A Crise dos Sacos de Plástico

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Samwise
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A Crise dos Sacos de Plástico

Postby Samwise » 22 Aug 2007 11:46

A Crise dos Sacos de Plástico

- Hã? Mas quê? Tudo do princípio?
- Sim, Sr. António, do princípio. Não se exalte. Não há motivos para preocupações, trata-se de uma formalidade. Por vezes há pormenores que não se apanham da primeira vez.
- Mas... eu tenho de ir para casa. Eu tenho... quer dizer... estão à minha espera, o jantar... a minha mulher vai...
- Sr. António, nós compreendemos a sua situação, e não o podemos obrigar a permanecer. Não o podemos obrigar a nada, de facto. O Sr. não está detido nem está sob suspeita; mas, como já lhe explicámos, o seu depoimento é muito importante para nos ajudar a perceber o que realmente se passou. Sem depoimentos não temos caso, e sem caso os sacanas saem em liberdade.
- Está bem.
- Se não se importa, a Rute vai voltar a dactilografar tudo novamente, ok? Podemos começar então do princípio?
- Bom, foi assim: eu estava na bicha do supermercado...
- Lembra-se da hora exacta?
- Eram seis e cinquenta e três quando cheguei à fila. Nem mais nem menos. Olhei para o relógio. Lembro-me que olhei para o relógio porque combinei estar em casa com as compras às sete e meia, para dar tempo da minha mulher fazer o jantar, sabe como é...
- E nessa altura quantas pessoas estavam à sua frente?
- Estavam três. Uma senhora quase despachada, já estava a pagar c'o multibanco; estavam o tipo do pacote de chiclets, logo a seguir, e o homenzinho franzino, de fato e gravata.
- O magricelas?
- Sim. O da mala de negócios... só dei pelo outro uns tempos depois.
- Como é que escolheu a fila?
- Como?
- Porque é que escolheu ir para aquela fila? Era a que tinha menos gente?
- Julgo que sim. Na altura nem pensei no caso. Sou um pouco distraído sabe... veja lá, estava tão preocupado em chegar a tempo a casa que nem reparei se as outras filas tinham gente ou não. Parece absurdo.
- Mas mais tarde teve tempo de olhar em redor, não?
- Sim... quando a confusão começou, tive muito tempo para ver as outras filas.
- Não estranhou o facto do senhor à sua frente não levar compras nenhumas?
- Na altura não dei importância ao facto. Às vezes há aqueles chicos-espertos que ficam na fila enquanto alguém vai fazer as compras, para depois não perderem tempo à espera. Acho que inconscientemente até me senti contente por ver o tapete rolante vazio.
- Continue...
- Foi então que ouvi o tipo do pacote de chiclets a dizer que queria comprar os sacos todos.
- Qual foi a reacção da senhora da caixa?
- Acho que ficou alguns segundos a olhar para ele... e depois perguntou-lhe o que é que ele queria. Ele repetiu que queria comprar os sacos todos...
- Os sacos todos?
- Sim... há cerca de um mês o supermercado passou a cobrar dois cêntimos por cada saco, para evitar abusos, sabe, havia pessoas que levavam mãozadas de sacos... agora acho que vendem uns sacos ecológicos quaisquer... só que temos de pagar.
- E depois?
- Depois houve mais uns segundos de espera. A senhora acabou por lhe perguntar quantos sacos queria, e ele repetiu: "todos os que tiver na caixa". Nessa altura comecei a prestar mais atenção ao que se estava a passar, porque nunca tinha visto ninguém a querer comprar os sacos todos...
- Olhou então em redor?
- Sim... achei tão curioso aquele pedido que julguei logo que deveriam de estar mais pessoas a olhar pr'ó homem.
- Conte-me o que viu...
- Nas caixas ao meu lado... Nas caixas todas do supermercado, havia tipos vestidos da mesma maneira que o homem das chiclets... todos esses tipos tinham um pacote de chiclets na mão, ou em cima do tapete... e por detrás deles, nas filas, havia homens magros vestidos de facto e gravata castanhos, e com malas de pele na mão. Não tinham compras para fazer.
- Em todas as caixas? À sua esquerda e a sua direita? Tem a certeza?
- Absoluta. Quer dizer... aquilo não é assim tão grande... não é um Hipermercado. Tem para aí umas dez ou doze caixas ao todo...
- Mas tem a certeza?
- Sim. Tenho. Fiquei de tal maneira estupefacto que não parei de olhar em redor... em cada caixa havia aqueles dois tipos, um atrás do outro... e então..
- Então reparou no terceiro homem que fazia parte do esquema... o outro tipo de fato e gravata.
- Sim. Estava um mesmo atrás de mim. A complexão física, no entanto, não tinha nada a ver. Enquanto o homem de fato à minha frente, o do fato castanho, era magricelas e encardido, o homem atrás de mim era um calmeirão de quase dois metros. O Fato era azul escuro, ou talvez preto, usava camisa branca e óculos escuros.
- E havia um desses em cada file, também?
- Certo.
- E depois...?
- Quando voltei a focar a senhora da minha caixa, ela estava num discussão quase surda com o homem das chichlets. Aparentemente ela não tinha tirado os sacos todos que tinha disponíveis debaixo do balcão... isto apesar de haver um molho imenso de sacos sobre a plataforma platinada onde se arrumam as compras...
- O que é que estavam a dizer?
- Ela dizia que não podia vender mais sacos porque senão ficava sem nenhuns para os clientes seguinte... e ele dizia que ela não se podia recusar a vender o que quer qus fosse.
- E estavam nesse impasse...
- Sim... ela gesticulava muito... dizia-lhe que ele não precisava de mais sacos para nada, que já levava duzentos, e que se desse por muito contente, mais sacos que os fosse buscar ao caixote do lixo... e ele não arredava pé. Nisto, entrou em cena o homem franzino do fato castanho: estendeu a mala em cima da passadeira rolante, abriu-lhe os fechos laterais com os dedos polegares, e retirou um conjunto de papéis lá de dentro, depois entregou um cartão à senhora da caixa, que olhou para ele com uma expressão de alheamento, e disse, "Augusto Tavares, advogado."
- Portanto, o homem disse explicitamente que era um advogado?
- Sim.
- Mas, que o Sr. António tenha visto, não apresentou nenhuma certidão profissional?
- Não sei. Não vi... Nem sequer consegui ler o que diziam os papéis... ele tinha uma maneira quase treinada de ocultar as coisas da vista dos outros...
- Voltemos à situação... o que disse depois o advogado?
- Disse algo parecido com isto: "Segundo a legislação em vigor, o estabelecimento não pode recusar a venda de nenhum bem, ou de nenhuma quantidade de bens, desde que estejam à venda nesse estabelecimento, e que o cliente manifeste clara intenção de os comprar, salvo indicação explicita em contrário indicada em cartaz." Não foi bem por estas palavra, sabe, esses gajos têm uma lábia do caraças, mas foi isto que ele quis dizer. Acrescentou: "Peço, então, à senhora, que venda todos os sacos que tem em sua posse, conforme o pedido do senhor."
- Foi mais ou menos nessa altura que o volume começou a subir nas outras caixas, e atrás de si...?
- Sim. Nas outras caixas, aparentemente, a conversa começava a repetir-se... os tipos que compravam os pacotes de chiclets pediam também para comprar os sacos todos, e ao fim de alguns momentos, e após a inevitável recusa por parte das caixas, os advogados entravam em cena.
- As filas começaram a crescer...
- Sim... todas as filas, uma confusão enorme. Os homens não se iam embora, continuavam a discutir com as senhoras das caixas... O segurança aproximou-se finalmente, para ver o que se estava a passar. Alguém berrou lá de trás "Para a frente com essa merda, caralho, não tenho dia todo." Também ouvi um "Olhem para o finório, a armar-se em importante", um "Vou partir o carro todo ao gajo quanto chegar lá fora", e um "Chamem a polícia que não saímos daqui tão depressa".
- O segurança, até então, não tinha intervido?
- Não... acho que ele nem estava lá ao pé nem nada... devia estar no parque de estacionamento, ou coisa que o valha... vinha a falar ao walkie-talkie e aproximava-se a passos largos.
- Continue...
- Aproximou-se da caixa, da minha caixa, por acaso, e o tipo que estava atrás de mim, aquela besta, empurrou-me para o lado, avançou ao seu encontro e bloqueou-lhe o caminho com o corpo. Vi-o, também a ele, a tirar um cartão do bolso a a exibi-lo ao segurança. Pareceu-me que era um guarda-costas profissional. Começaram os dois a discutir até que outros tipos vestido de fato azul envolveram o segurança e começaram a empurrá-lo para trás. O pobre do homem desapareceu por baixo de um monte de ombros musculados...
- Mas não houve violência?
- Não... eles apenas o arrastaram para um canto e o mantiveram lá, quieto, como que encurralado. As pessoas à espera estavam cada vez mas exaltadas - o barulho já era uma amálgama de berros, gritos e insultos. De um momento para o outro aquilo explodiu, transformou-se num autentico campo de batalha... alguns clientes começaram a atiras com as compras, queijos, embalagens de pensos-higiénicos, latas de atum, acho que até vi um frango a atingir um dos advogados na cara. Outros cliente decidiram mesmo partir para a ignorância, toca de empurrar tudo o que estava à frente e não se mexia - os carrinhos de supermercado serviam de buldozers, e já havia pessoa a sair pelas laterais, sem pagar as compras.
- Quanto tempo tinha passado, até esta fase?
- Cerca de uns vinte minutos...
- E quanto tempo demorou a chegar a polícia?
- Mais uns vinte minutos.
- E o senhor, porque é que não se foi embora?
- Até tenho vergonha de dizer isto, mas estava a achar piada à coisa. Nem me lembrei mais do jantar. Sentei-me a um canto, sobre um saco de comida para cão, e deixei-me estar a ver, sabe, aquilo era melhor que a porrada num jogo de hóquei...
- Quando é que os tipos envolvidos no esquema deixaram o local?
- Cerca de dez minutos antes da polícia chegar. Agiram todos ao mesmo tempo, como se soubessem exactamente qual o momento certo para zarparem.
- Uma acção concertada, portanto?
- Sem qualquer dúvida. A senhora da minha caixa já chorava desalmadamente, toda vermelha nas bochechas. Mandou à merda o advogado umas quantas vezes e disse-lhe que enfiasse os papeis no sítio onde o sol não brilha... e NÃO LHE DEU NEM MAIS UM SACO! Ganda mulher!
- Consegue identificar alguma dos tipos do esquema, se os vir numa fotografia, ou através de um retrato robot?
- Creio que sim.
- Vou-lhe pedir que passe agora à sala do lado e fale com o meu colega Zeferino. Peço-lhe desculpa pelo tempo tomado. Obrigado pelo seu depoimento, Sr. António. Rute, pode parar.

:mrgreen4nw:
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Re: A Crise dos Sacos de Plástico

Postby Fat Boy » 22 Aug 2007 17:44

hahah está muito porreiro
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Re: A Crise dos Sacos de Plástico

Postby Samwise » 22 Aug 2007 18:30

Fat!

Como vai isso?

As tuas aparições pela net continuam um bocado aleatórias.

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Re: A Crise dos Sacos de Plástico

Postby Aignes » 23 Aug 2007 02:41

Que vontade de ir ali ao Lidl comprar sacos de plástico :mrgreen4nw:
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Drives my green age; that blasts the roots of trees
Is my destroyer.
And I am dumb to tell the crooked rose
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Re: A Crise dos Sacos de Plástico

Postby Thanatos » 23 Aug 2007 08:11

acho que até vi um frango a atingir um dos advogados na cara


Alguém já não jantou nesse dia.

Está lindo, Sam! :mrgreen4nw: Só um pequeníssimo reparo. Vinte minutos acho pouco para os ânimos se exaltarem. Tendo em conta que já estive aos 40 e 50 minutos em filas para ser atendido, sabes quando o código não passa e elas ligam para uma supervisora e a supervisora também não sabe e depois vem a menina de patins e entretanto o chefe da secção foi jantar e... :rolleyes:
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Re: A Crise dos Sacos de Plástico

Postby Samwise » 23 Aug 2007 09:45

Thanatos wrote:
acho que até vi um frango a atingir um dos advogados na cara


Alguém já não jantou nesse dia.

Está lindo, Sam! :mrgreen4nw: Só um pequeníssimo reparo. Vinte minutos acho pouco para os ânimos se exaltarem. Tendo em conta que já estive aos 40 e 50 minutos em filas para ser atendido,


Thanks...

Same here. Já estive quase uma hora à espera... com a agravante de ter sido na fila das grávidas e a grávida em questão ter cerca de oito meses de inchaço na barriga. (e com outras agravantes à mistura, que agora não me interessa divulgar).

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Re: A Crise dos Sacos de Plástico

Postby Lazy Cat » 23 Aug 2007 16:58

Credo.... uma hora à espera? Oo Eu ia-me embora!! Ou pelo menos tentava a caixa do lado, ou assim...
Ainda por cima a caixa das grávidas. Com tanta grávida que tem andado por aí, essas caixas acabam por ter mais gente que a outras!

Já agora Sam, tenho a dizer que li ali os sacos de plástico todos, e achei engraçado (que ideia maluca!), mas parece que ficou a faltar qualquer coisa... Tipo, uma conclusão, uma razão, um porquê. Por muito descabido que fosse. Ou então, sou mesmo eu que sou lenta, ou que não tenho o sentido de humor bem afiado... :tongue:
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Re: A Crise dos Sacos de Plástico

Postby Fat Boy » 23 Aug 2007 17:18

Samwise wrote:Fat!

Como vai isso?

As tuas aparições pela net continuam um bocado aleatórias.

Sam



Está tudo bem. As coisas estão a melhorar e até escrevi umas coisitas, do nosso amigo Jack. Novidades em breve! :mrgreen4nw:

Um abraço!
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Re: A Crise dos Sacos de Plástico

Postby Samwise » 23 Aug 2007 17:22

Lazy Cat wrote:mas parece que ficou a faltar qualquer coisa... Tipo, uma conclusão, uma razão, um porquê. Por muito descabido que fosse.


Tens razão. O climax deste texto, a havê-lo, está algures no meio do depoimento do Sr. António. Tive de fazer alguns trade-offs, algumas conceções, em relação às regras tradicionais de bem contar um conto, por causa exactamente da ideia maluca (e que foi mais um daqueles what-ifs aparecem de repente na minha cabeça: "E se houvesse uma acção concertada para comprar todos os sacos de plástico num determinado supermercado, só para irritar a malta?"). A questão dos vinte minutos que o Thanatos apontou também é pretinente. Concordo que é pouco tempo para gerar uma tamanha confusão, mas também não podia exagerar no tempo em que a discussão entre o tipo das chiclets e a senhora caixa decorria.

Não há, portanto, uma razão concreta ou uma explicação racional para os acontecimentos (somos todos uns grandes animais, e basta um pequeno desvio nas normas sociais para julgarmos que estamos na selva, pode subentender-se).

Por outro lado... quem ler este texto nunca mais vai passar por uma caixa do supermercado como até agora. Até aposto que, enquanto estiverem à espera na fila, se vão por a imaginar uma guerra campal ali à volta ( :whistling: ).

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Re: A Crise dos Sacos de Plástico

Postby Thanatos » 23 Aug 2007 17:40

Óooo Lazy, sinceramente! Então não percebeste logo que era uma manobra subversivo-anárquica para destruição do status quo das grandes superfícies que obrigam os clientes a pagarem a publicidade a eles próprios?? :devil2: Tss, Tss
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Re: A Crise dos Sacos de Plástico

Postby Lazy Cat » 23 Aug 2007 23:26

Olha que eu prefiro pagar 0,02€ por um saco grande e resistente, do que trazer de graça dois sacos ranhosos que se rasgam só de se lhes encostar um dedo!

Anyway, talvez uma conclusão/explicação não seja de facto necessária, creio que se percebe que a ideia é mesmo irritar o pessoal. No entanto, parece que é um texto inacabado, ou acabado à pressa. Continuo a achar que lhe falta qualquer coisa.

Seja como for, a partir de agora, acho que conseguirei identificar um eventual BBdEniano num supermercado, pela forma como olhar para os sacos.... :biggrin:
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Re: A Crise dos Sacos de Plástico

Postby Samwise » 24 Aug 2007 11:55

Lazy Cat wrote:No entanto, parece que é um texto inacabado, ou acabado à pressa. Continuo a achar que lhe falta qualquer coisa.


Ok... Ok... tenho algo a confessar: o texto em questão foi mesmo escrito à pressa, em cerca de meia-hora, e nem levou uma segunda revisão nem nada (coisa que se nota: está cheio de gralhas). Foi ter a idea, ligar o notepad e começar a escrever. Foi publicado tal como saiu da forja.

Talvez se eu tivesse esperado uns dias para desenvolver um bocadito melhor as ideias, as coisa tivesse saido mais decente... :tongue:

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Re: A Crise dos Sacos de Plástico

Postby Thanatos » 24 Aug 2007 13:06

Ó Samwise, não ligues à rabujenta| :mrgreen4nw: Todos os meus textos que estão aqui e noutros lados não estão revistos nem "limados" e isso nota-se bem.

Acho que isso fica bem é para a publicação em livro :devil2:

De qualquer forma eu gosto do final. Deixa sempre uma pontinha à imaginação do leitor para congeminar as mais (im)prováveis razões.
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Re: A Crise dos Sacos de Plástico

Postby Maloveci » 24 Aug 2007 23:19

Samwise wrote:Ok... Ok... tenho algo a confessar: o texto em questão foi mesmo escrito à pressa, em cerca de meia-hora, e nem levou uma segunda revisão nem nada (coisa que se nota: está cheio de gralhas). Foi ter a idea, ligar o notepad e começar a escrever. Foi publicado tal como saiu da forja.Talvez se eu tivesse esperado uns dias para desenvolver um bocadito melhor as ideias, as coisa tivesse saido mais decente... :PSam


Nada, nada... estes mesmo na hora é que são "do best" :lol2: :lol2:
Muito fixe... Pronto, agora nas filas do supermercado vou-me de certeza lembrar deste episódio :rofl: :rofl:
<!--coloro:#0000FF--><span style="color:#0000FF"><!--/coloro-->Desabafas??? Eu também... Estou aqui: <!--colorc--></span><!--/colorc--> <!--coloro:#9932CC--><span style="color:#9932CC"><!--/coloro-->maloveci@jamaicans.com<!--colorc--></span><!--/colorc-->

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Re: A Crise dos Sacos de Plástico

Postby Venom » 07 Sep 2007 23:38

Original. Gosto quando agarras numa situação trivial e tornas-a numa situação cómica. :biggrin:
no sci-fi masterpiece depicts an AI that, upon coming online and searching its database in an effort to better understand mankind, responds by shouting, “You guys are awesome! We should get nachos!


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