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Venom
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6:08 am

Postby Venom » 16 Aug 2009 02:37

O luar penetra pelas brechas do estore iluminando-lhe pequenas secções do quarto. Jaz na cama imóvel, no centro, de olhos plantados no tecto. O relógio marca a meia-noite e treze minutos. Faz as contas e apercebe-se que só tem sete horas de sono. Levanta-se e dirige-se para a casa de banho. Abre a porta e entra, está agora na cozinha, de frente para a mesa. À sua frente tem um naco de carne, com um post-it a dizer “corta-me”. Dirige-se à gaveta, onde guarda os talheres, abre-a, tira de lá uma caneta, e olha para a carta que tem à sua frente, onde pode ler “Queridos pais,”. Repara que o escritório está mal iluminado e dirige-se ao interruptor, com o intuito de corrigir a falta de iluminação, e pressiona-o. A luminosidade cega-o momentaneamente, o sol irradia directamente na sua janela do seu quarto, e a intensidade da luz natural é tal que a luz emitida pelas lâmpadas não se nota. O relógio marca agora uma e vinte e quatro da manhã. Desliga o interruptor e encontra-se no hall de entrada, dirige-se para a porta de casa, agarra nas chaves e sai, está agora na sala de estar. A televisão está ligada mas só transmite estática, e, sendo esta a única fonte de luz na divisão apenas se consegue ver o sofá de pele em à frente da tv. Avança na direcção do aparelho com o intuito de o desligar, carrega no botão. Acabou de ligar o forno e volta-se novamente para o naco de carne, já cortado em dois pedaços. Agarra no maior dos dois, mete-o num saco de plástico, abre a porta do congelador e mete o saco lá dentro. Após fechá-la encontra-se voltado para a parte exterior da porta de casa, volta-se está na escadaria, no final do lance de escada está uma senhora a limpar o pavimento. Começa a descer as escadas, no entanto assim que mete o pé no pavimento molhado escorrega para trás. Quando abre os olhos está deitado na cama, a olhar para tecto, o relógio marca quatro e cinquenta e um. Levanta-se e dirige-se para a porta da cozinha, abre-a, no entanto encontra a casa de banho. Podia jurar que ali era a cozinha. Dirigiu-se à outra porta, abriu-a, e, de seguida, levou a mão à cara em resposta à forte brisa que se fez sentir. Um passo em frente e ia parar em queda livre à rua, não estava com vontade para tal aventura, fechou a porta e começou a ponderar as suas hipóteses. Não queria ir parar à rua, mas também não queria ir à casa de banho. Voltou a abrir a porta, que anteriormente dava acesso ao exterior, talvez para olhar novamente para a rua, ou talvez para se certificar que a queda era grande, no entanto esta dava agora acesso a uma nova divisão, que não fazia parte da planta original. Parecia abandonada, com a maioria dos móveis cobertos por plásticos poeirentos excepto um relógio de pêndulo. Podia ouvir o tic tac que este fazia, marcando as seis e quarenta e sete. Entrou na divisão e aproximou-se do relógio, cujos ponteiros rodavam mais depressa que o usual, a certa altura começou a emitir um som, mas não marcava o meio-dia, nem tão pouco o som era típico de um relógio de pêndulo, marcava agora as sete da manhã. Olhou para a sua esquerda e viu o seu relógio digital, marcava as sete horas e um minuto da manhã, carregou no botão que o fez calar. Levantou-se e dirigiu-se para a cozinha para se lavar, de seguida foi para a casa de banho para comer qualquer coisa antes de sair para o trabalho, a rotina esperava por ele. O meu relógio marca agora as seis e oito minutos da manhã, boa noite.
no sci-fi masterpiece depicts an AI that, upon coming online and searching its database in an effort to better understand mankind, responds by shouting, “You guys are awesome! We should get nachos!

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