Guinevere standing in the light

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Guinevere standing in the light

Postby anavicenteferreira » 25 May 2006 22:19

The light slants in through the eastern windows, its swords of fairy dust cutting slashes of gold into the silvery satin of the sea-weathered pine boards. The breeze twirls around the room, carrying memories of waves.

The ocean calls, a seagull cries. And I am Guinevere standing in the light.

My shadow stretches from my bare feet to the bare bodies of the two men lying entwined in the low bed The sun of many days still lingers in their skin, the breeze has stolen the moist pearls that crowned their foreheads, the soft white cotton sheets guard them against the early morning chill.

I watch them with forbearing eyes and a wan smile. My King, my knight; rulers of my heart, guardians of my soul. And I am Guinevere standing in the light.

My King is broad as an old-grown tree. He sleeps with a smile, his arm around the chiselled shoulders of the younger man beside him, and there's nothing but peace and safety in his face. Often I have sought refuge in the depths of his watery eyes and fell asleep in his straggling arms, as his hands caressed my body and his voice whispered in my ear words of a long-lost language.

He is the oak in the middle of the forest, laughing at the thunderstorm; he is the white cliff that rises from the sea, smiling patiently at the rushing of the waves. He is my father, my liege, my love. And I am Guinevere standing in the light.

There is no smile to lighten my knight's delicate features, and each line that furrows his brow seems to bear the weight of the world. He is slender and supple as a reed. There are times when he crosses the sands to sit by my side, looking into me until the sunlight has turned both my eyes and his to gold. Then he breathes in my hair and falls into my body as if my skin could heal all that ails him.

He is a reed growing in marshy grounds, refusing to sink, bending in the harsh winds; he is the traveller lost in the night, drawn to the illusory glow of the Unseelie court. He is my brother, he is my child, he is my love. And I am Guinevere standing in the light.

The black cat in the windowsill, impassible, stretches her lean body, as her sapphire eyes follow my every move. The dogs lying at the foot of the bed lick the salt off my skin, the affection off my fingers. The breeze comes round once again in its unseen dance and tousles my dark hair. There is silver now, blooming among the mahogany, as I come to the turning of the season. But am I wise enough now? Am I strong enough? Will I pay the price?

I stand by the bed and watch as they sleep entwined. They are my haven, they are my answers, they are my love. And I am Guinevere standing in the light.

They stir and wake; their eyes find me as the light rises, pulling away the breeze. As one they open their arms to welcome me into their communion. Sweetest of men. Dearest of friends. Brightest of souls. I step into their warmth and their tenderness wraps itself around me among the soft white cotton sheets.

The ocean calls. A seagull cries. And I am Guinevere standing in the light.
Ana

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Re: Guinevere standing in the light

Postby anavicenteferreira » 27 May 2006 19:53

Se quiserem tirar este texto daqui, estejam à vontade. Vou mantê-lo no meu lj, apesar de já ter recebido um e-mail bastante agressivo a respeito dele.
Mas o meu lj é um caso diferente, está lá o aviso, o texto está debaixo de um lj-cut e portanto só lê quem quer. E eu percebo se houver pessoas que não se sintam confortáveis com sexualidades alternativas.
Ana

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Re: Guinevere standing in the light

Postby Samwise » 29 May 2006 12:53

Porque é que alguém haveria de querer retirar o texto daqui? It's a tale, and nothing but a tale...

Está fortíssimo, tanto em termos de ideias como em termos de estilo. E está mais erudito do que o que é o teu costume.

Gostei bastante do que fizeste à "trindade arturiana".

Sam
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Re: Guinevere standing in the light

Postby anavicenteferreira » 29 May 2006 20:32

Nada, não ligues. Recebi a minha primeira hate-letter por causa deste texto e era tão mesquinha, tão cheia de veneno, tão pouco relacionada com o texto, por estranho que pareça, que acho que fiquei um bocado abananada!
Ana

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Re: Guinevere standing in the light

Postby Ordie » 29 May 2006 22:02

Bem, não posso dizer que tenha adorado este trabalho, mas confesso que as descrições têm a sua piada.

Para começar, não gosto muito das repetições, especialmente quando mal feitas. Tu repetes *vai contar* 4 vezes "And I am Guinevere standing in the light.", a maior parte das vezes fora de contexto. Eu compreendo que fizeste essa repetição com um objectivo, mas simplesmente não penso que fique bem. Afinal de contas, o que é que

"The ocean calls, a seagull cries."
"He is my father, my liege, my love."
"He is my brother, he is my child, he is my love."
e "The ocean calls, a seagull cries." de novo

têm a ver com o facto de tu seres Guinevere? E mesmo que tivessem algo a haver, há que ter em conta que nós já sabemos. Embora eu compreenda, e aceite até a um certo ponto, a repetição na poesia, aqui dá apenas a aparência de imaturiade literária.

As a sidenote, não comeces frases com conjunções ("And") no início. Fica bastante mal. Uma regra que eu gosto de seguir é usar conjunções no início da frase QUANDO algo de inesperado acontece; in other words, e simplificado: "That was the greatest musical concert of the year. But the music was bad." Sim, admito que está simplificado <_<

Um exemplo do que eu disse acima empregue, na minha opinião, mal, é o seguinte:

"There is silver now, blooming among the mahogany, as I come to the turning of the season. But am I wise enough now?" Usas "But". Mas "mas" o quê? Tu não colocas duas ideias em oposição, ou seja, o facto de "haver prata agora" não está de maneira nenhuma relacionado com "tu seres suficientemente sábia agora". Ou seja, não é nenhuma "surpresa".

Para finalizar, gosto do vocabulário que usas. Demonstra um domínio da língua bastante abrangente, que resulta em bastantes imagens bem conseguidas.

Fica bem,

- Miguel :)
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Re: Guinevere standing in the light

Postby Riobaldo » 29 May 2006 22:25

Isto não tem nada a ver com o texto em si... mas este estilo de crítica do Odie é inovador por aqui! É interessante. Odie, gostava de te ver criticar um ou outro texto meu... se estiveres disposto a isso claro. ;)
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Re: Guinevere standing in the light

Postby Ordie » 29 May 2006 22:37

Sent ya a PM.
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Re: Guinevere standing in the light

Postby Samwise » 30 May 2006 10:10

Ana,

Estive a maturar na ideia central deste texto (sim, sim... afectou-me os neurónios a ponto de ter ido para casa pensar no assunto...)...

Estamos a falar, se bem percebi, de uma relação incestuosa entre um pai, uma filha e um neto... em que a Guinevere é o elo de ligação familiar. É filha do Arthur, amante dele, e mãe e amante do Lancelot (que é assim neto do Arthur) ao mesmo tempo... Confusing? Just at first glance....

Sam
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Re: Guinevere standing in the light

Postby anavicenteferreira » 30 May 2006 12:32

Sam:
Não. A maior parte das ideias no texto são simbólicas. Os termos "father" e "child" não se referem a verdadeiras relações familiares, mas à postura da mulher em relação aos dois homens.
E a ideia nunca foi esta pessoa ser realmente Guinevere, apenas alguém que revê no triângulo arturiano a relação que mantém com estes dois homens. Por isso a repetição do "I am Guinevere" que sinaliza não uma realidade mas uma identificação/um estado.

Ordie:
"There is silver now, blooming among the mahogany, as I come to the turning of the season. But am I wise enough now?" Usas "But". Mas "mas" o quê? Tu não colocas duas ideias em oposição, ou seja, o facto de "haver prata agora" não está de maneira nenhuma relacionado com "tu seres suficientemente sábia agora". Ou seja, não é nenhuma "surpresa".


A "prata" nos cabelos é considerada sinal de idade e portanto de sabedoria. Mas nem toda a gente fica mais sábia com a idade, pois não?
Ana

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Re: Guinevere standing in the light

Postby Ordie » 30 May 2006 13:50

anavicenteferreira wrote:Ordie:
"There is silver now, blooming among the mahogany, as I come to the turning of the season. But am I wise enough now?" Usas "But". Mas "mas" o quê? Tu não colocas duas ideias em oposição, ou seja, o facto de "haver prata agora" não está de maneira nenhuma relacionado com "tu seres suficientemente sábia agora". Ou seja, não é nenhuma "surpresa".


A "prata" nos cabelos é considerada sinal de idade e portanto de sabedoria. Mas nem toda a gente fica mais sábia com a idade, pois não?
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Ah! Tens toda a razão; não fui capaz de ver o significado implícito. A expressão está, portanto, na minha opinião, correctamente aplicada. Mas, a minha incapacidade de relacionar o silver com o "no longer dark hair", é quase de certeza partilhada com outros leitores. Pessoalmente, relacionei a prata com uma espécie de "vento", currente, folhas, etc, among the mahogany. Se eu fosse a ti, embora, obviamente, possas fazer o que quiseres, tornaria a expressão mais clara.

Fica bem,

- Miguel
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Re: Guinevere standing in the light

Postby Samwise » 30 May 2006 15:51

anavicenteferreira wrote:Sam:
Não. A maior parte das ideias no texto são simbólicas. Os termos "father" e "child" não se referem a verdadeiras relações familiares, mas à postura da mulher em relação aos dois homens.



Podem ser simbólicas, mas já ninguém retira a imagem nada simbólica que se me formou na cabeça... :D

Sam
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Re: Guinevere standing in the light

Postby anavicenteferreira » 09 Jun 2006 13:30

Samwise wrote:Podem ser simbólicas, mas já ninguém retira a imagem nada simbólica que se me formou na cabeça... :D

Sam
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O que se passa na cabeça dos leitores há-de estar sempre fora do controle total do escritor. O melhor que se pode fazer é tentar transmitir o que se quer dizer da maneira mais clara possível - e eu tenho que admitir que este texto em particular é um pouco hermético - mas mesmo assim há-de haver sempre pessoas a darem às palavras do autor sentidos que ele/ela nunca quis lá por. E ainda bem, era uma grande seca, se lêssemos todos nos textos apenas osentido que os autores lhes quiseram dar.

Pelo menos, a tua interpretação tem a ver com coisas que estão no texto, ao contrário da da outra doida que me mandou a tal hate letter porque achou que este texto era uma vigorly slash fic, só porque eu ando em sites de fans do Orlando Bloom, do Viggo Mortensen e do LOTR e algumas das pessoas na minha flist escrevem slash.
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Re: Guinevere standing in the light

Postby Aignes » 29 Jun 2006 23:16

Gostei muito, primeiro devido ao estilo e depois devido ao tema. E a maneira como as relações entre os dois homens e ela estão descritas estão muito boas :)
«The force that through the green fuse drives the flower
Drives my green age; that blasts the roots of trees
Is my destroyer.
And I am dumb to tell the crooked rose
My youth is bent by the same wintry fever.»


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