Um conto qualquer

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Venom
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Um conto qualquer

Postby Venom » 09 Feb 2006 15:16

O som da campainha da porta alertou-o para a chegada de um, ou dois, quem sabe talvez três individuos, mas adiante, dirigiu-se para o hall de entrada. Chão em madeira. O verniz reflectia a luz que entrava no hall pelas divisões adjacentes. As paredes eram, e são, brancas. Ao pé da porta encontrava-se um móvel de uma madeira idêntica à do chão. Suportado por ela encontrava-se um aquário que, aparentemente estava cheio. De facto, o aquário era um belo adorno àquela mórbida entrada. A vida existente nele contrastava com a falta dela no hall. Paredes brancas... mas em que é que ele estava a pensar. Continuando, o aquário, alem de iluminar aquele pedaço da casa, servia também para deixar uma boa impressão nas convidadas. Isto só o beneficiava pois não era ele que tratava dele. “Triiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim”. Há! Abriu a porta sem perguntar quem era. O indivíduo que estava a uma porta de distancia dele disse num tom alegre “Boas Thomas” e entrou. Que descaramento. Thomas grunhiu o que pareceu ser um “Oi” e o indivíduo dirigiu-se à cozinha. Abriu a porta do frigorifico, tirou duas cervejas fresquinhas, abriu uma e passou a outra a Thomas. Estranho pois Thomas tinha acabado de as por lá. Seguindo, a cozinha era bem iluminada, os azulejos claros de que era composta reflectiam a luz que entravam pela janela, iluminado, assim, melhor a divisão, não que a luz do sol fosse insuficiente, mas os azulejos tinham que servir para alguma coisa. Os electrodomésticos que estranhamente faziam parte da cozinha eram na sua maioria pretos... vá eram todos. A mesa e os moveis eram, novamente de uma madeira clara, a pedra da bancada é conhecida como granito, nunca percebi porquê. E, estranhamente, naquela divisão preenchida por dois seres humanos, havia, ao pé da janela, outro ser vivo de natureza totalmente diferente dos deles, acho que se chamava “planta”, mas não tenho a certeza. Mas voltando ao importante, o indivíduo que tinha acabado de invadir a casa do sujeito denominado “Thomas” informou-o que “Mingas” o tinha convidado para um jantar no Parque das Nações. Acabada a cerveja o moço dirigiu-se para a porta e disse “Até logo” ao que Thomas respondeu “Até logo Alex”. Agora o leitor deve-se estar a questionar o porquê de o autor, que não tem jeito nenhum para estas coisas, ter tido tanto trabalho para escrever um acontecimento tão inútil, o porquê do autor ter descrito apenas duas partes da casa, o porquê de o autor não ter ido dormir, ou estudar, em vez de ter tido o trabalho de escrever este pedaço de, perdoem-me a expressão, lixo. E agora pergunto-me porque raio o leitor leu isto até aqui, o porquê de ainda não ter parado de ler, se o autor escrevesse bem compreenderia, mas ele simplesmente não tem jeito para isto. Ou porque o leitor tem um apreço muito grande pelo autor, ou então porque não tem mais nada para fazer e nesse caso o meu conselho é que vá trabalhar e seja útil para a sociedade. E agora que está quase no fim espero que o leitor se aperceba que perdeu minutos da sua vida a ler isto. Espero também que o autor perceba que escrever isto foi simplesmente uma perda de tempo. Vai estudar! Sem mais demoras....
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Re: Um conto qualquer

Postby Samwise » 14 Feb 2006 18:09

Venom wrote: ou então porque não tem mais nada para fazer e nesse caso o meu conselho é que vá trabalhar e seja útil para a sociedade.


:D

Yups... right! Think I'll do just that!

Espero também que o autor perceba que escrever isto foi simplesmente uma perda de tempo. Vai estudar! Sem mais demoras....


Eu acho que escrever, independentemente dos resultados, nunca é uma perda de tempo. E quem não tem assunto, escreve o que lhe vem à cabeça, que pelo que me aparenta, foi o caso deste texto.

Divertiu-me (tem alguns apontamentos de humor engraçados), e para mim that's good enough.


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Re: Um conto qualquer

Postby Fat Boy » 15 Feb 2006 11:03

hehehe até achei engraçado e o final surpreendeu-me :D

Está porreiro! E não foi nada perda de tempo ;)
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Re: Um conto qualquer

Postby Venom » 15 Feb 2006 21:01

Bem agradeço os comentarios, mas o meu problema mantém-se, não consigo começar uma historia e acaba-la, geralmente os textos que escrevo acabam como este, começam de um modo aceitavél e acabam ...bem voces sabem como :rolleyes:
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Re: Um conto qualquer

Postby Aignes » 30 Jun 2006 18:59

O último comentário foi há muito tempo....mas eu tenho de dizer que ler este texto arrancou-me uns sorrisos. Arrancou-me, não: não foi forçado. Fez-me sorrir... Ah, e quanto ao final...eu gosto é de textos inacabados :)
«The force that through the green fuse drives the flower
Drives my green age; that blasts the roots of trees
Is my destroyer.
And I am dumb to tell the crooked rose
My youth is bent by the same wintry fever.»

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Re: Um conto qualquer

Postby Venom » 30 Jun 2006 19:44

Por acaso agora que o leio, vejo que não está tão bom quanto eu gostaria que ele tivesse, mas agora não me apetece estar a muda-lo. Ainda bem que gostaste :joker: .
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