Reboot

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Thanatos
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Postby Thanatos » 03 Jan 2005 14:43

A situação era mais complicada do que parecia à primeira vista. Na colina em frente estava um ninho de metralhadoras, camuflado mas ainda assim detectável. O campo em volta estava minado embora já tivesse sido «varrido» pelo tapete. Era contudo muito arriscado pisá-lo. E por detrás a Companhia C que avançava lenta mas seguramente.

Por agora tudo parecia calmo. João ouvia o trovejar do sangue nas têmporas, sentia o suor escorrer-lhe pelo rosto. O resto da companhia aguardava as suas ordens. Podia levá-los a uma morte certa ou podia safá-los a todos. Tudo dependia da sua decisão, do avaliar acertado das variáveis.

A seu lado, na erva rala, um gafanhoto esfregava as patas traseiras. João intrepretou o gesto como um sinal. Acreditava em sinais, em premonições, em sincronicidades. Devia-se em parte a estas superstições o ter chegado a comandante. Três pelotões às suas ordens. Embora neste momento estivessem reduzidos a dois pelotões e mesmo esses com baixas consideráveis. Olhou novamente para o gafanhoto. Ainda esfregava as patas. Tomou a decisão.
Com o punho esquerdo no ar girou-o rapidamente no sentido dos ponteiros do relógio, e apontou para a colina. Trinta e sete homens ergueram-se em uníssono e avançaram a passo acelerado na direcção do ninho de metralhadoras.

E o inferno subiu à superfície.

As metralhadoras cuspiram morte sobre as fileiras de homens cansados mas resolutos. Uns atrás de outros caíram, as vidas ceifadas por uma rajada. João teve a presença de espírito para lançar uma granada que atingiu o ninho. As metralhadoras quedaram-se em silêncio. O assalto final ao ninho foi rápido.
Era altura de contabilizar as baixas. Quinze mortos, cinco feridos. Entre os mortos estava o único médico que ainda lhes restava. Se levassem os feridos ficariam irremediavelmente atrasados e nada lhes garantia a sua sobrevivência sem os devidos cuidados. A Companhia C quase lhes respirava nos pescoços e não havia tempo a perder. Sem admitir discussões com os oficiais subalternos mandou alinharem os feridos. A execução foi rápida e quase indolor. Os homens sabiam as regras do jogo.

Enquanto prosseguiam em direcção ao delta consultou disfarçadamente o monitor. Entre as equipas participantes detinham um ranking de 2. Muito melhor do que esperava. Afinal ainda poderia derrotá-los. Incitou os pelotões a marcharem. Não havia tempo a perder. O ETA dos helicópteros estava marcado para daí a vinte minutos e ainda tinham muito terreno a percorrer. Ordenou a um furriel que levasse uma quadrilha adiante para bater o terreno. Não queria mais surpresas.
O fim da tarde chegou mais depressa debaixo da folhagem da selva. A evolução no terreno tornou-se mais morosa. Os homens estavam cansados, desmoralizados e famintos. Mas com apenas mais dez minutos para o rendez-vous não havia tempo para descansos nem refeições. Em voz de comando ordenou uma marcor. Em passo de marcha e corrida os pelotões desbravaram caminho na penumbra verde. A selva acolheu-os num abraço sufocante, húmido, de amante excitada.
Reencontraram o furriel e os três soldados, já muito perto do delta. O caminho estava livre. Os pelotões reorganizaram-se. Faltavam dois minutos para o ETA. Ao longe ouviu-se o som dos helicópteros, um sussurro grave e profundo, mais sentido que ouvido. No lusco-fusco da tarde evanescente viram as sombras dos quatro UH-60 Black Hawks recortarem-se contra o âmbar celestial. Eram demais para os sobreviventes pensou João momentos antes das explosões iluminarem a abóbada celeste. Envoltos numa bola de fogo os destroços abateram-se contra a selva incendiando as redondezas. Lívidos, os rostos dos homens olhavam incrédulos para a sua morte iminente. Presos no delta, sem possibilidade de retroceder restava-lhes uma hipótese: montarem um último reduto de defesa. Ordenou roucamente que se começassem a preparar trincheiras, e a segurar o perímetro. Dois homens avançaram com o fio detonador para a delimitação enquanto os restantes montavam as pás e escavavam freneticamente o solo pouco resistente.

Larry escolheu dois dos homens em melhor condição física e disse-lhes para o seguirem. Iam surpreender o lança-rockets. A fraca luz do monitor informou-o de que descera no ranking. Estava em quinto. Mau, muito mau. Já não podia recuperar. Tinha poucos recursos e poucas chances de fuga. Restava-lhe aumentar os frags pessoais para não ser uma derrota completa.
Não teve de correr muito até encontrar a equipa dos lança-rockets. Estavam protegidos por detrás de uma depressão, aguardando-os. Abriram fogo ao primeiro sinal da chegada deles. Larry lançou-se ao chão, retirou uma granada do cinto, puxou a cavilha e atirou-a contra a depressão. Quando os últimos ecos da explosão se calaram ficou o silêncio. Cautelosamente espreitou para o abrigo. Viu dois corpos mortos, inclinados em posições pouco naturais. Com a mão sinalizou para os homens o cobrirem. Rastejou até à depressão e lentamente soergueu-se. O abrigo estava desfeito. Subrepticiamente verificou o ranking. Ainda em quinto. Merda. Este cenário estava muito difícil. Mas iria até ao fim. Podia haver um volte-face.

No regresso ouviram sons de batalha. A Companhia C tinha-os alcançado. Pensou que havia ali a hipótese de surpreendê-los, apanhá-los em tenaz. Havia o risco de fogo cruzado mas nada podia fazer a esse respeito. Ia arriscar-se. Correram em direcção ao trilho e separaram-se. Ele para um lado, os soldados para o outro.
Não teve tempo de chegar perto da acção. Uma mina anti-pessoal rebentou-lhe debaixo das botas arremessando-o pelo ar contra o tronco de uma árvore. Inerte ouviu o matraquear das M-16, os gritos e explosões, mesmo ali ao lado. Olhou para a extensão dos ferimentos. Tinha as pernas feitas numa massa disforme de tecido rasgado, músculo ensanguentado e de uma bota saía um espinho branco que ele adivinhou ser parte do osso da tíbia. Nada mais havia a fazer naquele cenário.

-*-

A gelatina foi enjoativamente escoada pelo ralo e substituída por água mineral servida de pequenos jactos laterais que o pulverizaram da cabeça aos pés. Uma técnica aproximou-se do casulo e colocou-o em posição vertical. Amparou-se segurando nas pegas. A técnica confirmou na consola que o upload da gnosis estava completo e abriu o casulo. Esperou enquanto ela lhe retirava os cabos das ligações. Por fim teve ordem de sair. Pegou numa toalha e dirigiu-se para as saunas.

Felizmente as saunas estavam vazias. Não se sentia com presença de espírito para enfrentar outros jogadores. Principalmente se pertencessem ao clã ThrasherKill-Kult. Eram uns convencidos mas tinham razões para isso. Eram imbatíveis há mais de 10 torneios. Em Deathmatch e Arena eram os campiões mundiais, em Defend the Flag estavam em terceiro no ranking mundial. Para integrar o clã tinha-se de possuir um escalão com mais de 20.000 frags em três meses. Só os melhores e com as melhores interfaces conseguiam esse tipo de resultados. Ele com a sua pobre interface de segunda geração mal podia almejar a continuar à frente do seu clã feito a muito custo durante o ladder de 63. Tinha de enfrentar a ideia de que era um lamer e um loser. Abatido, deixou o corpo saturar-se de humidade.

O duche frio reavivou-o um pouco mais. Pensou nas opções. Iria procurar novos interfaces e quem os aplicasse, nem que para isso tivesse de ir ao mercado negro.

Saiu da PleasureDome com passo estugado. Tinha de estar na entrevista para a nova posição de sysop na BrandyBucks.com dentro de meia-hora. Foi de metro, era o mais rápido meio de transporte na cidade. Enquanto se preparava mentalmente para a entrevista reflectia que por muito que as coisas mudassem ainda se faziam entrevistas pessoais frente-a-frente. Era curioso como os velhos hábitos demoravam a morrer.

Nessa noite sentou-se defronte do computador, pronto para iniciar uma pesquisa demorada. Teria de comparar preços, especificações e admissibilidades dos interface providers. Pensou em lançar uns bots nos search engines, mas não confiava nos scripts para realizarem um bom trabalho. Havia muitas variáveis a considerar e ele não tinha tempo para as codificar a todas nos scripts. Nada como um bom trabalho de sapa à maneira antiga.

Enquanto percorria os convolutos e por vezes desordenados índices de terabytes de páginas web a noite entrou-lhe pelo escritório dentro, cercando-o numa manta escura iluminada intermitentemente pelos néons dos anúncios. Os dedos repousavam calmos em volta duma lata fresca de Cola. Um único cabo ligava-o ao port do computador. Beberricava lentamente da lata enquanto no córtice hipotalâmico desfilavam tabelas e tabelas de especificações e preços de upgrades para interfaces. No meio da torrente de informações, pop-ups e banners subliminares encontrou o que procurava. Um provider fazia um upgrade por um preço decente e a prestações. Além disso tinha uma lista de espera reduzida e dispunha de interfaces de quarta geração. Não eram o topo de gama mas sempre eram muito melhores do que as que tinha actualmente. Colocou um request no spooler, desligou-se e foi repousar.

Nessa noite não dormiu muito bem. Sonhou que estava de volta ao campo de batalha e que mais uma vez morria por acção duma mina. Quando acordou doíam-lhe as pernas. Uma dor surda, embebida na medula.

-*-

Recebeu no email a resposta à entrevista na BrandyBucks.com. Tinha sido admitido provisoriamente para a primeira fase do estágio onde iria competir com mais quinze jovens pelo direito a passar à segunda fase. Deveria apresentar-se na sede do Utah dentro de dois dias. Jubilante pensou que a pouco e pouco a sua vida iria tomar outro rumo. Se calhar a má sorte que tinha ao jogo era inversamente proporcional à boa sorte na vida real. Pensou em ligar à Clarissa mas susteve-se a tempo. Ela devia estar em plena reunião mensal de avaliação. Se a incomodasse arriscava-se a ter de enfrentar um amuo de uma ou duas semanas. Decidiu ligar-se a um agente de viagens para marcar a viagem e ao mesmo tempo percorreu a miríade de emails que lhe enchiam a inbox. Tinha de escrever uma nova rotina de anti-spam porque o filtro já estava desactualizado e alguns emails inconvenientes começavam a cair-lhe na inbox. Muito aborrecido de concretizar, mas sempre era um exercício interessante. No meio deles encontrou a resposta do provider. Tinha uma sessão marcada para hoje às duas da tarde. Faltava ainda uma hora. Ligou-se ao banco e transferiu o montante pedido pelo provider para o NIB indicado na resposta. Não gostava de pagar adiantado mas naqueles casos tinha mesmo de ser porque senão ia bater com o nariz na porta. Nenhum provider aceitava sessões sem estarem previamente pagas.

A viagem até à oficina foi algo atribulada. Enganou-se por duas vezes nas saídas do metro e começou a ficar ansioso, com medo de perder a hora. Por fim lá conseguiu orientar-se. A oficina ficava numa travessa entre duas ruas principais.
O lugar cheirava a óleo e ferrugem. O provider era um velhote pequeno e enrugado, que mastigava um charuto apagado. Confirmaram os ID’s um do outro e sem mais delongas o provider fê-lo despir-se e deitar-se numa bancada de madeira onde lhe aplicou uma epidural na espinha que o paralisou. Depois pegou numa maleta e retirou de um estojo no interior as serras, tesouras e pinças com que o começou a operar. Cortou a pele à volta dos ports nos braços, na nuca, na base das costas e nos lobos temporais. Com um gancho removeu os velhos ports depositando-os numa bandeja. João sentiu o sangue a escorrer-lhe para um olho e quis falar mas a língua não lhe obedeceu. Cerrou os olhos com força. E ouviu as vozes ao longe, saídas do fundo de um poço: Estamos a perdê-lo, rápido estanque o sangue, enfermeira. Não fique aí parada. Mexa-se!

Abriu os olhos para de imediato ficar cego pelo cálido sangue que lhe jorrava pela testa abaixo. Pestanejou com mais força e tentou mover a cabeça mas a epidural fora muito forte. No campo de visão viu passar o velhote enrugado, ainda mastigando, infatigável, o charuto. Estavam apenas os dois ali. Estava com alucinações provocadas pela anestesia.

Quando o upgrade terminou, o velhote depositou-o num divã de couro e ligou-o a uma consola para verificar os ports. Totalmente nu deixou-se ser percorrido pela bateria de testes de performance do velho provider. No fim estava tudo em ordem. Recebeu um pacotinho de pastilhas anti-inflamatórias e uma pomada para passar nas feridas junto aos ports.

Olhou para as horas na retina. Cinco da tarde. Clarissa já estaria disponível? Enviou um ping. Só um. Recebeu um ACK busy. Merda! Estava ainda na avaliação. Confirmou a viagem com o agente e voltou para a PleasureDome. Ia dar bom uso ao upgrade antes de partir para o Utah.

No metro sentiu um ligeiro enjoo. Sentou-se a tempo de evitar cair no chão e cerrou os olhos com força tentando não ver o mundo a andar à roda. Do fundo do poço as vozes surgiram novamente: Pegue aí. Sim, aí. Porra que o gajo vai-se. Enfermeira, já lhe disse, estanque a veia com o torniquete, não relaxe! Não vê que o homem está a entrar em choque?

Por detrás da voz ouviu o ruído de metal contra metal, suspiros, arfares, vozes ininteligíveis. Cerrou ainda mais os olhos, dobrou-se e vomitou. A bílis queimou-lhe a garganta. Perdendo o equilíbrio estatelou-se no chão da carruagem enfiando a face no vómito quente.

-*-

Alguém o levou para o hospital. Tentou avisá-los de que estava tudo bem, era só a reacção à anestesia. Tinha uma viagem marcada para daí a um dia. Que não o fizessem perder tempo. Mas a visão fugia-lhe e a boca não lhe obedecia.

Clarissa veio vê-lo ao princípio da noite. Tinham-no posto num quarto isolado e calmo. Já estava mais recuperado, mas doíam-lhe muito as pernas. Sentia um ardor intenso, como se as tivesse em fogo. E tinha a boca seca. Só lhe apetecia beber.

Quis perguntar-lhe como decorrera a avaliação mas em vez disso contou-lhe tudo sobre o upgrade que fizera e esperou pela repreensão mas os olhos amendoados dela só exprimiam tristeza. Levemente as mãos suaves dela acariciaram-lhe a face. Disse-lhe para não se preocupar que ia tudo ficar bem. Que em breve iriam os dois para Utah. Ele quis saber como é que ela sabia de Utah, mas a língua entumescia-se dentro da boca, cortando-lhe a respiração. Tentou erguer-se para a ver melhor, pois o quarto estava na penumbra, mas os braços não lhe obedeciam. Sentiu frio e calor. Calor e frio. A pouco e pouco foi-se desligando do mundo. Deixou de sentir o suave e refrescante toque do lençol sobre as pernas. Deixou de sentir a língua áspera dentro da boca seca. A visão afunilou-se como se espreitasse por um túnel escuro. Um forte zumbido encheu-lhe o crânio, como uma gigantesca colmeia em fúria, ensurdecendo-o.

-*-

O médico olhou para o ajudante por cima da máscara e abanou a cabeça. O ajudante fez sinal à enfermeira para tapar o cadáver do oficial.
Sairam os dois da sala de cirurgia, arrancando as luvas sujas e depositando-as no contentor. Enquanto se dirigiam para a cafetaria o ajudante tentou alegrar o médico-sénior:

- Nestas situações é sempre muito difícil recuperá-los. Esteve muito tempo no campo sem assistência. Perdeu muito sangue. E os danos de qualquer maneira eram tão extensos que também já não servia para voltar ao teatro de operações. De gente às secretárias está o Bloco cheio. Precisamos é de soldados. Sabe, ao fim e ao cabo até pode ter sido bom que ele se tenha ido. É menos uma boca a alimentar.
- Sabes de uma coisa, Henrique? – disse o médico-sénior - De todos os ajudantes que já por aqui passaram tu és o mais desumano deles todos.
- Obrigado, senhor – respondeu o ajudante, com um sorriso.

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© Ricardo Loureiro, 2002

Nota: se preferirem em vez de "despejar" para aqui os textos posso disponibilizá-los em formato PDF.
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Re: Reboot

Postby Fat Boy » 04 Jan 2005 19:45

Ora bem para começar gostei imenso do conto. Estive agarrado até ao fim. Já o li ontem mas precisei de reflectir um pouco mais antes de comentar.

Quanto ao aspecto técnico acho que estiveste muito bem. Usas bem as palavras, manténs um ritmo magnifico, sem "largar" o leitor e descreves com mestria o que vai na mente das personagens, as sensações, o ambiente colocando-nos "lá" e aumentanto ainda mais o interesse.

Sinceramente acho que tens talento. Eu por mim já estava preparado para ler e ler e ler :D por aí fora.

Adorei toda a história até chegar ao "fim". Devias ter "estendido" mais ;)

Mas também gostei do twist e acho que é um trabalho de grande qualidade no seu todo.

De 1 a 10 dava-lhe um 8.5!

Parabéns!
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Re: Reboot

Postby ApoK » 06 Jan 2005 22:04

Mais uma vez partilhaste connosco aquilo que sabes fazer bem, escrever e contar estórias.

É um texto que para ser correctamente interpretado requer uma certa experiência dentro do mundo da FC. Não obstante, é uma mistura interessantíssima de algo que todos nós conhecemos conjugado com uma realidade futurista. A maneira encontrada de incentivar os soldados, fazendo-os pensar que se encontram a jogar um "in your face" baseado em rankings, quando na realidade estão fisicamente a travar um combate real é uma ideia assustadora.

E depois claro, sabes escrever como poucos. E é sempre um prazer ler os teus contos, ainda que seja necessário uma 2a leitura para limar os detalhes.

Gostei da veracidade com que retrataste o combate e da maneira como incluíste as alusões aos jogos do estilo.

Gostei. Abraço ApoK
<b>"Deixem-me ouvir, uma vez mais, esses sons que foram, durante tanto tempo, a minha consolação e alegria."</b><br />W. A. Mozart - December 5th, 1791


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