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Dirigem-se Ritualmente

Posted: 28 Jul 2006 04:20
by Ordie
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Re: Dirigem-se Ritualmente

Posted: 02 Aug 2006 16:01
by Samwise
Não consigo dizer exactamenta o porquê, mas gostei muito deste poema.

Parece o retrato de uma celebração de outrora, de um tempo coberto por uma certa poeira totalitária, em que um simples sopro basta para colocar a população em sentido.

Faz-me lembrar uma missa depois de uma guerra sangrenta.

Faz-me lembrar uma memória colectiva dilacerada, a que já nem o sentido de si própria resta.

Ordie, por falar em abstrações... parece-me que este texto está repleto de imagens abstratas (que talvez só para ti façam algum sentido).

Uma questão:

"ordenou que tirassem a cruz
metálica cujo bronzear
nada parede ainda persiste;"

Neste segmento, a palavra "nada" está lá propositadamente? Soa mal...

Sam

Re: Dirigem-se Ritualmente

Posted: 02 Aug 2006 17:39
by Ordie
Detesto quando isto acontece. Parece que por muitas vezes que releio, escapam sempre coisas: "nada" -> "na".

Já agora, é impressionante ver-te veres tudo isso neste poema - todo ele é uma descrição de algo bastante mais simples... ou pelo menos bastante diferente.

Re: Dirigem-se Ritualmente

Posted: 02 Aug 2006 18:31
by Samwise
É esse o problema das abstrações... :wink:

Mas sim... são essas imagens que se me criam na mente.

Provavelmente tu vês uma "escola" aí algures... sim, verdade, mas não sei porquê a minha imaginação foge para outros lados.

Sam

Re: Dirigem-se Ritualmente

Posted: 02 Aug 2006 18:34
by Ordie
Eu por acaso não noto abstrações nesse sentido da palavra em lado algum; o que noto é a ausência de uma imagme concisa ao longo do poema - continua a ser um erro ao qual me devia ter dedicado a eliminar, mas já que não o fiz vou ter provavelmente de reescrever grande parte do poema ;\

Sim, vejo uma "escola".

E obrigado pelos comentários, obviamente.