenha afectado o sector do livro. Neste sector vive-se uma situação anormal», comentou o responsável pela instituição mais representativa nesta área, a nível nacional.»

Diário Digital / Lusa

Fonte: Diário Digital
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Cerridwen

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Post 10 Aug 2009 12:17

"Sin esos libros, los libreros este año tendríamos que hibernar". Ni la librera ni los títulos a los que se refiere son cualquiera. La primera, Núria Pons, es la responsable de la macrotienda Bertrand, segunda librería más grande de Barcelona. Los autores que salvan al gremio en año de crisis son: Larsson con su trilogía, Stephenie Meyer, Ildefonso Falcones, Javier Cercas, Ken Follett y John le Carré, que han publicado libro en el curso 2008-2009, ahora acabado. Y seguirán salvando el año otros que vendrán en breve: Isabel Allende, Anthony Beevor, Eduardo Mendoza, Henning Mankell y Dan Brown, por citar algunos.

"Gracias a las reservas, hicimos el 10% de la facturación mensual en sólo un día y en el global nos incrementó las ventas en un 20%. Nos salvó el trimestre", apunta Txon Pagès, de la librería Etcétera, en el barcelonés Poblenou, refiriéndose al último Larsson. Pero la magia sueca no es patrimonio de la tienda pequeña. "Los dos primeros días hicieron el 40% de las ventas y nos ha subido la facturación un 15%", admite Pons.

"No me gusta hablar de libros-flotador, pero ellos solos generan entre un 15 y un 20% de los ingresos en un año cuyo primer trimestre cerramos con un 10% por debajo del 2008", calcula Fernando Valverde, presidente de la Confederación Española de Gremios de Asociaciones de Libreros (CEGAL). Y constata: "Este 2009 está siendo generoso en libros así".»

Siempre han existido libros de gran venta en una temporada, pero quizá nunca con tal densidad. Esto coincide con la consolidación de un nuevo fenómeno: la concentración de ventas muy altas en muy pocos títulos y, en general, en tiempo corto, "como no se había dado antes nunca", admite José Manuel Lara Bosch, presidente de Planeta y propietario de Larsson a través de su sello Destino (más de tres millones de ejemplares según la editorial).

"No sé las razones, pero es un fenómeno mundial que empieza con el estallido de Cruzando el umbral de la esperanza, de Juan Pablo II, en 1995", precisa Riccardo Cavallero, director general de Random House Mondadori, que este curso acumula éxitos: Un mundo sin fin, de Follett; El hombre más buscado, de Le Carré; Anatomía de un instante, de Cercas, y La mano de Fátima, de Falcones, con medio millón en la primera edición.

Carles Geli, El País - Texto Completo: "El año del libro-flotador"

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