Antologia de Ficção Científica Fantasporto

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dracopt
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Re: Antologia de Ficção Científica Fantasporto

Postby dracopt » 14 Apr 2012 18:41

Anibunny wrote:O_O ei lá boca pró barulho. Se bem que não acho que o sr tenha razão em tudo o que disse. Enquanto autores achamos sempre que o que escrevemos está bem e somos bons. Contudo, penso que se calhar o autor não tenha sido avisado do pequenino facto de haver uma pequena competição entre autores de "renome".

Não, o autor tinha sido perfeita e completamente esclarecido quanto aos contornos da submissão à antologia, e tinha concordado, de viva voz, com todos eles.
Mais, todas as clarificações e argumentações que eu teria a fazer para consubstanciar a não-aceitação por mim do conto, foram feitas, em devido tempo e forma, ao próprio autor.

Bj,
Roger

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Anibunny
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Re: Antologia de Ficção Científica Fantasporto

Postby Anibunny » 14 Apr 2012 19:58

Então não entendo a do autor O_O Se sabia porque é que mandou vir? Porque é que não envia o seu conto para a BANG ou para revistas e faz maior proveito do seu esforço?

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Re: Antologia de Ficção Científica Fantasporto

Postby shadow_phoenix » 15 Apr 2012 13:10

Pergunto-me se veremos este autor na Gaitzetsi...

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Manuel Alves
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Re: Antologia de Ficção Científica Fantasporto

Postby Manuel Alves » 15 Apr 2012 23:46

Porque aquilo que mais interessa aqui é o protagonismo ficcional e não o real...

"Quantos sonhos cabem na palma da mão?
ZÊ olhou para o Professor de olhos parecidos com óculos de lentes vermelhas, como se necessitasse de uns instantes para pensar na pergunta. Estava todo vestido de branco tal como ZÊ.
Compreendes a pergunta, ZÊ?
ZÊ continuou a olhar para o Professor. Se calhar tinha óculos que se pareciam com olhos.
ZÊ, por favor, presta atenção. Queres que repita a pergunta?
Todos, respondeu ZÊ.
O Professor aceitou a resposta com uma neutralidade científica. Tinha os dedos entrelaçados em cima da mesa que o separava de ZÊ. Tocou com um polegar no outro e afastou as mãos sobre a mesa. Voltou as palmas para cima.
E nas palmas de duas mãos?, perguntou."

Assim começa ZÊ, o meu conto (que foi publicado :twisted: ).
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Re: Antologia de Ficção Científica Fantasporto

Postby Bugman » 16 Apr 2012 10:40

O teu conto é alentejano? :P

Isso lembra-me a questao "quantos anjos se podem sentar na ponta de um prego"...
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Re: Antologia de Ficção Científica Fantasporto

Postby dracopt » 16 Apr 2012 10:56

Bugman wrote:O teu conto é alentejano? :P

Isso lembra-me a questao "quantos anjos se podem sentar na ponta de um prego"...

No caso do conto do Manuel Alves, será mais "com quantos pregos se depena um anjo"... :devil:

Abraço,
Roger

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Re: Antologia de Ficção Científica Fantasporto

Postby Manuel Alves » 16 Apr 2012 11:47

Bugman wrote:O teu conto é alentejano? :P

Isso lembra-me a questao "quantos anjos se podem sentar na ponta de um prego"...


Prefiro pensar que o meu conto é do catano (uma região da Catalunha, parece-me :mrgreen: ).


dracopt wrote:
Bugman wrote:O teu conto é alentejano? :P

Isso lembra-me a questao "quantos anjos se podem sentar na ponta de um prego"...

No caso do conto do Manuel Alves, será mais "com quantos pregos se depena um anjo"... :devil:

Abraço,
Roger


Ora aí está uma ideia com infinitas possibilidades macabras. :thumbup:
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Re: Antologia de Ficção Científica Fantasporto

Postby Thanatos » 29 Apr 2012 12:48

Adquirido ontem na Feira do Livro de Lisboa por menos 3 euros que nas lojas. :tu:
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Re: Antologia de Ficção Científica Fantasporto

Postby Thanatos » 17 May 2012 22:35

Há um velho adágio que diz: não julgues um livro pela capa.

Assenta que nem uma luva nesta Antologia porque, das duas uma, ou eu tenho uma ideia errada de FC ou diabos me levem se li algum conto lá dentro que esteja perto de ser FC.

O que li nestes 17 contos foi uma "ideia" de FC. Li autores a pegarem em tropos e clichés e esforçarem-se por trabalhar uma matéria-prima que, obviamente, está longe de ser do agrado dos mesmos. O resultado varia entre o péssimo e o medíocre com, aqui e ali, umas centelhas de interesse mais mediano.

Um exemplo do atraso constante deste jardinzito à beira-mar plantado é a insistência em formas de escrever que já cheiravam a mofo nos anos 70 e agora já estão, declaradamente, petrificadas. O exemplo melhor é o conto de Madalena Santos que nos tenta fazer crer que no futuro as colónias planetárias, as pessoas, os ciborgues e outros (inexplicavelmente cyborgs no texto desta antologia que tanto se preza de ser de língua lusófona) terão nomes em série alfanumérica, quando até os antigos eram mais imaginativos a nomear planetas e constelações. É um abusar constante de Z725, Planetas X-345-999, Soldados 22, MA303 e etc, etc, ad nauseaum. Mas se essa fosse a única deficiência quer deste conto, quer do resto da antologia, até não se estaria mal de todo. Mas vamos pelo início.
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Re: Antologia de Ficção Científica Fantasporto

Postby Lady Entropy » 17 May 2012 22:43

Thanatos wrote:Um exemplo do atraso constante deste jardinzito à beira-mar plantado é a insistência em formas de escrever que já cheiravam a mofo nos anos 70 e agora já estão, declaradamente, petrificadas.


Há falta de Geeks e Nerds em Portugal :D.
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Re: Antologia de Ficção Científica Fantasporto

Postby grayfox » 17 May 2012 23:43

o que eu acho piada é que que em estórias que se passam no futuro tem sempre de haver referências culturais... do presente. há sempre alguém que conhece ou que colecciona ou que estuda o nosso tempo. mas referencias culturais do tempo em que se passa a ficção, isso não! e não falo só de amadores, basta olhar para o futurama.
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Re: Antologia de Ficção Científica Fantasporto

Postby Thanatos » 18 May 2012 00:00

Esta antologia resultou de um concurso aberto e de convites a autores consagrados. Dos alegadamente mais de 100 participantes foi seleccionado um vencedor e tiveram ainda direito a publicação cinco menções honrosas. Da parte dos convidados a Antologia publicou contos de onze. Curiosamente considero que pelo menos uma das menções é significativamente mais intrigante e mais bem escrita, vá lá, bem mais interessante, que o vencedor, mas acredito que seja mesmo uma questão de gosto. A outra curiosidade é que, quer o vencedor, quer as menções honrosas, são quase todas superiores, quer em tratamento de tema, quer em puro exercício imaginativo, quer até em termos narrativos e estilísticos, ao grosso dos convidados. Mas passo a comentar os contos, um a uma, pela ordem em que surgem na antologia, para melhor me fazer entender nesta minha percepção do livro.

A Antologia abre com “O tempo tudo cura menos velhice e loucura” do António de Macedo o que, avaliando pelo vasto currículo do escritor/cineasta/ensaísta prometia um bom entretenimento, servido pela sua suave ironia e jeito leve de introduzir as cenas mais rocambolescas. Aliada a esta expectativa o título era também ele deveras saboroso. E de facto o texto começa bem discorrendo filosoficamente sobre o conceito de viagens no tempo. Mas depressa o conto envereda por um banalíssimo vaudeville de ciúmes, obsessões, “e ses”, sem grande articulação que não seja a de contar as desventuras do sr. Hermínio reformado por incapacidade que viaja no tempo, imagine-se, por intermédio duma faísca provocada com um cabide de metal retorcido.

Ou algo assim do género.

Confesso que assim que passei os olhos por tamanho insulto ao espírito da verdadeira Ficção Científica, daquela com maiúsculas, daquela que se dá ao trabalho de nos explicar os porquês e os porque nãos em termos já mesmo que não científicos, pelo menos o mais perto possível, desliguei o cérebro e deixei-me ir ao sabor do conto, que por uma daquelas ironias sendo sobre viagens no tempo até que não me consumiu demasiado tempo. Este conto tem tanta afiliação com a FC como o filme O Pátio das Cantigas. Adiante.
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Re: Antologia de Ficção Científica Fantasporto

Postby Thanatos » 18 May 2012 20:28

“A inimaginável materialização de Samira” é um conto de João Paulo Vaz que mereceu uma menção honrosa. Num brevíssimo relato Vaz conta-nos a previsível história de Pablo, nonagenário que pratica sexo virtual com a Samira do título, quando é confrontado com a revolução inimaginável da sua parceira de eleição que, imagine-se, prefere sexo ao vivo. Um conto sem força, passe a expressão, que sofre da maldição do infodump apressado que pretende traçar todo um mundo em meros parágrafos. Medíocre herdeiro do cyberpunk gibsoniano e perfeitamente descartável é mais um dos exemplos dum texto que lança mão da rica variedade de tropos da Fc sem os tentar apreender e que qual anão às costas de gigantes tenta passar por algo que não é nem nunca será: o artigo genuíno.

Algures pela internet gerou-se alguma celeuma pelo facto de Beatriz Pacheco Pereira, Diretora do Fantasporto, e que além do conto “O Robot Auris” contribuiu também com uma daquelas introduções que faz lembrar uma featurette dos maus velhos tempos dos DVD em que todos dão palmadinhas nas costas uns dos outros, ter sido seleccionada para uma Antologia que, em última análise, foi uma encomenda da própria. No entanto a par com os outros contos desta mesma não se entende a falsa questão já que não é pior nem melhor que nenhum dos outros. Aliás diria mesmo que é um conto infantil no tratamento do tema gasto, velho e relho, do robozinho que, subitamente, percebe que ganha consciência e laivos de emoções, logo não deixa marca nem provoca mossa, o que avaliando no geral acaba por ser das melhores coisas que se pode dizer desta entrada.

Na tradição do bom doutor Asimov, na senda de Metropolis e pisando os calcanhares de gente como Simak, Pacheco Pereira lá vai entretecendo o melhor que consegue e sabe um contito em que o final é telegrafado logo ao abrir do mesmo. Com uma prosa que tenta não confundir o leitor, chegando ao cúmulo do uso do itálico não vá o mesmo não ter a cognoscência suficiente para perceber que Auris começa a sentir algo para o qual não fora programado, o texto vai-se arrastando até à sua conclusão mais que previsível mas que, decerto, poderá ainda surpreender alguém para quem isto da FC seja completa novidade.

Um dos dois melhores textos da Antologia e que, sem dúvida merecia melhor companhia, é-nos apresentado pela mão segura de Filipe Homem Fonseca. “O Festival” é uma tour de force que, mesmo que por momentos vacile na construção e no entretecer da trama, consegue despertar no leitor mais conhecedor a chama da verdadeira FC, cuja finalidade máxima é fazer reflectir sobre os “ses” que se colocam no caminho dessa grande aventura que é ser Humano.

Um conto enigmático, pejado de referenciais que são usados inteligentemente ao longo do desenvolvimento, denso e difícil de penetrar para os não-iniciados nos protocolos de leitura da melhor FC que nos relata, pelo menos, três linhas narrativas diferentes que por breves momentos se cruzam no tempo e espaço, “O Festival” assume-se de pleno direito como Ficção Científica e mesmo que lance mão do tropo da viagem no tempo, está a anos-luz da peripatetice do anterior conto com a mesma base da autoria de Macedo. Onde Macedo naufragava sob o fardo da incapacidade de lidar com o tema duma forma que respeitasse os protocolos assumidos da FC, Fonseca sabe burilar o texto ao ponto de criar um labirinto de imagens, reflexões e questões que deixam o leitor perdido em divagações. E esse é o melhor aplauso que a FC pode merecer. O de nos fazer reflectir. Um texto forte e que a meu ver brilha ainda mais fortemente dado o contexto em que se insere. Não sendo FC em forma pura, o que a ser desmentiria a afirmação com que abro esta pequena opinião, este, em conjunto com outro texto que mais adiante mencionarei em seu devido lugar, é ainda assim o conto que mais se aproxima da ideia que a FC deve e pode ser, mesmo uma FC que se pretenda lusa em espírito, que não em temas.
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Re: Antologia de Ficção Científica Fantasporto

Postby Thanatos » 20 May 2012 11:23

O conto de Ágata Simões, Virgílio Bentley e o extraterrestre, recupera a figura do Sr. Bentley, já nossa conhecida da coletânea Sr. Bentley, o Enraba-passarinhos e confronta-o com um extraterrestre cuja maior necessidade é comunicar com “alguém com Autoridade”. E assim, à maneira muito sui generis de Virgílio o extraterrestre é levado aos pastéis de nata de Belém, a ver a beira rio e a falar com o Moedas, arrumador de carros. Embora divertido e irónico o conto não deixa de ser um desfiar de situações caricatas, sem nexo e sem objectivo, sendo que o extraterrestre poderia confortavelmente ser substituído por um qualquer emigrante do Leste a procurar ir ao SEF que o efeito seria praticamente idêntico. É um conto que se perde no prazer de narrar o absurdo mas que se olvida de contar uma história.

O conto de Afonso Cruz, As mãos e as veias, é mais um exemplo do tipo de contos que preenchem esta Antologia que se desviam por completo da temática, sendo que neste caso nem sequer há o esforço duma explicação científica seja para o que for, sendo antes uma vinheta bizarra, em que o tom surreal e quase poético da prosa, aqui apresentada em forma de argumento teatral, disfarça um vazio de ideias que se consomem à volta da familiar reviravolta. Um texto que, à falta de melhor termo, assentaria bem numa antologia de new weird, mas que aqui apenas expõe as fraquezas duma ideia que parece mais inteligente à primeira leitura do que realmente é.

Logo à partida, e dado o percurso literário de Bruno Martins Soares tinha elevadas expectativas para o conto Tsubaki que aqui o representa. Essas expectativas depressa se viram goradas por culpa duma prosa hermética, cheia de referenciais diretos e indiretos à cinematografia kubrickiana, num evidente jogo entre escritor e leitor que soçobra sobre o peso da presunção. Este texto não funcionaria de forma alguma para quem não consiga detectar as referências e, curiosamente, mesmo para quem as detecte acaba por ficar indiferente ao que o mesmo tenta narrar. Bocados de prosa como este exemplo: “Júpiter. No negro do Universo. Imponente. Nada o incomoda. Já está incomodado consigo próprio”, também não ajudam a formar uma apreciação sólida das capacidades de controlo estrutural da narrativa. O melhor que se poderá dizer deste conto é que é breve o suficiente para não incomodar em demasia.

Uma Alforreca no Quintal, de António Carloto é a entrada vencedora do concurso Fantasporto. É daqueles pequenos contos que não tentam parecer muito inteligentes nem tentam conseguir objectivo algum que não seja narrar um improvável acontecimento. Basicamente o título conta o que se passa. Por breves lampejos Carloto trouxe-me à memória uma experiência de leitura muito mais agradável entitulada The Mind Thing, uma pequena e tensa noveleta de Fredric Brown com vários pontos de contacto com esta alforreca mesmo que em termos de aspecto a dita lembre mais a famosa Blob do filme série B da década de 50. Se de entre os alegados 100 concorrentes ao concurso este foi o texto que mereceu o prémio fico com algum receio que alguma vez se venha a conhecer os textos que ficaram de fora.
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Re: Antologia de Ficção Científica Fantasporto

Postby Bugman » 20 May 2012 21:24

grayfox wrote:o que eu acho piada é que que em estórias que se passam no futuro tem sempre de haver referências culturais... do presente. há sempre alguém que conhece ou que colecciona ou que estuda o nosso tempo. mas referencias culturais do tempo em que se passa a ficção, isso não! e não falo só de amadores, basta olhar para o futurama.


Antes de ler as análises do T, parece-me que as referências culturais presentes no futurama fazem todo o sentido. Futurama pretende satirizar o presente, não o futuro, logo fazem sentido as referências à actualidade.
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Ao mesmo tempo que ali estava tudo igual, não estava você lá, não está teu passado, não está nada. Quer dizer: só você sabe que esteve ali. A parede, os prédios, não guardam a gente. Nós só nos guardamos a nós mesmos. Só valemos nós connosco. Fora daí é literatura, é poesia, é arte. Ferreira Gullar
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