Livro de minha autoria(excerto)

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Twisted Wing
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Livro de minha autoria(excerto)

Postby Twisted Wing » 18 Apr 2012 20:42

Olá :)
Sou nova aqui e nas últimas duas noites escrevi este pequeno excerto.
Não liguem se os - ou . não estiverem no sítio certo, foi um bocado à pressa. Estou a pensar em escrever um livro, mas com a escola não tenho assim tanto tempo. E isto é o que já fiz de minha ideia. Podem dar opniões e sejam sinceros. Obrigado.

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Era uma tarde bastante cinzenta, despreocupada e cheia de pessoas no Tom’s Wing, Oxford. Brooke bebia o seu habitual leite com pouco café, devido a gostar dele bastante suave. Tal qual como levava a sua vida. Era solteira e nunca se tinha questionado porque nunca conseguia levar uma relação muito a sério… Talvez porque vivia para o seu trabalho, talvez porque nunca amou realmente alguém, ou talvez até só porque queria levar uma vida descomprometida.
- Hey, hey, Brooke!
- Hm, Olá Amber - disse ela, absorta num mar de pensamentos descontrolados.
- Devias juntar-te mais a nós, sabes! Não te afastes tanto, ainda vais mesmo viver nessa atmosfera doentia de malucos com quem tanto trabalhas.
- Não são malucos, são doentes mentais. Foro psicológico afetado. São pessoas que precisam de compreensão, muitas vezes isso basta-lhes. Outras vezes, coitadas, precisam de qualquer coisa que controle o seu organismo de forma a ficar são. Deveriam ter sido ouvidas ou tratadas antes do tempo, mas agora é tarde de…
- Sim, Brooke, nós percebemos – retorquiu Amber, metro e meio ao lado de Brooke, que se mantia imóvel e de olhos fixos no grande relógio de parede de Tom. - Nós sabemos que isto te fascina imenso, mas quando começas nunca mais paras e este é um domingo nublado, mas porém extremamente vivo, fresco e aquele cheiro de terra molhada é tão agradável e…
- Ok Amber, também sei o quanto isso te fascina – respondeu ela, com um pequeno sorriso nos lábios, proveniente de ter retribuído na mesma moeda à amiga. Amber era baixa, ruiva, possuidora de uns olhos castanhos bastante atraentes, o que quando se juntava ao resto do seu corpo, dava uma figura bastante esbelta e sexy. Amber era a sua amiga mais próxima desde o sétimo ano de escola, o que se prolongava até aos seus vinte e dois anos. Era muito enérgica, viva, bastante ligada à natureza, e ao contrário de Brooke, estava sempre interessada em belos rapazes, por isso nunca mantinha uma relação muito tempo. Esse era um dos seus pontos em comum, embora não consequente dos mesmos motivos.
- Eh que desmancha-prazeres, tu – disse Amber, muito atenta à televisão.
- Também te adoro. Então digam-me lá, o que é que fazem aí tão juntos da televisão?
- Olha, outro que devia ter sido tratado antes do tempo. Agora já não vais a tempo – disse Robert, um amigo conhecido de infância, o qual era agora alvo de Amber. Já tinham namoriscado umas vezes no liceu, mas Brooke estava atualmente desinteressada nele, e então não tinha qualquer problema em que Amber ficasse com ele. Durante pouco tempo, sabia ela. Mesmo que ele fosse musculado e bem-parecido, Amber nunca conseguiria manter o interesse num homem com baixos resultados escolares e pouco dinheiro. Ainda assim, ela estava convencida de que um dia, quando a sua amiga se apaixonasse a sério, todos esses interesses supérfluos iriam desaparecer. – Não é, Brooke?
- Ah, sim, deves ter razão.
- Sempre na lua, Brooke. És tão inteligente e no fim acabas por perder muito disso com o estares sempre distraída – referiu Robert.
- Tens razão, tenho de admitir. Mas sou mesmo assim, e olha que às vezes esta concentração interna vale de muito. Já tenho, pelo menos, ajudado em inúmeros casos com isto – respondeu ela, defendendo-se. Toda a gente estava à volta da mesa, agora a conversar freneticamente sobre a semana cheia de trabalho, e Brooke reparou que Robert estava mais junto de si do que dos outros. Amber veio logo para perto deles, e perguntou:
- Querem vir jantar connosco, num daqueles jantares gigantes e cheios de pessoal novo? É no próximo sábado e vamos todos: o John, a Samantha, a Rachel, o Alex, a Jane, o James, o Dylan, o Lars, a Annie, eu e talvez vocês! Que me dizem?
- Talvez, mas sabes que eu não gosto muito desses aglomerados de desconhecidos…
- Eu devo ir, contem comigo – disse Robert.
- Então depois diz-me, Brooke – Amber virou-se para o outro lado, captou uma frase do grupo de amigos e retirou o maço de cigarros da mala. – Vamos fumar, vocês vêm?
- Eu não, sabes bem que não me quero agarrar muito ao tabaco – disse Brooke.
- É, eu fico a fazer-lhe companhia – retorquiu Rob. Já há muito ela havia percebido que Rob, desde que ela teve o seu primeiro namorado, seguinte aos seus namoricos, ficara diferente com ela. Era mais calmo, ajuizado, como que quisesse entrar na sua onda. Brooke sempre tinha sido mais calma e adulta que o resto dos seus amigos, e talvez fosse por isso que ela já tinha trabalho e trabalho que agradava a poucos do seu grupo de amigos. Apenas Rachel e James se interessavam, por vezes, sobre o seu emprego no geral. Poucos mais faziam um esforço para entender as “matérias” mais delicadas e complexas. Ela notara que uma atmosfera mais pesada se tinha apoderado deles. Rob estava sempre bastante sério, mas quando contavam piadas um ao outro ou se deixavam rir à mínima coisa que fosse, parece que nunca ninguém iria conseguir superar o seu nível de intimidade. Brooke sentia-se bastante relaxada e protegida com ele por perto, mesmo que nunca lhe tivesse dado muita importância. Ela sabia que ele, mesmo não tendo grandes notas na escola, era um rapaz bastante inteligente. Apenas não o demonstrava e ela não tinha a certeza do porquê. Era uma pessoa em quem ela confiava muito. Não era lindo de morrer mas também não era minimamente feio. Cada vez mais bonito por dentro e por fora. Ela ligava mais ao interior que ao exterior. Para já, para se interessar em alguém, tinha de falar bastante com essa pessoa. Tinha de achar o seu interior bonito para depois achar o mesmo do exterior. E então, achava Rob muito mais bonito do que talvez fosse. Poucas pessoas a conseguiam captar assim, mas Brooke nunca levara isso para o lado amoroso, sempre levara isso como um grande tempo de vivência entre os dois.
- Brooke, o que vais fazer nesta quarta? Pensei que talvez pudéssemos ir jantar fora, sabes…
- Oh, desculpa Rob, deixa-me só atender – Brooke pega no seu telemóvel, já gasto do toque e levanta a tampa para atender. – Sim, Charles? – Faz pausas rápidas para escutar o que lhe dizem. - Oh, parece grave. Queres que vá para aí? Não mesmo? Se quiseres eu vou, é só dizeres… Está bem, amanhã aí estarei. Se puder ainda verei qualquer informação no site. Ahah, não te preocupes, sabes que faço isto por gosto. – Tive mesmo de atender, sabes? Assuntos do trabalho, parece que descobriram um caso bastante violento. Amanhã saberei mais pormenores.
- Gostas mesmo do que fazes, tu. Devias estar naquelas séries policiais em que o génio da sala descobre ou dá uma pista qualquer mesmo importante, e descodificadora de tudo. Gosto bastante dessas séries, especialmente quando é uma mulher bonita e atraente. Não se notaria nada se as substituísses na televisão.
Brooke conseguia sentir-se a corar, distraída de tudo o resto e apenas observando Rob, que a encarava da mesma forma envergonhada. Ele sabia que não devia ter dito aquilo, que era, ao fim de contas, a pista descodificadora da sua paixão por ela. Mas também já tinha dito mais daquelas, por isso relaxou-se e despreocupou-se. Caso ela tivesse apanhado aquela boca mais atentamente que as outras, não era assim tão mau. Ele já lhe tinha dado algumas provas de que queria alguma coisa com ela. Brooke, no entanto, não era assim tão esbelta. Era um pouco baixa, morena, de cabelos encaracolados, de olhos verdes, que eram talvez o seu ponto forte, e lábios sedutores e macios. Pelas suas feições, se na sua singularidade, esta seria uma figura atraente, possuidora de uma carreira de rapazes e algumas raparigas atrás dela. Porém, todos estes traços juntos não ajudavam muito à sua beleza e com o seu trabalho e a sua pessoa, não ligava à maquilhagem, não fazia um esforço para realçar os seus pontos fortes. Para disfarçar, disse a Rob:
- Então o que me estavas a perguntar?
- Oh, não era nada, já vi que estás ocupada.
- Mas perguntaste-me qualquer coisa de quarta-feira. E o novo caso é amanhã. Talvez possa estar livre ou até fazer por isso – respondeu ela com um sorriso, vendo a satisfação de Rob no rosto.
- Então, … Perguntei-te se tinhas alguma coisa quarta. Podíamos ir ver um filme ou até jantar fora, não sei. É o meu dia de folga.
- Rob, porque não te esforçaste mais? – Brooke mandou aquilo da boca para fora, mas vendo Rob tranquilo continuou o discurso. - És inteligente e podias ter um trabalho bem melhor que carimbar papelada. Especialmente com aquele patrão, que horror. Ficaria mesmo feliz por ti se quisesses seguir por uma via profissional. Desculpa, é só que sabes bem o quanto quis que merecesses o que mereces. Mas sim, amanhã vejo e mando-te mensagem.
- Eu sei, e arrependo-me disso. Mas é a vida, agora já está. Então fico à espera da tua mensagem.
- Boa. Estás a tentar não fumar tanto, não estás? – Disse-lhe ela, vendo que ele lançava uns olhares aos amigos a fumar lá fora.
- Sim, estou – desabafou por fim. - sabes o quanto me viciei no liceu e o esforço que fiz para não fumar aquilo tudo por dia. Agora consigo, estou tranquilo, mas às vezes apetece e então fumo. Também não me importo de morrer mais cedo, acho que não tenho nada de especial que me faça mesmo ficar cá. Por enquanto.
- Ia-te dizer para não dizeres isso, mas a verdade é que eu própria o diria. Também fumo ocasionalmente, e a única coisa que me prende cá são vocês. Tu, a Amber e pouco mais. O trabalho também é aquela coisa para que eu vivo. Mas é diferente, claro. O trabalho não vai ficar triste se eu morrer de cancro e vocês vão, acho eu. Vocês têm sentimentos.
-Sim, tontinha. Nem penses nisso.
- Bem, acho que me vou deitar, estou cheia de sono. Vens comigo até lá fora? Despeço-me deles e ficas lá, pode ser que a nicotina não te chame – disse ela com um pequeno sorriso nos lábios, o qual viu a surgir também nos de Rob.
- Vamos, então.
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Re: Livro de minha autoria(excerto)

Postby Thanatos » 18 Apr 2012 21:31

OK, notam-se as influências de Ruth Newman. Em vez de Cambridge, Oxford, etc. Eu por mim sou mais um homem de Cambdrige mais que não seja porque tenho curso de lá. :P

Gostei dos diálogos mas ainda há muito por onde se possa melhorar, não achas?
Não importa como, não importa quando, não importa onde, a culpa será sempre do T!

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Re: Livro de minha autoria(excerto)

Postby Twisted Wing » 18 Apr 2012 21:37

Sim, realmente antes de ler esse livro já tinha umas ideias, mas depois de o ler ainda vieram mais e parecidas.
Claro, tudo se pode sempre melhorar. :) Como disse, não tenho muito tempo nem experiência. Estou no 9º ano, com os exames e tudo isso, é difícil.
Mas vou tentar melhorar ao longo do texto, obrigada :D
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