Paul Auster

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npipas
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Re: Paul Auster

Postby npipas » 13 Aug 2009 01:43

Eu sou suspeito, adoro o Paul Auster, considero-o um óptimo escritor, mas naturalmente tem coisas melhores e piores como todos os escritores com obra extensa, recomendo "O Livro das Ilusões" e "As Loucuras de Brooklyn", estes foram os que mais gostei, depois "A Trilogia de Nova Iorque" e "A Música do Acaso" que também gostei igualmente.
Fiquem bem
:cheers:

Pedro Farinha
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Re: Paul Auster

Postby Pedro Farinha » 14 Aug 2009 22:51

Nunca tinha lido nada de Paul Auster... mas hoje li várias citações dele e gostei do que vi

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azert
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Re: Paul Auster

Postby azert » 15 Aug 2009 16:30

Compreendo que possas ter gostado do que viste, Pedro, só não percebo o que é que tem a ver com o Auster...  :devil:
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Pedro Farinha
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Re: Paul Auster

Postby Pedro Farinha » 15 Aug 2009 16:49

azert wrote:Compreendo que possas ter gostado do que viste, Pedro, só não percebo o que é que tem a ver com o Auster...  :devil:


No dia em que pus o post, cada fotografia tinha como titulo uma citação de Paul Auster

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Hamartia
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Re: Paul Auster

Postby Hamartia » 08 Feb 2010 01:59

Nunca pensei que a famigerada "New York Trilogy" fosse um pastelão tão grande. :X
«Es cierto que escribir me calma de a ratos, será por eso que hay tanta correspondencia de condenados a muerte, vaya a saber. Incluso me divierte imaginar por escrito cosas que solamente pensadas en una de esas se te atoran en la garganta, sin hablar de los lagrimales; me veo desde las palabras como si fuera otro, puedo pensar cualquier cosa siempre que en seguida lo escriba, deformación profesional o algo que se empieza a ablandar en las meninges.»

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Re: Paul Auster

Postby virose_pt » 08 Feb 2010 10:56

Hamartia wrote:Nunca pensei que a famigerada "New York Trilogy" fosse um pastelão tão grande. :X


Deixa lá então o Auster e continua com o teu Peixoto.

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Hamartia
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Re: Paul Auster

Postby Hamartia » 09 Feb 2010 02:28

virose_pt wrote:
Hamartia wrote:Nunca pensei que a famigerada "New York Trilogy" fosse um pastelão tão grande. :X


Deixa lá então o Auster e continua com o teu Peixoto.



Peixoto? Que mal fiz eu para que o Peixoto seja meu? :o
«Es cierto que escribir me calma de a ratos, será por eso que hay tanta correspondencia de condenados a muerte, vaya a saber. Incluso me divierte imaginar por escrito cosas que solamente pensadas en una de esas se te atoran en la garganta, sin hablar de los lagrimales; me veo desde las palabras como si fuera otro, puedo pensar cualquier cosa siempre que en seguida lo escriba, deformación profesional o algo que se empieza a ablandar en las meninges.»

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Re: Paul Auster

Postby Samwise » 09 Feb 2010 10:47

Hamartia wrote:
virose_pt wrote:
Hamartia wrote:Nunca pensei que a famigerada "New York Trilogy" fosse um pastelão tão grande. :X


Deixa lá então o Auster e continua com o teu Peixoto.



Peixoto? Que mal fiz eu para que o Peixoto seja meu? :o


:lol!:

Já agora, não queres ficar também com o A. Lobo Antunes? :twisted:
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Re: Paul Auster

Postby Hamartia » 09 Feb 2010 12:51

Samwise wrote:
:lol!:

Já agora, não queres ficar também com o A. Lobo Antunes? :twisted:



Com todo o gosto. ;)
«Es cierto que escribir me calma de a ratos, será por eso que hay tanta correspondencia de condenados a muerte, vaya a saber. Incluso me divierte imaginar por escrito cosas que solamente pensadas en una de esas se te atoran en la garganta, sin hablar de los lagrimales; me veo desde las palabras como si fuera otro, puedo pensar cualquier cosa siempre que en seguida lo escriba, deformación profesional o algo que se empieza a ablandar en las meninges.»

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Re: Paul Auster

Postby horaciosilva » 06 Mar 2010 23:35

Sobre Travels in the Scriptorium

Neste livro, Auster reflecte sobre a relação de um autor com as personagens que criou ao longo do tempo. Esse autor, todavia, não tem bem consciência de que o é, ou do que é, nem qual é bem o seu papel face àquelas pessoas (personas) que cria, ou às situações em que os envolveu ao longo da sua experiência criativa, da sua vida. Vamos encontrá-lo como que refém delas ou da sua imaginação, não num cenário explícito à Pirandello, em que as personagens procuram autores, no entanto evocador dele, mas num contexto em que só o leitor parece saber do que se trata - o autor é uma personagem e as personagens parecem querer assumir a autoridade, aprisionando o autor, drogando-o, mentindo-lhe, fazendo-o reflectir sobre o seu comportamento, manipulando-o.

É um breve romance, talvez novella, que se lê rapidamente se se quiser apreciá-lo por si só, ou devagar, se se desejar encontrar as menções a anteriores romances de Auster.

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Re: Paul Auster

Postby horaciosilva » 07 Mar 2010 23:09

Mais um belo livro de Auster: Moon Palace.

Trata-se de uma viagem à descoberta de si por parte do protagonista, que implicará a descoberta da família (avô e pai) e a sua subsequente perda, viagem essa tão variada e intensa como as ruas de Manhattan e os grandes desertos do Utah.

Vale a pena.

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Re: Paul Auster

Postby horaciosilva » 07 Mar 2010 23:12

E por que não este, The Book of Illusions?

Depois de uma tragédia familiar (a perda, num acidente aéreo, da mulher e dos dois filhos), o narrador de The Book of Illusions, David Zimmer, afunda-se na tristeza até ao dia em que, entornado no sofá, vê na televisão uma comédia slapstick de Hector Mann que o faz rir pela primeira vez desde aquele fatídico evento. Decide, então, ver tudo o que existe do realizador e a sua obsessão leva-o à escrita do primeiro livro sobre Mann, o que, por sua vez, condu-lo à rede de mistérios e segredos em torno da vida do realizador, a um amor vivido em poucos dias, a desfechos inesperados, eles também criadores de novos enredos e enigmas.

Com este enredo soberbamente entretecido, Auster reflecte sobre as ilusões da vida - as coincidências, as supostas compreensões das sombras que a envolvem, as intensas efemeridades que se consubstanciam em duradouras memórias, impressões na pele; ou os momentos perdidos; as recordações queimadas; o tempo que escapa como num sonho; a angústia dos seus limites e perdas. Para mim, o melhor de Auster.

"Ao atravessarmos a vida, deixamos para trás três ou quatro imagens nossas, cada uma diversa das outras, que vislumbramos através do nevoeiro da memória como retratos nossos com diferentes idades." François-René de Chateaubriand

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Re: Paul Auster

Postby horaciosilva » 08 Mar 2010 16:14

Fresquinho e acabadinho de ler: Invisible, de 2009.

Lendo o romance e tendo em conta o seu título, é de esperar que se procure descortinar o que é que é invisível, e a conclusão a que se pode chegar (pelo menos, aquela a que eu cheguei) é que a verdade é o invisível, o insubstancial, o inalcançável deste romance (de todos?).

Invisible está dividido em partes e cada uma delas é uma versão de acontecimentos apresentada pelo interveniente. Chegam até a ser várias versões consoante os diversos pontos de vista que o protagonista principal adopta, e mesmo esta identificação de quem é o protagonista principal incorre em subjectividade(s). É verdade que o que espoleta o romance é um esboço de um livro supostamente autobiográfico de Adam Walker, é com ele e na primeira pessoa que o romance arranca. Porém, quem se prepara para suspender a descrença chega, a páginas tantas, à conclusão de que esse nível não é suficiente; que é até falacioso (!). Há que descer mais fundo (não é música do acaso Auster evocar Dante na primeira página), muito mais fundo num inferno quase arqueológico, se queremos chegar à verdade, nós e, sabêmo-lo mais tarde, também o romancista que organiza a busca. E em cada parte o nível de indeterminação é maior, os factos históricos pessoais mais histriónicos, falsos, romanceados. Estamos afinal nas mãos de um romancista, dependentes de narradores variegados sucessivamente postos em causa, mas que somos convocados a entender, a predicar. Nunca tocamos directamente na verdade ou na pessoa que a pode transmitir mais imediatamente - somente em relatos escritos: páginas da história sobre as histórias, folhas soltas de computador, cartas transcritas, fotocópias de diários, notas apressadas.

São fragmentos de vida, farrapos de existências o que faz este excelente romance de Paul Auster. As histórias de vida que dele constam, todas as histórias de vida, digo eu, são meros fragmentos interpretativos ou vagas possibilidades ontológicas, rastos existenciais - a origem do romance, uma poética do romance, um poeta que reflecte entre as linhas tortas das vidas que conjura sobre a invisibilidade da verdade.

Concordam? Alguém leu?

Há quem diga que é o amor o que subjaz ao livro (http://www.nytimes.com/2009/11/15/books/review/Martin-t.html)... Opiniões?
Last edited by horaciosilva on 08 Mar 2010 16:27, edited 1 time in total.

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Re: Paul Auster

Postby Anibunny » 08 Mar 2010 16:20

Horaciosilva temos um topico sobre o livro :) se quiseres ver viewtopic.php?f=116&t=8995 Eu gostei muito do livro, mas eu gosto muito do Auster.

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João Arctico
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Re: Paul Auster

Postby João Arctico » 20 Sep 2010 14:36

"Querido (a) doutor (a) XPTO
Li o Invisível e as Viagens no Scriptorium com celeridade e gosto mas ando com o Timbuktu a remoer e a remoer, como comida na boca duma criança sem apetite. Não digo que não gosto mas... Terei algum problema? Haverá cura para este meu mal? Obrigado"
"É isto o que, de todo em todo, pretendia o autor? Não sei; é a opinião do leitor que eu dou." Jean-Paul Sartre
"Mas mesmo aquilo que a gente não se lembra de ter visto um dia, talvez se possa ver depois de algum viés da lembrança" Chico Buarque in Estorvo


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