Filipe Faria

Escolha um autor e fomente uma discussão sobre a sua obra e a sua vida
User avatar
Cerridwen
Edição Única
Posts: 7357
Joined: 01 Jan 2005 13:17
Location: Torres Vedras
Contact:

Filipe Faria

Postby Cerridwen » 23 Jun 2007 15:44

Como não encontrei nenhum tópico dedicado exclusivamente ao autor, abri este para colocar as notícias e para receber opiniões/críticas relativamente ao autor.
Os 19 anos não são muito dados a ter grandes certezas na vida. Mas Filipe Faria soube logo aí que tinha uma história para contar, muito embora não visse "como um livro aquilo que começara a escrever" três anos antes. Aquilo - que se viria a transformar em A Manopla de Karasthan, primeiro livro da saga Crónicas de Allaryia - era então para ele um relato de viagens. As que fazia a dormir e as que fazia acordado, através de um mundo que ia lentamente criando e no qual viviam personagens que, na altura e para todos os efeitos, à laia de Calvin e Hobbes, eram os meus amigos imaginários. É que não tinha mesmo quaisquer pretensões a ser escritor, explica, com a serenidade de quem sabe que foi nisso mesmo que se tornou.

Seis anos depois da estreia, agora com 25 anos, Filipe Faria tem cinco livros publicados - o mais recente, Vagas de Fogo, fez-se aos tops com bravura (terceiro mais vendido na FNAC em Maio, poucas semanas após o lançamento) - da saga de fantasia de inspiração medieval Crónicas de Allaryia e projectada para sete volumes. É preciso lembrar? Filipe Faria tem uma história para contar.

Foi a ordem natural das coisas que o levou à escrita de fantasia - e insiste em que escreve fantasia, assim sem mais nenhum atributo, porque o termo high fantasy é foleiríssimo, não passa de uma denominação presunçosa. A entrada na literatura, afinal, foi feita através de J.R.R. Tolkien, à saída da infância, quando pelas mãos não lhe passava mais do que a banda-desenhada de super-heróis como o Homem Aranha, Batman e o Super-Homem. Não gostava de ler e não havia maneira de conseguirem pôr-me a ler. Tentaram até dar-me aventuras fantásticas com bichos esquisitos, mas nem isso funcionou.

E, depois, um dia, aos 12 anos, tudo mudou com o acaso da descoberta de uma lombada gorda e grande numa das raríssimas visitas que fez à biblioteca da Escola Alemã de Lisboa - que frequentou desde o jardim-de-infância até à entrada no curso de Línguas e Literaturas Modernas (variante Inglês/Alemão) na Faculdades de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Esse livro, A Tolkien Bestiary, despertou-lhe de imediato a curiosidade. Comecei a folheá-lo e aquilo tinha uns desenhos muito interessantes. Acabei por passar às palavras e fiquei fascinado: falava de umas criaturas mirabolantes, de raças, terras e acontecimentos históricos num estilo enciclopédico, como se tivessem existido. Mais para o fim, vi que era baseado num livro chamado O Senhor dos Anéis e nessa mesma semana calcorreei Lisboa inteira à procura de um exemplar. Não foi fácil, mas lá consegui encontrar A Irmandade do Anel, numa edição um bocado mal traduzida, do que nem sequer me dei conta na altura.

Até chegar a um exemplar d`O Regresso do Rei passaram dois anos. Teve que ser encomendado, recorda. A evocação dessa memória faz com que pare por um momento, enquanto um sorriso vai tomando forma, subindo-lhe aos lábios e aos olhos escuros: E a partir daí fui iluminado, introduzido a um novo mundo.

Tolkien é o único autor do género que aponta como preferência e referência. Os demais são escritores de quem gosta mais do que outros, como o britânico Bernard Cornwell e o norte-americano Robert Jordan, cuja saga The Wheel of Time (11 volumes publicados desde 1990) já o empolgou mais. De momento, quem mais me deixa a ansiar pelo próximo livro é George R. R. Martin, um nome consagrado na ficção científica com algumas incursões muito bem sucedidas nos terrenos do clássico da espada e bruxaria que, tal como Filipe Faria, foi na juventude ávido leitor das aventuras dos super-heróis da BD. A fantasia é a leitura que faz por prazer, exclusivamente em inglês - porque é o mercado que, de longe, ainda tem mais para oferecer -, a que junta o exercício de ler em português, o mais possível e de tudo um pouco.

Filipe construiu essa espécie de universo, elaborou para ele uma sugestiva cosmogonia, dotou-o de raças em conflito - nas quais, e salvo excepções intencionais, abunda o preconceito e o medo do desconhecido - e gerou para cada uma delas a sua história, geografia, morfologia, cultura, linguagem e mitos, que vão sendo descobertos a cada passo da demanda heróica de luta contra um cavalgante Mal, em que os principais personagens, oito de origem, estão envolvidos e ligados por laços de companheirismo que ultrapassam as diferenças entre humanos, magos, eahan, thuragar, burrik e muitíssimas outras criaturas de génese fantástica. Allaryia não é assim tão diferente do nosso mundo: tem magia, mas a fauna e flora não são assim tão diferentes, tão pouco os gestos do quotidiano ou as relações entre os povos. Quando os ponho a falar línguas diferentes e lhes dou nomes esquisitos estou a introduzir o distanciamento necessário para nos sentirmos numa terra de fantasia.

O avanço para terrenos do fantástico de tal familiaridade traz riscos e Filipe Faria não os ignora. Tenho a minha forma de ver a fantasia e não creio que tenha criado um mundo derivativo: dei novas direcções a raças que eram conhecidas, adaptei-as e dei-lhes novas raízes. Mas também queria que deixassem de ter essa ideia de que sou criador da fantasia portuguesa. Não criei nenhum movimento novo, sou apenas mais um escritor de fantasia. Fui apenas o primeiro a publicar uma história destas em Portugal e posso até ter dado o mote para que outros se atrevessem a escrever, mas isso não me torna num pioneiro e menos ainda num alvo a abater por quem olha para o que escrevo como uma deturpação da fantasia como ela era conhecida.


Fonte: Público

Obras:
A Manopla de Karasthan - Crónicas de Allariya Vol. I
Os Filhos do Flagelo - Crónicas de Allariya Vol. II
Marés Negras - Crónicas de Allariya Vol. III
A Essência da Lâmina - Crónicas de Allariya Vol. IV
Vagas de Fogo - Crónicas de Allariya Vol. V
Talismã de Manuel Morgado e Filipe Faria

User avatar
Cerridwen
Edição Única
Posts: 7357
Joined: 01 Jan 2005 13:17
Location: Torres Vedras
Contact:

Re: Filipe Faria

Postby Cerridwen » 23 Jun 2007 15:54

Tão estranha ideia teve também uma razão estranha. O romance gráfico sobre a mitologia nórdica que Filipe Faria decidiu intitular Endurvakning (islandês para ressurreição) nasceu de um jogo de futebol da fase de qualificação para o Europeu de 2004. Jogava a Alemanha contra a Islândia: E eu que pensava que os islandeses eram todos como a Björk ou esquimós a viverem em iglus e a caçarem renas como forma de sobrevivência, fiquei surpreendido ao ver uma equipa de indivíduos altos e louros com nomes de vickings nas costas.

Foram aqueles nomes que o prenderam, confesso aficcionado da cultura nórdica.

Nessa mesma noite, de impulso, pesquisou tanto quanto pôde sobre a Islândia, descobrindo um "mundo fora do vulgar" que se tornou "numa quimera". Esquadrinhou a Internet semanas a fio em busca de islandeses que vivessem em Portugal e lhe pudessem falar do país. Esses contactos acabaram por levá-lo a ser acolhido por uma família na Islândia, onde ficou fascinado pela "paisagem quase lunar, o misticismo que parecia vibrar nas rochas". Uma semana de estadia prevista fez-se em dois meses que passaram a três - na primeira viagem, ainda em 2003, porque outra se seguiria em 2005.

Ali conheceu o então alto-sacerdote da igreja pagã, Jörmundur Ingi, fascinando-se com as interpretações quase antropomórficas que ele tinha do panteão nórdico, de interligações históricas com os povos da região do Báltico e da Escandinávia. Ao mesmo tempo, aprendia islandês numa escola para imigrantes e "passava horas nas bibliotecas de um mosteiro muito peculiar, tentando descodificar os hieróglifos nos livros". As noites corriam de lista telefónica nas mãos: O meu passatempo era pegar naquilo e começar a olhar para uma listagem de deuses nórdicos. Havia lá de tudo, nomes de trolls, de deuses, de filhos de deuses, de elfos.

Aquela imersão na cultura e mitos escandinavos viria a expressar-se nos quarto e quinto volumes das Crónicas de Allaryia - embora a viagem inicial à Islândia fosse mais um "abrir de horizontes" do que uma missão de pesquisa - e levaram-no a pensar ainda numa outra história, dando uso a tudo o que aprendera deste mundo, que não faria sentido em Allaryia. Tive esta ideia de recontar a mitologia nórdica, dar-lhe uma nova interpretação, metendo Colombo ao barulho e também o Crepúsculo dos Deuses [o fascinante "Sunset Blvd.", de 1950, realizado por Billy Wilder].

O argumento do primeiro dos dois volumes de Endurvakning está já escrito e a ser desenhado por Samuel Santos (autor das capas das Crónicas), preparando-se Filipe Faria para ir no próximo mês negociar a sua publicação com duas editoras islandesas, com um título original em islandês. É claramente um mercado mais receptivo a esta história em particular, apesar de ser ainda, muito à semelhança de Portugal, pouco aberto à edição de banda desenhada. Mas é o ponto de partida que faz sentido, podendo mais tarde chegar cá já com alguma bagagem ganha, sei lá, da Islândia para toda a Escandinávia, daí para a Alemanha e depois, quem sabe, talvez o mundo....

Fonte: Público

User avatar
Steerpike
Edição Limitada
Posts: 1187
Joined: 07 Jan 2006 19:09
Location: Lisboa, Portugal
Contact:

Re: Filipe Faria

Postby Steerpike » 23 Jun 2007 18:45

Cerridwen wrote:O sol incomoda-o, fere-lhe os olhos, mordisca-lhe a pele. "Sou noctívago", explica a propósito dos hábitos de escrita que tem - e que mudou recentemente, depois de ter ficado "completamente gasto" com a escrita de um livro por ano e abraçado "como trabalho diurno, com horário das nove às cinco" a actividade de tradutor literário.


E nem a traduzir o rapaz se safa, pelo que tenho ouvido dizer dos revisores. A principal falha é ele achar que escreve melhor do que o autor, pelo que começa a "corrigir" e "melhorar" o texto original.

Cerridwen wrote:Crepúsculo dos Deuses [o fascinante "Sunset Blvd.", de 1950, realizado por Billy Wilder]


Como está entre parênteses rectos, imagino que o esclarecimento tenha sido da Dulce Furtado, mas conhecendo bem o filme (um dos meus favoritos) e o estilo do entrevistado, estou convencido que o "Crepúsculo dos Deuses" a que o Faria se refere é na realidade o Götterdämmerung do Wagner (ou então ao próprio Ragnarök), e não a história de sonhos vencidos e de actores abandonados por essa meretriz caprichosa de seu nome Hollywood.

De resto, com o espaço dedicado à literatura a decrescer a olhos vistos nos jornais portugueses, é disto que vão falar? Haja pachorra.

Abraços,
Luís
The vorpal blade went snicker-snack!

User avatar
shadow_phoenix
Dicionário
Posts: 666
Joined: 04 Mar 2007 15:14
Location: Braga
Contact:

Re: Filipe Faria

Postby shadow_phoenix » 24 Jul 2007 11:24

Ainda gostava de perceber porque batem tanto neste rapaz. Ok, ele não é lá grande escritor, é um pouco arrogante e os livros dele são tão derivativos que quase precisam de bibliografia, mas existem muitos outros autores jovens de fantasia, alguns bem piores e cujos livros foram publicados através de formas bem menos meritórias, de que nunca ninguém fala.

User avatar
Steerpike
Edição Limitada
Posts: 1187
Joined: 07 Jan 2006 19:09
Location: Lisboa, Portugal
Contact:

Re: Filipe Faria

Postby Steerpike » 24 Jul 2007 23:55

shadow_phoenix wrote:Ainda gostava de perceber porque batem tanto neste rapaz. Ok, ele não é lá grande escritor, é um pouco arrogante e os livros dele são tão derivativos que quase precisam de bibliografia, mas existem muitos outros autores jovens de fantasia, alguns bem piores e cujos livros foram publicados através de formas bem menos meritórias, de que nunca ninguém fala.


Precisamente por ninguém falar deles que o trabalho dos críticos está feito. Já se encontram votados ao esquecimento que merecem. Agora quando anunciam o Faria como expoente máximo da fantasia em Portugal quando o que ele faz já se fazia, e melhor, há 30 anos lá fora, convém alguém explicar que as coisas talvez não sejam bem assim.

Abraços,
Luís
The vorpal blade went snicker-snack!

Pappillon
Manifesto
Posts: 53
Joined: 17 Jan 2008 19:08
Contact:

Re: Filipe Faria

Postby Pappillon » 30 Jan 2008 15:59

Viva,

Por acaso gosto deste escritor e também fico com a sensação que a critica existente aqui no BBDE é algo exagerada.

Infelizmente, não tenho o tempo para ler todos os tópicos aqui existentes e o meu comentário advêm de ter lido o tópico onde está o 1º livro do escritor (ficção especulativa), começando logo a li com um post do Thanatos, que curiosamente efectuo posteriormente um 2º comentário, que não sei se se encontra aqui no fórum, no entanto aqui deixo um resumo do seu comentário ao 2º livro do escritor, que encontrei num outro forum:

"Como referi todo o romance está muito melhor estruturado, e sente-se a mão segura de um escritor que começa já a dominar a sua escrita. Aqui e ali ainda se lêem algumas frases mais infelizes como por exemplo na página 274 onde se pode ler: "O irmão dourado da Lua era uma incandescente bola vermelha no céu alaranjado". Serão talvez demasiadas alusões cromáticas e até uma delas é antagónica, mas tal não é suficiente para destruir o prazer da leitura de um romance que me prendeu da primeira à última página.

Na minha crítica a A Manopla de Karasthan referi que achava Filipe Faria um diamante em bruto. Pois neste segundo volume o diamante foi quase perfeitamente lapidado e podemos agora apreciar o caleidóscopio de cores de um autor que a passos largos se prepara para ser um dos melhores e mais prolíficos autores nacionais a trabalhar no campo da fantasia épica."


Ora, quero com isto dizer que, caso tenham em consideração, tal como eu, os excelentes comentários que o Thanatos faz, parece-me logo aqui existir um enorme potencial neste jovem escritor e que no mínimo merece uma oportunidade.

Não sei se o Thanatos teve paciência/oportunidade para ler a continuação da saga, mas posso dizer, seguramente, que o escritor manteve esta tendência de melhoramento, quer a nível de escrita, quer a nível de enredo, considerando desde já que o melhor livro do escritor é precisamente o ultimo "Vagas de Fogo".

Partilho da opinião que o escritor utiliza uma linguagem e termos algo complexos e que considero desnecessárias, pois só teria a ganhar em manter uma escrita mais simples, no entanto é notório já neste ultimo volume que o escritor tem tentado corrigir essa situação.

Alguns combates são algo descritivos, penso ainda que a questão do segredo da espada já devia ter sido desvendado, agora criticarem o autor porque utiliza personagens já existentes noutras sagas, isso sinceramente não concordo.

Se me dissessem que a escritora Sandra Carvalho, do qual sou admirador, foi buscar no seu primeiro livro (Saga das Pedras Mágicas) muito do enredo da Juliet Marrilier (trilogia Sevenwaters) e um pouco da saga das ilhas brilhantes da mesma escritora, nomeadamente na parte dos povos nórdicos, seria obrigado a concordar, se bem que neste momento a escritora encontrou a sua história e já nada tenha a ver com a Juliet, estando a saga a um excelente nível.

Agora, o Filipe copiou personagens de Tolkien? utiliza personagens de outros escritores ?

Então Tolkien foi o 1º escritor que escreveu sobre Anões e Elfos, bem como Orcs ?

Robert Jordan, que segundo consta é um escritor consagrado, dentro do género, não tem no seu primeiro volume muito de Tolkien ? a sua qualidade é ou não reconhecida ?

George Martin, que é no meu entender, o melhor dos melhores dentro do género, foi o 1º que escreveu sobre Dragões, enredos de cortes, entre outros?

Paolini, que atingiu um sucesso enorme, não tem igualmente dragões, elfos, Urgals (Orc's), espadas mágicas, etc ?

Não querendo efectuar uma comparação com a genialidade da obra de Tolkien (é indiscutível), considero que a escrita de Tolkien é muito mais descritiva e não apresenta o ritmo/intensidade deste escritor.

Penso que a saga tem um enredo consistente, apresenta muitos povos interessantes e com hábitos complexos, como é exemplo os bem organizados e Sirulianos, os Antroleos com a personagem Babaky a deixar-nos sempre ansiosos por saber mais sobre este povo, a família Lassan, que pertencem a povos antigos e que são seres pacíficos e dos quais os nosso heróis farão tudo por preservar, a enigmática Slarya, assassina e garantidamente uma mulher que pertence a um povo muito complexo, O shurra que seguramente terá um papel importantíssimo para os lados dos Fyordes, as personagens que conheçemos na cidadela da lâmina, em especial o alto lamelar (Assion) e a mestre Heldara que poderá ter ainda um papel importante…Kror o irmão de tendão do nosso herói, que é uma personagem extremamente enigmática, a dupla Worick e Talisin que no meio desta pancadaria toda nos proporcionam momentos de enorme boa disposição, o enigamtico Pagem, entre muitos outros.

Depois no lado das entidades malignas que dizer de personagens como Hezabal, Dilet o bobo, o vilão Seltor, que é extremamente astuto (faz-me lembrar o ditado: "mais vale um leão a comandar um conjunto de veados, que um veado a comandar um conjunto de leões"), os seus generais Tanath que seguramente acompanhara Linsha na sua demanda, e um outro que denotava um poder imenso e cujo nome não me recordo, um outro que desertou (Othragon) e que será uma enorme enigma o que irá fazer, bem e para terminar as personagens que dizer de Culpa, quase de certeza uma das melhores personagens criadas pelo Filipe.

Bem obviamente que as opiniões valem o que valem, por vezes é fácil vermos o que queremos ver (ai tantas criticas sem conhecerem a saga), posso dizer que Filipe Faria, é a par de Sandra Carvalho, entre outros, uma mais valia para a Fantasy Épica Portuguesa, como inclusivamente foi referido pelo Thanatos :tongue:

Bem as minhas desculpas pelo meus constantes pontapés na gramática :hypocrite:

Steerpike,

Quais os livros que leste do Filipe? :wink:
<br /><br />

User avatar
Steerpike
Edição Limitada
Posts: 1187
Joined: 07 Jan 2006 19:09
Location: Lisboa, Portugal
Contact:

Re: Filipe Faria

Postby Steerpike » 30 Jan 2008 17:29

Pappillon wrote:Por acaso gosto deste escritor e também fico com a sensação que a critica existente aqui no BBDE é algo exagerada.


Não é, nem tenho interesse em exagerar a minha opinião de algo que já considero suficientemente mau.

Pappillon wrote:Ora, quero com isto dizer que, caso tenham em consideração, tal como eu, os excelentes comentários que o Thanatos faz, parece-me logo aqui existir um enorme potencial neste jovem escritor e que no mínimo merece uma oportunidade.


Se existe potencial, não me parece ter havido movimentação no sentido de o concretizar nos livros seguintes, e já teve três ou quatro oportunidades de o fazer. Isto, claro, acreditando na opinião de quem leu os ditos cujos.

Pappillon wrote:Agora, o Filipe copiou personagens de Tolkien? utiliza personagens de outros escritores ?


O problema não reside no aproveitar de personagens já existentes. O problema é usá-las sem trazer nada de novo para a mesa, e sem sequer explorar a riqueza imagística e subtextual que estas personagens já carregam. Um escritor de fantasia medíocre usa elfos e dragões indiscriminadamente, apenas no sentido de emular outro autor; outros podem usar os elfos (ou personagens que nos remetam para os elfos) como forma de analisar as conotações políticas, sociais e culturais destas figuras: os melniboneses de Michael Moorcock ou a classe aristocrática dos elfos em _The Iron Dragon's Daughter_ de Michael Swanwick são excelentes exemplos disso.

Por outras palavras, não exijo originalidade em tudo o que leio, mas gostava de ver nestes exercícios (re)combinatórios uma certa dose de perspicácia, reflexividade e introspecção. Com consciência dos lugares-comuns mais barbudos, para que neles não se caia ingenuamente, e com uma base de referências alargada e que não se limite à constante autofagia observada neste e noutros géneros literários.

Pappillon wrote:Então Tolkien foi o 1º escritor que escreveu sobre Anões e Elfos, bem como Orcs ?


Sim e não. Tolkien teve o cuidado de injectar um toque pessoal na sua mitologia reinventada: se não era dele, praticamente passou a ser. E sem argumentar no sentido de uma alegoria, os reflexos do seu tempo, das suas predilecções (a filologia, por exemplo) e das suas opiniões podem ser facilmente observados naquilo que escreveu. Sem mentir, diz-me que vês o mesmo em Filipe Faria ou Christopher Paolini. Se hoje um escritor de fantasia "inventa" uma língua artificial, por exemplo, é muitas vezes apenas para imitar Tolkien, e não porque o faz por genuíno prazer linguístico. Não tenho dúvidas que a admiração por Tolkien seja sincera, mas o que sai é quase sempre um sucedâneo fajuto.

A este respeito, não me canso de citar Ray Bradbury no seu prefácio ao _October Country_: "To put it another way, there was an Undiscovered Country behind my medulla oblongata, but I never traveled there. Shakespeare's Undiscovered Country was Death itself. Mine, when I finally charted it, led by my voices, was the territory of ideas, concepts, notions, conceits, all immensely personal, nowhere to be found in Burroughs, Baum, and Verne. I had to learn to reject them as models, keep them as loves, yes, but stop trying to live like John Carter, Tik-Tok, or the Nautilus's mad captain."

Pappillon wrote:Robert Jordan, que segundo consta é um escritor consagrado, dentro do género, não tem no seu primeiro volume muito de Tolkien ? a sua qualidade é ou não reconhecida ?


Não é reconhecida por mim, isso garanto-te.

Pappillon wrote:George Martin, que é no meu entender, o melhor dos melhores dentro do género, foi o 1º que escreveu sobre Dragões, enredos de cortes, entre outros?


Mais uma vez, confundes o "quê" com o "como". Não é a presença de dragões e quejandos que marca a escrita Martin, mas a implacável subversão daquele que é um género de raízes românticas (no sentido da corrente artística, não dos romances Harlequin), levando o que se fazia em sword & sorcery ainda mais longe através de uma abordagem naturalista e despida de glamour. Sem mentir, diz-me que o Filipe Faria e o Christopher Paolini fazem isto também.

Pappillon wrote:Paolini, que atingiu um sucesso enorme, não tem igualmente dragões, elfos, Urgals (Orc's), espadas mágicas, etc ?


Sucesso comercial não implica qualidade, e vice-versa.

Pappillon wrote:Não querendo efectuar uma comparação com a genialidade da obra de Tolkien (é indiscutível)


Pelo contrário: a "genialidade" da obra de Tolkien é mais do que discutível, e sempre me remeteu para a mais profunda indiferença. Mas não insisto.

Pappillon wrote:Steerpike,

Quais os livros que leste do Filipe? :wink:


Umas cinquenta páginas do primeiro, cinco páginas do segundo, duas páginas do terceiro. Por outras palavras, até onde aguentei.

Abraços,
Luís
The vorpal blade went snicker-snack!

Kya
Manifesto
Posts: 85
Joined: 16 Jan 2008 21:18
Location: Setubal
Contact:

Re: Filipe Faria

Postby Kya » 30 Jan 2008 17:51

Eu nk li nenhum livro dele mas acho que o rapazito teve muita sorte em editar logo tanbtos livros e com sucesso! e ele é tão novo... bem eu keria ter a mesma sorte que ele!
<u><!--coloro:#810081--><span style="color:#810081"><!--/coloro--><a href="http://imageshack.us" target="_blank"><img src="http://img156.imageshack.us/img156/9214/mg2jg0.jpg" border="0" class="linked-sig-image" /></a><br /><a href="http://g.imageshack.us/g.php?h=156&i=mg2jg0.jpg" target="_blank"><img src="http://img156.imageshack.us/img156/9214/mg2jg0.794d0dca79.jpg" border="0" class="linked-sig-image" /></a><!--colorc--></span><!--/colorc--></u><br /><br /><u><!--coloro:#810081--><span style="color:#810081"><!--/coloro-->Entra no jogo da luta entre vampiros e lobisomens<br />------- <a href="http://www.monstersgame.com.pt/?ac=vid&vid=19060528" target="_blank">http://www.monstersgame.com.pt/?ac=vid&vid=19060528</a> ---------<!--colorc--></span><!--/colorc--></u>

User avatar
anavicenteferreira
Edição Limitada
Posts: 1355
Joined: 04 Apr 2005 19:45
Location: Torres Vedras
Contact:

Re: Filipe Faria

Postby anavicenteferreira » 30 Jan 2008 17:55

Por acaso, os elfos do Filipe Faria devem bem mais à saga de Dragonlance (inclusive a ideia dos elfos negros) do que ao Tolkien.

Como o Steerpike referiu, o problema não é tanto ele inspirar-se noutros autores como decalcar personagens practicamente como estão, introduzindo-lhes pouquíssimas mudanças e mesmo essas pouco significativas. Só li o primeiro livro e consegui perceber tudo o que autor tinha andado a ler.

Por exemplo, aquela personagem semi-infantil que não consegue resistir a roubar tudo o que lhe aparece pela frente é um decalque absoluto do Tasselhof Burrfoot do Dragonlance (com a diferença que a personagem do FF tem olhos de gato e o TB usa um rabo-de-cavalo no alto da cabeça, não é suficiente) e o Raistlin da mesma saga foi claramente bem mais do que uma mera inspiração para o mago dele.

Em relação aos anões e aos elfos, francamente, a única coisa com que embirrei foi: se ele vai usar anões e elfos perfeitamente convencionais, que não diferem em nada da fórmula usada em n livros de fantasia, para que diabos se há-de pôr a dar-lhes nomes esquisitos (e pouco inspirados, ainda por cima)?

E há outros problemas. As personagens são completamente planas, incluindo o protagonista, e tomam atitudes que não têm qualquer credibilidade; os conflitos (exceptuando os armados) são mal desenvolvidos e, consequentemente, resolvidos de maneira pouco satisfatória.

E depois há a questão do Português. O fascínio que o autor tem (tinha? espero bem que já lhe tenham explicado umas coisas entretanto) pela estrutura mal traduzida do Inglês "procederam a fazer qualquer coisa" é absolutamente irritante e não é, infelizmente, o único pontapé infligido à língua sobretudo a nível sintáctico. Na altura, até me perguntei se a Presença teria desistido de usar revisores linguísticos.
Ana

Pappillon
Manifesto
Posts: 53
Joined: 17 Jan 2008 19:08
Contact:

Re: Filipe Faria

Postby Pappillon » 31 Jan 2008 14:28

Yello,

Antes de mais devo dizer que só critiquei o referirem que o escritor utiliza personagens idênticas a de outros escritores uma vez que ao ler a critica, repito, no tópico do 1º volume do escritor, a maioria dessas criticas ia nesse sentido.



Pessoalmente não me faz qualquer tipo de confusão, mais, se fosse introduzidas personagens com as características de Druss, Olek Skilgannon, para dar umas valentes "machadadas" às forças do vilão da história, bem como uma personagem tipo Snape, para aumentar os enredos na corte, para mim até achava interessante.



Logo, esta questão não foi por mim levantada, e sinceramente não me faz confusão nenhuma, para mim o importante é a história cativar-me, deixar-me na ânsia por ler mais e claro ter enredos/personagens interessantes.



No entanto devo recordar que aquando das vossas criticas (segundo me apercebo pelos vossos comentários que só leram o 1º volume) que nessa altura o escritor tinha apenas 15/16 anos, penso que a questão deve ser levada em consideração, pois obviamente não tem a maturidade que tem actualmente, como devem compreender.



É na minha opinião, notória a melhoria de qualidade de livro para livro, penso que é bem visível com a critica que coloquei por alguém que, seguramente, é muito mais entendido em literatura do que eu.



Agora, independentemente da opinião que cada um tem, na minha opinião, acho que se faz uma critica asseria ao escritor quando na realidade num caso nem chegou a ler o 1º livro e noutro leu simplesmente o 1º.

Como é possível formarem uma opinião tão segura, quando na realidade nem sequer lhe deram uma oportunidade de saber se melhorou ou não nos seguintes volumes?



Bem também concordo que sucesso comercial não é sinónimo de qualidade, no entanto não deixa ser algo interessante verificar que quando foi publicado este ultimo volume, o escritor atingiu o top 3 de vendas da FNAC, o que contraria a opinião de como o escritor não tenha aceitação.



Também partilho de algumas críticas aqui elaboradas, obviamente que não considero o Filipe Faria o melhor escritor de Fantasy Portuguesa, pois os meus conhecimentos nesse capítulo restringem-se à Sandra Carvalho e à Inês Botelho, no entanto que são escritores que têm o seu valor têm.
<br /><br />

User avatar
Steerpike
Edição Limitada
Posts: 1187
Joined: 07 Jan 2006 19:09
Location: Lisboa, Portugal
Contact:

Re: Filipe Faria

Postby Steerpike » 31 Jan 2008 18:20

Pappillon wrote:No entanto devo recordar que aquando das vossas criticas (segundo me apercebo pelos vossos comentários que só leram o 1º volume) que nessa altura o escritor tinha apenas 15/16 anos, penso que a questão deve ser levada em consideração, pois obviamente não tem a maturidade que tem actualmente, como devem compreender.


Ele tinha 16 anos e, imagine-se, os livros têm todo o aspecto de terem sido escritos por um puto dessa idade. Aliás, continuam a ter. Contudo, isso não impediu meio mundo de louvar os dotes imaginativos da criatura como se de algum génio precoce se tratasse.

Pappillon wrote:Agora, independentemente da opinião que cada um tem, na minha opinião, acho que se faz uma critica asseria ao escritor quando na realidade num caso nem chegou a ler o 1º livro e noutro leu simplesmente o 1º.


Ninguém precisa de ler um livro todo para saber se este tem ou não mérito. E quanto maior é a experiência de leitura, mais rapidamente se chega a uma conclusão. Diz lá: se te servissem um prato de bosta fumegante, achas que precisavas de comer tudo até teres uma opinião sobre a "iguaria"? Não chegavas lá só pelo cheiro?

Além disso, um livro avalia-se por aquilo que é, pertença ou não a uma série. Sendo publicado como uma unidade, é só até essa unidade que deve ser avaliado --- caso contrário, teríamos *todos* de esperar até que o FF terminasse a série antes de virmos para aqui arrotar as nossas postas de pescada. Ou já leste a série toda, incluindo os volumes que estão por escrever? Senão, como podes dizer com tanta segurança que gostas dos livros dele? Claro que isso é o mesmo que dizer que não podemos criticar o prato de bosta do exemplo acima até que a vaca esteja morta e nós tenhamos devorado todo o seu estrume até à última molécula.

Por isso, não, não me parece que não lhe tenha dado as devidas oportunidades. Não que isso importe, até porque o Filipe Faria não tem de escrever para me agradar.

Pappillon wrote:Bem também concordo que sucesso comercial não é sinónimo de qualidade, no entanto não deixa ser algo interessante verificar que quando foi publicado este ultimo volume, o escritor atingiu o top 3 de vendas da FNAC, o que contraria a opinião de como o escritor não tenha aceitação.


Eu nunca disse que ele não tinha aceitação. O que eu disse é que o Filipe Faria não sabe escrever, pelas razões que eu e a anavicenteferreira apontámos. O FF até pode enganar um adolescente com pouca experiência de leitura e que conheça mal o género, mas quem já anda nisto há mais tempo consegue ver a treta vir de longe.

Abraços,
Luís
The vorpal blade went snicker-snack!

User avatar
pco69
Cópia & Cola
Posts: 5487
Joined: 29 Apr 2005 23:13
Location: Fernão Ferro
Contact:

Re: Filipe Faria

Postby pco69 » 31 Jan 2008 19:29

Steerpike wrote:Abraços,
Luís


Como é que consegues dar tanta porrada e logo a seguir ofereceres 'abraços' ? :lol2:
Fenómenos desencadeantes de enfarte do miocárdio

Esforços físicos, stress psíquico, digestão de alimentos, coito, tempo frio, vento de frente e esforços a princípio da manhã.

Ou seja, é extremamente perigoso fazer sexo ao ar livre com vento de frente, após ter tomado o pequeno almoço numa manhã de inverno...

itsfullofstars
Comic Book
Posts: 117
Joined: 06 Oct 2007 02:06
Contact:

Re: Filipe Faria

Postby itsfullofstars » 31 Jan 2008 20:12

pco69 wrote:Como é que consegues dar tanta porrada e logo a seguir ofereceres 'abraços' ? :lol2:


É o milagre das assinaturas... :wink:

... ou então, não. :biggrin:

User avatar
Steerpike
Edição Limitada
Posts: 1187
Joined: 07 Jan 2006 19:09
Location: Lisboa, Portugal
Contact:

Re: Filipe Faria

Postby Steerpike » 01 Feb 2008 01:45

pco69 wrote:Como é que consegues dar tanta porrada e logo a seguir ofereceres 'abraços' ? :lol2:


Talvez porque seja uma pessoa simpática. :wink:

Abraços,
Luís
The vorpal blade went snicker-snack!

Pappillon
Manifesto
Posts: 53
Joined: 17 Jan 2008 19:08
Contact:

Re: Filipe Faria

Postby Pappillon » 01 Feb 2008 12:45

Bem passando agora aos livros propriamente ditos, aqui deixo o meu comentário (antigo) relativo ao último livro "Vagas de Fogo" e o meu preferido.

Spoliers,

Mais um livro repleto de aventuras, onde o escritor demonstra um melhoramento na escrita, no entanto continua a utilizar palavras que nos obrigam a ir ao dicionário, situação que considero desnecessária, pois com uma escrita mais simples, teria no meu entender muito a ganhar.
Penso ainda que as acções poderiam ser desenvolvidas com maior rapidez (a exemplo dos enredos da Sandra Carvalho), por exemplo, o nosso herói ainda não domina a essência da lâmina e já era tempo da questão estar resolvida, entre outras situações.
Relativamente ao livro e sendo que a acção decorre em vários locais, gostei muito das aventuras vividas pelo grupo do Shurra (Slarya/Siruliano e família Lasan) e que deixa antever que este vai ter um papel muito importante no próximo livro. Uma personagem que teve que efectuar uma escolha e que será o grande líder de guerras que estão para surgir (existe mesmo uma profecia sobre esta personagem…).
Teremos ainda, garantidamente, no próximo livro um papel bem diferente desempenhado por Slarya, pois a situação tornou-se complicada entre esta e o Shurra…bem aguardemos…no entando, ambos saíram reabilitados, ficando seguramente caminho aberto para revermos novamente esta personagem em todo o seu esplendor.

Neste grupo não gostei do papel desempenhado pelos Lasan, seres tão especiais e que quase passaram despercebidos, percebo que são seres pacíficos e que os tempos não foram fáceis, mas poderiam ter mais intervenção… pronto quem sabe o papel que o futuro lhes reserva, pois por eles o Shura e o Siruliano dão a própria vida.
Quanto ao grupo do nosso herói (Kror, uma jovem prostituta e sua filha) que acompanham o grupo porque convencem o nosso herói que lhes poderão ser úteis na leitura do livro de Assion, foi bem desenvolvida a sua aventura, contudo tivemos literalmente o misterioso colega de tendão toda a viagem coxo…pena pois gosto muito desta personagem…Não percebi também o papel entregue a Alluno, pois se teve um capitulo já estou a exagerar e nem sequer "falou" com o seu aprendiz, pronto de todos os nossos heróis calhou-lhe a ele ficar com menor protagonismo.
Quanto aos nossos "amigos" Talisin, Worich e Lianham, esteve também bem desenvolvido e garantidamente que se Allardia perder este Turaghar, deixaremos de ter quem nos de momentos de enorme satisfação, pois este anão é mesmo engraçado "pedras o partam".
A única situação que estranhei em relação a este grupo foi o de Talisin não ter ajudado os seus amigos no final do livro, terá existido uma pequena falha, bem existe sempre a hipótese de ter aguardado pelos amigos fora do palácio...
Neste grupo gostei igualmente de ver o pajem, finalmente se percebeu que este nunca esteve ali por acaso e sempre soube onde estava o perigo…uma personagem a ter em conta sem dúvidas…
Estranho ainda o facto de quase não ser mencionado o/a filho do nosso herói e Hezabal, que estava à guarda do bobo…não sei se terá mais protagonismo na história, mas que seria uma personagem interessante, isso seria seguramente.
Quanto às entidades malignas, fiquei agradavelmente surpreendido pela movimentação do Seltor, não estava nada á espera! Assim torna-se uma personagem muito mais perigosa do que se andasse só á luta com uns reis quaisquer. E como ele está a fazer as coisas de maneira diferente é normal que não actue como fez da outra vez, em que depositou muita confiança e poder nos seus generais. Só tive pena foi de ter pouco tempo de antena.

Existiu ainda a traição de um destes cinco generais (Outorgan) que veremos como irá ser o seu futuro, no entanto o mais certo é ser liquidado por Seltor.

A personagem que de facto me surpreendeu pela positiva (já desconfiava) foi sem dúvidas Dilet, o bobo, mostrou ser astuto, poderoso, um grande guerreiro e que seguramente ainda vai dar cartas…Esteve também bem, se não me engano, um dos filhos de Hazabel, que não deixou de atormentar a vida a Lianham, coitado do Worick que "provou" o seu fél…
Linsha, está em preparativos para a guerra e é uma peça bem posicionada no tabuleiro de xadrez que vai ser jogado, teremos ainda a antiga mestre Lamelar (Heldrada) no encalço do nosso herói…um perigo de mulher, sem dúvidas….e….
Culpa…bolas só apareceu no final, provavelmente a minha personagem preferida e com tão pouco tempo de antena.
Com muita pena minha não vi dois povos do qual gosto muito, Sirulianos e Antróleos, mas tenho esperança de ainda poderem ser úteis aos nossos companheiros, pois estas duas raças tanto quanto sei não estão extintas…fazia falta alguém como o grande Babaky…

Off Topicc:

Steerpike,

<!--fonto:Times New Roman--><span style="font-family:Times New Roman"><!--/fonto--><!--sizeo:3-->[size=100]<!--/sizeo-->Tal como tu, considero-me uma pessoa simpática… :wink: <!--sizec-->[/color]<!--/sizec--><!--fontc-->[/color]<!--/fontc-->

<!--fonto:Times New Roman--><span style="font-family:Times New Roman"><!--/fonto--><!--sizeo:3-->[size=100]<!--/sizeo--> <!--sizec-->[/color]<!--/sizec--><!--fontc-->[/color]<!--/fontc--><!--fonto:Times New Roman--><span style="font-family:Times New Roman"><!--/fonto--><!--sizeo:3-->[size=100]<!--/sizeo-->Abraços,<!--sizec-->[/color]<!--/sizec--><!--fontc-->[/color]<!--/fontc-->
<br /><br />


Return to “Autores”




  Who is online

Users browsing this forum: No registered users and 2 guests

cron