No Labirinto

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Thanatos
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No Labirinto

Postby Thanatos » 06 Feb 2005 20:33

Esta é a primeira vez que apresento este conto com o sub-título Contos do pós-êxodo. Originalmente concebido como uma tetralogia, foram crescendo em volume e neste momento são uma septalogia. Os pontos de contacto entre eles são ténues mas existem. Este é o primeiro deles... escrito há quase três anos!


[size=125]NO LABIRINTO[/color]

Mais uma vez caiu. Sem rumo, indefinidamente. Num turbilhão de emoções, vórtice sedento de imagens, textos… conteúdo.

Era cada vez mais difícil encontrar uma âncora na realidade. Ela escapava-se, subtilmente, como areia numa ampulheta. Onde estava um eixo? Um fio condutor que o guiasse? Nada o orientava naquela zona, na periferia do real. Era uma viagem que cada vez mais se tornava de um sentido único. Sem retorno.

Seguiu as vias do que em tempos fora conhecido como os nós da net. Os circuitos neuronais enviavam-lhe representações baseadas numa realidade que a pouco e pouco deixava de ser a dele, mas que, apesar disso, os engenheiros ainda acreditavam que era a forma mais fácil de ajudar o córtex a criar balizas para que o crawler não caisse na catatonia. Auto-estradas, rios, caminhos asfaltados ou não. Uma sucessão de casas ou prédios, engarrafamentos, desastres. Tudo cada vez mais fugidio, mais desligado da sua realidade. O que era aquilo, afinal? Uma família feliz acenando-lhe? Um velho num tractor? Barcos em regata? Apenas uma vez vira o mar. Apenas uma vez apreciara um pôr-de-sol. O seu mundo regia-se por sinais, impulsos, códigos, objectos, fontes, compiladores, debuggers. As suas medidas eram de nanómetros, o seu tempo media-se em ciclos de terahertz.

Completou o run e entregou os pacotes ao user_agent. Desligou-se. Re-emergiu na sala, silenciosa, escura. Com uma extensão apalpou a nuca. Uma ligeira comichão incomodava-o há uns dias. Levou-a à boca. Tinha sangue. Marcou uma inspecção no PIM que enviou o pedido para a Central. A resposta foi instantânea. Viria um técnico dentro de duas horas.

Relaxou-se ligando-se momentâneamente à linha PRIVATE. Saint estava online e entrou em chat privado. Era mais caro, mas compensava ouvi-la suspirar só para ele. Só para ele.

O tecido monomolecular que se ajustava ao pénis encontrava-se ligado por filamentos quase microscópicos à consola Mark-VI. Os impulsos electrónicos excitaram-lhe a glande. Saint manejou o joystick com a perícia habitual. O avatar era uma versão 2.2.3. Avançadissíma. Performance acima das normas do Consórcio. Mas pagava-se. Pagava-se bem. Demasiado bem. Viu os creds a desaparecerem como água sorvida na areia do deserto até que um relâmpago flashou-lhe a retina. Era um aviso do account_manager. Os creds gastos aproximavam-se do limite imposto. Desligou-se. Sete segundos de relaxamento. 10.000 creds. Teria de fazer overtime, hoje. Contactou DeSanti. Os melhores jobs eram os dele. Rápidos, limpos, seguros. E bem pagos.

O técnico entrou na sala. Sem uma palavra aplicou-lhe um dermo-penso na nuca e recolheu uma amostra de pele para o laboratório. A interface da consola debitou outros 200 creds da estafada account. A Maintenance’R’Us ficava rica à conta dele. Tinha de ver a cotação da bolsa destes tipos. Fez uma nota no PIM.

DeSanti apareceu na porta 8080. Só ele para conseguir hackar a Mark-VI. Por vezes interrogava-se porque razão DeSanti não fazia ele próprio os seus trabalhos. Um run de 5/6 segundos. Uma conexão tão rápida que ele nem sequer iria dar por ela. E pagava 15.000 creds. Aceitou. E mais uma vez caiu. No vórtice.

Na voragem.

O maior perigo eram os WORMS. Mas com um bom arsenal de countermeasures, da McAfee e da CA, sentia-se protegido contra tudo ou quase tudo. Os downloads eram instantâneos e os patches surgiam a um ritmo alucinante. As assinaturas dos WORMS eram conhecidas quase à velocidade a que apareciam. E os stealth-engines já não tinham capacidade polimorfizante para superar as countermeasures. A guerra digital estava num impasse. Nem um lado cedia, nem o outro desistia.

Mais rápido, melhor, mais avançado. Desligou a interface neuronal. Mergulhou no aBstraCt. Por breves nanosegundos demorou-se a admirar a perfeição matemática dos fractais. Os caleidoscópios sucediam-se em miríade num constante pulsar de códigos, words, memallocs dinâmicos. O aBstraCt tinha a capacidade de o maravilhar sempre, mas atrasava-o. Ele tinha consciência disso, mas tudo era preferível às imagens anódinas pensadas por uns quaisquer engenheiros há muito mortos.

Completou o run. Saltou do aBstraCt. Confirmou o account. Os creds lá estavam.

DeSanti nunca falhava.

A comichão tornou-o a incomodar. Decidiu ligar umas luzes e ver o que se passava. Apontou uma câmara à nuca e aumentou gradualmente a luz na sala. Um bip avisou-o da possibilidade de queimar as retinas. Já era suficiente para observar num monitor a imagem. A nuca estava sanguinolenta. O penso, encharcado, quase se despegara. Fios de sangue escorriam pelas costas. Ordenou às extensões para limparem com toalhetes o sangue. Eficientes, clínicas, as extensões desceram do tecto, abriram portinholas em armários, e munidas de toalhetes de bebé limparam carinhosamente as costas do crawler.
Desligou as luzes. Por momentos pensou em Saint. E em Angel. Eram as suas preferidas. Mas hoje já não podia ser. Entrou na Board para agarrar mais jobs. Seleccionou dois runs simples e rápidos. Fez as entregas em sete segundos e meio. Havia um bottleneck no antigo node japonês. O Consórcio estava avisado, mas nada fazia. Politiquices.

O PIM piscava-lhe na periferia da visão. Abriu-o. Uma msg da Maintenance’R’Us com flag de urgente. Leu-a e um calafrio percorreu-lhe os poucos centímetros de carne. A amostra recolhida pelo técnico continha traços de agentes desconhecidos. Só podia significar uma coisa. Contaminação. De imediato correu os logs e fez um histórico dos últimos runs. Nada de anormal, mas…. Ali… Aquele run. E aquele outro ali. E mais outro ali. Todos para a mesma entidade, todos com intervalos certos. Devolveu os dados ao cruncher e de imediato resolveu determinados cenários e possíveis conjugações de valores. Sim… Jobs com flags do mesmo operador. DeSanti! Ainda agora correra uma job para ele! A contaminação surgira dos pacotes dele? Ou seriam necessários mais dados? O cruncher não conseguia extrapolar mais cenários. Estava bloqueado por falta de dados. Entrou no fórum dos crawlers e correu as threads em busca da expressão DeSanti. Devolveram-lhe 1283 ocorrências. Percorreu-as todas e novamente o medo agarrou-lhe as entranhas. Os crawlers começavam por postar sintomas semelhantes ao dele ocorridos aquando de runs para DeSanti. Depois silêncio. Saiu do fórum e negociou um contacto com DeSanti. Não disponível, foi a resposta imediata. Insistiu. Sem efeito.

O admin contactou-o com a habitual msg de shutdown. Preparou-se. Os crawlers chamavam ao tempo offline, limbo. Ele gostava de pensar nestes minutos como o purgatório das almas condenadas a redimirem pecados que já ninguém sabia sequer quais eram. Resquícios de religiosidades da sua breve infância. A net estava tão sobrecarregada que uma vez por dia era necessário colocar offline milhões de users por forma a recuperar endereços de memória e desfragmentar os swap-files. O lado sarcástico da questão era que alguns dos users não aguentavam o limbo e quando as ligações eram restabelecidas os links estavam mortos. Só restavam as carcaças raquíticas para serem removidas pelos técnicos.
Offline. A ausência. A privação. O silêncio. A quase total falta de input sensório. Nestas ocasiões gostava de aumentar ligeiramente a luz. Fazia-lhe companhia, a baça e amarelenta luz, que o deixava entrever as formas das consolas, dos monitores, das miríades de cabos e receptores bluetooth. A diminuta sala era um repositório de alta tecnologia e obsolescência. Uma vez por outra um técnico vinha mudar uma consola, ou colocar uma nova placa aqui ou acolá. Mas tudo era feito na penumbra, para não queimar as suas retinas foto-sensíveis, alteradas para interpretarem fluxos electrónicos e já desabituadas ao mundo analógico. Normalmente o técnico não levava a velha consola ou a placa substituída, antes deixando-as a um canto, amontoadas umas em cima das outras, até quase ocuparem todo o espaço livre. No início enviara alertas pedindo para removerem o material caduco. Mas nunca obtivera respostas e com o tempo habituara-se à companhia daquele material duma outra época. Eram como sedimentos na crosta terrestre. Vestigíos dum passado que era o dele. A sua história acumulava-se à volta, submergindo-o em catadupas de silício verde.

Actualmente havia umas experiências com proto-plasma, mas ainda não vira esses novos chips. Dizia-se nos fóruns que eram diminutos, quase à escala sub-atómica, e que a olho nu pareciam gel. Um copo vulgar de gel poderia conter toda a capacidade de computação desde a proto-história do ENIAC. Também se dizia nos fóruns que com o advento do gel os crawlers ficariam ultrapassados. Não faria mais sentido a transmissão de pacotes, porque o gel comunicaria numa capa quântica. Todo o gel saberia de tudo, logo não tinha de receber pacotes de informação porque esse saber já estava integrado e sempre estivera integrado. E a geração de novo saber derivado da interacção dos paradigmas seria quase instântanea em todos os chips.

Os optimistas consideravam que tal não seria para já. Havia ainda muitas arestas por limar. Para começo ainda nenhuma firma aparecera com um SO suficientemente robusto para aguentar com tanta informação. O Consórcio também colocava entraves à entrada na net desse hardware enquanto o mesmo não fosse testado em laboratórios isolados. E os testes demorariam anos.
Os pessimistas argumentavam que os testes já iam numa fase muito avançada, mas publicamente ainda pouco se sabia por forma a não lançar o pânico e o caos nas bolsas. Uma tamanha revolução teria de ser introduzida por forma a não desajustar o status quo das corporações. Mas que ela estava eminente disso já não podiam restar dúvidas. Os sinais avolumavam-se. Nos últimos tempos nenhum ou quase nenhum user recebera upgrades. Os técnicos, quando solicitados, acorriam em pouco tempo, o que de acordo com os mais pessimistas, significava que tinham menos trabalho, indício de que cada vez haviar mais users offline. Os bottlenecks ficavam minutos por resolver. Os admins passavam a vida em reboots e shutdowns. Alguns users ainda se lembravam de quando faziam shutdown uma vez de cinco em cinco anos. Agora era uma vez por dia. Era certo que a lotaria fazia que nem sempre fossem os mesmos users a ficarem offline, mas era frequente sairem na lotaria uma a duas vezes por mês.

Pensava nisto tudo quando sentiu os ecos do restabelecimento das comunicações. Estava de novo online. Novo contacto a DeSanti. O mesmo resultado.

A Maintenance’R’us voltara a deixar-lhe um alerta. Tinham identificado os agentes. Era um novo WORM polimórfico que já fora entretanto reconhecido e já existia um patch para upgrade. De imediato fez o download, mas algo não batia certo… Os CRC’s estavam alterados e contudo o download efectuava-se e o patch instalava-se. Vários alertas piscaram-lhe nas retinas. Mas estava impotente. Viu o seu corpo ser consumido pelo WORM. Estava contaminado e a net recusava-se a ceder-lhe um link. Para todos os efeitos estava morto. Separou-se a custo da consola e enviou sinais às extensões para que pegassem nele e o depositassem na esfera. Aparentemente ainda possuía o controlo do seu ambiente porque de imediato os braços desceram do tecto, pegaram no seu corpo rudimentar e levaram-no gentilmente para dentro da esfera, uma pequena bola de metal com interior almofadado, que só uma vez fora por ele usada. A esfera abria-se no eixo longitudinal e quando fechada seria quase impossível dizer onde ficava a linha de abertura. No seu interior havia ligações neurais que encaixavam perfeitamente nos corpos alterados dos crawlers. O SO das esferas era antiquado mas perfeitamente capaz de entender os sinais dele por forma a traduzirem-se em impulsos motores que accionavam o campo anti-gravítico da mesma. O vírus era tão sofisticado que não entendia aquele SO e ambos ignoravam-se como dois cavalheiros que se cruzavam numa rua nevoenta.

Navegou um pouco pela sala, sentindo os controles, antes de se aventurar até à portinhola. Por breves instantes pensou que a mesma não se abriria, mas a esfera não abrandou e a portinhola reconheceu a proximidade de um corpo, abrindo-se e dando passagem para o exterior.

Nos dois sentidos estendia-se um corredor. A superfície reflectora da esfera transmitia para o córtex visual dele a imagem detalhada do mesmo. Virou à esquerda, não porque aquela direcção tivesse algo em especial, mas pelo simples facto de ter de optar e nenhuma das duas alternativas oferecer algo que as distinguisse uma da outra. Em certa medida era o mesmo que fazia quando corria um run. Optava por certos atalhos, em detrimento de outros, numa busca frenética para poupar uns quantos ciclos de relógio.

O corredor parecia não ter fim. De um lado e do outro, portinholas. Todas fechadas. Pensou em invadir a sala de outro user, mas seguiu em frente. Tal ousadia era algo quase impensável. Estremeceu no interior almofadado da esfera, pensando no que faria se invadisse a sala de outro user. Como comunicaria com ele? Seria visível para o outro o seu estado de contaminação? Sentiria o outro repugnância, medo? Qual seria a sua reacção? Ataque ou defesa? Se o outro comandasse bem as extensões, e nada fazia pensar o contrário, ser-lhe-ia bastante fácil ver-se livre do intruso. Bastava um ou dois comandos para estralhaçá-lo numa massa informe. Mas e se o outro estivesse em pleno job? Estaria indefeso, à mercê de quem invadisse o seu cubículo. Abandonou aquela linha de pensamento. Por pouco não dava consigo a planear um assassinato. Mas havia demasiadas variáveis. E havia outras opções. Eram essas opções que ele perseguia agora.

O maldito corredor, obstinado, não parecia querer terminar. Se calhar escolhera a direcção errada. Já estava a navegar à cerca de vinte minutos, percorrera mais de cinco quilómetros. Decerto que os técnicos não andavam tanto. A saída devia ficar na outra direcção. Inverteu a marcha.

Outros vinte minutos passaram. Passou pela sua sala, facilmente identificável pela portinhola aberta. Percorreu mais cinco quilómetros na direcção contrária, mas, tal como anteriormente, não divisou um fim ao corredor. Usou as capacidades de zoom da esfera sem resultados. Em frente o mesmo corredor, pálido, asséptico. Com portinholas dos dois lados. Prosseguiu a marcha. O maldito corredor havia de terminar algures. Os arquitectos daquele lugar não teriam concebido um edifício sem saída. Lembrava-se vagamente de ter sido para ali trazido. Há muitos anos. Mas as memórias eram confusas e o vírus já se alojara nos principais circuitos neuronais do cérebro e podia estar a provocar-lhe alucinações. Aliás nem sequer sabia se tudo aquilo não passava de um construct. Se o vírus tinha mesmo capacidades polimórficas podia ter-lhe tomado de assalto os centros cognitivos e estava neste preciso instante a criar-lhe a ilusão de movimento, enquanto usava as suas capacidades de processamento para correr troianos na net, disfarçado com o seu avatar. Apenas em modo aBstraCt poderia ser detectado como falso e eliminado pelas countermeasures dos outros users. Mas poucos abandonavam a segurança dos constructs em prol do aBstraCt.

Não podia ceder à paranóia. Afinal sentia o SO da esfera nas interfaces neuronais, sentira as extensões a pegar nele e a colocá-lo na esfera. Tudo sensações analógicas, muito difíceis, senão impossíveis, de emular por software.

Tentou assimilar o SO da esfera e transformá-lo para correr rotinas por forma a aperceber-se da extensão da contaminação, mas a esfera era renitente em deixar-se copiar. Antigos problemas de direitos de autor impediam-na de ceder-lhe as fontes, ou até um binário compilado. Estava à deriva. Só podia esperar o pior. E o maldito corredor que não terminava. Senão soubesse o contrário pensaria que tinha entrado num loop…

Mas, eis que em frente, uma ligeira mudança de cor, um vulto, uma sombra. Seria um técnico? Colocou o zoom no máximo e usou um filtro de imagem anti-aliasing para resolver os traços. Era de facto um técnico. Montado numa scooter, vinha na sua direcção. Já o devia ter visto. Estava salvo. Um upgrade seria o bastante para o pôr de volta ao seu melhor. Rejubilante parou a esfera e abriu-a, ao mesmo tempo que cerrava os olhos para proteger as retinas. Aguardou a chegada do técnico. Não sabia se a intensidade luminosa era perigosa ou não, mas não arriscava danos permanentes. Uma cirurgia ocular não era nenhuma brincadeira. Nem todos os creds que ganhara durante o ano davam para cobrir o custo de novos implantes. Melhor jogar pelo seguro. Contudo tinha de se expôr, porque senão o técnico pensaria que era apenas um user a matar o tempo. Decerto veria que se passava algo de errado.

A scooter aproximou-se. O som encheu o mundo. Nunca imaginara que aquelas máquinas antiquadas pudessem ser tão barulhentas. Mas os técnicos gostavam muito delas. Achavam-nas mais confortáveis do que viajar dentro de esferas anti-gravíticas completamente herméticas.

A scooter parou. Por instantes o motor ronronou, enchendo a atmosfera de gases nauseabundos, depois fez-se silêncio. Como habitualmente o técnico nada disse. Em dezenas de anos de contactos esporádicos nunca ouvira um deles dizer fosse o que fosse.

Passos soaram na sua direcção. Ouviu um som como que um gorgolejar de líquido. Devia estar a encher a hipodérmica. Uma mão tocou-lhe no topo da cabeça forçando-a a inclinar-se. Antes do mundo se apagar sentiu o toque frio da seringa.

© Ricardo Loureiro, 2002
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Re: No Labirinto

Postby Samwise » 07 Feb 2005 12:55

Muito Hi-Tech, este conto...

Gostei bastante. Está inundado de expressões (algumas delas desenvolvidas para um futuro não tão distante) infomáticas ligadas ao ciber-espaço (cheira-me que isto deriva da lado teu lado negro... aquele que advem da tua profissao... hehehe) .
O final é aterrador... um defecho frio para um medo que se vai adensando ao longo do conto.

Keep'em coming....

Sam
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Re: No Labirinto

Postby Cerridwen » 07 Feb 2005 17:08

Achei o conto muio interessante e original, nunca tinha lido nada parecido.
O vocabulário utilizado parecem contribuir muito para o ambiente futurista do conto. B)

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Re: No Labirinto

Postby ApoK » 09 Feb 2005 23:26

Eu já tinha lido este conto, uma vez que já tinha sido "publicado" noutro local.

Estava curioso para ver o que é que o pessoal daqui achava. Pelos vistos gostaram muito :) Ainda bem.

Já expressei a minha opinião directamente ao Thanatos, portanto não vale a pena estar a escrevê-la aqui. Sucintamente também achei o texto bastante interessante e muito bem escrito mas dirigido para um tipo muito específico de leitor. Não é um texto nada fácil de ler nem de compreender na minha opinião. Os termos técnicos utilizados são por vezes de grande complexidade e não creio que a maioria os consiga absorver e entender, eu tive de fazer algumas paragens para os reler com redobrada atenção de maneira a perceber o seu significado.
<b>"Deixem-me ouvir, uma vez mais, esses sons que foram, durante tanto tempo, a minha consolação e alegria."</b><br />W. A. Mozart - December 5th, 1791

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Re: No Labirinto

Postby Maloveci » 25 Mar 2005 22:52

Bem vindos ao ano 2175 da nova era ... ;)

Boa Thanatos ... também o título de : " Contos do pós-êxodo" despertou-me a curiosidade e foi bem escolhido

Very, very .... futurist clap clap clap :)
<!--coloro:#0000FF--><span style="color:#0000FF"><!--/coloro-->Desabafas??? Eu também... Estou aqui: <!--colorc--></span><!--/colorc--> <!--coloro:#9932CC--><span style="color:#9932CC"><!--/coloro-->maloveci@jamaicans.com<!--colorc--></span><!--/colorc-->


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