Poema dadaísta ao automóvel

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Arsénio Mata
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Re: Poema dadaísta ao automóvel

Postby Arsénio Mata » 19 Dec 2012 15:48

Tens razão. Era um exemplo. Já a palavra galera é repetida a cada 5 segundos. Nada contra. Acho é que resulta mal como poema. Talvez como sketch humorístico (e não digo isto em tom depreciativo, atenção) resultasse melhor.
Only in the bloodline is this terror exposed
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Re: Poema dadaísta ao automóvel

Postby João P Ferreira » 19 Dec 2012 16:06

Arsénio Mata wrote:Tens razão. Era um exemplo. Já a palavra galera é repetida a cada 5 segundos. Nada contra. Acho é que resulta mal como poema. Talvez como sketch humorístico (e não digo isto em tom depreciativo, atenção) resultasse melhor.

Não me levem a mal, mas acho que se deve também ao facto de haver muito intelectual luso que tem uma aversão irracional ao português-BR :P
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Re: Poema dadaísta ao automóvel

Postby Arsénio Mata » 19 Dec 2012 21:45

Tens quase razão. Eu não sou nenhum intelectual, mas sou luso. Não tenho aversão ao português com sotaque brasileiro, mas acho que imitas mal. Daí que se torne um pouco caricatural e daí a minha afirmação que resulta melhor como sketch.
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Re: Poema dadaísta ao automóvel

Postby pco69 » 19 Dec 2012 22:20

Morra o automóvel! Pim! :twisted:

(mas antes, dêm uma vista de olhos aqui: http://www.teslamotors.com/models) :clap: :thumbup: :dribble: :dribble:
Fenómenos desencadeantes de enfarte do miocárdio

Esforços físicos, stress psíquico, digestão de alimentos, coito, tempo frio, vento de frente e esforços a princípio da manhã.

Ou seja, é extremamente perigoso fazer sexo ao ar livre com vento de frente, após ter tomado o pequeno almoço numa manhã de inverno...

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Re: Poema dadaísta ao automóvel

Postby Samwise » 20 Dec 2012 03:42

Arsénio Mata wrote:Como sabem, pelo menos quem leu os meus textos, eu uso bastante calão. Faço-o por considerar que caralho é uma palavra igual a melancia. Já uma vez o defendi aqui, com uma frase parecida. O medo das palavras é perigoso.


É mais perigoso não entender diferenças entre palavras quando estas são óbvias do que escolher não usar algumas delas em contextos desadequados e despropositados. Arsénio, apesar destas tuas afirmações, eu não acredito que penses que "caralho" e "melancia" tenham o mesmo peso ou representação social, nem que as uses sem ponderação em qualquer contexto.

Eu não tenho medo de calão - apenas não gosto de o usar. Prezo demasiado a educação que me deram e esforço-me para honrar essa herança. É a minha maneira de ver as coisas. Mas isto não significa que considere que não deva ou possa ser usado - mediante o contexto e mediante a "arte" com que é feito - e que me impeça de o "apreciar" quando a coisa é bem feita. Entre o poema do Bocage e a música do rapper vai um oceano de diferença - e quem não vê isso precisa de lentes mais graduadas.

O Sam fala em falta de nível verbal. Para mim, falta de nível verbal é, mais do que dizer caralho ou puta, considerar que alguém que o diga tem falta de nível.


Para mim "falta de nível verbal" é uma expressão que só tem significância através de uma contextualização específica. Não são as palavras que são "feias" por si só e não são as pessoas que têm falta de nível, é antes a forma como por vezes as palavras são usadas e o aspecto que conferem às pessoas que as dizem. Para clarificar, eu não pretendi dizer que o João tem falta de nível, mas pretendi dizer que o poema que declamou tem falta de nível - e muita. Para mais quando foi entretanto assumido que há uma separação entre forma e conteúdo e que a primeira foi usada para "chocar" e para atrair as atenções sobre o segundo. Algo que de certa forma responde à minha pergunta do porquê do uso do calão, pornografia e escatologia - é a regra do "vale tudo". Mas não me tentem convencer de que há um suporte artístico por detrás desta lógica. Pelo contrário, o que há é um plano cínico e calculista -funcional- para chegar a uma alegada "boa intenção social". E ao haver este desfasamento entre forma e conteúdo, então de facto as ofensas e os ataques ganham o estatuto de gratuitos. É que entre chamar as mulheres de vagabundas e deitar foguetes para o ar a diferença passa então a ser zero (e partindo do pressuposto que ninguém se ofende com o lançamento um foguete de festa).

João P Ferreira wrote:
Samwise wrote:
- Por que razão as mulheres "rodadas" são sempre putas de merda e os homens são "garanhões" que colecionam respeito social, nomeadamente entre aqueles que criticam essas mulheres?


Sam, nunca proferi tal comentário, nem nunca defendi tal paradigma, apenas citei um rapper famoso que faz uso abundante do calão


Nem eu disse que proferiste. Apenas achei o exemplo infeliz, porque não é só no calão que está em sintonia com o teu poema, é na forma como representa as mulheres, ou algumas delas. Ainda assim, no caso do tema musical, forma e conteúdo conjugam-se e justificam-se em unidade.
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Re: Poema dadaísta ao automóvel

Postby Samwise » 20 Dec 2012 12:04

Para terminar de forma mais precisa o texto de ontem à noite (porque no final, o essencial ficou por dizer), João, vou tentar ser mais objectivo na crítica ao teu poema, no que respeita àquilo que é a sua falha principal.

Partindo desta tua explicação:

A ofensa assenta os seus fundamentos numa critica à política pública da hegemonia do automóvel e da sua sacralização por parte dos meios de comunicação social, publicitários e culturais, com as consequências trágicas para uma nação onde 1/4 das importações são carros e combustíveis. Assim a ofensa assenta os seus princípios numa sátira de índole política que visa unicamente o melhoramento da qualidade de vida e dos índices económicos em Portugal.


O que sucede é que enquanto estamos a ouvir a tua declamação, nada disto é visível ou inferível. Estes conteúdos não se relacionam de forma nenhuma com o texto do poema nem são lá colocados magicamente através da ofensa ou do "choque".

Quando "declamas" que as mulheres portuguesas e brasileiras são vagabundas porque se deixam levar pelo estatuto social dos homens que tem bons automóveis, a última coisa em que penso é na problemática social do automóvel e na sua "sacralização nos meios de comunicação social, etc". Quando vejo imagens de bombas sexuais a promoverem automóveis, penso que essas mulheres não tem culpa de serem voluptuosas nem de ganharem a vida dessa maneira, não penso que o automóvel é mau para a sociedade, apesar de promover essa situação. Quando te vejo insultar o pessoal do tuning com insinuações de que são uns xungas acéfalos, não penso que nas "consequências trágicas para uma nação onde 1/4 das importações são carros e combustíveis", vejo apenas ofensas gratuitas. Quando passam imagens pornográficas quase explícitas (em que mais uma vez a mulher está renegada a uma posição de "dominada") alternadas com flashadas quase subliminares de baldes cheios de excrementos, não me chega ao pensamento uma "sátira de índole política que visa unicamente o melhoramento da qualidade de vida e dos índices económicos em Portugal".

As justificações que dás para explicar as ofensas e os "choques" não encontram expressões depois no poema. Nenhumas, mesmo.

A forma pode eventualmente ser injuriosa, infame ou ofensiva, mas assenta essencialmente num estilo de desabafo e de sátira literária; todavia o conteúdo é extremamente válido e premente nos dias que correm. A forma, que serviu apenas para chocar, foi um meio para trazer à consciência coletiva da sociedade o teor do conteúdo, esse sim, válido, racional e desprovido de sentimentalismos exacerbados.


Até pode ser que a tua intenção tenha sido essa, mas nada disso está no poema - está antes no artigo que colocaste para minha apreciação e no post de onde retirei esta última citação. Algo que, contudo, não valoriza o poema ou o torna digno de elogios - são universos separados por um tema que aparentemente teimas em usar para dar a ideia de que estão juntos. Voltando um pouco ao princípio, na minha opinião o único ponto que tem algum valor na declamação é mesmo a tua interpretação, porque o resto é tudo muito mau.
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Re: Poema dadaísta ao automóvel

Postby João P Ferreira » 20 Dec 2012 12:24

Samwise wrote:Quando "declamas" que as mulheres portuguesas e brasileiras são vagabundas porque se deixam levar pelo estatuto social dos homens que tem bons automóveis, a última coisa em que penso é na problemática social do automóvel e na sua "sacralização nos meios de comunicação social, etc". Quando vejo imagens de bombas sexuais a promoverem automóveis, penso que essas mulheres não tem culpa de serem voluptuosas nem de ganharem a vida dessa maneira, não penso que o automóvel é mau para a sociedade, apesar de promover essa situação.


Sam, quando "declamo" que as mulheres portuguesas e brasileiras são vagabundas porque se deixam levar pelo estatuto social dos homens que têm bons automóveis, acho que está bem patente que é uma crítica ao estatuto social que tem o automóvel, pois é associado nos homens ao sucesso e à virilidade. Acho que a relação é clara.

Samwise wrote:Quando te vejo insultar o pessoal do tuning com insinuações de que são uns xungas acéfalos, não penso que nas "consequências trágicas para uma nação onde 1/4 das importações são carros e combustíveis", vejo apenas ofensas gratuitas.


Quando me vejo insultar o pessoal do tuning com insinuações de que são uns xungas acéfalos, é isso mesmo, é uma crítica a uma parcela da juventude, que se revê mais nos bens frívolos e materiais, que não se cultiva, que não se interessa por política, por literatura, por cidadania ou por ciência e se cinge a adular um objeto, que nas sociedades ocidentais, tomou o estatuto de sacro. Sam, acho que a relação é clara e patente.

Samwise wrote:Quando passam imagens pornográficas quase explícitas (em que mais uma vez a mulher está renegada a uma posição de "dominada") alternadas com flashadas quase subliminares de baldes cheios de excrementos, não me chega ao pensamento uma "sátira de índole política que visa unicamente o melhoramento da qualidade de vida e dos índices económicos em Portugal".


A questão das referências escatológicas, prende-se com a associação freudiana, que muitos automobilistas fazem com o seu carro. Há vários estudos que referem que para os automobilistas mais zelosos da sua viatura, o automóvel funciona como uma continuação forte do próprio ego. Foi mais uma vez uma crítica a este facto. Aceito todavia, que neste ponto a relação seja mais subtil e menos direta!

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Re: Poema dadaísta ao automóvel

Postby Samwise » 20 Dec 2012 17:42

João P Ferreira wrote:Sam, quando "declamo" que as mulheres portuguesas e brasileiras são vagabundas porque se deixam levar pelo estatuto social dos homens que têm bons automóveis, acho que está bem patente que é uma crítica ao estatuto social que tem o automóvel, pois é associado nos homens ao sucesso e à virilidade. Acho que a relação é clara.


Que o automóvel é um símbolo de estatuto (e virilidade) parece-me ponto assente. A minha questão é que o vídeo não critica esse símbolo de estatuto, critica as mulheres que se deixam levar por ele. Ofensivamente. E depois generaliza a questão às nacionalidades portuguesa e brasileira (contrapondo com as nórdicas). Porque até podiam ser as jóias a subsituir o automóvel, que a mensagem que passava continuaria a mesma. Onde estou a querer chegar é que a crítica social ao automóvel não está pura e simplesmente presente no poema, o que está é uma crítica a alguns grupos de pessoas (se é por conta do automóvel, isso acaba por ser irrelevante)

Quando me vejo insultar o pessoal do tuning com insinuações de que são uns xungas acéfalos, é isso mesmo, é uma crítica a uma parcela da juventude, que se revê mais nos bens frívolos e materiais, que não se cultiva, que não se interessa por política, por literatura, por cidadania ou por ciência e se cinge a adular um objeto, que nas sociedades ocidentais, tomou o estatuto de sacro. Sam, acho que a relação é clara e patente.


A relação sim, a crítica não. Disseste mais neste parágrafo do que em 20 minutos de poema.

Samwise wrote:A questão das referências escatológicas, prende-se com a associação freudiana, que muitos automobilistas fazem com o seu carro. Há vários estudos que referem que para os automobilistas mais zelosos da sua viatura, o automóvel funciona como uma continuação forte do próprio ego. Foi mais uma vez uma crítica a este facto. Aceito todavia, que neste ponto a relação seja mais subtil e menos direta!


Um balde de excrementos e mais um aparelhómetro com uma "sonda" para facilitar a evacuação dentro do automóvel é uma crítica ao seu uso como continuação do ego do indivíduo? :rolleyes:

Compara lá com esta outra maneira (marota) de apontar essa ideia:

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Re: Poema dadaísta ao automóvel

Postby croquete » 20 Dec 2012 23:58

[quote="Thanatos"]Então julgas mal croquete porque se leres os posts anteriores ao meu mais concretamente o do Samwise lerás que é ele que refere e usa o termo "chocante". Este tipo de afirmações quando ainda nem sequer se escreveu demais por aqui é que geram os mal-entendidos desnecessariamente a meu ver, tendo em conta que se poderia até redigir o post sem mencionar em concreto quem disse o quê visto que tal nada acrescenta à discussão a menos que se queira fazer passar alguma ideia menos positiva, mesmo que se diga posteriormente que tal é não intencional.Então julgas mal croquete porque se leres os posts anteriores ao meu mais concretamente o do Samwise lerás que é ele que refere e usa o termo "chocante". Este tipo de afirmações quando ainda nem sequer se escreveu demais por aqui é que geram os mal-entendidos desnecessariamente a meu ver, tendo em conta que se poderia até redigir o post sem mencionar em concreto quem disse o quê visto que tal nada acrescenta à discussão a menos que se queira fazer passar alguma ideia menos positiva, mesmo que se diga posteriormente que tal é não intencional.[/quote]

Lamento. Foi engano.
Mas as tuas imprecisões não são mais honestas que as minhas.

João...

Porquê esta fixação pelos carros?
Se alguns comportamentos são irracionais, estes refletem mais um sintoma do que uma doença do ser humano.
Existe alguém que tenha sido vítima de atropelamento e tenha marcado o autor?
O autor para se deslocar utiliza que meios de transporte?

Tenho um colega de trabalho que precisa com urgência de um transplante de fígado, da minha casa ouço por vezes ao fim de semana à noite, veículos a grande velocidade, por vezes até penso, quem sabe, poderão até servir como dadores compatíveis.

Tens a noção da complexidade do tema?

Podem ser automóveis, motas, como poderia ser um outro meio de transporte qualquer, podem ser corridas ilegais como também pode ser alguém a transportar um medicamento ou um ferido para o hospital.

E a culpa é dos automóveis? :gen068:

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Re: Poema dadaísta ao automóvel

Postby João P Ferreira » 21 Dec 2012 11:18

croquete wrote:
João...

Porquê esta fixação pelos carros?
Se alguns comportamentos são irracionais, estes refletem mais um sintoma do que uma doença do ser humano.
Existe alguém que tenha sido vítima de atropelamento e tenha marcado o autor?
O autor para se deslocar utiliza que meios de transporte?

Tenho um colega de trabalho que precisa com urgência de um transplante de fígado, da minha casa ouço por vezes ao fim de semana à noite, veículos a grande velocidade, por vezes até penso, quem sabe, poderão até servir como dadores compatíveis.

Tens a noção da complexidade do tema?

Podem ser automóveis, motas, como poderia ser um outro meio de transporte qualquer, podem ser corridas ilegais como também pode ser alguém a transportar um medicamento ou um ferido para o hospital.


Olá croquete

Este é um tema já muito debatido e rebatido.
Segundo me disse o autor do texto, este só se desloca de Transportes Públicos (onde se inclui táxi) e de bicicleta!
Tem aversão ao automóvel, por questões filantropas e patrióticas!

Segundo me disse também, o seu alter ego, lançou diversas achas para a fogueira, num fórum de automobilistas, num tema muito aceso e rebatido.
Em última instância foi banido pelos administradores do dito fórum.

Vejam todo o debate aqui:
http://forum.autohoje.com/forum-geral/114090-carro-ou-bicicleta-na-cidade-7-razoes-para-se-optar-pela-bicicleta.html

Se leres com atenção, percebes que existe uma irracionalidade sexual em torno do carro, a que muitos chamão "paixão", que tem sido trágica para Portugal.

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Re: Poema dadaísta ao automóvel

Postby Samwise » 21 Dec 2012 13:12

João P Ferreira wrote:Este é um tema já muito debatido e rebatido.
Segundo me disse o autor do texto, este só se desloca de Transportes Públicos (onde se inclui táxi) e de bicicleta!
Tem aversão ao automóvel, por questões filantropas e patrióticas!


Cheira-me que são uma e a mesma pessoa. Para tirar as dúvidas, nada melhor do que perguntar directamente: João, o autor do texto do poema és tu (tu = em pessoa ou por intermédio de algum alter-ego/heterónimo)?

Segundo me disse também, o seu alter ego, lançou diversas achas para a fogueira, num fórum de automobilistas, num tema muito aceso e rebatido.
Em última instância foi banido pelos administradores do dito fórum.

Vejam todo o debate aqui:
http://forum.autohoje.com/forum-geral/114090-carro-ou-bicicleta-na-cidade-7-razoes-para-se-optar-pela-bicicleta.html


Parece-me que geriste mal uma situação que à partida te era favorável, porque respondeste na mesma moeda a algumas "depreciações" e "insultos" gratuitos. Bastava teres-te abstraído dessa parte e teres continuado com a argumentão puramente lógica, que era o teu maior trunfo, para não te terem posto na rua. Apesar da mensagem ser praticamente impossível de passar - estás a mexer com uma zona de conforto intensamente enraizada nas pessoas. Fazê-las abdicar desse conforto por conta de um ideial social "fantasma", do qual não obtêm o adequado retorno particular e material, é coisa hercúlea. Com insultos à mistura (merecidos ou não) é mesmo impossível.

Se leres com atenção, percebes que existe uma irracionalidade sexual em torno do carro, a que muitos chamão "paixão", que tem sido trágica para Portugal.


Como disse acima, com a "tragédia para Portugal" passam todos bem. Quanto à questão da "paixão" e das ligações freudianas ao ego, não é coisa exclusiva do automóvel - e gostos são sempre gostos. Há que sem "manifeste" nos carros, há quem se manifeste nas artes, há quem se manifeste no "apoio social", etc, etc...
Guido: "A felicidade consiste em conseguir dizer a verdade sem magoar ninguém." -

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Re: Poema dadaísta ao automóvel

Postby João P Ferreira » 21 Dec 2012 17:44

Samwise wrote:Cheira-me que são uma e a mesma pessoa. Para tirar as dúvidas, nada melhor do que perguntar directamente: João, o autor do texto do poema és tu (tu = em pessoa ou por intermédio de algum alter-ego/heterónimo)?

Olá Sam, não, não sou eu o autor do texto. O autor é um velho amigo que conheci há anos ainda no tempo em que as pessoas comunicavam na Internet usando o famoso irc.

Samwise wrote:Como disse acima, com a "tragédia para Portugal" passam todos bem. Quanto à questão da "paixão" e das ligações freudianas ao ego, não é coisa exclusiva do automóvel - e gostos são sempre gostos. Há que sem "manifeste" nos carros, há quem se manifeste nas artes, há quem se manifeste no "apoio social", etc, etc...


Nada tenho contra paixões freudianas, por falos, vulvas, ou outras quaisquer conotações psicossexuais, aliás a arte livre é a mais nobre e límpida demonstração dessa vertente freudiana. Agora, quando essas "paixões" põem em causa o interesse público, enquanto cidadão livre, demonstro apenas o meu desagrado através da arte.

Atentamente
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Re: Poema dadaísta ao automóvel

Postby croquete » 21 Dec 2012 18:37

João P Ferreira wrote:Segundo me disse também, o seu alter ego, lançou diversas achas para a fogueira, num fórum de automobilistas, num tema muito aceso e rebatido.
Em última instância foi banido pelos administradores do dito fórum.


Terão sido manobras inteligentes?

Lá, foi como entrar no forum do Sporting a elogiar o Benfica.
Aqui...bem...acho que na maioria dos casos conseguiste desviar as atenções do conteúdo para a forma da mensagem, a atitude mais sensata será a de qualquer um inferir que foi tudo desenhado com esse objectivo.

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Re: Poema dadaísta ao automóvel

Postby Suzuki » 18 Jan 2013 22:42

Nao achei muita piada a este poema. Não gostei do poema em si, nem do estilo da narração. Sei o que é o Dadaismo mas nem sempre este estilo tem piada pelo menos para mim.

Curiosamente gostei do poema sobre o amor que o mesmo autor recitou noutro tópico aqui do forum.

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Re: Poema dadaísta ao automóvel

Postby João P Ferreira » 18 Jan 2013 23:11

Suzuki wrote:Nao achei muita piada a este poema. Não gostei do poema em si, nem do estilo da narração. Sei o que é o Dadaismo mas nem sempre este estilo tem piada pelo menos para mim.

Curiosamente gostei do poema sobre o amor que o mesmo autor recitou noutro tópico aqui do forum.

Olá

Lamento que não tenha gostado. Todavia este poema não é meu, limitei-me a declamá-lo!

Realmente pelo que já foi exposto, pode constatar-se que é um poema polémico e agressivo, mas tente ler os meus argumentos em nome do autor.

Atentamente
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