Ciclo "Monstros"

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Re: Ciclo "Monstros"

Postby annawen » 04 May 2010 13:36

Samwise wrote:A relação que estabeleço para o The Brood tem a ver com a personagem principal ter enterrado no inconsciente memórias de infância dolorosas, que vai descobrindo ao longo do filme - coisa que também acontece em parte à Nola, com a psicoplasmose.

A diferença é que este Spider é ficção "real" - os acontecimentos narrados podiam bem ter acontecido, já que o homem é um doente mental. Não é FC/sobrenatural.


Essa, e o facto de "A Ninhada" ser muito, mas muito melhor filme. Também achei o filme bastante previsível, coisa que "A Ninhada" não é.

Não deixa de ser filme bastante lento, pontuado por inúmeros "tempos mortos", mas creio que foram mantidos deliberadamente, para demonstrarem o mundo em que personagem vivia.


Pois. Mas o problema é que lentidão não é sinónimo de profundidade. Uma confusão que muitos realizadores fazem. Também não é das melhores interpretações do Ralph Fiennes. Mas gostei do Gabriel Byrne. Aliás, eu gosto sempre do Gabriel Byrne.

Reparaste na dupla interpretação da Miranda Richardson? :bow:


Na dupla?! Na tripla! ;)

Sempre que vejo a Miranda Richardson lembro-me do "Black Adder".

EDIT: Não é que não tenha gostado do filme, mas o Cronenberg já vez muito melhor.

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Re: Ciclo "Monstros"

Postby Samwise » 05 May 2010 11:15

annawen wrote:EDIT: Não é que não tenha gostado do filme, mas o Cronenberg já vez muito melhor.


Aqui até concordo. Mas não achei o filme previsível.

Não vou lá muito à bola com o Gabriel Byrne. Há filmes em que resulta (por acaso neste até resulta), há outros em que é intragável - mas atribuo as culpas a quem escolheu o cast.

São três papéis que ela faz? Já não me recordo. Sei é que só me apercebi de que eram vários papeis depois de ter visto os créditos finais. ^_^

Entretanto morreu a Lynn Redgrave, que no filme é a dona do "hospício". :(
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Re: Ciclo "Monstros"

Postby annawen » 05 May 2010 13:31

Samwise wrote:Mas não achei o filme previsível.


A partir do momento que o garoto vê os pais a beijarem-se no cancelo e que a Miranda Richardson passa a fazer de prostituta vi logo para onde a história caminhava. Este filme podia passar numa aula de "Introdução à Freud". Excepto que aqui ele não mata o pai.

Não vou lá muito à bola com o Gabriel Byrne.


Ai eu vou!

Há filmes em que resulta (por acaso neste até resulta), há outros em que é intragável - mas atribuo as culpas a quem escolheu o cast.


Então tive sorte, ainda não vi os intragáveis.

São três papéis que ela faz? Já não me recordo. Sei é que só me apercebi de que eram vários papeis depois de ter visto os créditos finais. ^_^


Só nos créditos?! E por acaso esses levam ao engano (ela aí só está listada em 2 papeis). Ela faz de mãe do rapaz, de amante do pai e de dona do asilo (ou lá o que aquilo era). É o facto de ela repetir esses papéis que me revelou se não todo o filme, pelo menos o facto de dois deles serem alucinações do "Spider". Aliás, ela faz quatro papéis. Porque ainda é a mulher que o "Spider" vê a sair de casa com um carrinho de bebé.

Uma coisa que este filme tem em comum com "A Ninhada" é o facto de haver uma constante repetição. A Nola está sempre a ter "filhos", o "Spider" está sempre a ver a mãe em todos os sítios. O que significa que ambos não se conseguem livrar do trauma.

Entretanto morreu a Lynn Redgrave, que no filme é a dona do "hospício". :(


Sim, é verdade. Mas que lugar era aquele? Os doentes não recebiam nenhuma espécie de tratamento, e nenhum deles parecia estar a melhorar.

---

Tenho andado a pensar no próximo ciclo. Se houver interesse podemos começar para a semana.

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Re: Ciclo "Monstros"

Postby urukai » 05 May 2010 15:39

Eu participo no proximo mas com as minhas limitacoes.

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Re: Ciclo "Monstros"

Postby Samwise » 05 May 2010 18:41

annawen wrote:
Samwise wrote:Mas não achei o filme previsível.


A partir do momento que o garoto vê os pais a beijarem-se no cancelo e que a Miranda Richardson passa a fazer de prostituta vi logo para onde a história caminhava. Este filme podia passar numa aula de "Introdução à Freud". Excepto que aqui ele não mata o pai.


Pois, aqui ele não mata o pai. :mrgreen:

Como não me apercebi do duplo papel da senhora, não adivinhei nada antes de tempo.


Há filmes em que resulta (por acaso neste até resulta), há outros em que é intragável - mas atribuo as culpas a quem escolheu o cast.


Então tive sorte, ainda não vi os intragáveis.


Os filmes também não são assim flor que se cheire. Lembro-me do papel de diabo no End of Days e de Dartagnan no The Man in the Iron Mask. ---yurk--- (como disse, erros de casting)

Há dois filmes em que ele entra e que gostava de ver: O Defence of the Realm, e o Jindabyne

Mas que lugar era aquele? Os doentes não recebiam nenhuma espécie de tratamento, e nenhum deles parecia estar a melhorar.


Aquilo era mais um lar, uma espécie de pensão de acolhimento. Suponho que era um local para onde encaminhavam os casos menos violentos/graves, para não atafulhar os outros sítios.

Tenho andado a pensar no próximo ciclo. Se houver interesse podemos começar para a semana.


Ready when you are. ;)

Talvez quando divulgares o tema orientador se juntem mais interessados.

Urukai, já terminaste de ver o Psycho?
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Re: Ciclo "Monstros"

Postby annawen » 05 May 2010 19:53

Samwise wrote:Os filmes também não são assim flor que se cheire. Lembro-me do papel de diabo no End of Days


Sim, se há papéis difíceis é fazer de diabo. Ele deveria ter recusado esse.

e de Dartagnan no The Man in the Iron Mask. ---yurk--- (como disse, erros de casting)


Mas qual erro de casting?!! Are you crazy man?! :mrgreen: O Gabriel Byrne está excelente como D'artagnan. É a única razão por que eu gosto desse filme.

Há dois filmes em que ele entra e que gostava de ver: O Defence of the Realm, e o Jindabyne


Não vi nenhum dos dois.

Aquilo era mais um lar, uma espécie de pensão de acolhimento. Suponho que era um local para onde encaminhavam os casos menos violentos/graves, para não atafulhar os outros sítios.


Pois, casos menos violentos e graves... por isso é que à dona quase lhe ia acontecendo como ao Holofernes.

Talvez quando divulgares o tema orientador se juntem mais interessados.


Eu estava a pensar num ciclo dedicado à dicotomia "Amizade / Traição". Isto é filmes que tivessem que lidassem com a amizade entre duas pessoas, ou um grupo de pessoas; ou filmes que focassem situações de traição; ou filmes que focassem os dois aspectos da questão. É uma temática que me interessa particularmente (mas não sei se será interessante para o resto do pessoal) e que tem a vantagem de não se cingir só a um género ou a um realizador.

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Re: Ciclo "Monstros"

Postby Samwise » 05 May 2010 20:08

annawen wrote:Mas qual erro de casting?!! Are you crazy man?! :mrgreen: O Gabriel Byrne está excelente como D'artagnan. É a única razão por que eu gosto desse filme.


:lol!:

(pelo menos concordamos quanto ao filme...)

Aquilo era mais um lar, uma espécie de pensão de acolhimento. Suponho que era um local para onde encaminhavam os casos menos violentos/graves, para não atafulhar os outros sítios.


Pois, casos menos violentos e graves... por isso é que à dona quase lhe ia acontecendo como ao Holofernes.


Tudo parecia indicar esta ideia. Os doentes que vivam lá hospedados estavam todos um bocado amedrontados pela dona e não se insurgiam.

Naturalmente que ele [spider] foi indicado para o local depois de um longo período de tratamento.

Eu estava a pensar num ciclo dedicado à dicotomia "Amizade / Traição". Isto é filmes que tivessem que lidassem com a amizade entre duas pessoas, ou um grupo de pessoas; ou filmes que focassem situações de traição; ou filmes que focassem os dois aspectos da questão. É uma temática que me interessa particularmente (mas não sei se será interessante para o resto do pessoal) e que tem a vantagem de não se cingir só a um género ou a um realizador.


É um óptimo tema. Pelo menos vai dar luta a pensar nos títulos. Por acaso já viste o Once Upon a Time in America? Saltou-me logo este à vista porque é o meu filme favorito e essa é uma das temáticas centrais, se não mesmo a mais importante...
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Re: Ciclo "Monstros"

Postby Thanatos » 05 May 2010 20:44

Só para terminar este ciclo.

Alguém reparou que eu sugeri dois filmes (Bride of Frankenstein e La Belle et La Bête) em que realizador e actor principal eram homossexuais e amantes, num caso? E que ninguém comentou isso mesmo quando muito se falava da pulsão erótica dos filmes? ;)
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Re: Ciclo "Monstros"

Postby Samwise » 05 May 2010 21:46

Thanatos wrote:Só para terminar este ciclo.

Alguém reparou que eu sugeri dois filmes (Bride of Frankenstein e La Belle et La Bête) em que realizador e actor principal eram homossexuais e amantes, num caso? E que ninguém comentou isso mesmo quando muito se falava da pulsão erótica dos filmes? ;)


Não sabia que o Cocteau era homossexual.

Fiquei com ideia de que no Bride se chegou a falar disso, mas já não me lembro ao certo.

Queres chegar aonde com esta questão? À ideia de que a repressão da sociedade sobre os homossexuais os levou a libertarem os seus sentimentos, de forma camuflada, nos filmes que realizaram?
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Re: Ciclo "Monstros"

Postby Thanatos » 05 May 2010 22:15

O Cocteau e o Marais.

Sim, essa é uma perspectiva. Se bem não esteja muito de acrodo com a camuflagem. Só não vê quem não quer.

Outra seria a de que os ditos grupos minoritários têm alguma tendência para serem mais criativos. Já sei que vais pedir as estatísticas do INE que suportem esta afirmação ao qual te respondo: bugger off. :P
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Re: Ciclo "Monstros"

Postby Samwise » 05 May 2010 22:49

Thanatos wrote:O Cocteau e o Marais.

Sim, essa é uma perspectiva. Se bem não esteja muito de acrodo com a camuflagem. Só não vê quem não quer.


Quanto a questões directamente relacionadas com a homossexualidade, estão mais que bem camufladas. Tanto num como noutro filme, os pares principais são hetero. Aliás, não há nenhum relação homo e poucas ou nenhumas alusões ao assunto.

Outra seria a de que os ditos grupos minoritários têm alguma tendência para serem mais criativos. Já sei que vais pedir as estatísticas do INE que suportem esta afirmação ao qual te respondo: bugger off. :P


Isto já é bastante discutível - não tenho dados e não tenho essa opinião. Não relaciono a criatividade com a pertença a grupos minoritário. São variáveis independentes.
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Re: Ciclo "Monstros"

Postby annawen » 05 May 2010 23:03

Falando do "Spider": houve um momento de que gostei. Foi logo no início, quando a patroa olha para a quantidade de camisas que o Spider está a usar, e um outro "hóspede" responde-lhe qualquer coisa como: "Se são as roupas que fazem um homem, quanto menos homem se é, mais roupas precisa de usar". Comecei logo a imaginar que o Spider podia talvez não ser humano. Podia ser um insecto ou qualquer coisa, mas infelizmente o filme não evoluiu para aí.

Eu estava a pensar num ciclo dedicado à dicotomia "Amizade / Traição". Isto é filmes que tivessem que lidassem com a amizade entre duas pessoas, ou um grupo de pessoas; ou filmes que focassem situações de traição; ou filmes que focassem os dois aspectos da questão. É uma temática que me interessa particularmente (mas não sei se será interessante para o resto do pessoal) e que tem a vantagem de não se cingir só a um género ou a um realizador.


É um óptimo tema. Pelo menos vai dar luta a pensar nos títulos. Por acaso já viste o Once Upon a Time in America? Saltou-me logo este à vista porque é o meu filme favorito e essa é uma das temáticas centrais, se não mesmo a mais importante...


Luta com os títulos talvez dê, talvez não, mas eu tenho vários na manga para o caso do pessoal ter dificuldades em se lembrar de algum. ;)

É claro que vi esse filme. E tenho em VHS e acho que também em DVD. Por acaso não me lembrei dele mas aplica-se como uma luva.

Alguém reparou que eu sugeri dois filmes (Bride of Frankenstein e La Belle et La Bête) em que realizador e actor principal eram homossexuais e amantes, num caso? E que ninguém comentou isso mesmo quando muito se falava da pulsão erótica dos filmes? ;)


Acho que abordamos o caso no que toca ao "Noiva", em relação à "A Bela e o Monstro", eu sabia que o Jean Cocteau era homossexual, não sabia é que o amante dele era o Jean Marais. Agora penso que a temática da homossexualidade não está presente, ou pelo menos não é muito evidente, nos filmes. Quero dizer, se os autores e actor fossem heterossexuais o resultado seria diferente? E se não soubéssemos da sua homossexualidade por outras fontes, intuiríamos isso pelos filmes?

Em relação ao ciclo "Monstros" quero dizer que gostei muito de participar. :) Para além da discussão e da conversa, pude rever bons filmes e ver outros que nunca tinha visto. Foi muito divertido. :tu:

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Re: Ciclo "Monstros"

Postby Thanatos » 05 May 2010 23:08

Atenção que não é conscientemente que se é dum grupo minoritáro. Tanto quanto eu saiba ninguém decide «ser homossexual» só porque sim e porque é cool ser minoritário ou seja lá o que for.

O que eu pretendi dizer é que me parece evidente que certas pessoas que fogem à norma (seja lá ela qual for) têm tendência para serem mais criativos.

Dizes que não tens dados e não tens essa opinião. Pressuponho então que também não tens dados que sustentem opinião contrária à minha. Não será assim? Relacionas criatividade com quê então? Ou nem sequer relacionas com nada?

Note-se que eu também não relaciono directamente criatividade com pertenças a grupos. Por isso escrevi «ditos grupos» e «alguma tendência» e penso que é inegável que há bastantes escritores, poetas, dramaturgos, actores, actrizes, pintores etc. que representam a ideia de desvios à norma padrão do resto da população não criativa.

Quanto à camuflagem para mim não é necessário ser um filme como o Querelle para representar os ideais do amor homossexual. Mas isso sou eu que leio demasiado nas entrelinhas dos subtextos dos diálogos e não me atenho tanto às simbologias dos décors e à beleza da fotografia. ;)
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Re: Ciclo "Monstros"

Postby Samwise » 06 May 2010 14:51

Thanatos wrote:Atenção que não é conscientemente que se é dum grupo minoritáro. Tanto quanto eu saiba ninguém
decide «ser homossexual» só porque sim e porque é cool ser minoritário ou seja lá o que for.


Nem tinhas de mencionar isto. :rolleyes:

O que eu pretendi dizer é que me parece evidente que certas pessoas que fogem à norma (seja lá ela qual for) têm tendência para serem mais criativos.


A mim não me parece evidente, a não ser que a norma considerada seja a de (falta de) criatividade. :mrgreen:

Dizes que não tens dados e não tens essa opinião. Pressuponho então que também não tens dados que sustentem opinião contrária à minha. Não será assim? Relacionas criatividade com quê então? Ou nem sequer relacionas com nada?


Não tenho eu nem tens tu. Estamos no mesmo barco. Flutuamos no mar das opiniões sem vislumbre de terra firme.

O "não relacionar" tem aqui a ver com o "não fazer depender", ou seja, não é por se ser homossexual (ou hetero) que se é mais, ou menos criativo. Considero que a criatividade é inata (independentemente de poder ser mais treinada/melhorada).

Note-se que eu também não relaciono directamente criatividade com pertenças a grupos. Por isso escrevi «ditos grupos» e «alguma tendência» e penso que é inegável que há bastantes escritores, poetas, dramaturgos, actores, actrizes, pintores etc. que representam a ideia de desvios à norma padrão do resto da população não criativa.


Só no que diz respeito à criatividade. :mrgreen:

Quanto à camuflagem para mim não é necessário ser um filme como o Querelle para representar os ideais do amor homossexual. Mas isso sou eu que leio demasiado nas entrelinhas dos subtextos dos diálogos e não me atenho tanto às simbologias dos décors e à beleza da fotografia. ;)


A questão inicial mantém-se. Nos filmes deste ciclo leste nas entrelinhas (dos subtextos dos diálogos) alguma mensagem de contornos declaradamente homossexuais?
É que se existem, estão mesmo muito escondidas. Passa por aquilo que a annawen referiu: o saberes de antemão que o realizador era homossexual resulta como uma sugestão para depois veres representações dessa ideia onde elas não existem.
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