Pequenas notícias do mundo cinematográfico (curtas)

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Re: Pequenas notícias do mundo cinematográfico

Postby Bugman » 07 Dec 2011 16:27

Pois pá...

Fans hoping for a more accurate adaptation of Heinlein’s novel should be careful what they wish for, however. As I mentioned earlier, the book’s far less action-packed than Verhoeven’s film, and anyone hoping for the same level of violence may be surprised to learn that its pages are filled with philosophising rather than gore. With producer Neal Moritz behind such films as Battle: Los Angeles, Fast Five and the forthcoming Total Recall remake, it’s unlikely that the proposed Starship Troopers reboot will have much time for moral debate.
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Re: Pequenas notícias do mundo cinematográfico

Postby Samwise » 07 Dec 2011 17:02

Os filmes do Verhoeven ficam-me sempre a remoer nas tripas, precisamente por causa desse excesso alarve e propositado nas doses de violência e do tom com que são usados, um tipo de sátira que não aprecio grandemente e que o autor desse artigo descreve bastante bem nos primeiros parágrafos (a comparação com a frase do Gladiador é apropriada e "ressonante").

De resto, nada de novo: a Hollywood never-ending recycle machine e a sua cada vez maior dependência dos remakes, sequelas, prequelas e aproximações...
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Re: Pequenas notícias do mundo cinematográfico

Postby Sharky » 13 Dec 2011 20:07

Novidades B)

Mission Impossible - Ghost Protocol


Men In Black 3 :clap:

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Re: Pequenas notícias do mundo cinematográfico

Postby Thanatos » 13 Dec 2011 20:13

Samwise wrote:Os filmes do Verhoeven ficam-me sempre a remoer nas tripas, precisamente por causa desse excesso alarve e propositado nas doses de violência e do tom com que são usados, um tipo de sátira que não aprecio grandemente e que o autor desse artigo descreve bastante bem nos primeiros parágrafos (a comparação com a frase do Gladiador é apropriada e "ressonante").

De resto, nada de novo: a Hollywood never-ending recycle machine e a sua cada vez maior dependência dos remakes, sequelas, prequelas e aproximações...


Na verdade Hollywood sempre viveu de remakes e sequelas. Aliás, curiosamente, ou talvez nem por isso, a maior parte dos chamados film noir das décadas de 30 e 40 eram meros remakes de filmes franceses.

Claro que sem uma perspectiva histórica parece sempre que "agora é muito pior". No entanto basta pegar numa Universal para ver que as eternas sequelas de filmes dos chamados Universal Monsters eram já constantes em tempos idos.

E temos o exemplo da Hammer britânica que nos anos do pós-guerra paria sequelas como quem faz episódios dos Morangos com Açúcar.
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Re: Pequenas notícias do mundo cinematográfico

Postby Samwise » 13 Dec 2011 21:16

Maybe. Nada contra, a não ser o facto das minhas estatísticas mentais me dizerem que pouco ou nada se aproveita destas reciclagens. Mas isso será assunto de decisão para os produtores, eles lá saberão se o retorno compensa. Neste momento selecciono os remakes e as sequelas a dedo, e quando as vejo não é por reverência às obras originais.

Em Novembro decidi pegar em três remakes de que gostei e fazer ao contrário: ver os originais, que desconhecia. :mrgreen: Vi o Cape Fear, o The Thomas Crown Affair e o The Manchurian Candidate. Gostei de todos. Neste caso, apenas o do Demme ficou abaixo da matriz, creio que por uma ou outra volta que resolveram dar no argumento.

---

Entretanto, vou aguardando que estreie este filme por cá...

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Re: Pequenas notícias do mundo cinematográfico

Postby Bugman » 14 Dec 2011 10:50

Parece ter um bocado de dançaria a mais para o meu gosto...
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Re: Pequenas notícias do mundo cinematográfico

Postby Thanatos » 14 Dec 2011 21:02

Finalmente um dos meus filmes favoritos de animação é bem capaz de vir a merecer o tratamento HD.

In town to promote his new movie, Mission: Impossible – Ghost Protocol, we managed to get 20 cherishable minutes in the company of Mr Brad Bird yesterday. And just before we were thrown out of the room, we managed to ask if he had any plans for a Blu-ray or big screen re-release for The Iron Giant.

The answer? It’s a good one.

“I’ve been talking with Warner Bros for basically the past ten years, and all sorts of options have been discussed", he told us. There’s been talk of doing about a minute and a half, two minutes, of new animation for it, that were some sequences that we designed in the original, that I think were cool. There’s been talk of doing 3D. There’s been talk of doing a limited digital release, kind of like Blade Runner had. And all of them kind of blossom and fade. Now, we’re having more serious discussions about doing something in anticipation of the Blu-ray.

“But I don’t want the Blu-ray to simply be a higher resolution version of our DVD. I would love to get into some of the stuff, now we all have some perspective, that went into the making of it. There’s a lot of good stories there that haven’t been told about the struggles that we went through. We’ll see what happens, but we are in discussions about it right now”.


via Den of Geek
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Re: Pequenas notícias do mundo cinematográfico

Postby Thanatos » 22 Dec 2011 14:37

Harrison Ford em Ender's Game: http://www.variety.com/article/VR1118047827
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Re: Pequenas notícias do mundo cinematográfico

Postby Sharky » 22 Dec 2011 16:31

Thanatos wrote:Harrison Ford em Ender's Game: http://www.variety.com/article/VR1118047827


Quero ver se ainda leio o livro este ano B)

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Re: Pequenas notícias do mundo cinematográfico

Postby Samwise » 26 Dec 2011 14:03

Bugman wrote:Parece ter um bocado de dançaria a mais para o meu gosto...



Estava a ler a crítica do Ebert ao filme e o começo lembrou-me logo desta afirmação, por tocar numa "temática semelhante"... :mrgreen:

Is it possible to forget that "The Artist" is a silent film in black and white, and simply focus on it as a movie? No? That's what people seem to zero in on. They cannot imagine themselves seeing such a thing. At a sneak preview screening here, a few audience members actually walked out, saying they didn't like silent films. I was reminded of the time a reader called me to ask about an Ingmar Bergman film. "I think it's the best film of the year," I said. "Oh," she said, "that doesn't sound like anything we'd like to see."
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Curtas

Postby Bugman » 23 Jan 2012 10:03

É impressao minha ou para estes lados ainda nao há um tópico de curtas? Imperdoável... :whistle: (Se houver e eu nao o tenha encontrado, é favor transferir a conversa e apagar esta linha.)

Bom, hoje de manha vi uma notícia interessante sobre essa fábrica cinéfila que dá pelo nome de Dinamarca.

O segredo do sucesso dinamarquês

José Riço Direitinho wrote:Por cá, continuamos a discutir as políticas de financiamento às artes. Mais a norte, a Dinamarca, que tem metade da área de Portugal e metade dos habitantes, tornou-se num dos países mais importantes da produção cinematográfica europeia. Como? Apostando nas crianças e jovens.

Por que deve um país gastar dinheiro dos contribuintes em subsídios a filmes? Por que é que o cinema não pode "tomar conta" de si próprio? A estas perguntas, diz-nos Henrik Bo Nielsen, director do Det Dansk Filminstitut (Instituto de Cinema Dinamarquês), já os políticos responderam de maneira convicta, e em perspetiva de longo prazo, no início dos anos 1970.

Na Dinamarca, estas foram questões importantes, hoje já não são discutidas. E as respostas tiveram em conta o nível de ambição que se tinha em relação aos cidadãos e, em especial, em relação às crianças.

60 espetadores por sessão
Ambição que tem vindo a aumentar. Reflexo disso foi a lei que na década de 1980 fixou que um quarto do montante total de dinheiro atribuído anualmente ao cinema – cerca de 70 milhões de euros – deveria ser usado em atividades e produções que tivessem por alvo as crianças e jovens.

Os números falam por si: por ano, na Dinamarca, são vendidos cerca de 13 milhões de bilhetes para as 162 salas do país, o que dá uma média de 60 espetadores por sessão. No Top 20 dos filmes mais vistos, o número de produções dinamarquesas oscila entre 5 e 8, dependendo do ano.

O Estado financia uma média de 25 longas-metragens e de 30 documentários; a média do orçamento por filme é de 2,5 milhões de euros, e o Estado financia-os, em média, em cerca de 33% (em Portugal, segundo o Anuário 2010 do ICA, venderam-se 16,5 milhões; estrearam-se 22 longas-metragens nacionais, mas no Top 40, não há qualquer produção portuguesa). O mercado cinematográfico, incluindo exibição em sala e no serviço público de televisão, tem cerca de 22% de filmes nacionais (em Portugal, segundo o ICA, a percentagem é de 2,5% ).

Bo Nielsen não tem dúvidas que estes números se devem à qualidade atingida pelo cinema dinamarquês, ao nível dos apoios, mas sobretudo ao "talento" e ao "gosto" que têm vindo a ser desenvolvidos há muito tempo. "Se é isto o que ambicionamos, então temos mesmo de aceitar que é necessário ter uma política cinematográfica nacional e que os subsídios são necessários", prossegue.

"Não é possível viver da normal comercialização do cinema e ao mesmo tempo produzir filmes de boa qualidade. Isto é ponto assente. Felizmente, quase todos os países europeus decidiram que é necessário um apoio financeiro nacional. A ideia, em toda a Europa, é que todos querem ter a possibilidade de contar a sua própria história. Um facto importante é que os cidadãos dinamarqueses que atualmente financiam os filmes através dos impostos, também usufruem deles, como mostram as estatísticas."

Atenção dada aos mais novos
Mas toda esta história de sucesso começou quando a atenção foi centrada na educação dos futuros profissionais, ainda antes da atual política de subsídios. A Danish Film School (Escola de Cinema Dinarquesa), em que o Estado tem investido muito dinheiro, floresceu nos anos 1970. Em anos de exceção chega a lançar para o mercado seis realizadores, sendo pelo menos um ou dois originários de outro país escandinavo. Isso cria competição no meio, o que atrai jovens criativos.

Também o facto de ser dada quase toda a liberdade para aplicar o dinheiro onde se quer, incluindo em filmes a que se sabe que o mercado não vai responder bem, ajuda. "A maior parte do dinheiro não tem que ser gasta naquilo que a maioria das pessoas vê", diz Bo Nielsen. "Se fizéssemos isso, o apoio iria quase todo para filmes de entretenimento familiar e de vampiros. Como em todos os apoios às artes, devemos focar-nos naquilo que o mercado não trata muito bem. Ter políticos que aceitem que empreguemos cerca de 1,5 milhões de euros num filme que muito pouca gente verá, desde que seja artisticamente interessante, continuará a fazer progredir o cinema."

De certa maneira, pode dizer-se que a chave do sucesso é dar atenção aos mais novos. Do orçamento total anual para o setor, um quarto é aplicado em filmes para crianças e jovens. Isso tem enorme impacto. Significa que, depois de um certo tempo, se passa a ter mais capacidade para financiar produções de outros géneros porque o número de espetadores aumenta. Em 2010, por exemplo, um quarto das várias centenas de milhar de espetadores da Cinemateca de Copenhaga tinha menos de 7 anos de idade.

Existe uma estratégia combinada, ou seja, há uma estratégia na própria produção que se estende depois ao marketing e à distribuição dos filmes, exibidos regularmente no circuito comercial em sessões para as escolas. Todos os anos são elaborados programas para assegurar que todas as crianças têm acesso à experiência, tanto as que estão em idade escolar como pré-escolar. Há guias de estudo para os professores (também acessíveis aos pais), para que os filmes possam ser estudados. Uma enorme coleção (centenas) de filmes curtos e documentários podem ser descarregados livremente de um sítio na Internet gerido pelo Instituto.

Para o Bo Nielsen, o apoio ao cinema infantil e juvenil é também uma questão de justiça social. "É evidente que as crianças das classes média e superior vão ao cinema com frequência. Recebem uma boa educação. Mas, as crianças das classes mais baixas terão possibilidade de ir ao cinema se o Estado não intervier? A resposta é não, não têm.
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Ao mesmo tempo que ali estava tudo igual, não estava você lá, não está teu passado, não está nada. Quer dizer: só você sabe que esteve ali. A parede, os prédios, não guardam a gente. Nós só nos guardamos a nós mesmos. Só valemos nós connosco. Fora daí é literatura, é poesia, é arte. Ferreira Gullar
Yes, I am a woman of the law. And there are lots of laws. But if they don't offer us justice, then they aren't laws! They are just lines drawn in the sand by men who would stand on your back for power and glory. Sartana
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Re: Curtas

Postby Thanatos » 23 Jan 2012 11:31

É mesmo impressão tua. Aqui chama-se Pequenas notícias...
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Re: Curtas

Postby Samwise » 23 Jan 2012 12:01

Bugman, grande artigo! :bow: Desconhecia por completo esta situação na Dinamarca.

Bugman wrote:Por que deve um país gastar dinheiro dos contribuintes em subsídios a filmes? Por que é que o cinema não pode "tomar conta" de si próprio? A estas perguntas, diz-nos Henrik Bo Nielsen, director do Det Dansk Filminstitut (Instituto de Cinema Dinamarquês), já os políticos responderam de maneira convicta, e em perspetiva de longo prazo, no início dos anos 1970.

(...)

Bo Nielsen não tem dúvidas que estes números se devem à qualidade atingida pelo cinema dinamarquês, ao nível dos apoios, mas sobretudo ao "talento" e ao "gosto" que têm vindo a ser desenvolvidos há muito tempo. "Se é isto o que ambicionamos, então temos mesmo de aceitar que é necessário ter uma política cinematográfica nacional e que os subsídios são necessários", prossegue.

"Não é possível viver da normal comercialização do cinema e ao mesmo tempo produzir filmes de boa qualidade. Isto é ponto assente. Felizmente, quase todos os países europeus decidiram que é necessário um apoio financeiro nacional. A ideia, em toda a Europa, é que todos querem ter a possibilidade de contar a sua própria história. Um facto importante é que os cidadãos dinamarqueses que atualmente financiam os filmes através dos impostos, também usufruem deles, como mostram as estatísticas."
(...)

Também o facto de ser dada quase toda a liberdade para aplicar o dinheiro onde se quer, incluindo em filmes a que se sabe que o mercado não vai responder bem, ajuda. "A maior parte do dinheiro não tem que ser gasta naquilo que a maioria das pessoas vê", diz Bo Nielsen. "Se fizéssemos isso, o apoio iria quase todo para filmes de entretenimento familiar e de vampiros. Como em todos os apoios às artes, devemos focar-nos naquilo que o mercado não trata muito bem. Ter políticos que aceitem que empreguemos cerca de 1,5 milhões de euros num filme que muito pouca gente verá, desde que seja artisticamente interessante, continuará a fazer progredir o cinema."

(...)

Para o Bo Nielsen, o apoio ao cinema infantil e juvenil é também uma questão de justiça social. "É evidente que as crianças das classes média e superior vão ao cinema com frequência. Recebem uma boa educação. Mas, as crianças das classes mais baixas terão possibilidade de ir ao cinema se o Estado não intervier? A resposta é não, não têm.



Receio bem que esta "atitude cultural" não seja vista com bons olhos num país como Portugal. Tenho em mente que por cá a ideia é precisamente a contrária em relação à forma como se apoia o Cinema, ou seja: cada vez menos deve depender de subsídios, e, em caso de os haver, as apostas devem ser em filmes que à partida tenham características que apelem a um maior número de espectadores (menos "arte" e mais "entretenimento" - menos Oliveira e mais Soraia Chaves).

Em todo o caso, como não há nem dinheiro nem vontade (popular ou política) para considerar o assunto (o que se está a considerar é o contrário: abater o mais possível), isto é mais um case study que nunca será devidamente levando em conta.
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Re: Curtas

Postby Bugman » 23 Jan 2012 13:47

Thanatos wrote:É mesmo impressão tua. Aqui chama-se Pequenas notícias...


Perfeitamente aceitável o meu lapso... Afinal é só o terceiro tópico trancado! :( De resto, acho inadmissível nao se chamar "curtas"! :mrgreen:

Quanto ao artigo em si, penso que a ideia-chave sao os apoios à divulgaçao e educaçao dos mais novos, criando um espírito crítico e analítico que depois se propaga para a vida adulta.
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Re: Curtas

Postby Samwise » 23 Jan 2012 14:01

Bugman wrote:
Thanatos wrote:É mesmo impressão tua. Aqui chama-se Pequenas notícias...


Perfeitamente aceitável o meu lapso... Afinal é só o terceiro tópico trancado! :( De resto, acho inadmissível nao se chamar "curtas"! :mrgreen:


Tratado. :) (e tópicos "ajuntados")

Quanto ao artigo em si, penso que a ideia-chave sao os apoios à divulgaçao e educaçao dos mais novos, criando um espírito crítico e analítico que depois se propaga para a vida adulta.


À falta dos incentivos estatais, trato do assunto por minha iniciativa... ;)
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