pink light love

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croquete
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Postby croquete » 29 Feb 2012 17:44

Era uma vez uma moça bonita, gira, inteligente, solteira e um bocado altaneira.
Um dia encontrou um gajo fino, rico e necessariamente arrogante, tiveram uma discussão sem sentido e ficaram com a ideia errada um do outro. Ela odiou-o de morte. Mais tarde encontraram-se num bar por acaso e trocaram acusações sobre perseguições imaginárias.
Um dia acontece uma catástrofe qualquer que os atira aos dois para uma ilha tão deserta que nem o Sexta-feira lhes pode valer.
Como o gajo, além de gajo também tinha estômago resolveu arranjar alguma coisa para comer. Ela ressentiu-se daquela atitude machista deu um pontapé numa pedra e partiu uma unha atribuindo-lhe as culpas pelo sucedido para depois sentir-se mal consigo mesma pela atitude idiota.
Ele, além de ser fino, rico, necessariamente arrogante, ser gajo e ter estômago também tinha uma falta de jeito atroz para encontrar comida num ambiente hostil e para o qual toda a sua vasta e imaculada experiencia não o tinha preparado. Tropeçou num frango assado que por ali andava e arranjou por isso uma ferida de guerra que a ela deu oportunidade de se armar em enfermeira. Ela ficou com a ideia que tinha o lado maternal desenvolvido e a ele com vontade de fazer aquilo que os casais fazem numa ilha deserta.
Fica a saber o leitor a meio da história que a heroína andava a guardar-se para freira até descobrir emoções que desconhecia numa ilha qualquer com um homem que julgava odiar.
Entretanto aparece um inimigo que perturba aquele momento. Este inimigo pode ser um rival do gajo que além de ser fino, rico, arrogante, ter estômago, falta jeito etc. tem também o feitio e estatura moral de uma reencarnação do Kadafi.
Prefiro no entanto que o inimigo seja um pirata, um ladrão ou também o fantasma do frango assado que tinham comido no dia anterior.
Tem o nosso herói oportunidade de resolver o assunto com um soco, uma bala, uma corda, ou com a leitura de um manual de “Exorcismo de aves cozinhadas no carvão, para Totós”.
São transportados por uma lufada de vento para o mundo que deixaram antes. Ele com a noção que ela não queria deixar de ser Virgem de signo, e ela com a ideia que o homem não tinha sentimentos.
Reencontram-se anos mais tarde para desapertar todos os nós, mesmo todos, e para o narrador afirmar que não é idiota a crença de que alguém pode viver feliz para sempre.
:cheers:

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João Arctico
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Re: pink light love

Postby João Arctico » 01 Mar 2012 22:46

Ando disléxico. Quando comecei a ler, troquei "altaneira" com "alternadeira" e só quando cheguei a "... a heroína andava a guardar-se para freira" é que achei demasiado absurdo, apesar do surrealismo do texto. :devil:
Conclusão: tive que voltar a ler o texto de novo :P
Meu comentário sobre o texto? :cheers: ;)
"É isto o que, de todo em todo, pretendia o autor? Não sei; é a opinião do leitor que eu dou." Jean-Paul Sartre
"Mas mesmo aquilo que a gente não se lembra de ter visto um dia, talvez se possa ver depois de algum viés da lembrança" Chico Buarque in Estorvo

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Re: pink light love

Postby croquete » 02 Mar 2012 10:39

^_^
Obrigado.


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