Terna Volúpia

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João P Ferreira
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Terna Volúpia

Postby João P Ferreira » 10 Dec 2012 11:52

Boas caras literatas e caros literatos

Aqui vai uma declamação de um dos meus poemas

Espero que gostem, a música é de Vivaldi

Fico a aguardar veementemente as v/ críticas/opiniões




A terna volúpia

Na cama da vida
no mundo dos céus
eterno prazer
Na espécie perdida
das puras mãos
que me fazem doer

O mundo das chamas
O mundo das almas
o mundo que amo
é o mundo que amas
o mundo da calma
O mundo profano

Amo-te a ti
meu perene amor
da pura saudade
Sobrevivi
um' atroz dor
salubridade

Quero as carnes
as ternas volúpias
as dóceis paixões
Minha chama que ardes
nas noites de núpcias
unidos corações

A minha perene
e inigualável
anseia por ti
Sou alguém que teme
o amor afável
A mulher que sorri

Se te amo não digo
Não crês que te ame
Sim, eu desejo
o terno abrigo
por que anseio
Amor eu prevejo

Os teu dóceis beijos
As tuas carícias
De puro veludo
São puros ensejos
de cruas fictícias
Atravessa-me o muro

Como te amo
minha dócil princesa
minha terna volúpia
O amor que é profano
O amor nesta mesa
O amor que usurpa

Estigmas da carne
o estigma da alma
o estigma do ente
que amo, que arde
que retira a calma
do homem que é crente

Das divinas paixões
das dóceis carícias
do mundo de outrora
elevam-se corações
dóceis perícias
que sinto agora

As caras metade
das dóceis mentiras
daquilo que sinto
A crua verdade
da virilidade
que em ti pressinto

Escrevo-te assim
dócil amor
digo que amo
que me ames a mim
qual professor
aluno profano

Dócil paixão
Um terno luxo
de quem pereceu
de tal coração
que foi assim frouxo
que em tempos morreu

Revitalizou-se
Nasceu de novo
Assim procriou
amor diferente
Amor ao povo
Amor que durou

Escrevo-te assim
dócil amor
digo que amo
Um amor sem um fim
Um fim eterno
Um fim que proclamo

Um fim a teu lado
Se digo que amo
Oculto inverdades
Amor recalcado
De um mundo mundano
Mentiras, Verdades

Sem ti pereço
Morro e caio
Perco o norte
Sei que pareço
Um mero lacaio
à beira da morte

Mas digo verdades
Puras verdades
e só a verdade
que sinto saudades
puras saudades
da cruel mocidade

O mundo que sinto
digo-te assim
pelos cinco dedos
dor que pressinto
Ama-me a mim
Afasta-me os medos

Temo-te pois sei
o quão te amo
minha cara-metade
Minha dócil paixão
Assim proclamei
Disse a Verdade
João Pimentel Ferreira
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